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Na “Cartilha do Solo: como reconhecer e sanar seus problemas” Ana Primavesi chama a atenção de que “solo doente - planta doente. De solos decaídos; doentes, não se podem esperar culturas sadias. E culturas doentes são atacadas por parasitas e sempre terão um valor biológico baixo.” Por isso: “O segredo da vida é o solo, porque do solo dependem as plantas, a água, o clima e a nossa vida. Tudo está interligado. Não existe ser humano sadio se o solo não for sadio e as plantas, nutridas.” Os estudos de Primavesi apontam como alternativa ao melhoramento do solo o uso de caldas, plantas indicadoras; reconhecimento de pastagens e o Plantio Direto. O Plantio Direto (P.D.) atualmente, no Brasil, já é praticado em mais que 16 milhões de hectares. Sua base é uma camada grossa (5 a 7 cm) de palha na superfície. Suas vantagens são muitas, no entanto, apresentam alguns problemas, dentre os quais podemos destacar:
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A palma forrageira é originária do México e foi trazida ao Brasil no século XIX. Atualmente, seus maiores produtores estão concentrados no semiárido nordestino e é de grande importância para nutrição de ruminantes em épocas de estiagem devido à grande adaptabilidade as condições ecológicas do semiárido. No entanto, em ambiente desequilibrado é vulnerável a doenças, que devem ser controladas com o manejo adequado. Sobre as doenças mais comuns encontradas na palma, o inseto que se alimenta da seiva e pode introduzir vírus ou toxinas deixando a planta amarelada e murcha é:
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Entre os anos de 2007 e 2011, o Núcleo de Pesquisa TRAMAS (Trabalho, Meio Ambiente e Saúde) da Faculdade de Medicina da UFC – realizou o denominado “Estudo epidemiológico da população da região do Baixo Jaguaribe exposta à contaminação ambiental em área de uso de agrotóxicos” Edital MCT/CNPq/MS-SCTIE-DECIT nas cidades de Limoeiro, Russas e Quixeré, no Estado do Ceará. Na apresentação dos resultados da pesquisa, chamou a atenção da sociedade de Limoeiro do Norte e região, bem como dos movimentos sociais e mídia, o problema da pulverização aérea de agrotóxicos, considerado pelas comunidades como um dos maiores riscos ambientais (Teixeira, 2010). Foram produzidos mais de quatro milhões de litros de calda tóxica em dez anos de agronegócio na Chapada do Apodi (TRAMAS, 2010) causando o aumento dos casos de intoxicações agudas e crônicas. Estes efeitos surgem após um intervalo de tempo variável, e podem causar diversas alterações de saúde nos grupos humanos e nos ecossistemas (Franco Neto, 1998; Koifman, 1998; Koifman et al, 2002; Peres et al, 2003; Mansour, 2004). De acordo com as informações disponibilizadas nas Fichas de Segurança Química das diferentes indústrias fabricantes de fungicidas, podem ser esperados os seguintes sinais e sintomas de intoxicação aguda, EXCETO:
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A segurança alimentar e nutricional consiste na realização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, tendo como base práticas alimentares promotoras de saúde, que respeitem a diversidade cultural e que sejam ambiental, cultural, econômica e socialmente sustentáveis. (II Conferência Nacional de SAN, 2004). A busca da qualidade alimentar está se tornando uma das principais preocupações dos consumidores conscientes. Nesse sentido, para os movimentos sociais agroecológicos, a qualidade esperada do alimento saudável significa, basicamente, que ele contenha os seguintes procedimentos, EXCETO:
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Diversos camponeses e camponesas de várias partes do mundo reunidos em Havana em 2001, aprovaram no seu Documento Final sobre “[…] o direito dos povos definirem suas próprias políticas e estratégias sustentáveis de produção, distribuição e consumo, respeitando suas próprias culturas e a diversidade dos modos camponeses, pesqueiros e indígenas de produção agropecuária, de comercialização e gestão dos espaços rurais, nos quais a mulher desempenha um papel fundamental […].” (Fórum Mundial, Havana, 2001).
A definição acima se refere ao CONCEITO de:
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Silva (2014) reporta aos estudos de Costa Neto (2007) e Van der Ploeg (2008) que apontam para a existência de três tipos de agricultura concomitantes e/ou concorrentes: a “Agricultura Familiar Camponesa”, a “Agricultura Familiar Empresarial” e a “Agricultura Capitalista”. De acordo com Fernandes e Molina (2011), são características da Agricultura Familiar Camponesa:
I. O produtor familiar utiliza os recursos tecnológicos e está altamente integrado ao mercado.
II. Policultura – Uso múltiplo dos bens naturais com cultivo e criação onde predominam as espécies nativas e da cultura local para produção de alimentos saudáveis.
III. Tecnologia de exceção com elevado nível de insumos externos para produção orgânica.
IV. Produção para autoconsumo, abastecimento do mercado interno e excedente para exportação a partir das redes de economia solidária.
