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De um lado estão os estudos de "fricção inter-étnica", as contradições inter-étnicas e o ponto de vista do Estado nacional notoriamente desenvolvidos por Roberto Cardoso de Oliveira e, de outro, o ponto de vista dos povos indígenas estudados por meio do conceito de corpo e pessoa das sociedades indígenas brasileiras por Manuela Carneiro da Cunha e Eduardo Viveiros de Castro, por exemplo.
Este desenvolvimento da "Etnologia brasileira" pode ser melhor caracterizado em relação ao ponto de vista (antropológico) da "fricção inter-étnica" e ao ponto de vista indígena, uma vez que
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Considere as afirmativas abaixo.
I. O antropólogo, de notório saber, formado em instituições públicas ou particulares é, na maioria das vezes, corrompido por interesses de grandes empresas nacionais e multi-nacionais.
II. O antropólogo tem fortes vínculos com a comunidade estudada e se apresenta como um nativo das comunidades indígenas, quilombolas ou de outras populações tradicionais.
III. O antropólogo é contratado por instituições especializados em laudos antropológicos que, por sua vez, são contratadas pelos idealizadores e executores de obras que geram impactos ambientais.
IV. O trabalho pericial é sempre uma reflexão teórica mais do que uma pesquisa etnográfica.
Considerando a possibilidade do laudo antropológico (EIA - Estudo de Impacto Ambiental e RIMA - Relatório de Impacto Ambiental) ser um instrumento de barganha política que beneficie os empreendedores ou não, e de ter seu caráter científico comprometido, assinale as afirmativas INCORRETAS:
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Há um espaço que vem sendo ocupado pelos laudos antropológicos no contexto do reconhecimento, particularmente nos casos de procedimentos administrativos que buscam a promoção e o reconhecimento dos "remanescentes das comunidades de quilombos". Embora, sob a égide do reconhecimento, o universo administrativo-legal tende a reiterar a dominância de uma matriz explicativa construída por meio de conteúdos cristalizados, o que impede, sem dúvida, os vários ângulos de leitura da história dos quilombos e sua relação com a sociedade envolvente. Permanecem, então, estereótipos homogeneizadores que se perpetuam claramente em prejuízo daqueles que são beneficiários de um direito que veio a ser assegurado em processos culturais e sócio-históricos diversos.
Localize, entre as alternativas abaixo, o problema central existente na confecção de laudos antropológicos por parte de antropólogos e advogados no reconhecimento de "remanescentes das comunidades de quilombos".
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No estado do Pará, já foram demarcadas dezenove comunidades quilombolas, conforme podemos verificar na Tabela 1

Fonte: Diários Oficiais da União e Instituo Nacional de Colonização e Reforma Agrária - INCRA/PA
*Projetos de Assentamento Especial Quilombola que congregam várias comunidades e receberam um único título coletivo, de uma área comum para todas elas
Na titulação das áreas de remanescentes de quilombos, foram emitidos "Títulos de Reconhecimento de Domínio". Nesses documentos, que contêm normas condicionantes, há uma em que está expressa a preocupação de assegurar a preservação dos recursos naturais renováveis. Na Cláusula Segunda está descrito que o imóvel destina-se às atividades extrativistas, agropecuárias e de preservação do meio ambiente de modo a garantirem a auto-sustentabilidade da comunidade remanescente beneficiária, objetivando a sua preservação em seus aspectos social, cultural e histórico, segundo o disposto nos art. 215 e 216 da Constituição Federal (...).
(Benatti, J. Heder. Formas de Acesso à Terra e a Preservação da Floresta Amazônica, In: Capobianco, João Paulo (et. al.) (orgs.). Biodiversidade na Amazônia, Estação liberdade. Instituto Socioambiental, São Paulo, 2001:295)
De acordo com a titulação, as populações tradicionais possuem um apossamento da terra muito peculiar, principalmente as comunidades de Trombetas e Erepecuru.
As características corretas do tipo de apossamento acima exposto são:
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A anemia falciforme tem sua fisiopatologia explicada em mais de quarenta anos de produção científica. A cura desta doença não foi descoberta e continua a ser ignorada por planejadores e profissionais de saúde, pelos doentes e a população em geral. Segundo os movimentos negros, dentre as causas que levaram este conhecimento a ficar restrito a instituições internacionais de pesquisa sem uma atuação efetiva na definição de políticas públicas junto à população negra do Brasil, por exemplo, podemos mencionar
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Após quinhentos anos de "descobrimento", a cosmovisão africana é ainda alvo da ação de um racismo cultural religioso que exercita sua afroteofobia e se retroalimenta de forma cíclica e recorrente e atravessa todos os períodos históricos do Brasil. As barbáries que advêm deste racismo cultural-religioso manifestam-se material e simbolicamente, o que ratifica de forma contínua preconceitos, estigmas e estereótipos, os quais interferem fundamentalmente no processo de auto-conceito e auto-estima dos afrodescendentes.
Pode-se caracterizar este racismo cultural religioso, ainda bem presente no século XXI, como
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Já se passaram 107 anos desde a abolição formal da escravatura e durante todo este tempo as relações entre brancos e negros, apesar de serem apresentadas como harmoniosas pelo famoso mito da "democracia racial", estão encobertas pelo racismo de fato, implícito e altamente eficaz em seus objetivos. Este racismo é caracterizado por um silêncio criminoso que, além da exclusão sistemática dos negros de vários setores da vida nacional, prejudica bastante o processo de formação da identidade coletiva, impedindo a conscientização e mobilização política de suas vítimas.
Ao levarmos este fato em consideração, uma análise sobre a visão externa a respeito do quilombo poderia partir da
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Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Hollanda, Casa Grande e Senzala e Sobrados e Mucambos, de Giberto Freyre e Formação Econômica do Brasil, de Celso Furtado são obras fundantes do pensamento sociológico e antropológico no Brasil, principalmente a respeito do contingente populacional negro, sua história, comportamentos e movimentações históricas, políticas, econômicas e culturais dentro da "gestação" de uma identidade nacional e cultural brasileira. A respeito de suas análises da questão do negro no país, pode-se dizer que
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