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Para responder a questão, leia o texto abaixo.
O cavalo e o obelisco
Rodrigo acendeu sua lanterna elétrica, fazendo incidir o feixe luminoso sobre o mostrador de seu relógio de pulso. Oito e cinquenta. Estava de pé atrás dum barranco, junto da linha férrea, a uns duzentos metros da fachada do quartel do Regimento de artilharia. Apenas duas das vinte e quatro janelas do casarão acachapado e sombrio estavam iluminadas. Rodrigo avistava nitidamente a guarita da sentinela, mas não via sinal de vida nela ou ao seu redor. Do céu baixo e pesado de nuvens escuras continuava a cair uma garoa fina e fria. O ar estava parado, e um silêncio úmido e emoliente envolvia todas as coisas.
Um vulto aproximou-se. Rodrigo reconheceu Chiru Mena, que lhe vinha dizer que acabava de fazer a pé toda a volta do quartel. As tropas revolucionárias haviam tomado posição, de acordo com o plano preestabelecido.
- Um traguinho?
Tirando de baixo do poncho uma garrafa, Chiru desarrolhou-a e entregou-a ao amigo.
- Que é isto?
- Cachaça com mel.
- Vem do céu. Estou gelado.
Levou o gargalo à boca, empinou a garrafa, bebeu um gole largo.
- Isto é tão importante como munição - murmurou Chiru, tornando a arrolhar a garrafa que o outro lhe devolvera.
Recostado contra o para-lama do carro, as mãos nos bolsos, encolhido dentro da capa de chuva, Floriano olhava fixamente para a fachada do quartel. Já que o haviam metido contra sua vontade naquela aventura estúpida, recusava confortos e privilégios. Sentia-se tomado dum esquisito, absurdo desejo de martirizar-se, transformar-se numa vitima. A garoa borrifava-lhe a cara, deixando-a como que eterizada. Entrava-lhe pelas narinas num cheiro de terra e grama molhadas. Sob a sola dos sapatos sentia o barro viscoso e pegajoso como goma-arábica.
Liroca aproximou-se dele sem dizer palavra. Limitou-se a pousar-lhe a mão no ombro e ficou nessa posição durante alguns segundos, como para confortá-lo, numa solidariedade de poltrão para poltrão. Depois murmurou: "Não há de ser nada" e foi pedir fogo ao Bento, que nesse instante acendia o seu cigarro.
Autor: Erico Verissimo (adaptado)
Acerca do cenário descrito no texto, é CORRETO afirmar que a cena acontece:
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Para responder a questão, leia o texto abaixo.
O cavalo e o obelisco
Rodrigo acendeu sua lanterna elétrica, fazendo incidir o feixe luminoso sobre o mostrador de seu relógio de pulso. Oito e cinquenta. Estava de pé atrás dum barranco, junto da linha férrea, a uns duzentos metros da fachada do quartel do Regimento de artilharia. Apenas duas das vinte e quatro janelas do casarão acachapado e sombrio estavam iluminadas. Rodrigo avistava nitidamente a guarita da sentinela, mas não via sinal de vida nela ou ao seu redor. Do céu baixo e pesado de nuvens escuras continuava a cair uma garoa fina e fria. O ar estava parado, e um silêncio úmido e emoliente envolvia todas as coisas.
Um vulto aproximou-se. Rodrigo reconheceu Chiru Mena, que lhe vinha dizer que acabava de fazer a pé toda a volta do quartel. As tropas revolucionárias haviam tomado posição, de acordo com o plano preestabelecido.
- Um traguinho?
Tirando de baixo do poncho uma garrafa, Chiru desarrolhou-a e entregou-a ao amigo.
- Que é isto?
- Cachaça com mel.
- Vem do céu. Estou gelado.
Levou o gargalo à boca, empinou a garrafa, bebeu um gole largo.
- Isto é tão importante como munição - murmurou Chiru, tornando a arrolhar a garrafa que o outro lhe devolvera.
