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4019831 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FGV
Orgão: ALE-RO
As frases a seguir mostram um substantivo e um adjetivo sublinhados, sendo que o adjetivo não pertence à mesma família etimológica do substantivo e é considerado culto.
Assinale a opção em que o adjetivo não corresponde semanticamente ao substantivo.
Questão Anulada

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O homem nu
(Fernando Sabino)
Ao acordar, disse para a mulher:
— Escuta, minha filha: hoje é dia de pagar a prestação da televisão, vem aí o sujeito com a conta, na certa. Mas acontece que ontem eu não trouxe dinheiro da cidade, estou a nenhum.
— Explique isso ao homem — ponderou a mulher.
— Não gosto dessas coisas. Dá um ar de vigarice, gosto de cumprir rigorosamente as minhas obrigações.
Escuta: quando ele vier a gente fica quieto aqui dentro, não faz barulho, para ele pensar que não tem ninguém. Deixa ele bater até cansar —
amanhã eu pago.
Pouco depois, tendo despido o pijama, dirigiu-se ao banheiro para tomar um banho, mas a mulher já se trancara lá dentro. Enquanto esperava, resolveu fazer um café.
Pôs a água a ferver e abriu a porta de serviço para apanhar o pão. Como estivesse completamente nu, olhou com cautela para um lado e para outro antes de arriscar-se a dar dois passos até o embrulhinho deixado pelo padeiro sobre o mármore do parapeito. Ainda era muito cedo, não poderia aparecer ninguém. Mal seus dedos, porém, tocavam o pão, a porta atrás de si fechou-se com estrondo, impulsionada pelo vento.
Aterrorizado, precipitou-se até a campainha e, depois de tocá-la, ficou à espera, olhando ansiosamente ao redor. Ouviu lá dentro o ruído da água do chuveiro interromper-se de súbito, mas ninguém veio abrir. Na certa a mulher pensava que já era o sujeito da televisão. Bateu com o nó dos dedos:
— Maria! Abre aí, Maria. Sou eu — chamou, em voz baixa.
Quanto mais batia, mais silêncio fazia lá dentro.
Enquanto isso, ouvia lá embaixo a porta do elevador fechar-se, viu o ponteiro subir lentamente os andares... Desta vez, era o homem da televisão! Não era. Refugiado no lanço de escada entre os andares, esperou que o elevador passasse, e voltou para a porta de seu apartamento, sempre a segurar nas mãos nervosas o embrulho de pão:
— Maria, por favor! Sou eu!
Desta vez não teve tempo de insistir: ouviu passos na escada, lentos, regulares, vindos lá de baixo... Tomado de pânico, olhou ao redor, fazendo uma pirueta, e assim despido, embrulho na mão, parecia executar um ballet grotesco e mal ensaiado. Os passos na escada se aproximavam, e ele sem onde se esconder. Correu para o elevador, apertou o botão. Foi o tempo de abrir a porta e entrar, e a empregada passava, vagarosa, encetando a subida de mais um lanço de escada.
Ele respirou aliviado, enxugando o suor da testa com o embrulho do pão. Mas eis que a porta interna do elevador se fecha e ele começa a descer.
— Ah, isso é que não! — fez o homem nu, sobressaltado.
E agora? Alguém lá embaixo abriria a porta do elevador e daria com ele ali, em pelo, podia mesmo ser algum vizinho conhecido... Percebeu, desorientado, que estava sendo levado cada vez para mais longe de seu apartamento, começava a viver um verdadeiro pesadelo de Kafka, instaurava-se naquele momento o mais autêntico e desvairado Regime do Terror!
— Isso é que não — repetiu, furioso.
Agarrou-se à porta do elevador e abriu-a com força entre os andares, obrigando-o a parar. Respirou fundo, fechando os olhos, para ter a momentânea ilusão de que sonhava. Depois experimentou apertar o botão de seu andar. Lá embaixo continuavam a chamar o elevador. Antes de mais nada: "Emergência: parar". Muito bem. E agora? Iria subir ou descer? Com cautela desligou a parada de emergência, largou a porta, enquanto insistia em fazer o elevador subir. O elevador subiu.
— Maria! Abre esta porta! — gritava, desta vez esmurrando a porta, já sem nenhuma cautela. Ouviu que outra porta se abria atrás de si. Voltou-se, acuado, apoiando o traseiro no batente e tentando inutilmente cobrir-se com o embrulho de pão. Era a velha do apartamento vizinho:
— Bom dia, minha senhora — disse ele, confuso. — Imagine que eu...
A velha, estarrecida, atirou os braços para cima, soltou um grito:
— Valha-me Deus! O padeiro está nu!
E correu ao telefone para chamar a radiopatrulha:
— Tem um homem pelado aqui na porta!
Outros vizinhos, ouvindo a gritaria, vieram ver o que se passava:
— É um tarado!
— Olha, que horror!
— Não olha não! Já pra dentro, minha filha!
Maria, a esposa do infeliz, abriu finalmente a porta para ver o que era. Ele entrou como um foguete e vestiu-se precipitadamente, sem nem se lembrar do banho. Poucos minutos depois, restabelecida a calma lá fora, bateram na porta!
— Deve ser a polícia — disse ele, ainda ofegante, indo abrir.
Não era: era o cobrador da televisão.
https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/15831/o-homem-nu adaptado
Dá um ar de vigarice, gosto de cumprir rigorosamente as minhas obrigações. Escuta: quando ele vier a gente fica quieto aqui dentro, não faz barulho, para ele pensar que não tem ninguém. Deixa ele bater até cansar — amanhã eu pago. Pouco depois, tendo despido o pijama, dirigiu-se ao banheiro para tomar um banho, mas a mulher já se trancara lá dentro.
Considerando as regras de acentuação gráfica e tônica dos vocábulos presentes no trecho e no texto, identifique a afirmativa INCORRETA
Questão Anulada

