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Foram encontradas 540 questões.

2204674 Ano: 2017
Disciplina: Legislação de Trânsito
Banca: AOCP
Orgão: Câm. Maringá-PR
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Deixar de dar preferência de passagem a pedestre e a veículos não motorizados, que estejam atravessando a via transversal para onde se dirige o veículo, é uma infração de natureza
 

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2204673 Ano: 2017
Disciplina: Administração Financeira e Orçamentária
Banca: AOCP
Orgão: Câm. Maringá-PR
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Para Paludo (p. 31 - 33), “Os princípios orçamentários são regras válidas para todo o processo orçamentário (elaboração, execução e controle/avaliação) e visam assegurar-lhe racionalidade, eficiência e transparência, mas não têm caráter absoluto, visto que apresentam exceções”. Em relação a esses princípios, assinale a alternativa correta.
 

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2204672 Ano: 2017
Disciplina: Segurança Privada e Transportes
Banca: AOCP
Orgão: Câm. Maringá-PR
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Qual é o tempo máximo permitido para o motorista profissional dirigir, ininterruptamente, veículos de transporte rodoviário coletivo de passageiros ou de transporte rodoviário de cargas?
 

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2204670 Ano: 2017
Disciplina: Serviços Gerais
Banca: AOCP
Orgão: Câm. Maringá-PR
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O responsável pela copa de determinado órgão público observou os alimentos armazenados sob refrigeração e percebeu alguns erros e acertos que estavam sendo cometidos. Dessa forma, assinale a alternativa que apresenta um procedimento que estava sendo realizado de maneira correta.
 

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2204669 Ano: 2017
Disciplina: Direito do Consumidor
Banca: AOCP
Orgão: Câm. Maringá-PR
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Desde 1º de dezembro de 2008, as operadoras de serviços regulados pelo poder público federal – energia elétrica, telefonia, serviços de TV a cabo, bancos, cartões de crédito, aviação civil, ônibus interestaduais e planos de saúde – que atendem por meio de SAC, tiveram que seguir e se adaptar ao Decreto Federal nº 6.523, de 31 de julho do mesmo ano, e à Portaria nº 2.014, de 13 de outubro também de 2008. Várias mudanças foram contempladas no decreto. Assinale a alternativa que apresenta referência correta a uma dessas mudanças.

 

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2204668 Ano: 2017
Disciplina: Serviços Gerais
Banca: AOCP
Orgão: Câm. Maringá-PR
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A voz tem um papel fundamental na comunicação, principalmente para os profissionais que executam o trabalho em que esta é um dos principais recursos de relacionamento com o público. Mesmo com o avanço tecnológico, é imprescindível que telefonistas conheçam os mecanismos de utilização correta desse recurso. Para evitar problemas e distúrbios pelo uso excessivo da voz, ou articulação incorreta, algumas técnicas são orientadas por especialistas da área de saúde. Assinale a alternativa que engloba as principais recomendações para a preservação da voz.
 

