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4051386 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: MPE-AP
Atenção: Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Nos poços


    Primeiro você cai num Poço. Mas não é ruim cair num poço assim de repente? No começo é. Mas você logo começa a curtir as pedras do poço. O limo do poço. A umidade do poço. A água do poço. A terra do poço. O cheiro do poço. O poço do poço. Mas não é ruim a gente ir entrando nos poços dos poços sem fim? A gente não sente medo? A gente sente um pouco de medo mas não dói. A gente não morre? A gente morre um pouco em cada poço. E não dói? Morrer não dói. Morrer é entrar noutra. E depois: no fundo do poço do poço do poço do poço você vai descobrir quê.
(Adaptado de: ABREU, Caio Fernando. O ovo apunhalado, 2025)



A expressão "morrer é entrar noutra" exemplifica o uso de:
 

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4051385 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: MPE-AP
Atenção: Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Nos poços


    Primeiro você cai num Poço. Mas não é ruim cair num poço assim de repente? No começo é. Mas você logo começa a curtir as pedras do poço. O limo do poço. A umidade do poço. A água do poço. A terra do poço. O cheiro do poço. O poço do poço. Mas não é ruim a gente ir entrando nos poços dos poços sem fim? A gente não sente medo? A gente sente um pouco de medo mas não dói. A gente não morre? A gente morre um pouco em cada poço. E não dói? Morrer não dói. Morrer é entrar noutra. E depois: no fundo do poço do poço do poço do poço você vai descobrir quê.
(Adaptado de: ABREU, Caio Fernando. O ovo apunhalado, 2025)



O título "Nos poços" articula-se com o texto por meio da
 

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4051384 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: MPE-AP
Atenção: Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Nos poços


    Primeiro você cai num Poço. Mas não é ruim cair num poço assim de repente? No começo é. Mas você logo começa a curtir as pedras do poço. O limo do poço. A umidade do poço. A água do poço. A terra do poço. O cheiro do poço. O poço do poço. Mas não é ruim a gente ir entrando nos poços dos poços sem fim? A gente não sente medo? A gente sente um pouco de medo mas não dói. A gente não morre? A gente morre um pouco em cada poço. E não dói? Morrer não dói. Morrer é entrar noutra. E depois: no fundo do poço do poço do poço do poço você vai descobrir quê.
(Adaptado de: ABREU, Caio Fernando. O ovo apunhalado, 2025)



A materialidade das imagens, referentes a termos como "pedras", "limo", "água", "terra" e "cheiro" assume no texto um valor conotativo que
 

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4051383 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: MPE-AP

Praia anoitecendo

Agora há apenas um espaço
Como esse lá fora,
uma distância infinita
entre mim, você e as verdades,
espero mesmo que a gente continue se desencontrando
Que os ventos nos soprem direções contrárias
Que os caminhos sejam preenchidos de novas lembranças
Que a vida sempre, sempre exerça a sua natureza: a mudança
Para entender que
O teu abraço,
O lugar no teu lado e
dos teus olhos, nada me cabiam ali
Foi sempre pequeno, e eu com tanto sentir
E você me pedindo pra ser menos
Como? Como segurar um oceano inteiro no peito?
Para lhe dar conforto me espremia ali no canto
No canto das tua incertezas
Na certeza que em algum momento
Eu poderia sentir tudo sem medo...
Até que aceitei, que o mar não funciona para barco pequeno.

(Adaptado de: Barbara Primavera. Praia anoitecendo. Disponivel em: https:/morescerpoesia.blogspot.com/2025/03/praia-anoitecendo.html) 

A vírgula em "Foi sempre pequeno, e eu com tanto sentir" indica uma

 

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4051382 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: MPE-AP
Atenção: Para responder à questão, leia o texto abaixo.
Praia anoitecendo

Agora há apenas um espaço
Como esse lá fora,
uma distância infinita
entre mim, você e as verdades,
espero mesmo que a gente continue se desencontrando
Que os ventos nos soprem direções contrárias
Que os caminhos sejam preenchidos de novas lembranças
Que a vida sempre, sempre exerça a sua natureza: a mudança
Para entender que
O teu abraço,
O lugar no teu lado e
dos teus olhos, nada me cabiam ali
Foi sempre pequeno, e eu com tanto sentir
E você me pedindo pra ser menos
Como? Como segurar um oceano inteiro no peito?
Para lhe dar conforto me espremia ali no canto
No canto das tua incertezas
Na certeza que em algum momento
Eu poderia sentir tudo sem medo...

