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4029809 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IGEDUC
Orgão: Pref. Riacho Almas-PE
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

A menina e o pássaro
Era uma vez uma menina que tinha um pássaro como seu melhor amigo. Ele era um pássaro diferente de todos os demais: era encantado.
Os pássaros comuns vão embora, se a porta da gaiola estiver aberta, para nunca mais voltar.
Mas o pássaro da menina voava livre e vinha quando sentia saudades...
Suas penas também eram diferentes. Mudavam de cor. Eram sempre pintadas pelas cores dos lugares estranhos e longínquos por onde voava.
Certa vez, voltou totalmente branco, cauda enorme de plumas fofas como o algodão.
Menina, eu venho de montanhas frias e cobertas de neve, tudo maravilhosamente branco e puro, brilhando sob a luz da lua, nada se ouvindo a não ser o barulho do vento que faz estalar o gelo que cobre os galhos das árvores. 
Trouxe, nas minhas penas, um pouco do encanto que eu vi, como presente para você...
E assim ele começava a cantar as canções e as estórias daquele mundo que a menina nunca vira. Até que ela adormecia e sonhava que voava nas asas do pássaro.
Outra vez ele voltou vermelho como fogo, penacho dourado na cabeça.
Venho de uma terra queimada pela seca, terra quente e sem água, onde os grandes, os pequenos e os bichos sofrem a tristeza do sol que não se apaga.
Minhas penas ficaram como aquele sol e eu trago canções tristes daqueles que gostariam de ouvir o barulho das cachoeiras e ver a beleza dos campos verdes.
A menina amava aquele pássaro e podia ouvi-lo sem parar, dia após dia. E o pássaro amava a menina e, por isso, voltava sempre.
Mas chegava sempre a hora da partida. Chorava a menina e chorava o pássaro. E a menina pediu ao pássaro que não mais partisse.
Eu vou lhe contar um segredo, disse-lhe o pássaro, as plantas precisam da terra, os peixes precisam dos rios, nós precisamos do ar...
E o meu encanto precisa da saudade. É aquela tristeza, na espera da volta, que faz com que minhas penas fiquem bonitas.
Se eu não for, não haverá saudades. Eu deixarei de ser um pássaro encantado e você deixará de me amar.
Assim ele partiu. A menina sozinha, chorava de tristeza à noite. E foi numa dessas noites que ela teve uma ideia malvada.
Se eu o prender numa gaiola, ele nunca mais partirá; será meu para sempre. Nunca mais terei saudades e ficarei feliz. 
Com esses pensamentos, comprou uma linda gaiola e ficou à espera. Finalmente ele chegou, maravilhoso, com suas novas cores, com estórias diferentes para contar.
Cansado da viagem, adormeceu. Foi então que a menina, cuidadosamente, prendeu-o na gaiola para que ele nunca mais a abandonasse. E adormeceu feliz.
Foi acordar de madrugada, com um gemido triste do pássaro.
Ah! Menina... O que você fez? Quebrou-se o encanto. Minhas penas ficarão feias e eu me esquecerei das estórias... Sem a saudade, o amor irá embora...
A menina não acreditou. Pensou que ele acabaria por se acostumar. Mas isto não aconteceu. O tempo ia passando e o pássaro ia ficando diferente.
Caíram suas plumas, os vermelhos, os verdes e os azuis das penas se transformaram num cinza triste. E veio o silêncio. Também a menina entristeceu.
Não, aquele não era o pássaro que ela amava. E de noite ela chorava pensando naquilo que havia feito ao seu amigo... Até que não mais aguentou. Abriu a porta da gaiola.
Pode ir, pássaro, volte quando quiser....
Obrigado, menina. Eu tenho que partir. É preciso partir para que a saudade chegue e eu tenha vontade de voltar.
Longe, na saudade, muitas coisas boas começam a crescer dentro da gente.
E o pássaro partiu. Voou para lugares distantes. A menina contava os dias, e cada dia que passava a saudade crescia...
Que bom, pensava ela, meu pássaro está ficando encantado de novo... E colocava flores nos vasos à espera do seu amigo...
Sem que ela percebesse, o mundo inteiro foi ficando encantado como o pássaro. Porque, em algum lugar ele deveria estar voando. De algum lugar, ele haveria de voltar.
À noite, a menina ia para a cama com saudades, mas também com as esperanças do reencontro renovadas.
Ah! Mundo maravilhoso que guarda, em algum lugar secreto do Universo, em plena liberdade, o pássaro encantado que se ama... E que um dia, com certeza, vai voltar...
https://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=751&let=M&stat=0&ut m_source
"Não, aquele não era o pássaro que ela amava. E de noite ela chorava pensando naquilo que havia feito ao seu amigo... "

Identifique a alternativa que indica CORRETAMENTE o significado da expressão "aquele não era o pássaro que ela amava".
 

