Foram encontradas 348.229 questões.
“É uma verdade universalmente reconhecida que um
homem solteiro, possuidor de uma boa fortuna, deve estar à
procura de uma esposa”. A frase de abertura de Orgulho e
Preconceito, de Jane Austen, não era apenas uma crítica ao
mercado matrimonial da Inglaterra do século 19, mas também uma das mais reconhecidas da literatura inglesa. Ela
cativa os leitores com a sátira social característica de Austen,
insinuando que a melhor chance de segurança para uma mulher era se casar com um homem rico. Hoje, suas palavras
inspiram memes e vídeos no TikTok, enquanto seus seis
romances foram adaptados de inúmeras maneiras.
Nascida em 1775 em Steventon, Austen era a sétima
de oito filhos e começou a escrever paródias divertidas na
adolescência. Publicando anonimamente a princípio, lançou
Razão e Sensibilidade (1811), Orgulho e Preconceito (1813),
Mansfield Park (1814) e Emma (1815). Os livros A Abadia
de Northanger e Persuasão foram publicados postumamente
em 1817, o mesmo ano em que ela morreu aos 41 anos.
“As heroínas de Austen vivem em uma sociedade classista e patriarcal, com regras rígidas de conduta e uma dupla
moral de gênero. De certa forma, nosso mundo do século 21
não é tão diferente”, diz Juliette Wells, professora de estudos
literários no Goucher College, em Maryland. Wells, autora
de A Jane de todos: Austen na imaginação popular, atribui o
apelo duradouro de Austen à sua compreensão da natureza
humana, com personagens que incorporam características
ainda reconhecíveis em diversos contextos culturais. Austen
deu às suas heroínas poder de decisão através de sagacidade, inteligência e força interior.
“Todos nós podemos nos inspirar nas protagonistas
femininas de Austen, como Elizabeth Bennet, de Orgulho
e Preconceito, que se preocupa demais com sua felicidade
pessoal para aceitar propostas de homens que ela não respeita, ou Anne Elliot, em Persuasão, que vira as costas para o
esnobismo da família e valoriza as qualidades admiráveis de
pessoas menos privilegiadas”, acrescenta Wells.
Imagens das adaptações cinematográficas de Austen se
tornaram ouro para a Geração Z, remixadas em conteúdo
viral no TikTok, Instagram e Twitter. Acadêmicos notaram o
potencial dos romances de Austen para memes, com suas
frases espirituosas e personagens arquetípicos. Talvez uma
verdade que possa ser universalmente reconhecida seja que
o legado de Austen reside não apenas em sua fama literária,
mas também em sua contínua relevância como escritora que
ainda dialoga com o público moderno.
(Brenda Haas, Jane Austen aos 250 anos: dos livros ao TikTok.
Disponível em: www.dw.com/pt-br/jane-austen-aos-250-anosdos-livros-ao-tiktok/a-75164449. 15.12.2025. Adaptado)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
“É uma verdade universalmente reconhecida que um
homem solteiro, possuidor de uma boa fortuna, deve estar à
procura de uma esposa”. A frase de abertura de Orgulho e
Preconceito, de Jane Austen, não era apenas uma crítica ao
mercado matrimonial da Inglaterra do século 19, mas também uma das mais reconhecidas da literatura inglesa. Ela
cativa os leitores com a sátira social característica de Austen,
insinuando que a melhor chance de segurança para uma mulher era se casar com um homem rico. Hoje, suas palavras
inspiram memes e vídeos no TikTok, enquanto seus seis
romances foram adaptados de inúmeras maneiras.
Nascida em 1775 em Steventon, Austen era a sétima
de oito filhos e começou a escrever paródias divertidas na
adolescência. Publicando anonimamente a princípio, lançou
Razão e Sensibilidade (1811), Orgulho e Preconceito (1813),
Mansfield Park (1814) e Emma (1815). Os livros A Abadia
de Northanger e Persuasão foram publicados postumamente
em 1817, o mesmo ano em que ela morreu aos 41 anos.
“As heroínas de Austen vivem em uma sociedade classista e patriarcal, com regras rígidas de conduta e uma dupla
moral de gênero. De certa forma, nosso mundo do século 21
não é tão diferente”, diz Juliette Wells, professora de estudos
literários no Goucher College, em Maryland. Wells, autora
de A Jane de todos: Austen na imaginação popular, atribui o
apelo duradouro de Austen à sua compreensão da natureza
humana, com personagens que incorporam características
ainda reconhecíveis em diversos contextos culturais. Austen
deu às suas heroínas poder de decisão através de sagacidade, inteligência e força interior.