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O homem nu
(Fernando Sabino)
Ao acordar, disse para a mulher:
— Escuta, minha filha: hoje é dia de pagar a prestação da televisão, vem aí o sujeito com a conta, na certa. Mas acontece que ontem eu não trouxe dinheiro da cidade, estou a nenhum.
— Explique isso ao homem — ponderou a mulher.
— Não gosto dessas coisas. Dá um ar de vigarice, gosto de cumprir rigorosamente as minhas obrigações.
Escuta: quando ele vier a gente fica quieto aqui dentro, não faz barulho, para ele pensar que não tem ninguém. Deixa ele bater até cansar —
amanhã eu pago.
Pouco depois, tendo despido o pijama, dirigiu-se ao banheiro para tomar um banho, mas a mulher já se trancara lá dentro. Enquanto esperava, resolveu fazer um café.
Pôs a água a ferver e abriu a porta de serviço para apanhar o pão. Como estivesse completamente nu, olhou com cautela para um lado e para outro antes de arriscar-se a dar dois passos até o embrulhinho deixado pelo padeiro sobre o mármore do parapeito. Ainda era muito cedo, não poderia aparecer ninguém. Mal seus dedos, porém, tocavam o pão, a porta atrás de si fechou-se com estrondo, impulsionada pelo vento.
Aterrorizado, precipitou-se até a campainha e, depois de tocá-la, ficou à espera, olhando ansiosamente ao redor. Ouviu lá dentro o ruído da água do chuveiro interromper-se de súbito, mas ninguém veio abrir. Na certa a mulher pensava que já era o sujeito da televisão. Bateu com o nó dos dedos:
— Maria! Abre aí, Maria. Sou eu — chamou, em voz baixa.
Quanto mais batia, mais silêncio fazia lá dentro.
Enquanto isso, ouvia lá embaixo a porta do elevador fechar-se, viu o ponteiro subir lentamente os andares... Desta vez, era o homem da televisão! Não era. Refugiado no lanço de escada entre os andares, esperou que o elevador passasse, e voltou para a porta de seu apartamento, sempre a segurar nas mãos nervosas o embrulho de pão:
— Maria, por favor! Sou eu!
Desta vez não teve tempo de insistir: ouviu passos na escada, lentos, regulares, vindos lá de baixo... Tomado de pânico, olhou ao redor, fazendo uma pirueta, e assim despido, embrulho na mão, parecia executar um ballet grotesco e mal ensaiado. Os passos na escada se aproximavam, e ele sem onde se esconder. Correu para o elevador, apertou o botão. Foi o tempo de abrir a porta e entrar, e a empregada passava, vagarosa, encetando a subida de mais um lanço de escada.
Ele respirou aliviado, enxugando o suor da testa com o embrulho do pão. Mas eis que a porta interna do elevador se fecha e ele começa a descer.
— Ah, isso é que não! — fez o homem nu, sobressaltado.
E agora? Alguém lá embaixo abriria a porta do elevador e daria com ele ali, em pelo, podia mesmo ser algum vizinho conhecido... Percebeu, desorientado, que estava sendo levado cada vez para mais longe de seu apartamento, começava a viver um verdadeiro pesadelo de Kafka, instaurava-se naquele momento o mais autêntico e desvairado Regime do Terror!
— Isso é que não — repetiu, furioso.
Agarrou-se à porta do elevador e abriu-a com força entre os andares, obrigando-o a parar. Respirou fundo, fechando os olhos, para ter a momentânea ilusão de que sonhava. Depois experimentou apertar o botão de seu andar. Lá embaixo continuavam a chamar o elevador. Antes de mais nada: "Emergência: parar". Muito bem. E agora? Iria subir ou descer? Com cautela desligou a parada de emergência, largou a porta, enquanto insistia em fazer o elevador subir. O elevador subiu.
— Maria! Abre esta porta! — gritava, desta vez esmurrando a porta, já sem nenhuma cautela. Ouviu que outra porta se abria atrás de si. Voltou-se, acuado, apoiando o traseiro no batente e tentando inutilmente cobrir-se com o embrulho de pão. Era a velha do apartamento vizinho:
— Bom dia, minha senhora — disse ele, confuso. — Imagine que eu...
A velha, estarrecida, atirou os braços para cima, soltou um grito:
— Valha-me Deus! O padeiro está nu!
E correu ao telefone para chamar a radiopatrulha:
— Tem um homem pelado aqui na porta!
Outros vizinhos, ouvindo a gritaria, vieram ver o que se passava:
— É um tarado!
— Olha, que horror!
— Não olha não! Já pra dentro, minha filha!
Maria, a esposa do infeliz, abriu finalmente a porta para ver o que era. Ele entrou como um foguete e vestiu-se precipitadamente, sem nem se lembrar do banho. Poucos minutos depois, restabelecida a calma lá fora, bateram na porta!
— Deve ser a polícia — disse ele, ainda ofegante, indo abrir.
Não era: era o cobrador da televisão.
https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/15831/o-homem-nu adaptado
A crônica de Fernando Sabino pertence ao tipo textual narrativo. As características que podem ser observadas nela são:

I.Narrador em primeira pessoa, relatando acontecimentos de forma pessoal e humorística.
II.Presença de enredo cronológico, com sequência de acontecimentos.
III.Uso de linguagem coloquial e simples.
IV.Exagero literário, típico da crônica: "verdadeiro pesadelo de Kafka"; "ballet grotesco".

É correto o que se afirma em:
Questão Anulada

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4017611 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IMPARH
Orgão: IMPARH

Das palavras a seguir somente uma está separada corretamente.

Qual?

Questão Anulada

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4070318 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: IMPARH
Orgão: Pref. Fortaleza-CE

O jovem Frank

Às vezes eu me pergunto

que diabo de papel

estou fazendo aqui.

 

Não pedi para nascer,

não escolhi o meu nome,

e tenho um corpo montado

com pedaços de avós, fatias de pai

e amostras de mãe.

 

Nas reuniões de família

o esporte predileto

é dissecar Frankenstein:

 

"Os olhos são dos Arruda..."

"Os pés lembram os Botelho..."

"Tem as mãos do velho Braga!"

"... e o nariz é dos Fonseca!"

 

Certamente o resultado

de um tal esquartejamento

não pode ser coisa boa,

pois tantos retalhos colados

não inteiram uma pessoa.

Sendo assim... eu não sou eu.

Sou outra coisa qualquer:

um personagem perfeito

para um filme de terror,

um androide, um mutante,

um bicho extraterrestre,

um berro de puro pavor!

Graças a Deus meu espelho

não é daqueles que falam...

Diante dele, com cuidado,

posso até reconhecer

este rosto que é só meu

e sorrir aliviado:

 

Cheio de cravos e espinhas,

pode não ser um modelo

de perfeição ou beleza,

mas com certeza é alguém

e esse alguém... sou eu, sou eu!

TELLES, Carlos Queiroz apud MESQUITA, Roberto Melo; MARTOS, Cloder Rivas. Português – linguagem & participação, 5ª série. São Paulo: Saraiva, 1999, p. 129-130.

Considerando apenas o contexto em que esta expressão preposicionada “para um filme de terror(l. 28) se insere, entre os adjetivos abaixo, qual NÃO pode substituir semanticamente a locução adjetiva itálico-sublinhada?
 