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4029808 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IGEDUC
Orgão: Pref. Riacho Almas-PE
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A origem do Sol
Essa história vem da região amazônica. Ela conta que o Sol, esse que brilha no céu, já foi um rapaz forte e muito bonito. Aconteceu assim...
Há muitos e muitos anos, houve uma festa na aldeia onde um lindo rapaz morava, a "festa da moça nova", um ritual que celebra a passagem das meninas indígenas de crianças a "moças" ou "jovens mulheres". Era dia de música, dança, bebida e comida à vontade. E todos, é claro, caprichariam nas pinturas do corpo com a tinta vermelha a base de urucum, fruto do urucuzeiro.
Pois bem, o belo rapaz quis ajudar sua tia no preparo da tinta. Entrou na mata, trouxe madeira vermelha de muirapiranga, cortou a lenha e acendeu o fogo, no qual a velha senhora pôs a ferver o urucum para que todos pudessem se pintar. Mas a tia do moço não era uma pessoa muito feliz. Era maldosa e ranzinza. O rapaz se dedicava à tarefa de buscar mais e mais lenha para o fogo e, mesmo assim, ela não parava de reclamar.
Admirado com o caldo vermelho borbulhando, ele perguntou à tia se poderia provar da tinta. A mulher impaciente disse que sim. Insistiu para ele beber uma grande quantidade, garantindo que o gosto era bom e que não lhe faria mal. No fundo, porém, ela queria que ele passasse mal, fosse embora logo e a deixasse sozinha.
O rapaz bebeu e, conforme engolia a tinta quente, ia ficando vermelho, cada vez mais vermelho, extremamente vermelho, até que ficou em chamas! A tia, espantada, viu o sobrinho virar uma bola de fogo, subir ao céu e sumir entre as nuvens.
E foi assim que um jovem indígena se tornou o Sol, que aquece e ilumina o mundo todo.
https://chc.org.br/artigo/a-origem-do-sol/
"E foi assim que um jovem indígena se tornou o Sol, que aquece e ilumina o mundo todo." Analise as afirmativas sobre o texto "A origem do Sol".

I. O texto apresenta uma explicação de origem mítica para o Sol, típica das tradições indígenas, em que fenômenos naturais são explicados por meio de histórias humanas e sobrenaturais.
II. Os personagens do texto são retratados como pessoas prestativas e carinhosas, mostrando uma boa relação familiar.
III. No texto observa-se traição dentro das relações familiares.

É CORRETO o que se afirma em:
 

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4029807 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IGEDUC
Orgão: Pref. Riacho Almas-PE
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A origem do Sol
Essa história vem da região amazônica. Ela conta que o Sol, esse que brilha no céu, já foi um rapaz forte e muito bonito. Aconteceu assim...
Há muitos e muitos anos, houve uma festa na aldeia onde um lindo rapaz morava, a "festa da moça nova", um ritual que celebra a passagem das meninas indígenas de crianças a "moças" ou "jovens mulheres". Era dia de música, dança, bebida e comida à vontade. E todos, é claro, caprichariam nas pinturas do corpo com a tinta vermelha a base de urucum, fruto do urucuzeiro.
Pois bem, o belo rapaz quis ajudar sua tia no preparo da tinta. Entrou na mata, trouxe madeira vermelha de muirapiranga, cortou a lenha e acendeu o fogo, no qual a velha senhora pôs a ferver o urucum para que todos pudessem se pintar. Mas a tia do moço não era uma pessoa muito feliz. Era maldosa e ranzinza. O rapaz se dedicava à tarefa de buscar mais e mais lenha para o fogo e, mesmo assim, ela não parava de reclamar.
Admirado com o caldo vermelho borbulhando, ele perguntou à tia se poderia provar da tinta. A mulher impaciente disse que sim. Insistiu para ele beber uma grande quantidade, garantindo que o gosto era bom e que não lhe faria mal. No fundo, porém, ela queria que ele passasse mal, fosse embora logo e a deixasse sozinha.
O rapaz bebeu e, conforme engolia a tinta quente, ia ficando vermelho, cada vez mais vermelho, extremamente vermelho, até que ficou em chamas! A tia, espantada, viu o sobrinho virar uma bola de fogo, subir ao céu e sumir entre as nuvens.
E foi assim que um jovem indígena se tornou o Sol, que aquece e ilumina o mundo todo.
https://chc.org.br/artigo/a-origem-do-sol/
"A festa da moça nova, um ritual que celebra a passagem das meninas indígenas de crianças a 'moças' ou 'jovens mulheres'..."