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2204667 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: Câm. Maringá-PR
Oh! Minas Gerais
O irresistível sotaque dos mineiros me encanta.
Sei que deveria ir mais a Minas Gerais do que vou, umas duas, três vezes ao ano. Pra rever meus parentes, meus amigos, pra não perder o sotaque.
Sotaque que, acho eu, fui perdendo ao longo dos anos, desde aquele 1973, quando abandonei Belo Horizonte pra ir morar a mais de dez mil quilômetros de lá.
Senti isso quando, outro dia, pousei no aeroporto de Uberlândia e fui direto na lanchonete comer um pão de queijo que, fora de brincadeira, é mesmo o mais gostoso do mundo.
- Cê qué qui eu isquento um tiquinho procê?
Foi assim que a mocinha me recebeu, quase de braços abertos, como se fosse uma amiga íntima de longo tempo.
Sei não, mas eu acho que o sotaque mineiro aumentou – e muito – desde que parti.
Quando peguei o primeiro avião com destino à felicidade, todos chamavam o centro de Belo Horizonte de cidade. O trólebus subia a Rua da Bahia, as pessoas tomavam Guarapan, andavam de Opala, ouviam Fagner cantando Manera Fru Fru, Manera, chamavam acidente de trombada e a polícia de Radio Patrulha.
Como pode, meu filho mais velho, que nasceu tão longe de Beagá, e, que hoje mora lá, me ligar e perguntar:
- E ai pai, tudo jóia, tudo massa?
A repórter Helena de Grammont, quando ainda trabalhava no Show da Vida, voltou encantada de lá e veio logo me perguntar se o sotaque mineiro era mesmo assim ou se estavam brincando com ela. Helena estava no carro da Globo, procurando um endereço perto de Belo Horizonte, quando perguntou para um guarda de trânsito se ele poderia ajudá-la. A resposta veio de imediato.
- Cê ségui essa istrada toda vida e quando acabá o piche, cê quebra pra lá e continua siguino toda vida!
Já virou folclore esse negócio de mineiro engolir parte das palavras. Debaixo da cama é badacama, conforme for é confórfô, quilo de carne é kidicarne, muito magro é magrilin, atrás da porta é trádaporta, ponto de ônibus é pôndions, litro de leite é lidileiti, massa de tomate é mastumati e tira isso daí é tirisdaí.
Isso é verdade. Um garoto que mora em São Paulo foi a Minas Gerais e voltou com essa: Lá deve ser muito mais fácil aprender o português porque as palavras são muito mais curtas.
Mineiro quando para num sinal de trânsito, se está vermelho, ele pensa: Péra. Se pisca o amarelo: Prestenção. Quando vem o verde: Podií.
Mas não é só esse sotaque delicioso que o mineiro carrega dentro dele. Carrega também um jeitinho de ser.
A Gabi, amiga nossa mineira, que mora em São Paulo há anos, toda vez que vem, aqui em casa, chega com um balaio de casos de Minas Gerais.
Da última vez que foi a Minas, ela viu na mesa de café da tia Teresa uma capinha de crochê, cobrindo a embalagem do adoçante. Achou aquilo uma graça e comentou com a tia prendada. Pra quê? Tem dias que Teresa não dorme, preocupada querendo saber qual é a marca do adoçante que a Gabi usa, pra ela fazer uma capinha igual, já que ela gostou tanto. Chega a ligar interurbano pra São Paulo:
- Num isquéci de mi falá a marca do seu adoçante não, preu fazê a capinha de crocrê procê...
Coisa de mineiro.
Bastou ela contar essa história que a Catia, outra amiga mineira – e praticante – que estava aqui em casa também, contar a história de um doce de banana divino que comeu na casa da mãe, dona Ita, a última vez que foi lá. Depois de todos elogiarem aquele doce que merecia ser comido de joelhos, ela revelou o segredo:
- Cês criditam que eu vi um cacho de banana madurin, bonzin ainda, no lixo do vizinho, e pensei: Genti, num podêmo dispidiçá não!
Mais de quarenta anos depois de ter deixado minha terra querida, o jeito mineiro de ser me encanta e cada vez mais.
Quer saber o que é ser mineiro? No final dos anos 80, quando o meu primeiro casamento se acabou, minha mãe, que era uma mineira cem por cento, queria saber se eu já “tinha outra”, como se diz lá em Minas Gerais. Um dia, cedo ainda, ela me telefonou e, ao invés de perguntar assim, na lata, se eu já tinha um novo amor, usou seu modo bem mineiro de ser:
- Eu tava pensâno em comprá um jogo de cama procê, mas tô aqui sem sabê. Sua cama nova é di casal ou di soltero?
ADAPTADO. VILLAS, Alberto. Oh! Minas Gerais. In: Carta Capital. Publicado em 10 fev. 2017. Disponível em https://www.cartacapital.com. br/cultura/oh-minas-gerais.
No fragmento “[...] minha mãe, que era uma mineira cem por cento, queria saber se eu já “tinha outra”, como se diz lá em Minas Gerais, [...]”, o termo destacado exerce a função de
 

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2204666 Ano: 2017
Disciplina: Contabilidade Geral
Banca: AOCP
Orgão: Câm. Maringá-PR
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Considerando a legislação vigente e os dados relativos aos resultados da companhia A, informe o valor do dividendo mínimo obrigatório a ser contabilizado, sabendo-se que o estatuto e a assembleia de acionista não fixaram a forma de calcular os dividendos.
- Lucro líquido do exercício = R$ 58.000,00.
- Reserva legal = R$ 1.160,00.
- Reserva estatutária = R$ 5.800,00.
- Reserva para contingências = R$ 2.000,00.
- Reserva para expansão = R$ 5.000,00.
- Reversão de reserva de contingências do exercício social anterior = R$ 400,00.
 