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4070317 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: IMPARH
Orgão: Pref. Fortaleza-CE

O jovem Frank

Às vezes eu me pergunto

que diabo de papel

estou fazendo aqui.

 

Não pedi para nascer,

não escolhi o meu nome,

e tenho um corpo montado

com pedaços de avós, fatias de pai

e amostras de mãe.

 

Nas reuniões de família

o esporte predileto

é dissecar Frankenstein:

 

"Os olhos são dos Arruda..."

"Os pés lembram os Botelho..."

"Tem as mãos do velho Braga!"

"... e o nariz é dos Fonseca!"

 

Certamente o resultado

de um tal esquartejamento

não pode ser coisa boa,

pois tantos retalhos colados

não inteiram uma pessoa.

Sendo assim... eu não sou eu.

Sou outra coisa qualquer:

um personagem perfeito

para um filme de terror,

um androide, um mutante,

um bicho extraterrestre,

um berro de puro pavor!

Graças a Deus meu espelho

não é daqueles que falam...

Diante dele, com cuidado,

posso até reconhecer

este rosto que é só meu

e sorrir aliviado:

 

Cheio de cravos e espinhas,

pode não ser um modelo

de perfeição ou beleza,

mas com certeza é alguém

e esse alguém... sou eu, sou eu!

TELLES, Carlos Queiroz apud MESQUITA, Roberto Melo; MARTOS, Cloder Rivas. Português – linguagem & participação, 5ª série. São Paulo: Saraiva, 1999, p. 129-130.

Dadas as características do texto “O jovem Frank”, os verbos, em sua maioria, estão flexionados no:
 

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4070316 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: IMPARH
Orgão: Pref. Fortaleza-CE

O jovem Frank

Às vezes eu me pergunto

que diabo de papel

estou fazendo aqui.

 

Não pedi para nascer,

não escolhi o meu nome,

e tenho um corpo montado

com pedaços de avós, fatias de pai

e amostras de mãe.

 

Nas reuniões de família

o esporte predileto

é dissecar Frankenstein:

 

"Os olhos são dos Arruda..."

"Os pés lembram os Botelho..."

"Tem as mãos do velho Braga!"

"... e o nariz é dos Fonseca!"

 

Certamente o resultado

de um tal esquartejamento

não pode ser coisa boa,

pois tantos retalhos colados

não inteiram uma pessoa.

Sendo assim... eu não sou eu.

Sou outra coisa qualquer:

um personagem perfeito

para um filme de terror,

um androide, um mutante,

um bicho extraterrestre,

um berro de puro pavor!

Graças a Deus meu espelho

não é daqueles que falam...

Diante dele, com cuidado,

posso até reconhecer

este rosto que é só meu

e sorrir aliviado:

 

Cheio de cravos e espinhas,

pode não ser um modelo

de perfeição ou beleza,

mas com certeza é alguém

e esse alguém... sou eu, sou eu!

TELLES, Carlos Queiroz apud MESQUITA, Roberto Melo; MARTOS, Cloder Rivas. Português – linguagem & participação, 5ª série. São Paulo: Saraiva, 1999, p. 129-130.

Com base na regência verbal e no fragmento textual compreendido entre a l. 20 e a l. 37, selecione a afirmação cujo conteúdo é FALSO.
 

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4070315 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: IMPARH
Orgão: Pref. Fortaleza-CE

O jovem Frank

Às vezes eu me pergunto

que diabo de papel

estou fazendo aqui.

 

Não pedi para nascer,

não escolhi o meu nome,

e tenho um corpo montado

com pedaços de avós, fatias de pai

e amostras de mãe.

 

Nas reuniões de família

o esporte predileto

é dissecar Frankenstein:

 

"Os olhos são dos Arruda..."

"Os pés lembram os Botelho..."

"Tem as mãos do velho Braga!"

"... e o nariz é dos Fonseca!"

 

Certamente o resultado

de um tal esquartejamento

não pode ser coisa boa,

pois tantos retalhos colados

não inteiram uma pessoa.

Sendo assim... eu não sou eu.

Sou outra coisa qualquer:

um personagem perfeito

para um filme de terror,

um androide, um mutante,

um bicho extraterrestre,

um berro de puro pavor!

Graças a Deus meu espelho

não é daqueles que falam...