Assinale a alternativa CORRETA que traduz a expressão 'ritual', no contexto em que foi utilizado.
 

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4029806 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IGEDUC
Orgão: Pref. Riacho Almas-PE
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A origem do Sol
Essa história vem da região amazônica. Ela conta que o Sol, esse que brilha no céu, já foi um rapaz forte e muito bonito. Aconteceu assim...
Há muitos e muitos anos, houve uma festa na aldeia onde um lindo rapaz morava, a "festa da moça nova", um ritual que celebra a passagem das meninas indígenas de crianças a "moças" ou "jovens mulheres". Era dia de música, dança, bebida e comida à vontade. E todos, é claro, caprichariam nas pinturas do corpo com a tinta vermelha a base de urucum, fruto do urucuzeiro.
Pois bem, o belo rapaz quis ajudar sua tia no preparo da tinta. Entrou na mata, trouxe madeira vermelha de muirapiranga, cortou a lenha e acendeu o fogo, no qual a velha senhora pôs a ferver o urucum para que todos pudessem se pintar. Mas a tia do moço não era uma pessoa muito feliz. Era maldosa e ranzinza. O rapaz se dedicava à tarefa de buscar mais e mais lenha para o fogo e, mesmo assim, ela não parava de reclamar.
Admirado com o caldo vermelho borbulhando, ele perguntou à tia se poderia provar da tinta. A mulher impaciente disse que sim. Insistiu para ele beber uma grande quantidade, garantindo que o gosto era bom e que não lhe faria mal. No fundo, porém, ela queria que ele passasse mal, fosse embora logo e a deixasse sozinha.
O rapaz bebeu e, conforme engolia a tinta quente, ia ficando vermelho, cada vez mais vermelho, extremamente vermelho, até que ficou em chamas! A tia, espantada, viu o sobrinho virar uma bola de fogo, subir ao céu e sumir entre as nuvens.
E foi assim que um jovem indígena se tornou o Sol, que aquece e ilumina o mundo todo.
https://chc.org.br/artigo/a-origem-do-sol/
"Essa história vem da região amazônica. Ela conta que o Sol, esse que brilha no céu, já foi um rapaz forte e muito bonito. Aconteceu assim..."

Identifique a alternativa CORRETA sobre o tema que será apresentado:
 

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4029805 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IGEDUC
Orgão: Pref. Riacho Almas-PE
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A origem do Sol
Essa história vem da região amazônica. Ela conta que o Sol, esse que brilha no céu, já foi um rapaz forte e muito bonito. Aconteceu assim...
Há muitos e muitos anos, houve uma festa na aldeia onde um lindo rapaz morava, a "festa da moça nova", um ritual que celebra a passagem das meninas indígenas de crianças a "moças" ou "jovens mulheres". Era dia de música, dança, bebida e comida à vontade. E todos, é claro, caprichariam nas pinturas do corpo com a tinta vermelha a base de urucum, fruto do urucuzeiro.
Pois bem, o belo rapaz quis ajudar sua tia no preparo da tinta. Entrou na mata, trouxe madeira vermelha de muirapiranga, cortou a lenha e acendeu o fogo, no qual a velha senhora pôs a ferver o urucum para que todos pudessem se pintar. Mas a tia do moço não era uma pessoa muito feliz. Era maldosa e ranzinza. O rapaz se dedicava à tarefa de buscar mais e mais lenha para o fogo e, mesmo assim, ela não parava de reclamar.
Admirado com o caldo vermelho borbulhando, ele perguntou à tia se poderia provar da tinta. A mulher impaciente disse que sim. Insistiu para ele beber uma grande quantidade, garantindo que o gosto era bom e que não lhe faria mal. No fundo, porém, ela queria que ele passasse mal, fosse embora logo e a deixasse sozinha.
O rapaz bebeu e, conforme engolia a tinta quente, ia ficando vermelho, cada vez mais vermelho, extremamente vermelho, até que ficou em chamas! A tia, espantada, viu o sobrinho virar uma bola de fogo, subir ao céu e sumir entre as nuvens.
E foi assim que um jovem indígena se tornou o Sol, que aquece e ilumina o mundo todo.
https://chc.org.br/artigo/a-origem-do-sol/
"O rapaz bebeu e, conforme engolia a tinta quente, ia ficando vermelho, cada vez mais vermelho, extremamente vermelho, até que ficou em chamas! A tia, espantada, viu o sobrinho virar uma bola de fogo, subir ao céu e sumir entre as nuvens."

