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Um evento coronariano agudo é a primeira manifestação da doença cardiovascular aterosclerótica em até 50% dos pacientes que apresentam essa complicação. Identificar, adequadamente, indivíduos assintomáticos que estão sob maior risco é fundamental para instituir medidas preventivas, com a definição adequada de metas individuais. De acordo com a Diretriz Brasileira de Dislipidemia e Prevenção de Aterosclerose (2017), é considerado um paciente de risco cardiovascular intermediário:
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Paciente de 87 anos, hipertensa, com doença renal crônica em tratamento conservador, é levada à consulta ambulatorial com queixa de dispneia e intolerância a esforços. Foram dosados peptídeos natriuréticos, com NT-Pro-BNP de 320 pg/mL e, em seguida, realizouse ecocardiograma, com laudo sumarizado abaixo.
LAUDO DE ECOCARDIOGRAMA TRANSTORÁCICO MEDIDAS E CÁLCULOS Aorta……………………………………………………………………………………………..28 mm
Átrio Esquerdo………………………………………………………………………………….38 mm
Diâmetro diastólico do VD (basal).....................................................33 mm
Diâmetro diastólico do VE…………………………………………………………………….44 mm Septo…………………………………………………………………………………………….09 mm
Parede posterior………………………………………………………………………………..09 mm
Fração de ejeção do VE………………………………………………………………………….64%
Espessura relativa da parede……………………………………………………………………0,42
Índice de Massa do VE………………………………………………………………………..92 g/m²
COMENTÁRIOS
Exame realizado com boa qualidade técnica e janela ecocardiográfica adequada.
CÂMARAS CARDÍACAS ESQUERDAS
Ventrículo esquerdo com dimensões normais, espessura normal das paredes, com função sistólica global e segmentar adequadas.
Disfunção diastólica tipo 1 (E/e’ 12). Átrio esquerdo com aumento discreto. Volume indexado pela superfície corpórea é de 41 ml/m².
CÂMARAS CARDÍACAS DIREITAS
Câmaras cardíacas direitas com dimensões normais, função sistólica do ventrículo direito preservada.
VALVAS
Valva mitral apresenta aspecto e movimentação normais de suas cúspides. Estudo Doppler e mapeamento com fluxo em cores são normais.
Valva aórtica trivalvular com calcificações discretas, com movimentação normal de suas válvulas. Estudo Doppler e mapeamento com fluxo em cores evidenciaram refluxo discreto.
Valva tricúspide apresenta aspecto e movimentação normais de suas cúspides. Estudo Doppler e mapeamento com fluxo em cores são normais. Sem sinais de hipertensão pulmonar.
Valva pulmonar apresenta aspecto e movimentação normais de suas cúspides. Estudo Doppler e mapeamento com fluxo em cores são normais.
PERICÁRDIO
Pericárdio com aspecto ecocardiográfico normal.
Com base nos exames, no escore HFA-PEFF, a paciente apresenta
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A pericardite tuberculosa é uma complicação relativamente infrequente da infecção pelo Mycobacterium tuberculosis, ocorrendo em 1 a 4% da população com tuberculose pulmonar. A apresentação clínica é amplamente variável, e o diagnóstico é, por vezes, desafiador. Na pericardite tuberculosa,
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Os testes não invasivos anatômicos e funcionais são parte importante da estratificação dos pacientes com síndrome coronariana crônica. A escolha por um dos métodos deve levar em consideração a probabilidade pré-teste de doença coronariana obstrutiva, as características dos pacientes, a disponibilidade e a expertise local bem como a acurácia dos testes. Considere as propriedades de testes não invasivos no diagnóstico da doença coronariana anatomicamente significativa, expostas no quadro abaixo.
| Teste | Sensibilidade (%) (IC 95%) | Especificidade (%) (IC95%) | RV+ (IC 95%) |
RV- (IC 95%) |
| Teste Ergométrico | 58 (46-69) | 62 (54-69) | 1.53(1.21-1.94) | 0.68(0.49-0.93) |
| Angiotomografia de coronárias | 97 (93-99) | 78 (67-86) | 4.44(2.64-7.45) | 0.04(0.01-0.09) |
| Ecocardiograma com Estresse | 85 (80-89) | 82 (72-89) | 4.67(2.95-7.41) | 0.18(0.13-0.25) |
| Ressonância com Estresse | 90 (83-94) | 80 (69-88) | 4.54(2.37-8.72) | 0.13(0.07-0.24) |
| Cintilografia miocardica | 87 (83-90) | 70 (63-76) | 2.88(2.33-3.56) | 0.19(0.15-024) |
RV:Razão de verossimilhança.
