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Leia o texto a seguir e responda à questão.
UMA GERAÇÃO DESCOBRE O PRAZER DE LER
A cada nova geração, renova-se a sensação de que nas passadas se lia mais e se fazia menos sexo. Duplo engano(a). A rapaziada, em todos os tempos, foi com igual ímpeto ao pote(b). A razão por que a leitura parece estar em baixa é que estamos em plena era da internet(c). Só parece(d). Pois o que se vê é a multiplicação dos jovens que gostam de ler, reconhecendo que um bom texto ainda é, para a vida pessoal e profissional, um instrumento decisivo(e).
Várias vezes, no decorrer do último século, previu-se a morte dos livros e do hábito de ler. O avanço do cinema, da televisão, dos videogames, da internet, tudo isso iria tornar a leitura obsoleta. No Brasil da virada do século XX para o XXI, o vaticínio até parecia razoável: o sistema de ensino em franco declínio e sua tradição de fracasso na missão de formar leitores, o pouco apreço dado à instrução como valor social fundamental e até dados muito práticos, como a pobreza e a falta de bibliotecas públicas e o alto preço dos exemplares impressos aqui, conspiravam (conspiram ainda) para que o contingente de brasileiros dados aos livros minguasse de maneira irremediável. Contra todas as expectativas, porém, vem surgindo uma nova e robusta geração de leitores no país – movida, sim, por sucessos globais como as séries Harry Potter, Crepúsculo e Percy Jackson.
Também para os cidadãos mais maduros abriram-se largas portas de entrada à leitura. A autoajuda (e os romances com fortes tintas de autoajuda, como A Cabana) é uma delas; os volumes que às vezes caem nas graças do público, como A Menina que roubava livros, os autores que têm o dom de fisgar com suas histórias, como o romântico Nicholas Sparks, são outra.
É mais fácil tornar a leitura um hábito, claro, quando ela se inicia na infância. Mas qualquer idade é boa, é favorável, para adquirir esse gosto. Basta sentir aquela comichão de prazer, e da curiosidade – e então fazer um esforço, bem pequeno, para não se acomodar a uma zona de conforto, mas seguir adiante e se dedicar à leitura.
(Revista Veja, 18 de maio de 2011, com adaptações)
O tópico frasal do primeiro parágrafo é:
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No segmento “Por muito tempo achei, assim como muitos, que a questão de cidadania se resolveria por meio de um melhor nível médio de educação” (Folha de São Paulo, 25/08/2011), a concordância está correta. Mas apresenta-se incorreta em:
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Leia o texto a seguir e responda à questão.
ELOQUÊNCIA SINGULAR
Mal iniciara seu discurso, o deputado embatucou:
– Senhor Presidente: eu não sou daqueles que...
O verbo ia para o singular ou para o plural? Tudo indicava o plural. No entanto, podia perfeitamente ser o singular.
– Não sou daqueles que...
Não sou daqueles que recusam...No plural soava melhor. Mas era preciso precaver-se contra essas armadilhas da linguagem – que recusa? – ele que tão facilmente caía nelas, e era logo massacrado por um aparte. Não sou daqueles que... Resolveu ganhar tempo:
– ...embora perfeitamente cônscio das minhas altas responsabilidades, como representante do povo nesta Casa, não sou...
Daqueles que recusa, evidentemente. Como é que podia ter pensado no plural? Era um desses casos que os gramáticos registram nas suas questiúnculas de português; ia para o singular, não tinha dúvida. Idiotismo de linguagem, devia ser – daqueles que, em momentos de extrema gravidade, como este que o Brasil atravessa...
(...)
– Muito embora...sabendo perfeitamente...os imperativos de minha consciência cívica...senhor Presidente...e o declaro peremptoriamente... não sou daqueles que...
– Muito embora...sabendo perfeitamente...os imperativos de minha consciência cívica...senhor Presidente...e o declaro peremptoriamente... não sou daqueles que...
O Presidente voltou a adverti-lo de que seu tempo se esgotara. Não havia mais por que fugir:
– Senhor Presidente, meus nobres colegas!
Resolveu arrematar de qualquer maneira. Encheu o peito e desfechou:
– Em suma: não sou daqueles. Tenho dito.
Houve um suspiro de alívio em todo o plenário, as palmas romperam. Muito bem!Muito bem! O orador foi vivamente cumprimentado.
(Fernando Sabino – A companheira de viagem, crônicas, Editora do Autor, 1965, adaptado)
O par de palavras que apresenta acentuação correta, segundo o Acordo Ortográfi co, é:
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Leia o texto a seguir e responda à questão.
ELOQUÊNCIA SINGULAR
Mal iniciara seu discurso, o deputado embatucou:
– Senhor Presidente: eu não sou daqueles que...
O verbo ia para o singular ou para o plural? Tudo indicava o plural. No entanto, podia perfeitamente ser o singular.
– Não sou daqueles que...
Não sou daqueles que recusam...No plural soava melhor. Mas era preciso precaver-se contra essas armadilhas da linguagem – que recusa? – ele que tão facilmente caía nelas, e era logo massacrado por um aparte. Não sou daqueles que... Resolveu ganhar tempo:
– ...embora perfeitamente cônscio das minhas altas responsabilidades, como representante do povo nesta Casa, não sou...