Após a leitura do texto sobre a origem do sol, analise as afirmativas a seguir:

I. O texto apresenta uma explicação simbólica para a origem de um elemento da natureza.
II. A tia lançou uma maldição contra o sobrinho, fazendo com que ele fosse transformado em fogo.
III. A tinta de urucum é realmente capaz de transformar qualquer pessoa em fogo.
IV. A tia pretendia transformar o sobrinho em um astro celeste; por isso, obrigou-o a ingerir o líquido.

É CORRETO o que se afirma em:
 

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4029804 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IGEDUC
Orgão: Pref. Riacho Almas-PE
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que sempre temos espaço para uma sobremesa, segundo anatomista?


Você se afasta da mesa depois do almoço de Natal, satisfeito com o excelente banquete.
Você realmente não conseguiria comer mais nada − exceto, talvez, um pouco de pudim.
De alguma forma, não importa o quanto você tenha comido, sempre parece haver espaço para a sobremesa.
Por quê? O que há em algo doce que nos tenta a dizer "vamos nessa", mesmo quando cheios?
Os japoneses capturam isso perfeitamente com a palavra betsubara , que significa "estômago separado"
Anatomicamente falando, não existe um compartimento extra, mas a sensação de ainda ter espaço para o pudim é tão comum que merece uma explicação científica.

Longe de ser imaginário, esse sentimento reflete uma série de processos fisiológicos e psicológicos que, juntos, tornam a sobremesa excepcionalmente atraente, mesmo quando o prato principal parece ter nos levado ao limite da saciedade.
Um bom ponto de partida é o próprio estômago. Muitas pessoas o imaginam como um saco de tamanho fixo que se enche constantemente até não poder mais, como se mais uma garfada o fizesse transbordar.
Na realidade, o estômago é projetado para se expandir e se adaptar.
Ao começarmos a comer, o estômago passa por um processo de "acomodação gástrica": a musculatura lisa relaxa, criando capacidade extra sem um grande aumento de pressão.

Crucialmente, alimentos macios e doces exigem pouquíssima digestão mecânica.
Um prato principal pesado pode fazer o estômago se sentir distendido, mas uma sobremesa leve, como sorvete ou mousse, mal exige esforço do estômago, permitindo que ele relaxe ainda mais para criar espaço.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4gkg0ed91jo adaptado
"Na realidade, o estômago é projetado para se expandir e se adaptar."

Segundo as informações apresentadas no texto, é CORRETO afirmar que o estômago:
 

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4029803 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IGEDUC
Orgão: Pref. Riacho Almas-PE
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que sempre temos espaço para uma sobremesa, segundo anatomista?


Você se afasta da mesa depois do almoço de Natal, satisfeito com o excelente banquete.
Você realmente não conseguiria comer mais nada − exceto, talvez, um pouco de pudim.
De alguma forma, não importa o quanto você tenha comido, sempre parece haver espaço para a sobremesa.
Por quê? O que há em algo doce que nos tenta a dizer "vamos nessa", mesmo quando cheios?
Os japoneses capturam isso perfeitamente com a palavra betsubara , que significa "estômago separado"
Anatomicamente falando, não existe um compartimento extra, mas a sensação de ainda ter espaço para o pudim é tão comum que merece uma explicação científica.

Longe de ser imaginário, esse sentimento reflete uma série de processos fisiológicos e psicológicos que, juntos, tornam a sobremesa excepcionalmente atraente, mesmo quando o prato principal parece ter nos levado ao limite da saciedade.
Um bom ponto de partida é o próprio estômago. Muitas pessoas o imaginam como um saco de tamanho fixo que se enche constantemente até não poder mais, como se mais uma garfada o fizesse transbordar.
Na realidade, o estômago é projetado para se expandir e se adaptar.
Ao começarmos a comer, o estômago passa por um processo de "acomodação gástrica": a musculatura lisa relaxa, criando capacidade extra sem um grande aumento de pressão.

