Uma escola do campo X, localizada no Distrito Federal,
caracteriza-se por atender a diferentes modalidades e
demandas educativas da comunidade local. Durante os
turnos da manhã e da tarde, a instituição organiza turmas
multisseriadas do ensino fundamental, contemplando
estudantes de diferentes anos em uma mesma sala. No
período noturno, oferta a educação de jovens e adultos(EJA),
atendendo majoritariamente agricultores familiares que
conciliam o estudo com o trabalho no campo. Nesse
momento, encontra-se em processo de implementação
de um projeto de tempo ampliado, voltado à educação
integral, que busca fortalecer aprendizagens e expandir
oportunidades formativas. Além disso, recentemente,
a comunidade denunciou contaminação do rio local. O
conselho escolar propôs um projeto interdisciplinar (“Água,
trabalho e vida no campo”), integrando ciências, geografia,
língua portuguesa e matemática; que incluiria educação
ambiental transversal, uso crítico de TICs (quando
disponíveis) e avaliação processual. Parte do corpo docente
resiste: defende manter provas padronizadas; calendário
urbano; e proibir o uso pedagógico de celulares. Na EJA,
alguns sugerem aplicar o mesmo plano das turmas diurnas.
Um dos desafios recorrentes enfrentados pela escola é a
conectividade intermitente, o que limita o uso contínuo de
recursos digitais nas práticas pedagógicas. Nesse momento,
o PPP está em revisão.
Com base nessa situação hipotética e considerando-se as
políticas públicas vigentes como referência, julgue o item a seguir.
Suponha-se que, na escola do campo X, a defesa
de provas padronizadas como instrumento
exclusivo de avaliação contraria o princípio da
contextualização curricular (LDB, art. 28) e o da
gestão democrática (CF/1988, art. 206, VI), ao mesmo
tempo em que reforça a lógica de responsabilização
prevista em algumas políticas de avaliação em larga
escala (como a Prova Brasil). Nesse sentido, é correto
afirmar que tal prática, embora inadequada ao
contexto da escola do campo, encontrará respaldo
parcial em políticas de monitoramento de qualidade
da educação básica.