O teste não invasivo com maior poder para confirmar o diagnóstico de doença arterial coronariana anatomicamente significativa é
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Em 1909, Carlos Chagas fez suas primeiras publicações acerca da “tripanossomíase americana”, que, posteriormente, ficaria conhecida pelo seu nome. Mais de cem anos depois, a doença de Chagas ainda mantém padrão epidemiológico de endemicidade em 21 países latino-americanos, incluindo o Brasil. Na abordagem do paciente com cardiopatia chagásica,
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Embora a maior parte dos aneurismas de aorta estejam relacionados à doença aterosclerótica, as vasculites autoimunes e infecciosas também podem levar a comprometimento da aorta. Em pacientes com aortite
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Descrita, pela primeira vez, em 1866, a anomalia de Ebstein é uma das mais frequentes doenças congênitas da valva tricúspide. O cirurgião cardiovascular brasileiro José Pedro da Silva, atualmente radicado nos Estados Unidos, trouxe grandes contribuições à terapia dessa entidade rara: a mortalidade operatória, previamente em torno de 25%, é hoje menor que 6% em centros especializados. Em pacientes adultos com anomalia de Ebstein,
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Em 3 de dezembro de 1967, o cirurgião sul-africano Christiaan Barnard realizou o primeiro transplante cardíaco bem-sucedido da história, na Cidade do Cabo. Mesmo consolidado como técnica cirúrgica há mais de 50 anos, o transplante cardíaco ainda impõe grandes desafios clínicos e logísticos. Na seleção de receptores e órgãos para transplante cardíaco, o cardiologista deve considerar que
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A questão devem seer respondidas com base no caso abaixo.
Mulher de 42 anos, previamente hipertensa, em uso de losartan 100 mg/dia, comparece a consulta com queixa de dispneia e ortopneia progressivas nos últimos 2 meses, atualmente em classe funcional NYHA III. Ao exame físico, constatou-se que ela estava com ritmo taquicárdico irregular, creptos em bases pulmonares, turgência jugular, refluxo hepatojugular e edema bilateral de membros inferiores. O ECG realizado revelou ritmo de fibrilação atrial de alta resposta (178 bpm), QRS estreito, com eixo normal, e repolarização com alterações inespecíficas. O ecocardiograma demonstrou fração de ejeção reduzida (32% por Simpson), aumento de átrio esquerdo (44 mL/m²) e regurgitação mitral leve. Os resultados dos exames de laboratório foram os seguintes: hemoglobina de 11.8 mg/dL, 310 mil plaquetas, creatinina de 0.8 mg/dL, potássio de 4.2 mEq/L, ferritina de 210 ng/mL, TSH < 0.001 mIU/L e T4 livre de 5.4 ng/dL. Foi iniciado tratamento para insuficiência cardíaca com carvedilol, enalapril e espironolactona, com otimização progressiva de doses.
Essa paciente foi encaminhada para o endocrinologista, que indicou uso de iodo radioativo. Ela voltou para consulta de retorno, após 3 meses da iodoterapia, e estava assintomática, em ritmo sinusal, apresentando ecocardiograma com melhora de fração de ejeção (FEVE 59%) e exames laboratoriais cujos resultados foram os seguintes: TSH de 36 mIU/mL, colesterol total de 230 mg/dL, HDL de 45 mg/dL, LDL de 145 mg/dL e triglicerídeos de 200 mg/dL. Considerando o risco cardiovascular, as medicações em uso e a atual situação clínica da paciente, a terapia hipolipemiante deve ser
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A questão devem seer respondidas com base no caso abaixo.
Mulher de 42 anos, previamente hipertensa, em uso de losartan 100 mg/dia, comparece a consulta com queixa de dispneia e ortopneia progressivas nos últimos 2 meses, atualmente em classe funcional NYHA III. Ao exame físico, constatou-se que ela estava com ritmo taquicárdico irregular, creptos em bases pulmonares, turgência jugular, refluxo hepatojugular e edema bilateral de membros inferiores. O ECG realizado revelou ritmo de fibrilação atrial de alta resposta (178 bpm), QRS estreito, com eixo normal, e repolarização com alterações inespecíficas. O ecocardiograma demonstrou fração de ejeção reduzida (32% por Simpson), aumento de átrio esquerdo (44 mL/m²) e regurgitação mitral leve. Os resultados dos exames de laboratório foram os seguintes: hemoglobina de 11.8 mg/dL, 310 mil plaquetas, creatinina de 0.8 mg/dL, potássio de 4.2 mEq/L, ferritina de 210 ng/mL, TSH < 0.001 mIU/L e T4 livre de 5.4 ng/dL. Foi iniciado tratamento para insuficiência cardíaca com carvedilol, enalapril e espironolactona, com otimização progressiva de doses.
Após a compensação da doença tireoidiana, o cardiologista deve considerar uma estratégia de tratamento da fibrilação atrial (FA) baseada em controle de
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