Crucialmente, alimentos macios e doces exigem pouquíssima digestão mecânica.
Um prato principal pesado pode fazer o estômago se sentir distendido, mas uma sobremesa leve, como sorvete ou mousse, mal exige esforço do estômago, permitindo que ele relaxe ainda mais para criar espaço.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4gkg0ed91jo adaptado
"Mesmo após um banquete pesado, muitas pessoas ainda conseguem comer um pouco de sobremesa. O estômago é capaz de se expandir, e alimentos macios e doces exigem pouca digestão mecânica. Os japoneses chamam essa sensação de betsubara , que significa 'estômago separado'."

A partir do texto, é CORRETO afirmar que:
 

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Questão presente nas seguintes provas
4029802 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IGEDUC
Orgão: Pref. Riacho Almas-PE
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que sempre temos espaço para uma sobremesa, segundo anatomista?


Você se afasta da mesa depois do almoço de Natal, satisfeito com o excelente banquete.
Você realmente não conseguiria comer mais nada − exceto, talvez, um pouco de pudim.
De alguma forma, não importa o quanto você tenha comido, sempre parece haver espaço para a sobremesa.
Por quê? O que há em algo doce que nos tenta a dizer "vamos nessa", mesmo quando cheios?
Os japoneses capturam isso perfeitamente com a palavra betsubara , que significa "estômago separado"
Anatomicamente falando, não existe um compartimento extra, mas a sensação de ainda ter espaço para o pudim é tão comum que merece uma explicação científica.

Longe de ser imaginário, esse sentimento reflete uma série de processos fisiológicos e psicológicos que, juntos, tornam a sobremesa excepcionalmente atraente, mesmo quando o prato principal parece ter nos levado ao limite da saciedade.
Um bom ponto de partida é o próprio estômago. Muitas pessoas o imaginam como um saco de tamanho fixo que se enche constantemente até não poder mais, como se mais uma garfada o fizesse transbordar.
Na realidade, o estômago é projetado para se expandir e se adaptar.
Ao começarmos a comer, o estômago passa por um processo de "acomodação gástrica": a musculatura lisa relaxa, criando capacidade extra sem um grande aumento de pressão.

Crucialmente, alimentos macios e doces exigem pouquíssima digestão mecânica.
Um prato principal pesado pode fazer o estômago se sentir distendido, mas uma sobremesa leve, como sorvete ou mousse, mal exige esforço do estômago, permitindo que ele relaxe ainda mais para criar espaço.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4gkg0ed91jo adaptado
"Você realmente não conseguiria comer mais nada − exceto, talvez, um pouco de pudim."

De acordo com o texto, sempre há espaço para uma sobremesa. A partir disso, identifique a alternativa CORRETA.
 

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Questão presente nas seguintes provas
4029364 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. São José Rio Preto-SP
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A Velha
   A velha era felicíssima. Pois não é verdade que tinha uma boa vida e nada lhe faltava? Só nessa manhã tinha encontrado um lugar vago num banco de jardim, nem demasiado à sombra nem demasiado ao sol, o elétrico1 não vinha excessivamente cheio e também conseguiu lugar, o padeiro disse-lhe bom dia com um ar tão simpático, quando ela deixou em cima do balcão o dinheiro de três carcaças2 , e o empregado da mercearia ficou a conversar depois de lhe dar o troco e perguntou-lhe se gostava daquela nova marca de café.
   Nos meses mais quentes tirava um passe de terceira idade e passeava. No inverno não valia a pena, estava frio e vinha logo a chuva e preferia não sair, por causa do reumatismo.
   Mas, saindo só nos meses mais bonitos, o passe ficava ainda mais barato. Se fizesse a conta do preço a dividir por doze (ah, sabia bem fazer contas, sempre tinha sido esperta na escola) pois se fizesse a conta a dividir por doze ainda era menos que pagava pelo passe.
   Gostava sobretudo do elétrico da circulação, dava a volta à cidade sem ter de sair, e ainda por cima bem instalada, conseguia ficar quase sempre ao pé da janela. Ou, se não conseguisse na primeira volta, era certo que conseguia na segunda, porque, entretanto, sairia quem fosse à janela e era só empurrar-se um pouco e ocupar o lugar do outro, e então sim, via tudo como se estivesse no cinema.
   Ao cinema propriamente ia pouco, há vários anos até que já não ia. Não era só por ser caro, é que às vezes as cadeiras estavam gastas e faziam-lhe doer as costas, e também nunca sabia se ia gostar dos filmes. E se não gostasse não podia fazer como na televisão e mudar de canal ou desligar, tinha de aguentar até ao fim, ou sair. E era um grande desconsolo sair a meio, já lhe tinha acontecido mais do que uma vez.
    Por isso não ia cinema. Televisão via bastante, claro, mas dava-lhe mais gozo andar de elétrico. Em vez de ficar fechada em casa, andava no meio das pessoas e das ruas, mas sem se cansar, bem sentada. Gozando o espetáculo dos outros — olha ali aquela montra3 iluminada, aquele homem a correr, aquela mulher ajoujada4 com o cesto das couves. E ela ali, recostada na cadeira, sem carregar pesos, nem sequer o peso do seu próprio corpo — dava-lhe vontade de rir, tamanha facilidade.
(Teolinda Gersão. Histórias de Ver e Andar, 2002. Adaptado)
1 bonde
2 pãezinhos
3 vitrine
4 sobrecarregada
A colocação pronominal está de acordo com a norma-padrão em:
 