“Todos nós podemos nos inspirar nas protagonistas
femininas de Austen, como Elizabeth Bennet, de Orgulho
e Preconceito, que se preocupa demais com sua felicidade
pessoal para aceitar propostas de homens que ela não respeita, ou Anne Elliot, em Persuasão, que vira as costas para o
esnobismo da família e valoriza as qualidades admiráveis de
pessoas menos privilegiadas”, acrescenta Wells.
Imagens das adaptações cinematográficas de Austen se
tornaram ouro para a Geração Z, remixadas em conteúdo
viral no TikTok, Instagram e Twitter. Acadêmicos notaram o
potencial dos romances de Austen para memes, com suas
frases espirituosas e personagens arquetípicos. Talvez uma
verdade que possa ser universalmente reconhecida seja que
o legado de Austen reside não apenas em sua fama literária,
mas também em sua contínua relevância como escritora que
ainda dialoga com o público moderno.
(Brenda Haas, Jane Austen aos 250 anos: dos livros ao TikTok.
Disponível em: www.dw.com/pt-br/jane-austen-aos-250-anosdos-livros-ao-tiktok/a-75164449. 15.12.2025. Adaptado)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
“É uma verdade universalmente reconhecida que um
homem solteiro, possuidor de uma boa fortuna, deve estar à
procura de uma esposa”. A frase de abertura de Orgulho e
Preconceito, de Jane Austen, não era apenas uma crítica ao
mercado matrimonial da Inglaterra do século 19, mas também uma das mais reconhecidas da literatura inglesa. Ela
cativa os leitores com a sátira social característica de Austen,
insinuando que a melhor chance de segurança para uma mulher era se casar com um homem rico. Hoje, suas palavras
inspiram memes e vídeos no TikTok, enquanto seus seis
romances foram adaptados de inúmeras maneiras.
Nascida em 1775 em Steventon, Austen era a sétima
de oito filhos e começou a escrever paródias divertidas na
adolescência. Publicando anonimamente a princípio, lançou
Razão e Sensibilidade (1811), Orgulho e Preconceito (1813),
Mansfield Park (1814) e Emma (1815). Os livros A Abadia
de Northanger e Persuasão foram publicados postumamente
em 1817, o mesmo ano em que ela morreu aos 41 anos.
“As heroínas de Austen vivem em uma sociedade classista e patriarcal, com regras rígidas de conduta e uma dupla
moral de gênero. De certa forma, nosso mundo do século 21
não é tão diferente”, diz Juliette Wells, professora de estudos
literários no Goucher College, em Maryland. Wells, autora
de A Jane de todos: Austen na imaginação popular, atribui o
apelo duradouro de Austen à sua compreensão da natureza
humana, com personagens que incorporam características
ainda reconhecíveis em diversos contextos culturais. Austen
deu às suas heroínas poder de decisão através de sagacidade, inteligência e força interior.
“Todos nós podemos nos inspirar nas protagonistas
femininas de Austen, como Elizabeth Bennet, de Orgulho
e Preconceito, que se preocupa demais com sua felicidade
pessoal para aceitar propostas de homens que ela não respeita, ou Anne Elliot, em Persuasão, que vira as costas para o
esnobismo da família e valoriza as qualidades admiráveis de
pessoas menos privilegiadas”, acrescenta Wells.
Imagens das adaptações cinematográficas de Austen se
tornaram ouro para a Geração Z, remixadas em conteúdo
viral no TikTok, Instagram e Twitter. Acadêmicos notaram o
potencial dos romances de Austen para memes, com suas
frases espirituosas e personagens arquetípicos. Talvez uma
verdade que possa ser universalmente reconhecida seja que
o legado de Austen reside não apenas em sua fama literária,
mas também em sua contínua relevância como escritora que
ainda dialoga com o público moderno.
(Brenda Haas, Jane Austen aos 250 anos: dos livros ao TikTok.
Disponível em: www.dw.com/pt-br/jane-austen-aos-250-anosdos-livros-ao-tiktok/a-75164449. 15.12.2025. Adaptado)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
“É uma verdade universalmente reconhecida que um
homem solteiro, possuidor de uma boa fortuna, deve estar à
procura de uma esposa”. A frase de abertura de Orgulho e
Preconceito, de Jane Austen, não era apenas uma crítica ao
mercado matrimonial da Inglaterra do século 19, mas também uma das mais reconhecidas da literatura inglesa. Ela
cativa os leitores com a sátira social característica de Austen,
insinuando que a melhor chance de segurança para uma mulher era se casar com um homem rico. Hoje, suas palavras
inspiram memes e vídeos no TikTok, enquanto seus seis
romances foram adaptados de inúmeras maneiras.
