Foram encontradas 120 questões.
Estávamos pintados como se fôssemos para a guerra.
Várias bocas, dentes e sorrisos, mas um coração pulsava
na esperança por avanços para a garantia dos direitos dos
povos indígenas. Olhavam-nos como se fôssemos seres
de outro planeta, certos de desconhecer seu próprio
país. Os olhos brilhavam como as estrelas e essa emoção
se misturava ao cheiro do café, na cantina ao lado, aos
desenhos indígenas e ao cheiro de pintura de jenipapo na
cara, ao cheiro do óleo da castanha-do-pará e ao cheiro do
vermelho urucum dos Kaiapó.
POTIGUARA, Eliane. Metade cara, metade máscara.
Lorena: DM Projetos Especiais, 2018.
Eliana Potiguara é escritora indígena contemporânea.
A
partir dessa informação e no que diz respeito ao texto e aos
seus aspectos estéticos, julgue o item a seguir.
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Estávamos pintados como se fôssemos para a guerra.
Várias bocas, dentes e sorrisos, mas um coração pulsava
na esperança por avanços para a garantia dos direitos dos
povos indígenas. Olhavam-nos como se fôssemos seres
de outro planeta, certos de desconhecer seu próprio
país. Os olhos brilhavam como as estrelas e essa emoção
se misturava ao cheiro do café, na cantina ao lado, aos
desenhos indígenas e ao cheiro de pintura de jenipapo na
cara, ao cheiro do óleo da castanha-do-pará e ao cheiro do
vermelho urucum dos Kaiapó.
POTIGUARA, Eliane. Metade cara, metade máscara.
Lorena: DM Projetos Especiais, 2018.
Eliana Potiguara é escritora indígena contemporânea.
A
partir dessa informação e no que diz respeito ao texto e aos
seus aspectos estéticos, julgue o item a seguir.
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No fundo do mato-virgem nasceu Macunaíma, herói de
nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite.
Houve um momento em que o silêncio foi tão grande
escutando o murmurejo de Uraricoera, que a índia
tapanhumas pariu uma criança feia. Essa criança é que
chamaram de Macunaíma.
ANDRADE, Mário de. Macunaíma, o herói sem nenhum caráter.
Belo Horizonte: Vila Rica, 1997.
Em “Macunaíma”, Mário de Andrade apresenta a imagem
do herói nacional.
Considerando essa informação e em
relação ao texto, aos seus aspectos estéticos, ao seu
autor e aos movimentos literários brasileiros, julgue o ite seguinte.
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No fundo do mato-virgem nasceu Macunaíma, herói de
nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite.
Houve um momento em que o silêncio foi tão grande
escutando o murmurejo de Uraricoera, que a índia
tapanhumas pariu uma criança feia. Essa criança é que
chamaram de Macunaíma.
ANDRADE, Mário de. Macunaíma, o herói sem nenhum caráter.
Belo Horizonte: Vila Rica, 1997.
Em “Macunaíma”, Mário de Andrade apresenta a imagem
do herói nacional.
Considerando essa informação e em
relação ao texto, aos seus aspectos estéticos, ao seu
autor e aos movimentos literários brasileiros, julgue o ite seguinte.
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No fundo do mato-virgem nasceu Macunaíma, herói de
nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite.
Houve um momento em que o silêncio foi tão grande
escutando o murmurejo de Uraricoera, que a índia
tapanhumas pariu uma criança feia. Essa criança é que
chamaram de Macunaíma.
ANDRADE, Mário de. Macunaíma, o herói sem nenhum caráter.
Belo Horizonte: Vila Rica, 1997.
Em “Macunaíma”, Mário de Andrade apresenta a imagem
do herói nacional.
Considerando essa informação e em
relação ao texto, aos seus aspectos estéticos, ao seu
autor e aos movimentos literários brasileiros, julgue o ite seguinte.
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No fundo do mato-virgem nasceu Macunaíma, herói de
nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite.
Houve um momento em que o silêncio foi tão grande
escutando o murmurejo de Uraricoera, que a índia
tapanhumas pariu uma criança feia. Essa criança é que
chamaram de Macunaíma.
ANDRADE, Mário de. Macunaíma, o herói sem nenhum caráter.
Belo Horizonte: Vila Rica, 1997.
Em “Macunaíma”, Mário de Andrade apresenta a imagem
do herói nacional.
Considerando essa informação e em
relação ao texto, aos seus aspectos estéticos, ao seu
autor e aos movimentos literários brasileiros, julgue o ite seguinte.
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As órfãs faziam sinal-da-cruz, iam arranjar marido bom ou
então uns desdentados, trolocutores surdos, bêbados, lobo
nas ovelhas, caminho de espinhos, azemel de estrebaria,
mulo namorado, fosse o que fosse, desde que dissesse:
Senhora, quereis companhia? Ordenara a rainha que
seriam uns gentilhomens.
Uma panela de comida num canto, meti as mãos e tirei
um pedaço do guisado frio, comi numa ânsia de nunca ter
sentido assim, tudo o que se havia preparado para umas
mais três bocas, fome é um tipo de fogo que se acende no
meio das gentes, que se ateia com tanto ímpeto que até
os olhos ardem e resseca tudo por dentro e vai sendo uma
faca que revira o dentro como se buscando o fio da vida e
em nosso rosto se forma um diabólico labirinto, sonhamos
com feiras e que se comeria um rato da lama, é fome feito
um monstro que assenta em nosso ventre e nos rasga
estripando, com suas garras longas, língua asquerosa de
lagarta, se branqueteia de nós, sugando nossa força e nossa
razão, que perdemos de arrazoar e fracas estimativas, é
como cem anos de inferno, uma dor incomparável, uma
coisa tão lastimosa de se sentir que não há homem que
a possa dissimular. Por medo da fome, da orfandade, do
abandono, quis que tornasse Francisco de Albuquerque.