Recostado contra o para-lama do carro, as mãos nos bolsos, encolhido dentro da capa de chuva, Floriano olhava fixamente para a fachada do quartel. Já que o haviam metido contra sua vontade naquela aventura estúpida, recusava confortos e privilégios. Sentia-se tomado dum esquisito, absurdo desejo de martirizar-se, transformar-se numa vitima. A garoa borrifava-lhe a cara, deixando-a como que eterizada. Entrava-lhe pelas narinas num cheiro de terra e grama molhadas. Sob a sola dos sapatos sentia o barro viscoso e pegajoso como goma-arábica.
Liroca aproximou-se dele sem dizer palavra. Limitou-se a pousar-lhe a mão no ombro e ficou nessa posição durante alguns segundos, como para confortá-lo, numa solidariedade de poltrão para poltrão. Depois murmurou: "Não há de ser nada" e foi pedir fogo ao Bento, que nesse instante acendia o seu cigarro.
Autor: Erico Verissimo (adaptado)
Sobre o personagem Floriano, é possível afirmar que:
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Para responder a questão, leia o texto abaixo.
O cavalo e o obelisco
Rodrigo acendeu sua lanterna elétrica, fazendo incidir o feixe luminoso sobre o mostrador de seu relógio de pulso. Oito e cinquenta. Estava de pé atrás dum barranco, junto da linha férrea, a uns duzentos metros da fachada do quartel do Regimento de artilharia. Apenas duas das vinte e quatro janelas do casarão acachapado e sombrio estavam iluminadas. Rodrigo avistava nitidamente a guarita da sentinela, mas não via sinal de vida nela ou ao seu redor. Do céu baixo e pesado de nuvens escuras continuava a cair uma garoa fina e fria. O ar estava parado, e um silêncio úmido e emoliente envolvia todas as coisas.
Um vulto aproximou-se. Rodrigo reconheceu Chiru Mena, que lhe vinha dizer que acabava de fazer a pé toda a volta do quartel. As tropas revolucionárias haviam tomado posição, de acordo com o plano preestabelecido.
- Um traguinho?
Tirando de baixo do poncho uma garrafa, Chiru desarrolhou-a e entregou-a ao amigo.
- Que é isto?
- Cachaça com mel.
- Vem do céu. Estou gelado.
Levou o gargalo à boca, empinou a garrafa, bebeu um gole largo.
- Isto é tão importante como munição - murmurou Chiru, tornando a arrolhar a garrafa que o outro lhe devolvera.
Recostado contra o para-lama do carro, as mãos nos bolsos, encolhido dentro da capa de chuva, Floriano olhava fixamente para a fachada do quartel. Já que o haviam metido contra sua vontade naquela aventura estúpida, recusava confortos e privilégios. Sentia-se tomado dum esquisito, absurdo desejo de martirizar-se, transformar-se numa vitima. A garoa borrifava-lhe a cara, deixando-a como que eterizada. Entrava-lhe pelas narinas num cheiro de terra e grama molhadas. Sob a sola dos sapatos sentia o barro viscoso e pegajoso como goma-arábica.
Liroca aproximou-se dele sem dizer palavra. Limitou-se a pousar-lhe a mão no ombro e ficou nessa posição durante alguns segundos, como para confortá-lo, numa solidariedade de poltrão para poltrão. Depois murmurou: "Não há de ser nada" e foi pedir fogo ao Bento, que nesse instante acendia o seu cigarro.
Autor: Erico Verissimo (adaptado)
Qual a função das aspas destacadas no último parágrafo?
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Para responder a questão, leia o texto abaixo.
O cavalo e o obelisco
Rodrigo acendeu sua lanterna elétrica, fazendo incidir o feixe luminoso sobre o mostrador de seu relógio de pulso. Oito e cinquenta. Estava de pé atrás dum barranco, junto da linha férrea, uns duzentos metros da fachada do quartel do Regimento de artilharia. Apenas duas das vinte e quatro janelas do casarão acachapado e sombrio estavam iluminadas. Rodrigo avistava nitidamente a guarita da sentinela, mas não via sinal de vida nela ou ao seu redor. Do céu baixo e pesado de nuvens escuras continuava a cair uma garoa fina e fria. O ar estava parado, e um silêncio úmido e emoliente envolvia todas as coisas.