Nascida em 1775 em Steventon, Austen era a sétima
de oito filhos e começou a escrever paródias divertidas na
adolescência. Publicando anonimamente a princípio, lançou
Razão e Sensibilidade (1811), Orgulho e Preconceito (1813),
Mansfield Park (1814) e Emma (1815). Os livros A Abadia
de Northanger e Persuasão foram publicados postumamente
em 1817, o mesmo ano em que ela morreu aos 41 anos.
“As heroínas de Austen vivem em uma sociedade classista e patriarcal, com regras rígidas de conduta e uma dupla
moral de gênero. De certa forma, nosso mundo do século 21
não é tão diferente”, diz Juliette Wells, professora de estudos
literários no Goucher College, em Maryland. Wells, autora
de A Jane de todos: Austen na imaginação popular, atribui o
apelo duradouro de Austen à sua compreensão da natureza
humana, com personagens que incorporam características
ainda reconhecíveis em diversos contextos culturais. Austen
deu às suas heroínas poder de decisão através de sagacidade, inteligência e força interior.
“Todos nós podemos nos inspirar nas protagonistas
femininas de Austen, como Elizabeth Bennet, de Orgulho
e Preconceito, que se preocupa demais com sua felicidade
pessoal para aceitar propostas de homens que ela não respeita, ou Anne Elliot, em Persuasão, que vira as costas para o
esnobismo da família e valoriza as qualidades admiráveis de
pessoas menos privilegiadas”, acrescenta Wells.
Imagens das adaptações cinematográficas de Austen se
tornaram ouro para a Geração Z, remixadas em conteúdo
viral no TikTok, Instagram e Twitter. Acadêmicos notaram o
potencial dos romances de Austen para memes, com suas
frases espirituosas e personagens arquetípicos. Talvez uma
verdade que possa ser universalmente reconhecida seja que
o legado de Austen reside não apenas em sua fama literária,
mas também em sua contínua relevância como escritora que
ainda dialoga com o público moderno.
(Brenda Haas, Jane Austen aos 250 anos: dos livros ao TikTok.
Disponível em: www.dw.com/pt-br/jane-austen-aos-250-anosdos-livros-ao-tiktok/a-75164449. 15.12.2025. Adaptado)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Leia o texto a seguir para responder a questão:

(Prefeitura Municipal de Jardinópolis, 13.12.2024. Disponível em:
https://www.facebook.com/prefeiturajardinopolis/photos/-a-campanha-de-
-conscientiza%C3%A7%C3%A3o-animal-n%C3%A3o-%C3%A9-brinquedo-
-%C3%A9-uma-iniciativa-do-consel/992296329610649/?_rdr.)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Leia o texto a seguir para responder a questão:

(Prefeitura Municipal de Jardinópolis, 13.12.2024. Disponível em:
https://www.facebook.com/prefeiturajardinopolis/photos/-a-campanha-de-
-conscientiza%C3%A7%C3%A3o-animal-n%C3%A3o-%C3%A9-brinquedo-
-%C3%A9-uma-iniciativa-do-consel/992296329610649/?_rdr.)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Leia o texto a seguir para responder a questão.
Uma vez por semana, o torcedor foge de casa e vai ao
estádio.
Ondulam as bandeiras, soam as matracas, os foguetes,
os tambores, chovem serpentinas e papel picado: a cidade
desaparece, a rotina se esquece, só existe o templo. Neste
espaço sagrado, a única religião que não tem ateus exibe
suas divindades. Embora o torcedor possa contemplar o
milagre, mais comodamente, na tela de sua televisão, prefere cumprir a peregrinação até o lugar onde possa ver em
carne e osso seus anjos lutando em duelo contra os demônios da rodada.
Aqui o torcedor agita o lenço, engole saliva, engole
veneno, come o boné, sussurra preces e maldições, e de
repente arrebenta a garganta numa ovação e salta feito
pulga abraçando o desconhecido que grita gol ao seu lado.
Enquanto dura a missa pagã, o torcedor é muitos. Compartilha com milhares de devotos a certeza de que somos os
melhores, todos os juízes estão vendidos, todos os rivais
são trapaceiros.