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Questão presente nas seguintes provas
4029363 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. São José Rio Preto-SP
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A Velha
   A velha era felicíssima. Pois não é verdade que tinha uma boa vida e nada lhe faltava? Só nessa manhã tinha encontrado um lugar vago num banco de jardim, nem demasiado à sombra nem demasiado ao sol, o elétrico1 não vinha excessivamente cheio e também conseguiu lugar, o padeiro disse-lhe bom dia com um ar tão simpático, quando ela deixou em cima do balcão o dinheiro de três carcaças2 , e o empregado da mercearia ficou a conversar depois de lhe dar o troco e perguntou-lhe se gostava daquela nova marca de café.
   Nos meses mais quentes tirava um passe de terceira idade e passeava. No inverno não valia a pena, estava frio e vinha logo a chuva e preferia não sair, por causa do reumatismo.
   Mas, saindo só nos meses mais bonitos, o passe ficava ainda mais barato. Se fizesse a conta do preço a dividir por doze (ah, sabia bem fazer contas, sempre tinha sido esperta na escola) pois se fizesse a conta a dividir por doze ainda era menos que pagava pelo passe.
   Gostava sobretudo do elétrico da circulação, dava a volta à cidade sem ter de sair, e ainda por cima bem instalada, conseguia ficar quase sempre ao pé da janela. Ou, se não conseguisse na primeira volta, era certo que conseguia na segunda, porque, entretanto, sairia quem fosse à janela e era só empurrar-se um pouco e ocupar o lugar do outro, e então sim, via tudo como se estivesse no cinema.
   Ao cinema propriamente ia pouco, há vários anos até que já não ia. Não era só por ser caro, é que às vezes as cadeiras estavam gastas e faziam-lhe doer as costas, e também nunca sabia se ia gostar dos filmes. E se não gostasse não podia fazer como na televisão e mudar de canal ou desligar, tinha de aguentar até ao fim, ou sair. E era um grande desconsolo sair a meio, já lhe tinha acontecido mais do que uma vez.
    Por isso não ia cinema. Televisão via bastante, claro, mas dava-lhe mais gozo andar de elétrico. Em vez de ficar fechada em casa, andava no meio das pessoas e das ruas, mas sem se cansar, bem sentada. Gozando o espetáculo dos outros — olha ali aquela montra3 iluminada, aquele homem a correr, aquela mulher ajoujada4 com o cesto das couves. E ela ali, recostada na cadeira, sem carregar pesos, nem sequer o peso do seu próprio corpo — dava-lhe vontade de rir, tamanha facilidade.
(Teolinda Gersão. Histórias de Ver e Andar, 2002. Adaptado)
1 bonde
2 pãezinhos
3 vitrine
4 sobrecarregada
Na passagem do 4º parágrafo “Ou, se não conseguisse na primeira volta, era certo que conseguia na segunda, porque, entretanto, sairia quem fosse à janela e era só empurrar-se um pouco…”, as expressões destacadas estabelecem, correta e respectivamente, relações de sentido de
 

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