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O Eixo Leitura, conforme a BNCC, é fundamental
para o desenvolvimento da fluência e da compreensão
textual. Nesse contexto, a leitura deve ser concebida
como:
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Com base na Base Nacional Comum Curricular
(BNCC) e nas concepções contemporâneas de ensino
de Língua Portuguesa, analise as afirmações a seguir:
( ) A BNCC compreende a linguagem como prática social situada, o que implica trabalhar os gêneros discursivos em seus contextos reais de circulação.
( ) O eixo de Análise Linguística/Semiótica deve ocorrer prioritariamente de forma desarticulada dos eixos de Leitura e Produção Textual, a fim de garantir domínio estrutural da norma.
( ) A noção de competência comunicativa, implícita na BNCC, envolve a capacidade de atuar discursivamente em diferentes esferas sociais.
( ) A organização por campos de atuação social reforça a ideia de que a linguagem é inseparável das práticas sociais.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
( ) A BNCC compreende a linguagem como prática social situada, o que implica trabalhar os gêneros discursivos em seus contextos reais de circulação.
( ) O eixo de Análise Linguística/Semiótica deve ocorrer prioritariamente de forma desarticulada dos eixos de Leitura e Produção Textual, a fim de garantir domínio estrutural da norma.
( ) A noção de competência comunicativa, implícita na BNCC, envolve a capacidade de atuar discursivamente em diferentes esferas sociais.
( ) A organização por campos de atuação social reforça a ideia de que a linguagem é inseparável das práticas sociais.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
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À luz do Eixo Leitura da BNCC e das discussões
sobre multiletramentos, assinale a alternativa
CORRETA.
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Leia o texto abaixo e em seguida responda ao
enunciado:
“Tirei hoje do fundo da gaveta…”
Tirei hoje do fundo da gaveta, onde jazia a minha pena de cronista.
A coitadinha estava com um ar triste, e pareceu-me vêla articular por entre os bicos, uma tímida exprobração.
Em roda do pescoço enrolavam-se uns fios tenuíssimos, obra dessas Penélopes que andam pelos tetos das casas e desvãos inferiores dos móveis.
Limpei-a, acariciei-a, e, como o Abencerragem ao seu cavalo, disse-lhe algumas palavras de animação para a viagem que tínhamos de fazer.
Ela, como pena obediente, voltou-se na direção do aparelho de escrita, ou, como diria o tolo de Bergerac, do receptáculo dos instrumentos da imoralidade.
Compreendi o gesto mudo da coitadinha, e passei a cortar as tiras de papel, fazendo ao mesmo tempo as seguintes reflexões, que ela parecia escutar com religiosa atenção:
...
ASSIS, Machado de. Crônica: “Tirei hoje do fundo da gaveta…” Publicado originalmente em O Futuro, Rio de Janeiro, 1862–1863. Incluído em: Obras Completas, v. de Crônicas. Rio de Janeiro: W. M. Jackson, 1938
A partir das concepções contemporâneas de ensino de língua/linguagem e das orientações da BNCC, é INCORRETO afirmar que o texto:
“Tirei hoje do fundo da gaveta…”
Tirei hoje do fundo da gaveta, onde jazia a minha pena de cronista.
A coitadinha estava com um ar triste, e pareceu-me vêla articular por entre os bicos, uma tímida exprobração.
Em roda do pescoço enrolavam-se uns fios tenuíssimos, obra dessas Penélopes que andam pelos tetos das casas e desvãos inferiores dos móveis.
Limpei-a, acariciei-a, e, como o Abencerragem ao seu cavalo, disse-lhe algumas palavras de animação para a viagem que tínhamos de fazer.
Ela, como pena obediente, voltou-se na direção do aparelho de escrita, ou, como diria o tolo de Bergerac, do receptáculo dos instrumentos da imoralidade.
Compreendi o gesto mudo da coitadinha, e passei a cortar as tiras de papel, fazendo ao mesmo tempo as seguintes reflexões, que ela parecia escutar com religiosa atenção:
...