É raro o torcedor que diz: “Meu time joga hoje”. Sempre
diz: “Nós jogamos hoje”. Este jogador número doze sabe
muito bem que é ele quem sopra os ventos de fervor que
empurram a bola quando ela dorme, do mesmo jeito que os
outros onze jogadores sabem que jogar sem torcida é como
dançar sem música.
Quando termina a partida, o torcedor, que não saiu da
arquibancada, celebra sua vitória, “que goleada fizemos, que
surra a gente deu neles”, ou chora sua derrota, “nos roubaram
outra vez, juiz ladrão”. E então o sol vai embora, e o torcedor
se vai. Caem as sombras sobre o estádio que se esvazia. Nos
degraus de cimento ardem, aqui e ali, algumas fogueiras de
fogo fugaz, enquanto vão se apagando as luzes e as vozes. O
estádio fica sozinho e o torcedor também volta à sua solidão,
um eu que foi nós; o torcedor se afasta, se dispersa, se perde,
e o domingo é melancólico feito uma quarta-feira de cinzas
depois da morte do carnaval.
(Eduardo Galeano, “O torcedor”. In: _____________. Futebol ao sol e à sombra.
São Paulo: L&PM Pocket, 2024. Adaptado)
“Uma vez por semana, o torcedor foge de casa e vai ao estádio.” (1º parágrafo)
“…soam as matracas, os foguetes, os tambores…” (2º parágrafo)
“Embora o torcedor possa contemplar o milagre, mais comodamente, na tela de sua televisão…” (2º parágrafo)
Em conformidade com a norma-padrão de regência verbal e emprego de crase, os trechos destacados podem ser substituídos, respectivamente, por
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Leia o texto a seguir para responder a questão.
Uma vez por semana, o torcedor foge de casa e vai ao
estádio.
Ondulam as bandeiras, soam as matracas, os foguetes,
os tambores, chovem serpentinas e papel picado: a cidade
desaparece, a rotina se esquece, só existe o templo. Neste
espaço sagrado, a única religião que não tem ateus exibe
suas divindades. Embora o torcedor possa contemplar o
milagre, mais comodamente, na tela de sua televisão, prefere cumprir a peregrinação até o lugar onde possa ver em
carne e osso seus anjos lutando em duelo contra os demônios da rodada.
Aqui o torcedor agita o lenço, engole saliva, engole
veneno, come o boné, sussurra preces e maldições, e de
repente arrebenta a garganta numa ovação e salta feito
pulga abraçando o desconhecido que grita gol ao seu lado.
Enquanto dura a missa pagã, o torcedor é muitos. Compartilha com milhares de devotos a certeza de que somos os
melhores, todos os juízes estão vendidos, todos os rivais
são trapaceiros.
É raro o torcedor que diz: “Meu time joga hoje”. Sempre
diz: “Nós jogamos hoje”. Este jogador número doze sabe
muito bem que é ele quem sopra os ventos de fervor que
empurram a bola quando ela dorme, do mesmo jeito que os
outros onze jogadores sabem que jogar sem torcida é como
dançar sem música.
Quando termina a partida, o torcedor, que não saiu da
arquibancada, celebra sua vitória, “que goleada fizemos, que
surra a gente deu neles”, ou chora sua derrota, “nos roubaram
outra vez, juiz ladrão”. E então o sol vai embora, e o torcedor
se vai. Caem as sombras sobre o estádio que se esvazia. Nos
degraus de cimento ardem, aqui e ali, algumas fogueiras de
fogo fugaz, enquanto vão se apagando as luzes e as vozes. O
estádio fica sozinho e o torcedor também volta à sua solidão,
um eu que foi nós; o torcedor se afasta, se dispersa, se perde,
e o domingo é melancólico feito uma quarta-feira de cinzas
depois da morte do carnaval.
(Eduardo Galeano, “O torcedor”. In: _____________. Futebol ao sol e à sombra.
São Paulo: L&PM Pocket, 2024. Adaptado)
“Ondulam as bandeiras, soam as matracas, os foguetes, os tambores, chovem serpentinas e papel picado: a cidade desaparece, a rotina se esquece, só existe o templo.” (2º parágrafo)
O sinal de dois-pontos, presente no trecho, tem o mesmo sentido de
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Leia o texto a seguir para responder a questão.
Uma vez por semana, o torcedor foge de casa e vai ao
estádio.
Ondulam as bandeiras, soam as matracas, os foguetes,
os tambores, chovem serpentinas e papel picado: a cidade
desaparece, a rotina se esquece, só existe o templo. Neste
espaço sagrado, a única religião que não tem ateus exibe
suas divindades. Embora o torcedor possa contemplar o
milagre, mais comodamente, na tela de sua televisão, prefere cumprir a peregrinação até o lugar onde possa ver em
carne e osso seus anjos lutando em duelo contra os demônios da rodada.
