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202799 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: BADESUL
Lixo na rua, lixo na mente
A situação no país só não é ainda mais grave graças aos catadores
Desde o último domingo a cidade de São Paulo está mandando para aterros em outros municípios as 13 mil toneladas diárias de lixo domiciliar e comercial que produz, pois se esgotou a capacidade de seu último aterro em funcionamento e ainda não está licenciada a área adicional de 435 mil metros quadrados para onde se pretende expandir o São João (Estado, 2/10).
Mais de uma vez já foram mencionados neste espaço maus exemplos que o autor destas linhas documentou em Nova York (EUA.) e Toronto (Canadá). Na primeira, deixou-se esgotar o aterro para onde iam 12 mil toneladas diárias de resíduos. E a solução foi transportá-las diariamente em caminhões para mais de 500 quilômetros de distância, no Estado da Virginia, e depositá-las num aterro privado, ao custo de US$ 720 mil por dia (US$ 30 por tonelada para o transporte, outro tanto para pagar o aterro). Em Toronto também se esgotou o aterro para onde iam 3 mil toneladas diárias. E se teve de implantar um comboio ferroviário para levá-las a 800 quilômetros de distância. São apenas dois de muitos exemplos. No Brasil mesmo, Belo Horizonte já está mandando lixo para dezenas de quilômetros de distância. O Rio de Janeiro tem de exportá-lo para a Baixada Fluminense. Curitiba esgotou o seu aterro, como muitas outras capitais.
Mas há boas notícias também. Uma delas foi anunciada pelo próprio ministro do Meio Ambiente: vai criar um programa de remuneração para os catadores de lixo no Brasil, que já são cerca de 1 milhão. É graças aos catadores que não temos uma situação ainda mais grave no País, já que são eles que encaminham para a reciclagem em empresas (em usinas públicas a porcentagem é insignificante) cerca de um terço do papel e papelão descartado, uns 20% do vidro, talvez outro tanto de plásticos e a quase totalidade das latas de bebidas.
Mas é preciso avançar mais: implantar coleta seletiva em toda parte, encarregar cooperativas de reciclagem de recolher os resíduos já separados, construir usinas de triagem operadas e administradas por elas, onde se pode reciclar cerca de 80% do lixo recolhido - transformando todo o lixo orgânico em composto para uso na jardinagem, contenção de encostas, etc.; todo o papel e papelão, em telhas revestidas de betume, capazes de substituir as de amianto com muitas vantagens; transformando todo o plástico PVC em pellets (para serem utilizados como matéria-prima) ou em mangueiras pretas; moendo o vidro e vendendo-o a recicladoras, assim como latas de alumínio e outros metais. Por esses caminhos se consegue reduzir para 20% o lixo destinado ao aterro. Gerando trabalho e renda para um contingente hoje sem nenhuma proteção.
Outra boa notícia (Estado, 2/10) é a de que a Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo e a Cetesb concluíram a vistoria dos últimos 48 lixões em território paulista. Para 18 deles já há soluções apresentadas pelas prefeituras. Outros 22 apresentarão suas soluções ainda este mês e 7 já estão em processo de interdição; 13 lixões foram fechados nos últimos dois anos. É uma contribuição importante, já que quase metade do lixo domiciliar e comercial no País continua indo para lixões a céu aberto.
Não será fácil equacionar a questão. Segundo estudo da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), implantar um aterro capaz de receber 2 mil toneladas diárias de resíduos custa em média R$ 525,8 milhões; de médio porte, para 800 toneladas/dia, R$ 236,5 milhões; e de pequeno porte, para 100 toneladas/dia, R$ 52,4 milhões (Estado, 7/9). Quantas prefeituras têm capacidade financeira para esse investimento, lembrando que a produção média de lixo por pessoa no País já está acima de um quilo por dia? Não por acaso, o mercado da limpeza urbana, segundo estudo da Unesp, está em R$ 17 bilhões anuais. Mas não bastasse tanto lixo, ainda importamos desde janeiro de 2008 mais de 220 mil toneladas de lixo, pagando R$ 257,9 milhões, para ser reciclado e reutilizado em vários setores industriais (Estado, 26/7).
E há outros problemas. Diz, por exemplo, o noticiário deste jornal (16/8) que a Cetesb identificou 19 áreas contaminadas por lixo tóxico só no Bairro da Mooca, que ocupam 300 mil metros quadrados - herança de seu passado industrial. Será preciso descontaminar essas áreas, com altos custos. E encontrar depósitos para o lixo perigoso.
Talvez num deles se possa depositar também o altamente perigoso lixo político que está invadindo nossa vida pública e poderá ter consequências funestas. Pode-se começar lembrando as declarações do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, segundo quem "forças demoníacas" têm criado obstáculos ao licenciamento ambiental da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (Estado, 30/9). A referência era a ONGs, como o Conselho Indigenista Missionário, e vários outros movimentos sociais, além do Ministério Público Federal, que criticam o projeto. Mas atinge também estudos de universidades que têm demonstrado a precariedade das avaliações sobre consequências ambientais, sociais, políticas e econômicas daquela usina e pedido novos estudos, inclusive sobre o custo da implantação, ora estimado em R$ 9 bilhões, ora em R$ 30 bilhões. Sem argumentos, o ministro prefere demonizar os críticos - um caminho perigoso, porque o passo seguinte seria exorcizá-los, talvez bani-los da vida pública - ou coisa pior.
Na mesma linha, as afirmações do governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, de que o ministro do Meio Ambiente é "maconheiro" e "homossexual" e que gostaria de "estuprá-lo em praça pública"(!). E, para completar, o presidente do PSC, Vitor Nósseis (O
Popular, 3/10), que, para explicar a migração de políticos para outros partidos, comparou-a a "uma relação entre marido e mulher": "Se o dinheiro sai pela porta, a mulher sai pela janela."
Como se pode avançar na política com tanto lixo?
Disponível em <http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/lixo/washingtonnovaes- residuos-solidos-aterros-brasil-504843.shtml>. Acesso em 06 mar 2010.
“Na mesma linha, as afirmações do governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, de que o ministro do Meio Ambiente é ‘maconheiro’ e ‘homossexual’...”
A oração destacada no fragmento é classificada como oração subordinada substantiva
 