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2204665 Ano: 2017
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: AOCP
Orgão: Câm. Maringá-PR
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Qual é o(a) Artista do Período Modernista que Pintou a Obra “Abaporu”?
 

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2204664 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: Câm. Maringá-PR
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A cidade, a casa e os livros (Memórias)
Antonio Candido
Para mim, Poços de Caldas está associada de modo essencial à ideia do livro e da leitura. A cidade tinha 12.000 habitantes quando nela fomos morar, em janeiro de 1930. Eu ia pelos onze anos e meio e era um pequeno leitor compulsivo, atraído pelos livros de um modo um pouco maníaco. Tendo lido até então, desde os seis anos, livros infantis e já alguns para adultos, mergulhei nestes em Poços, encontrando condições favoráveis para isso.
Meu pai era médico, mas além dos livros ligados à sua profissão tinha uma biblioteca de filosofia, história e literatura. Ela ficara na maior parte guardada alguns anos no Rio de Janeiro, enquanto morávamos na cidade sulmineira de Cássia. Abrindo os caixotes, meus irmãos e eu fomos vendo sair deles centenas de volumes, nas suas brochuras leves ou em sólidas encadernações. Nossos pais nos estimulavam a lê-los, nos puxando sempre para cima, isto é, para obras destinadas a adultos, das quais meu pai costumava nos ler e comentar trechos depois do jantar, antes de ir para o escritório e seus estudos.
[...]
Além disso, Poços de Caldas proporcionou a mim e meus irmãos o acesso a uma livraria pequena, de qualidade, a Vida Social, situada na antiga Rua Bahia, atual Prefeito Chagas, onde podíamos comprar não apenas livros em português, mas em francês e inglês. Os livros brasileiros se enquadravam em maior parte no grande movimento renovador dos anos 1930 e 40, quando o Brasil estava, por assim dizer, mudando de pele. Foi o tempo da produção de obras importantes de economia, política, estudos sociais, bem como de incorporação do Modernismo e fecundação das literaturas regionais. [...]
A Vida Social tinha singularidades, a maior das quais talvez tenha sido, como percebi muitos anos depois, o fato de ter sido a única, em toda a minha vida de frequentador contumaz de livrarias, onde vi posto à venda, em 1934, o Serafim Ponte Grande, de Oswald de Andrade, magra brochura editada à custa do autor, com tiragem creio que de apenas 500 exemplares pouco distribuídos. Muito divertidos com o seu humor esfuziante e desbragado, [meu amigo] José Bonifácio e eu o folheamos malemal na própria livraria com licença do amigo João Vilela, pois não ousaríamos levá-lo para casa à vista das muitas cenas e palavras “escabrosas”, como se dizia então. O que diriam os pais? Quanto ao público, só teve acesso fácil ao Serafim na 2ª edição, de caráter regular, quase quarenta anos depois...
[...]
Meu pai morreu prematuramente em 1942 e minha mãe foi morar em São Paulo, onde já estavam os filhos, mas conservamos a casa [de Poços de Caldas] e nela íamos sempre. Minhas filhas e meus sobrinhos a frequentaram até a maturidade e depois foi a vez dos netos. Minha filha Ana Luisa contou a sua experiência caldense no livro que escreveu sobre a sua infância: O pai, a mãe e a filha. Como disse com precisão poética em um de seus livros meu irmão Roberto, “a casa era a nossa epiderme de alvenaria”, e até 1989, quando a vendemos, uma espécie de sede da família. Para mim, foi sempre um remanso onde eu ia ler e escrever, até que um dia os livros e as pessoas migraram e ela própria acabou desaparecendo fisicamente.
[...]
Fonte: https://paginacinco.blogosfera.uol.com.br/2016/04/08/ineditode-antonio-candido-cita-raridade-escabrosa-de-oswald-de-andrade/.Acesso em: Junho/2017.
Considerando o excerto do quarto parágrafo: “Muito divertidos com o seu humor esfuziante e desbragado, [meu amigo] José Bonifácio e eu o folheamos malemal na própria livraria com licença do amigo João Vilela, pois não ousaríamos levá-lo para casa à vista das muitas cenas e palavras “escabrosas”, como se dizia então.”, assinale a alternativa correta.
 

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