MIRANDA, Ana. Desmundo. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.
Em “Desmundo”, de Ana Miranda, Oribela, órfã portuguesa
enviada ao Brasil em 1555 para se casar com um colono,
revela-se um contexto de violência. A partir dessa
informação, em relação ao texto, aos seus aspectos
estéticos e aos movimentos literários brasileiros, julgue o iten a seguir.
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As órfãs faziam sinal-da-cruz, iam arranjar marido bom ou
então uns desdentados, trolocutores surdos, bêbados, lobo
nas ovelhas, caminho de espinhos, azemel de estrebaria,
mulo namorado, fosse o que fosse, desde que dissesse:
Senhora, quereis companhia? Ordenara a rainha que
seriam uns gentilhomens.
Uma panela de comida num canto, meti as mãos e tirei
um pedaço do guisado frio, comi numa ânsia de nunca ter
sentido assim, tudo o que se havia preparado para umas
mais três bocas, fome é um tipo de fogo que se acende no
meio das gentes, que se ateia com tanto ímpeto que até
os olhos ardem e resseca tudo por dentro e vai sendo uma
faca que revira o dentro como se buscando o fio da vida e
em nosso rosto se forma um diabólico labirinto, sonhamos
com feiras e que se comeria um rato da lama, é fome feito
um monstro que assenta em nosso ventre e nos rasga
estripando, com suas garras longas, língua asquerosa de
lagarta, se branqueteia de nós, sugando nossa força e nossa
razão, que perdemos de arrazoar e fracas estimativas, é
como cem anos de inferno, uma dor incomparável, uma
coisa tão lastimosa de se sentir que não há homem que
a possa dissimular. Por medo da fome, da orfandade, do
abandono, quis que tornasse Francisco de Albuquerque.
MIRANDA, Ana. Desmundo. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.
Em “Desmundo”, de Ana Miranda, Oribela, órfã portuguesa
enviada ao Brasil em 1555 para se casar com um colono,
revela-se um contexto de violência. A partir dessa
informação, em relação ao texto, aos seus aspectos
estéticos e aos movimentos literários brasileiros, julgue o iten a seguir.
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As órfãs faziam sinal-da-cruz, iam arranjar marido bom ou
então uns desdentados, trolocutores surdos, bêbados, lobo
nas ovelhas, caminho de espinhos, azemel de estrebaria,
mulo namorado, fosse o que fosse, desde que dissesse:
Senhora, quereis companhia? Ordenara a rainha que
seriam uns gentilhomens.
Uma panela de comida num canto, meti as mãos e tirei
um pedaço do guisado frio, comi numa ânsia de nunca ter
sentido assim, tudo o que se havia preparado para umas
mais três bocas, fome é um tipo de fogo que se acende no
meio das gentes, que se ateia com tanto ímpeto que até
os olhos ardem e resseca tudo por dentro e vai sendo uma
faca que revira o dentro como se buscando o fio da vida e
em nosso rosto se forma um diabólico labirinto, sonhamos
com feiras e que se comeria um rato da lama, é fome feito
um monstro que assenta em nosso ventre e nos rasga
estripando, com suas garras longas, língua asquerosa de
lagarta, se branqueteia de nós, sugando nossa força e nossa
razão, que perdemos de arrazoar e fracas estimativas, é
como cem anos de inferno, uma dor incomparável, uma
coisa tão lastimosa de se sentir que não há homem que
a possa dissimular. Por medo da fome, da orfandade, do
abandono, quis que tornasse Francisco de Albuquerque.
MIRANDA, Ana. Desmundo. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.
Em “Desmundo”, de Ana Miranda, Oribela, órfã portuguesa
enviada ao Brasil em 1555 para se casar com um colono,
revela-se um contexto de violência. A partir dessa
informação, em relação ao texto, aos seus aspectos
estéticos e aos movimentos literários brasileiros, julgue o iten a seguir.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
As órfãs faziam sinal-da-cruz, iam arranjar marido bom ou
então uns desdentados, trolocutores surdos, bêbados, lobo
nas ovelhas, caminho de espinhos, azemel de estrebaria,
mulo namorado, fosse o que fosse, desde que dissesse:
Senhora, quereis companhia? Ordenara a rainha que
seriam uns gentilhomens.
Uma panela de comida num canto, meti as mãos e tirei
um pedaço do guisado frio, comi numa ânsia de nunca ter
sentido assim, tudo o que se havia preparado para umas
mais três bocas, fome é um tipo de fogo que se acende no
meio das gentes, que se ateia com tanto ímpeto que até
os olhos ardem e resseca tudo por dentro e vai sendo uma
faca que revira o dentro como se buscando o fio da vida e
em nosso rosto se forma um diabólico labirinto, sonhamos
com feiras e que se comeria um rato da lama, é fome feito
um monstro que assenta em nosso ventre e nos rasga
estripando, com suas garras longas, língua asquerosa de
lagarta, se branqueteia de nós, sugando nossa força e nossa
razão, que perdemos de arrazoar e fracas estimativas, é
como cem anos de inferno, uma dor incomparável, uma
coisa tão lastimosa de se sentir que não há homem que
a possa dissimular. Por medo da fome, da orfandade, do
abandono, quis que tornasse Francisco de Albuquerque.
MIRANDA, Ana. Desmundo. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.
Em “Desmundo”, de Ana Miranda, Oribela, órfã portuguesa
enviada ao Brasil em 1555 para se casar com um colono,
revela-se um contexto de violência. A partir dessa
informação, em relação ao texto, aos seus aspectos
estéticos e aos movimentos literários brasileiros, julgue o iten a seguir.
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