Até que aceitei, que o mar não funciona para barco pequeno.
(Adaptado de: Barbara Primavera. Praia anoitecendo. Disponivel em: https:/Morescerpoesia.blogspot.com/2025/03/praia-anoitecendo.html
Nos versos "espero mesmo /que a gente continue se desencontrando", a correlação verbal expressa
 

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4051381 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: MPE-AP
Atenção: Para responder à questão, leia o texto abaixo.
Praia anoitecendo

Agora há apenas um espaço
Como esse lá fora,
uma distância infinita
entre mim, você e as verdades,
espero mesmo que a gente continue se desencontrando
Que os ventos nos soprem direções contrárias
Que os caminhos sejam preenchidos de novas lembranças
Que a vida sempre, sempre exerça a sua natureza: a mudança
Para entender que
O teu abraço,
O lugar no teu lado e
dos teus olhos, nada me cabiam ali
Foi sempre pequeno, e eu com tanto sentir
E você me pedindo pra ser menos
Como? Como segurar um oceano inteiro no peito?
Para lhe dar conforto me espremia ali no canto
No canto das tua incertezas
Na certeza que em algum momento
Eu poderia sentir tudo sem medo...

Até que aceitei, que o mar não funciona para barco pequeno.
(Adaptado de: Barbara Primavera. Praia anoitecendo. Disponivel em: https:/Morescerpoesia.blogspot.com/2025/03/praia-anoitecendo.html
O sentido geral do poema se constitui predominantemente em torno de
 

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4051380 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: MPE-AP

Praia anoitecendo

Agora há apenas um espaço
Como esse lá fora,
uma distância infinita
entre mim, você e as verdades,
espero mesmo que a gente continue se desencontrando
Que os ventos nos soprem direções contrárias
Que os caminhos sejam preenchidos de novas lembranças
Que a vida sempre, sempre exerça a sua natureza: a mudança
Para entender que
O teu abraço,
O lugar no teu lado e
dos teus olhos, nada me cabiam ali
Foi sempre pequeno, e eu com tanto sentir
E você me pedindo pra ser menos
Como? Como segurar um oceano inteiro no peito?
Para lhe dar conforto me espremia ali no canto
No canto das tua incertezas
Na certeza que em algum momento
Eu poderia sentir tudo sem medo...
Até que aceitei, que o mar não funciona para barco pequeno.

(Adaptado de: Barbara Primavera. Praia anoitecendo. Disponivel em: https:/morescerpoesia.blogspot.com/2025/03/praia-anoitecendo.html) 

A oposição entre "oceano" e "barco pequeno" articula-se por meio de

 

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4051208 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: TCU
        Artificial intelligence (AI) has emerged as a game-changer in the public sector that is significantly improving financial accountability and governance. The implementation of AI technologies can lead to improved decision making, more efficient operations, and increased accountability and transparency in financial operations. For example, the integrity of financial systems has been notably enhanced through the application of artificial intelligence in areas such as fraud detection, regulatory compliance, and risk assessment. However, the implementation of artificial intelligence systems also introduces some challenges, including the need for strong frameworks to ensure accountability and trust in these systems, as well as ethical considerations and problems related to data governance. Furthermore, integrating artificial intelligence within the public sector needs a comprehensive strategy that involves ethical considerations and scientific progress.
        It is important to address potential issues that are related to algorithmic bias, lack of transparency, and accountability in order to build public trust in government operations that are driven by AI. Therefore, it is important to develop ethical guidelines and governance frameworks that guide the appropriate use of artificial intelligence in financial decision making, ensuring that these technologies serve the public good. The relationship between AI, financial responsibility, and governance is a key area for the formulation of policies, as governments seek to use the potential of AI while maintaining democratic values and public trust.
Ceray Aldemir and Tuğba Uçma Uysal. Artificial Intelligence for Financial Accountability and
Governance in the Public Sector: Strategic Opportunities and Challenges.
Internet: < www.mdpi.com> (adapted). 

Concerning the previous text, judge the following item.

It would harm the coherence of the text if the first and the second sentences of the second paragraph were exchanged in position.