Um vulto aproximou-se. Rodrigo reconheceu Chiru Mena, que lhe vinha dizer que acabava de fazer pé toda a volta do quartel. As tropas revolucionárias haviam tomado posição, de acordo com o plano preestabelecido.
- Um traguinho?
Tirando de baixo do poncho uma garrafa, Chiru desarrolhou-a e entregou-a ao amigo.
- Que é isto?
- Cachaça com mel.
- Vem do céu. Estou gelado.
Levou o gargalo boca, empinou a garrafa, bebeu um gole largo.
- Isto é tão importante como munição - murmurou Chiru, tornando a arrolhar a garrafa que o outro lhe devolvera.
Recostado contra o para-lama do carro, as mãos nos bolsos, encolhido dentro da capa de chuva, Floriano olhava fixamente para a fachada do quartel. Já que o haviam metido contra sua vontade naquela aventura estúpida, recusava confortos e privilégios. Sentia-se tomado dum esquisito, absurdo desejo de martirizar-se, transformar-se numa vitima. A garoa borrifava-lhe a cara, deixando-a como que eterizada. Entrava-lhe pelas narinas num cheiro de terra e grama molhadas. Sob a sola dos sapatos sentia o barro viscoso e pegajoso como goma-arábica.
Liroca aproximou-se dele sem dizer palavra. Limitou-se a pousar-lhe a mão no ombro e ficou nessa posição durante alguns segundos, como para confortá-lo, numa solidariedade de poltrão para poltrão. Depois murmurou: "Não há de ser nada" e foi pedir fogo ao Bento, que nesse instante acendia o seu cigarro.
Autor: Erico Verissimo (adaptado)
Qual alternativa preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas do texto?
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Os sistemas de controles internos devem ter como finalidade o atingimento dos objetivos de: I. Desempenho: relacionado à eficiência e à efetividade no uso dos recursos nas atividades desenvolvidas; II. Informação: relacionado à divulgação voluntária ou obrigatória, interna ou externa, de informações financeiras, operacionais e gerenciais, que sejam úteis para o processo de tomada de decisão; III. Conformidade: relacionado ao cumprimento de disposições legais, regulamentares e previstas em políticas e códigos internos.
Está(ão) CORRETA(S):
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Quanto aos aspectos relacionados às atividades de controle e segregação de funções, os sistemas de controles internos devem prever, EXCETO:
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As instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil devem comunicar ao Coaf as operações de depósito ou aporte em espécie ou saque em espécie de valor igual ou superior a:
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As instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil devem implementar e manter política formulada com base em princípios e diretrizes que busquem prevenir a sua utilização para as práticas de lavagem de dinheiro e de financiamento do terrorismo. Tal política deve ser: I. Documentada; II. Aprovada pelo Conselho de Administração ou, se inexistente, pela diretoria da instituição; III. Mantida desatualizada.
Esta(ão) CORRETA(S):
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As instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil devem estabelecer valor mínimo de referência de participação societária para a identificação de beneficiário final, sendo que o valor mínimo de referência de participação societária deve ser estabelecido com base no risco e não pode ser superior a , considerada, em qualquer caso, a participação direta e a indireta
Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, a lacuna?
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Devem ser divulgadas ao público externo, em local único e de fácil identificação no sítio da instituição na internet, as seguintes informações: I. Facultativamente, a Política de Responsabilidade Social, Ambiental e Climática - PRSAC; II. Obrigatoriamente, as ações implementadas com vistas à efetividade da PRSAC, bem como os critérios para a sua avaliação; III. Facultativamente, a avaliação das ações quanto à sua contribuição para a efetividade da PRSAC.
Está(ão) CORRETA(S):
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