A esfera da ciência pode parecer hostil às metáforas.
Afinal de contas, a ciência ocupar-se-ia da busca e da representação do conhecimento, o que, para muitos, só pode ser literal: um remédio ou um tratamento médico são coisas concretas que podem ser vistas ou ingeridas; uma ponte é uma construção de verdade, do mundo real; do mesmo modo, muitos outros avanços científicos são coisas concretas que afetam diretamente a vida das pessoas. Sendo concretas, não haveria necessidade de metáforas para pensar, descobrir ou comunicar essas coisas. O que talvez não esteja claro para aqueles que possuem tal visão inocente ou leiga da ciência é que, antes das descobertas e das invenções, há intenso trabalho de pesquisa e que esse trabalho tem uma base metafórica considerável. Sem essa base, não seria possível teorizar, pesquisar, comunicar, nem produzir ciência.
Tony Berber Sardinha. Metáfora. São Paulo:
Parábola, 2007, p. 83 (com adaptações).
Com base no uso das estruturas linguísticas desse texto, julgue o item subsequente.
A substituição do sinal de ponto e vírgula depois de “ingeridas” e de “real”, por vírgulas preservaria as regras de pontuação e a coerência, a clareza e a objetividade do texto.