 

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4051199 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: TCU
        Suposta esta primeira verdade, certa e infalível; a segunda cousa que suponho com a mesma certeza é que a restituição do alheio sob pena da salvação não só obriga aos súditos e particulares, senão também aos cetros e às coroas. Cuidam, ou devem cuidar alguns príncipes que, assim como são superiores a todos, assim são senhores de tudo, e é engano. A lei da restituição é lei natural e lei divina. Enquanto lei natural, obriga aos reis, porque a natureza fez iguais a todos; e enquanto lei divina, também os obriga, porque Deus, que os fez maiores que os outros, é maior que eles. Esta verdade só tem contra si a prática e o uso. Mas por parte deste mesmo uso argumenta assim São Tomás, o qual é hoje o meu doutor, e nestas matérias o de maior autoridade: a rapina, ou roubo, é tomar o alheio violentamente contra vontade de seu dono: “os príncipes tomam muitas cousas a seus vassalos violentamente, e contra sua vontade; logo, parece que o roubo é lícito em alguns casos, porque se dissermos que os príncipes pecam nisto, todos eles, ou quase todos se condenariam”. Oh que terrível e temerosa consequência e quão digna de que a considerem profundamente os príncipes, e os que têm parte em suas resoluções e conselhos! Responde ao seu argumento o mesmo Doutor angélico (...). Respondo (diz S. Tomás) que, se os príncipes tiram dos súbditos o que segundo justiça lhes é devido para conservação do bem comum, ainda que o executem com violência, não é rapina ou roubo. Porém, se os príncipes tomarem por violência o que se lhes não deve, é rapina e latrocínio. Donde se segue que estão obrigados à restituição como os ladrões, e que pecam tanto mais gravemente que os mesmos ladrões, quanto mais perigoso e mais comum o dano com que ofendem a justiça pública, de que eles estão postos por defensores.
Padre António Vieira. Sermão do bom ladrão. Pregado na Igreja da Misericórdia de
Lisboa, no ano de 1655. Internet: <dominiopublico.com.br>  (com adaptações). 

Julgue o item a seguir, referente a ideias e aspectos gramaticais do texto precedente.

No sexto período do texto, o trecho introduzido pelo sinal de dois-pontos empregado após o vocábulo “autoridade” consiste na explicitação do termo que está elíptico em “o de maior autoridade”.

 

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4051198 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: TCU
        Suposta esta primeira verdade, certa e infalível; a segunda cousa que suponho com a mesma certeza é que a restituição do alheio sob pena da salvação não só obriga aos súditos e particulares, senão também aos cetros e às coroas. Cuidam, ou devem cuidar alguns príncipes que, assim como são superiores a todos, assim são senhores de tudo, e é engano. A lei da restituição é lei natural e lei divina. Enquanto lei natural, obriga aos reis, porque a natureza fez iguais a todos; e enquanto lei divina, também os obriga, porque Deus, que os fez maiores que os outros, é maior que eles. Esta verdade só tem contra si a prática e o uso. Mas por parte deste mesmo uso argumenta assim São Tomás, o qual é hoje o meu doutor, e nestas matérias o de maior autoridade: a rapina, ou roubo, é tomar o alheio violentamente contra vontade de seu dono: “os príncipes tomam muitas cousas a seus vassalos violentamente, e contra sua vontade; logo, parece que o roubo é lícito em alguns casos, porque se dissermos que os príncipes pecam nisto, todos eles, ou quase todos se condenariam”. Oh que terrível e temerosa consequência e quão digna de que a considerem profundamente os príncipes, e os que têm parte em suas resoluções e conselhos! Responde ao seu argumento o mesmo Doutor angélico (...). Respondo (diz S. Tomás) que, se os príncipes tiram dos súbditos o que segundo justiça lhes é devido para conservação do bem comum, ainda que o executem com violência, não é rapina ou roubo. Porém, se os príncipes tomarem por violência o que se lhes não deve, é rapina e latrocínio. Donde se segue que estão obrigados à restituição como os ladrões, e que pecam tanto mais gravemente que os mesmos ladrões, quanto mais perigoso e mais comum o dano com que ofendem a justiça pública, de que eles estão postos por defensores.
Padre António Vieira. Sermão do bom ladrão. Pregado na Igreja da Misericórdia de
Lisboa, no ano de 1655. Internet: <dominiopublico.com.br>  (com adaptações). 

Julgue o item a seguir, referente a ideias e aspectos gramaticais do texto precedente.

Pela construção dos sentidos do trecho “Respondo (diz S. Tomás) que, se os príncipes tiram dos súbditos o que segundo justiça lhes é devido para conservação do bem comum, ainda que o executem com violência, não é rapina ou roubo” (antepenúltimo período), é correto concluir que o termo “lhes” remete a “príncipes”.

 

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