ASSIS, Machado de. Crônica: “Tirei hoje do fundo da gaveta…” Publicado originalmente em O Futuro, Rio de Janeiro, 1862–1863. Incluído em: Obras Completas, v. de Crônicas. Rio de Janeiro: W. M. Jackson, 1938
A partir das concepções contemporâneas de ensino de língua/linguagem e das orientações da BNCC, é INCORRETO afirmar que o texto:
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Atenção: Leia o poema de Cecilia Meirelles, extraído do livro Viagem, para responder à questão.
Serenata
Permite que feche os meus olhos,
pois é muito longe e tão tarde!
Pensei que era apenas demora,
e cantando pus-me a esperar-te.
Permite que agora emudeça:
que me conforme em ser sozinha.
Há uma doce luz no siléncio
e a dor é de origem divina.
Permite que volte o meu rosto
para um céu maior que este mundo,
e aprenda a ser dócil no sonho
como as estrelas no seu rumo.
O eu lírico pediu ao seu interlocutor permissão para
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Atenção: Leia o poema de Cecilia Meirelles, extraído do livro Viagem, para responder à questão.
Serenata
Permite que feche os meus olhos,
pois é muito longe e tão tarde!
Pensei que era apenas demora,
e cantando pus-me a esperar-te.
Permite que agora emudeça:
que me conforme em ser sozinha.
Há uma doce luz no siléncio
e a dor é de origem divina.
Permite que volte o meu rosto
para um céu maior que este mundo,
e aprenda a ser dócil no sonho
como as estrelas no seu rumo.
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Atenção: Leia o poema de Cecilia Meirelles, extraído do livro Viagem, para responder à questão.
Serenata
Permite que feche os meus olhos,
pois é muito longe e tão tarde!
Pensei que era apenas demora,
e cantando pus-me a esperar-te.
Permite que agora emudeça:
que me conforme em ser sozinha.
Há uma doce luz no siléncio
e a dor é de origem divina.
Permite que volte o meu rosto
para um céu maior que este mundo,
e aprenda a ser dócil no sonho
como as estrelas no seu rumo.
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Atenção: Leia o poema de Cecilia Meirelles, extraído do livro Viagem, para responder à questão.
Serenata
Permite que feche os meus olhos,
pois é muito longe e tão tarde!
Pensei que era apenas demora,
e cantando pus-me a esperar-te.
Permite que agora emudeça:
que me conforme em ser sozinha.
Há uma doce luz no siléncio
e a dor é de origem divina.
Permite que volte o meu rosto
para um céu maior que este mundo,
e aprenda a ser dócil no sonho
como as estrelas no seu rumo.
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Atenção: Leia o trecho do romance Eles eram muitos cavalos, de Luiz Ruffato, para responder å questão.
Nós poderíamos ter sido grandes amigos.
Eu o convidaria para um jantar sábado à noite, aqui em nosso apartamento, serviriamos um magnifico pernil de cordeiro acomodado em ramos de alecrim, um honesto Quinta da Bacalhoa, e ouviríamos, encantados, o último disco do Chico Buarque, uma сoletânea da Dinah Washington, uma outra cantora que agora me foge o nome, adquirida na Tower Records, em Londres.
Seríamos apresentados à sua esposa, já vislumbrada rapidamente na piscina, e, uma ou duas taças, deixariamos o sofá de
veludo espanhol amarelo pelas duras e ásperas cadeiras de palha da cozinha, não tão grande quanto era nosso desejo, para ajudar a
Célia, avental motivos-surrealistas, cuidando do assado e da salada. Eu lavaria a louça, ele e a mulher arrumariam a mesa, toalha,
talheres, copos, descansos. Após o jantar, de novo esparramados no conforto da sala, nos perderíamos no torvelinho das conversas
e, madrugada, quando já nem mais ânimo tivéssemos para trocar o cedé,a rua ausente de carros, uma leve culpa por as crianças
estarem na casa de algum coleguinha ou de parentes, se imiscuiria em nosso último assunto, e nos despediriamos, prometendo nos
frequentar com alguma assiduidade.
O tempo solidificaria a relação.