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202309 Ano: 2010
Disciplina: Conhecimentos Bancários
Banca: AOCP
Orgão: BADESUL
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As análises quantitativas referentes à decisão de investir são feitas a partir das projeções do projeto. Os órgãos financiadores do projeto estão interessados em análises que permitam verificar a viabilidade financeira do empreendimento. Já a empresa, além da viabilidade financeira, estará interessada em verificar a existência da eventual viabilidade econômica do investimento. O risco é parte do processo de investimento (210) e em termos de investimentos diz-se que há risco quando existe a possibilidade de que ocorram variações no retorno associado a determinada alternativa. Em relação ao texto acima, no tocante a análise de risco, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta a(s) INCORRETA(S).
I. São medidas preliminares para minorar o risco: estimativas mais cuidadosas, ajustes empíricos, ajuste da taxa de desconto pelo risco, ajuste pela certeza equivalente, análise de sensibilidade.
II. A análise financeira consiste em analisar balanços e calcular os coeficientes técnicos de avaliação financeira do projeto, comparando-os com padrões do mesmo setor industrial ou com índices históricos que reflitam a real evolução da empresa ao longo do tempo.
III. A análise quantitativa de um projeto objetiva avaliar os riscos da implantação e fazer uma previsão de sua rentabilidade. Alguns autores classificam estes riscos em dois tipos: um denominado “risco total” da empresa e se refere a uma avaliação global do todos os aspectos que envolvem o projeto; e o outro é denominado “risco financeiro”, que se refere especificamente aos métodos de financiamento que a empresa adota para suportar financeiramente o empreendimento.
IV. Diz-se que há risco quando são conhecidos os estados futuros que possam ocorrer e suas respectivas probabilidades de ocorrência. A incerteza é caracterizada pelo fato de que não são conhecidos os estados futuros que possam ocorrer e/ou suas probabilidades de ocorrência.
 