V. Valorização do trabalho da mulher e de conservação de sementes crioulas.
As alternativas CORRETAS são:
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Nos estudos sobre re-localização do capital, Rubio, 2000 e Rigotto, 2004 afirmam que para garantir sua competitividade no mercado mundializado, empresas vêm em busca de novos territórios, para beneficiar-se de uma série de vantagens comparativas, EXCETO:
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Sob o capitalismo, a relação sociedade-natureza é marcada por disputas entre grupos e classes sociais, em busca da hegemonia nas formas de apropriação, uso e exploração dos processos ecológicos que estão na base do desenvolvimento – o que conforma os conflitos socioambientais (Silva e Martins, 2006; Acselrad, 2004). Na década de 1980, o movimento negro norte-americano trouxe para a agenda política o debate ambiental, a partir de denúncias de que os depósitos de lixo tóxico e de indústrias com efluentes poluentes concentravam-se nas áreas habitadas pela população negra. Ao relatar que estavam sendo vítimas de um racismo ambiental, esse movimento dava visibilidade à articulação existente entre degradação ambiental e injustiça ambiental. Esse processo dá início, então, ao conceito de Justiça Ambiental. Julgue os itens abaixo e assinale a alternativa que contém somente as afirmativas que caracterizam o conceito de Justiça Ambiental nas compreensões de Acselrad, Herculano e Pádua, 2004; Acselrad, 2010 e Mallerba, 2012:
I. Defende os recursos naturais como bens coletivos.
II. Propõe que a tecnologia tem (terá) respostas suficientes para os problemas ambientais, e isto pode ser um bom nicho de mercado.
III. Reafirma os direitos das populações do campo e da cidade a uma proteção equânime contra a discriminação e a desigualdade ambiental.
IV. Questiona os mecanismos da desigualdade no acesso aos bens naturais.
V. Apresenta a natureza como fonte de recursos (inexauríveis) e como receptora ilimitada dos dejetos.
VI. Analisa a destinação desigual dos impactos de grandes empreendimentos, pautados em um modelo de desenvolvimento concentrador e excludente, no qual pobres, negros, quilombolas, índios, trabalhadores e moradores de periferias das grandes cidades recebem a maior carga dos danos ambientais e que geram impactos significativos na saúde dos trabalhadores, seu modo de vida e de trabalho.
Assinale a alternativa CORRETA:
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A adoção da agroecologia em larga escala também é consequência da concepção de mundo que os camponeses criticamente desenvolvem como negação da matriz tecnológica e de produção dominantes (Carvalho, 2007); passa pelo desenvolvimento de formas de cooperação; está relacionada à necessidade de programas institucionais de pesquisa e de desenvolvimento de máquinas e equipamentos apropriados, de tecnologias sociais, de formação e apoio técnico; de educação popular; de políticas de acesso a créditos e de incentivo à produção, beneficiamento, agroindustrialização e comercialização ou distribuição da produção. É inseparável da reforma agrária, da demarcação das terras indígenas e do reconhecimento dos territórios quilombolas e das populações tradicionais. Do ponto de vista de incentivo governamental, são necessárias políticas e programas que incentivem e impulsionem a ampliação da produção agroecológica camponesa, em comunidades tradicionais e assentamentos da reforma agrária, bem como o desenvolvimento de experiências agroecológicas diversificadas e inovadoras a partir de biomas e culturas locais. Para colaborar com esses processos, nos últimos anos, algumas políticas públicas, programas e planos têm fortalecido a agroecologia no Brasil. Dentre eles, podemos destacar, EXCETO:
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A partir dos anos 1980 o termo agroecologia se popularizou, sob grande influência dos trabalhos de Miguel Altieri e de Stephen Gliessman. Passou-se, assim, a reconhecer como agroecologia um conjunto de práticas agrícolas tradicionais e formas de organização desenvolvidas por camponeses e povos originários, especialmente na América Latina (Altieri, 1989; Gliessman, 2001). Outra contribuição fundamental para esse reconhecimento foi dada por Eduardo Sevilla-Guzmán e Manuel Gonzáles de Molina, ambos ligados ao Instituto de Sociologia e Estudos Camponeses (ISEC) da Universidade de Andaluzia, Espanha. O estudo de sistemas agrícolas tradicionais por pesquisadores de diversas áreas, mesmo que muitas vezes tenha resultado na simples validação de práticas tradicionais (Kuhn, 1992), foi o ponto de partida para o desenvolvimento de conceitos e de hipóteses explicativas do funcionamento de sistemas de produção agroecológicos (Hecht, 1989) e para o estabelecimento dos princípios fundamentais da agroecologia (Rosset; Altieri, 2017). Partindo desses pressupostos, marque como alternativa verdadeira a opção que DIZ RESPEITO aos princípios da Agroecologia:
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