Daqueles que recusa, evidentemente. Como é que podia ter pensado no plural? Era um desses casos que os gramáticos registram nas suas questiúnculas de português; ia para o singular, não tinha dúvida. Idiotismo de linguagem, devia ser – daqueles que, em momentos de extrema gravidade, como este que o Brasil atravessa...
(...)
– Muito embora...sabendo perfeitamente...os imperativos de minha consciência cívica...senhor Presidente...e o declaro peremptoriamente... não sou daqueles que...
– Muito embora...sabendo perfeitamente...os imperativos de minha consciência cívica...senhor Presidente...e o declaro peremptoriamente... não sou daqueles que...
O Presidente voltou a adverti-lo de que seu tempo se esgotara. Não havia mais por que fugir:
– Senhor Presidente, meus nobres colegas!
Resolveu arrematar de qualquer maneira. Encheu o peito e desfechou:
– Em suma: não sou daqueles. Tenho dito.
Houve um suspiro de alívio em todo o plenário, as palmas romperam. Muito bem!Muito bem! O orador foi vivamente cumprimentado.
(Fernando Sabino – A companheira de viagem, crônicas, Editora do Autor, 1965, adaptado)
A expressão “Tenho dito”, proferida pelo deputado, equivale gramaticalmente ao:
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Leia o texto a seguir e responda à questão.
UMA GERAÇÃO DESCOBRE O PRAZER DE LER
A cada nova geração, renova-se a sensação de que nas passadas se lia mais(a) e se fazia menos sexo. Duplo engano. A rapaziada, em todos os tempos, foi com igual ímpeto ao pote. A razão por que a leitura parece estar em baixa é que estamos em plena era da internet. Só parece. Pois o que se vê é a(b) multiplicação dos jovens que gostam de ler, reconhecendo que um bom texto ainda é, para a vida pessoal e profissional, um instrumento decisivo.
Várias vezes, no decorrer do último século, previu-se a morte dos livros e do hábito de ler. O avanço do cinema, da televisão, dos videogames, da internet, tudo isso iria tornar a leitura obsoleta. No Brasil da virada do século XX para o XXI, o vaticínio até parecia razoável: o sistema de ensino em franco declínio e sua tradição de fracasso na missão de formar leitores, o pouco apreço dado à instrução como valor social fundamental e até dados muito práticos, como a pobreza e a falta de bibliotecas públicas e o alto preço dos exemplares impressos aqui, conspiravam (conspiram ainda) para que o contingente de brasileiros dados aos livros minguasse de maneira irremediável. Contra todas as expectativas, porém, vem surgindo uma nova e robusta geração de leitores no país – movida, sim, por sucessos globais como as séries Harry Potter, Crepúsculo e Percy Jackson.
Também para os cidadãos mais maduros abriram-se largas portas de entrada à leitura. A autoajuda (e os romances com fortes tintas de autoajuda, como A Cabana) é uma delas; os volumes que às vezes caem nas graças do público, como A Menina que roubava livros, os autores que têm o dom de fisgar com suas histórias, como o romântico Nicholas Sparks, são outra.
É mais fácil tornar a leitura um hábito, claro, quando ela se inicia(c) na infância. Mas qualquer idade é boa, é favorável, para adquirir esse gosto. Basta sentir aquela comichão de prazer, e da curiosidade – e então fazer um esforço, bem pequeno, para não se acomodar(d) a uma zona de conforto, mas seguir adiante e se dedicar(e) à leitura.
(Revista Veja, 18 de maio de 2011, com adaptações)
É possível e empregar o pronome enclítico ao verbo no segmento:
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Texto
Leia o texto a seguir e responda à questão.
A VELHA GUERRA
Goethe teve um romance passageiro com a Revolução Francesa(a), que liberou mais demônios do que ele estava disposto a aceitar(b). Vem daí sua famosa declaração de que preferia a injustiça à desordem(c). Goya foi um entusiasta de primeira hora de Napoleão mas horrorizou-se com as atrocidades da guerra da Espanha, que retratou com ácido e asco na sua série de gravuras(d) “Desastres de la Guerra”. Acabou desencantado também(e).
Mas o desencanto de Goethe e Goya não é o mesmo dos que lamentaram o fim da velha ordem, para os quais a Revolução Francesa significou não a derrota do nepotismo e da injustiça mas um crime contra a natureza do homem. Confundir ordem e normalidade com seus próprios privilégios é um velho hábito de castas dominantes.
(Veríssimo, Jornal O Globo, 15 de setembro de 2011)
O autor não manifesta opinião pessoal no trecho:
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- Assembleias LegislativasALERJ: Assembléia Legislativa do Estado do Rio de JaneiroResolução nº 810/1997: Regimento Interno
A eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, nos termos do seu Regimento Interno, segue os seguintes parâmetros:
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Leia a quadra abaixo, de autoria do poeta Manuel Bandeira.
“Foi para vós que ontem colhi, senhora,
este ramo de flores que ora envio
Não no houvesse colhido, e o vento e o frio
tê-las-iam crestado antes da aurora”
este ramo de flores que ora envio
Não no houvesse colhido, e o vento e o frio
tê-las-iam crestado antes da aurora”
Quanto ao emprego de expressões e às relações gramaticais estabelecidas na quadra apresentada, é incorreto afirmar que:
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Dentre os segmentos apresentados a seguir, aquele em que o emprego do pronome em destaque está correto é:
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A colocação do pronome está correta no segmento:
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