Diante dele, com cuidado,

posso até reconhecer

este rosto que é só meu

e sorrir aliviado:

 

Cheio de cravos e espinhas,

pode não ser um modelo

de perfeição ou beleza,

mas com certeza é alguém

e esse alguém... sou eu, sou eu!

TELLES, Carlos Queiroz apud MESQUITA, Roberto Melo; MARTOS, Cloder Rivas. Português – linguagem & participação, 5ª série. São Paulo: Saraiva, 1999, p. 129-130.

Observe os termos retirados do texto em análise e classifique-os CORRETAMENTE, por meio da associação da primeira coluna com a segunda. Em seguida, assinale a opção que preenche os parênteses de cima para baixo

1 – “me” (l. 01) 

2 – “de família” (l. 11)

3 – “uma pessoa” (l. 24)

4 – “com cuidado” (l. 34)

5 – “de cravos e espinhas” (l. 39)

6 – “esse alguém” (l. 43) 


(_) adjunto adnominal

(_) adjunto adverbial

(_) complemento nominal

(_) objeto direto

(_) objeto indireto

(_) sujeito
 

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4070314 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: IMPARH
Orgão: Pref. Fortaleza-CE

O jovem Frank

Às vezes eu me pergunto

que diabo de papel

estou fazendo aqui.

 

Não pedi para nascer,

não escolhi o meu nome,

e tenho um corpo montado

com pedaços de avós, fatias de pai

e amostras de mãe.

 

Nas reuniões de família

o esporte predileto

é dissecar Frankenstein:

 

"Os olhos são dos Arruda..."

"Os pés lembram os Botelho..."

"Tem as mãos do velho Braga!"

"... e o nariz é dos Fonseca!"

 

Certamente o resultado

de um tal esquartejamento

não pode ser coisa boa,

pois tantos retalhos colados

não inteiram uma pessoa.

Sendo assim... eu não sou eu.

Sou outra coisa qualquer:

um personagem perfeito

para um filme de terror,

um androide, um mutante,

um bicho extraterrestre,

um berro de puro pavor!

Graças a Deus meu espelho

não é daqueles que falam...

Diante dele, com cuidado,

posso até reconhecer

este rosto que é só meu

e sorrir aliviado:

 

Cheio de cravos e espinhas,

pode não ser um modelo

de perfeição ou beleza,

mas com certeza é alguém

e esse alguém... sou eu, sou eu!

TELLES, Carlos Queiroz apud MESQUITA, Roberto Melo; MARTOS, Cloder Rivas. Português – linguagem & participação, 5ª série. São Paulo: Saraiva, 1999, p. 129-130.

A respeito deste trecho “Certamente o resultado de um tal esquartejamento não pode ser coisa boa” (l. 20, 21 e 22), afirma-se, CORRETAMENTE, que a locução verbal grifada concorda com o termo:
 

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4070313 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: IMPARH
Orgão: Pref. Fortaleza-CE

O jovem Frank

Às vezes eu me pergunto

que diabo de papel

estou fazendo aqui.

 

Não pedi para nascer,

não escolhi o meu nome,

e tenho um corpo montado

com pedaços de avós, fatias de pai

e amostras de mãe.

 

Nas reuniões de família

o esporte predileto

é dissecar Frankenstein:

 

"Os olhos são dos Arruda..."

"Os pés lembram os Botelho..."

"Tem as mãos do velho Braga!"

"... e o nariz é dos Fonseca!"

 

Certamente o resultado

de um tal esquartejamento

não pode ser coisa boa,

pois tantos retalhos colados

não inteiram uma pessoa.

Sendo assim... eu não sou eu.

Sou outra coisa qualquer:

um personagem perfeito

para um filme de terror,

um androide, um mutante,

um bicho extraterrestre,

um berro de puro pavor!

Graças a Deus meu espelho

não é daqueles que falam...

Diante dele, com cuidado,

posso até reconhecer

este rosto que é só meu

e sorrir aliviado:

 

Cheio de cravos e espinhas,

pode não ser um modelo

de perfeição ou beleza,

mas com certeza é alguém

e esse alguém... sou eu, sou eu!

TELLES, Carlos Queiroz apud MESQUITA, Roberto Melo; MARTOS, Cloder Rivas. Português – linguagem & participação, 5ª série. São Paulo: Saraiva, 1999, p. 129-130.

Na locução “daqueles” (l. 33), o pronome demonstrativo retoma qual termo?
 

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