Trocaríamos e-mails e encheríamos o computador de spams, correntes-da-felicidade, abaixo-assinados, alertas sobrea descoberta de novos vírus, as mais recentes modalidades de crimes, fotos indecentes, charges e até mesmo endereços interessantes,
lojas virtuais de cedés e de livros, e descobriríamos afinidades que insuspeitávamos, e toda sexta-feira nos encontraríamos para o
happy hour num barzinho da Lapa, "o melhor tira-gosto de São Paulo", e revelariamos quea escola das crianças não é tão boa quanto
imaginávamos, e confessaríamos que ambos mentiamos para os amigos sobre aventuras extraconjugais, e que, embora a colega
assistente da diretoria existisse, a única vez que falei com ela foi para me desculpar por ter derrubado sua sobremesa no chão do
refeitório, e chegaríamos em casa recendendo a álcool, e as mulheres reclamariam e diriam que "Homem é tudo igual", e no dia
seguinte, sábado, acordaríamos cedo para comprar peixe e verduras no Mercado Municipal. Mas nós não nos conhecíamos. Nos
vimos algumas vezes no elevador de serviço, a caminho da garagem do prédio, uma ou outra vez na piscina, ele lendo a Veja, eu
nadando com a Joana e o Afonsinho.
(Adaptado de: RUFFATO, Luiz. Eles eram muitos cavalos. São Paulo: Companhia das Letras, 2013)
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Atenção: Leia o trecho do romance Eles eram muitos cavalos, de Luiz Ruffato, para responder å questão.
Nós poderíamos ter sido grandes amigos.
Eu o convidaria para um jantar sábado à noite, aqui em nosso apartamento, serviriamos um magnifico pernil de cordeiro acomodado em ramos de alecrim, um honesto Quinta da Bacalhoa, e ouviríamos, encantados, o último disco do Chico Buarque, uma сoletânea da Dinah Washington, uma outra cantora que agora me foge o nome, adquirida na Tower Records, em Londres.
Seríamos apresentados à sua esposa, já vislumbrada rapidamente na piscina, e, uma ou duas taças, deixariamos o sofá de
veludo espanhol amarelo pelas duras e ásperas cadeiras de palha da cozinha, não tão grande quanto era nosso desejo, para ajudar a
Célia, avental motivos-surrealistas, cuidando do assado e da salada. Eu lavaria a louça, ele e a mulher arrumariam a mesa, toalha,
talheres, copos, descansos. Após o jantar, de novo esparramados no conforto da sala, nos perderíamos no torvelinho das conversas
e, madrugada, quando já nem mais ânimo tivéssemos para trocar o cedé,a rua ausente de carros, uma leve culpa por as crianças
estarem na casa de algum coleguinha ou de parentes, se imiscuiria em nosso último assunto, e nos despediriamos, prometendo nos
frequentar com alguma assiduidade.
O tempo solidificaria a relação.
Trocaríamos e-mails e encheríamos o computador de spams, correntes-da-felicidade, abaixo-assinados, alertas sobrea descoberta de novos vírus, as mais recentes modalidades de crimes, fotos indecentes, charges e até mesmo endereços interessantes,
lojas virtuais de cedés e de livros, e descobriríamos afinidades que insuspeitávamos, e toda sexta-feira nos encontraríamos para o
happy hour num barzinho da Lapa, "o melhor tira-gosto de São Paulo", e revelariamos quea escola das crianças não é tão boa quanto
imaginávamos, e confessaríamos que ambos mentiamos para os amigos sobre aventuras extraconjugais, e que, embora a colega
assistente da diretoria existisse, a única vez que falei com ela foi para me desculpar por ter derrubado sua sobremesa no chão do
refeitório, e chegaríamos em casa recendendo a álcool, e as mulheres reclamariam e diriam que "Homem é tudo igual", e no dia
seguinte, sábado, acordaríamos cedo para comprar peixe e verduras no Mercado Municipal. Mas nós não nos conhecíamos. Nos
vimos algumas vezes no elevador de serviço, a caminho da garagem do prédio, uma ou outra vez na piscina, ele lendo a Veja, eu
nadando com a Joana e o Afonsinho.
(Adaptado de: RUFFATO, Luiz. Eles eram muitos cavalos. São Paulo: Companhia das Letras, 2013)
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