Aqui o torcedor agita o lenço, engole saliva, engole
veneno, come o boné, sussurra preces e maldições, e de
repente arrebenta a garganta numa ovação e salta feito
pulga abraçando o desconhecido que grita gol ao seu lado.
Enquanto dura a missa pagã, o torcedor é muitos. Compartilha com milhares de devotos a certeza de que somos os
melhores, todos os juízes estão vendidos, todos os rivais
são trapaceiros.
É raro o torcedor que diz: “Meu time joga hoje”. Sempre
diz: “Nós jogamos hoje”. Este jogador número doze sabe
muito bem que é ele quem sopra os ventos de fervor que
empurram a bola quando ela dorme, do mesmo jeito que os
outros onze jogadores sabem que jogar sem torcida é como
dançar sem música.
Quando termina a partida, o torcedor, que não saiu da
arquibancada, celebra sua vitória, “que goleada fizemos, que
surra a gente deu neles”, ou chora sua derrota, “nos roubaram
outra vez, juiz ladrão”. E então o sol vai embora, e o torcedor
se vai. Caem as sombras sobre o estádio que se esvazia. Nos
degraus de cimento ardem, aqui e ali, algumas fogueiras de
fogo fugaz, enquanto vão se apagando as luzes e as vozes. O
estádio fica sozinho e o torcedor também volta à sua solidão,
um eu que foi nós; o torcedor se afasta, se dispersa, se perde,
e o domingo é melancólico feito uma quarta-feira de cinzas
depois da morte do carnaval.
(Eduardo Galeano, “O torcedor”. In: _____________. Futebol ao sol e à sombra.
São Paulo: L&PM Pocket, 2024. Adaptado)
“Caem as sombras sobre o estádio que se esvazia. Nos degraus de cimento ardem, aqui e ali, algumas fogueiras de fogo fugaz, enquanto vão se apagando as luzes e as vozes.” (5º parágrafo)
As palavras destacadas podem ser substituídas, respectivamente, preservando o sentido original do trecho, por:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Leia o texto a seguir para responder a questão.
Uma vez por semana, o torcedor foge de casa e vai ao
estádio.
Ondulam as bandeiras, soam as matracas, os foguetes,
os tambores, chovem serpentinas e papel picado: a cidade
desaparece, a rotina se esquece, só existe o templo. Neste
espaço sagrado, a única religião que não tem ateus exibe
suas divindades. Embora o torcedor possa contemplar o
milagre, mais comodamente, na tela de sua televisão, prefere cumprir a peregrinação até o lugar onde possa ver em
carne e osso seus anjos lutando em duelo contra os demônios da rodada.
Aqui o torcedor agita o lenço, engole saliva, engole
veneno, come o boné, sussurra preces e maldições, e de
repente arrebenta a garganta numa ovação e salta feito
pulga abraçando o desconhecido que grita gol ao seu lado.
Enquanto dura a missa pagã, o torcedor é muitos. Compartilha com milhares de devotos a certeza de que somos os
melhores, todos os juízes estão vendidos, todos os rivais
são trapaceiros.
É raro o torcedor que diz: “Meu time joga hoje”. Sempre
diz: “Nós jogamos hoje”. Este jogador número doze sabe
muito bem que é ele quem sopra os ventos de fervor que
empurram a bola quando ela dorme, do mesmo jeito que os
outros onze jogadores sabem que jogar sem torcida é como
dançar sem música.
Quando termina a partida, o torcedor, que não saiu da
arquibancada, celebra sua vitória, “que goleada fizemos, que
surra a gente deu neles”, ou chora sua derrota, “nos roubaram
outra vez, juiz ladrão”. E então o sol vai embora, e o torcedor
se vai. Caem as sombras sobre o estádio que se esvazia. Nos
degraus de cimento ardem, aqui e ali, algumas fogueiras de
fogo fugaz, enquanto vão se apagando as luzes e as vozes. O
estádio fica sozinho e o torcedor também volta à sua solidão,
um eu que foi nós; o torcedor se afasta, se dispersa, se perde,
e o domingo é melancólico feito uma quarta-feira de cinzas
depois da morte do carnaval.
(Eduardo Galeano, “O torcedor”. In: _____________. Futebol ao sol e à sombra.
São Paulo: L&PM Pocket, 2024. Adaptado)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Cadernos
Caderno Container