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202301 Ano: 2010
Disciplina: Engenharia Mecânica
Banca: AOCP
Orgão: BADESUL
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Robô é um dispositivo autônomo ou semiautônomo que realiza trabalhos de acordo com um controle humano, controle parcial com supervisão, ou de forma autônoma. Analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta a(s) INCORRETA(s).
I. A propriocepção pode ser definida como a captação de informações referentes à localização do corpo e sua movimentação, através dos sistemas de sentido
II. Os atuadores convertem energia mecânica em energia elétrica e os potenciômetros são responsáveis pela movimentação dos manipuladores, através de forças aplicadas direta ou indiretamente nas juntas.
III. Os pulsos gerados pelo encoder não influenciam na determinação da velocidade ou direção dos manipuladores.
IV. Em circuitos cuja precisão é um dos fatores decisivos no desempenho, a seleção e utilização de resistências deve avaliar questões técnicas como potência máxima dissipável ao coeficiente de temperatura, tensão máxima aos terminais ao ruído de fundo e linearidade, entre outras.
V. O sistema de transmissão, projetado de forma inadequada, pode trazer problemas como peso excessivo do robô, backlash (o que introduz erro de posicionamento), dificuldade no transporte de cargas pesadas e custo excessivo.
 

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200043 Ano: 2010
Disciplina: Contabilidade Geral
Banca: AOCP
Orgão: BADESUL
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Sabe-se que o valor dos estoques é subtraído do valor do ativo circulante para se calcular o Índice de Liquidez Seca. Assinale a alternativa que explica a razão dessa prática.
 

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200026 Ano: 2010
Disciplina: Segurança Privada e Transportes
Banca: AOCP
Orgão: BADESUL
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Os incêndios que se propagam em gases e líquidos inflamáveis (óleo, gasolina, gás de cozinha), são classificados na classe
 

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197384 Ano: 2010
Disciplina: TI - Banco de Dados
Banca: AOCP
Orgão: BADESUL
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Sobre índices no Oracle versão 11g ou superior, assinale a alternativa INCORRETA.
 

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197378 Ano: 2010
Disciplina: Informática
Banca: AOCP
Orgão: BADESUL
Qual das alternativas abaixo NÃO representa um modelo de gráfico do Microsoft Excel 2003?
 

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197373 Ano: 2010
Disciplina: Direito Tributário
Banca: AOCP
Orgão: BADESUL
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Assinale a alternativa que define corretamente o termo obrigação tributária.
 

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197359 Ano: 2010
Disciplina: Agronomia (Engenharia Agronômica)
Banca: AOCP
Orgão: BADESUL
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Durante a produção de trigo é utilizado alguns herbicidas para o controle das plantas daninhas que infestam a lavoura. Assinale a alternativa que apresenta o princípio ativo que tem recomendação do MAPA em pós emergência na cultura do trigo.
 

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197342 Ano: 2010
Disciplina: Contabilidade Geral
Banca: AOCP
Orgão: BADESUL
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Preencha as lacunas abaixo e, em seguida, assinale a alternativa correta.
Os ativos circulantes, comumente chamados de _____, representam a proporção do investimento total da empresa que circula, de uma forma para outra, na condução normal das operações. Os balanços patrimoniais fornecem dados para cálculo da sua necessidade. Ela constitui-se no fundamento básico da(o) ______ de uma empresa. Pela análise de seus elementos patrimoniais são identificados os prazos operacionais, o volume de recursos permanentes (longo prazo) que se encontra financiando o giro e as necessidades de investimento operacional. A(o) ______ é a diferença entre o Ativo Circulante Operacional e o Passivo Circulante Operacional, sendo que este último, à medida que vai sendo realizado, é substituído por outro ativo de mesma natureza, para manter o nível das atividades de operações.
 

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