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Foram encontradas 120 questões.

2689124 Ano: 2005
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: EMBRAPA

Uma solução não apenas aparente mas real é a que passou à história com o nome de maquiavélica, porque, de um modo ou de outro, com ou sem razão, sempre esteve associada ao autor de O Príncipe. Aqui, o dualismo está baseado na distinção entre dois tipos de ações, as ações finais, que têm um valor intrínseco, e as ações instrumentais, que somente têm valor enquanto servem para que se alcance um fim considerado como tendo valor intrínseco.

Não há teoria moral que não reconheça essa distinção.

Para dar um exemplo conhecido, a ela corresponde a distinção weberiana entre ações racionais referidas ao valor e ações racionais referidas ao fim. Por isso, não há teoria moral que não se dê conta de que a mesma ação pode ser julgada de dois modos diversos, segundo o contexto em que se desenrola e a intenção com que é realizada.

O que constitui o núcleo fundamental do maquiavelismo não é tanto o reconhecimento da distinção entre ações boas em si e ações boas não por si mesmas, mas a distinção entre moral e política com base nessa distinção, isto é, a afirmação de que a esfera da política é a esfera das ações humanas instrumentais, que, como tais, devem ser julgadas não em si mesmas, mas com base na sua maior ou menor idoneidade para o alcance do fim.

Isso explica a amoralidade da política no sentido de que a política, em seu todo, é um conjunto de atividades reguladas por normas e avaliáveis com um certo critério de juízo.

A solução maquiavélica da amoralidade da política é apresentada como aquela em que o princípio fundamental é: “O fim justifica os meios.” Já em uma moral rigorística como a kantiana, em geral em uma moral do dever, a consideração de um fim externo à ação não só é imprópria mas também é impossível, porque a ação, para ser moral, não deve ter outro fim que o cumprimento do dever, que é precisamente o fim intrínseco à própria ação.

Norberto Bobbio. Elogio da serenidade e outros escritos morais. Trad.
Marco Aurélio Nogueira. São Paulo: UNESP, 2002 (com adaptações).

Com relação às idéias desenvolvidas no texto e a aspectos gramaticais, julgue o item a seguir.

No trecho “em que o princípio fundamental é”, a correção gramatical seria mantida caso se substituísse “em que” por cujo, desde que fosse suprimido o artigo definido.

 

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2689123 Ano: 2005
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: EMBRAPA

Uma solução não apenas aparente mas real é a que passou à história com o nome de maquiavélica, porque, de um modo ou de outro, com ou sem razão, sempre esteve associada ao autor de O Príncipe. Aqui, o dualismo está baseado na distinção entre dois tipos de ações, as ações finais, que têm um valor intrínseco, e as ações instrumentais, que somente têm valor enquanto servem para que se alcance um fim considerado como tendo valor intrínseco.

Não há teoria moral que não reconheça essa distinção.

Para dar um exemplo conhecido, a ela corresponde a distinção weberiana entre ações racionais referidas ao valor e ações racionais referidas ao fim. Por isso, não há teoria moral que não se dê conta de que a mesma ação pode ser julgada de dois modos diversos, segundo o contexto em que se desenrola e a intenção com que é realizada.

O que constitui o núcleo fundamental do maquiavelismo não é tanto o reconhecimento da distinção entre ações boas em si e ações boas não por si mesmas, mas a distinção entre moral e política com base nessa distinção, isto é, a afirmação de que a esfera da política é a esfera das ações humanas instrumentais, que, como tais, devem ser julgadas não em si mesmas, mas com base na sua maior ou menor idoneidade para o alcance do fim.

Isso explica a amoralidade da política no sentido de que a política, em seu todo, é um conjunto de atividades reguladas por normas e avaliáveis com um certo critério de juízo.

A solução maquiavélica da amoralidade da política é apresentada como aquela em que o princípio fundamental é: “O fim justifica os meios.” Já em uma moral rigorística como a kantiana, em geral em uma moral do dever, a consideração de um fim externo à ação não só é imprópria mas também é impossível, porque a ação, para ser moral, não deve ter outro fim que o cumprimento do dever, que é precisamente o fim intrínseco à própria ação.

Norberto Bobbio. Elogio da serenidade e outros escritos morais. Trad.
Marco Aurélio Nogueira. São Paulo: UNESP, 2002 (com adaptações).

Com relação às idéias desenvolvidas no texto e a aspectos gramaticais, julgue o item a seguir.

Na linha, se a vírgula que antecede o pronome relativo “que” fosse omitida, o sentido e a correção gramatical do texto seriam preservados.

 

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2689122 Ano: 2005
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: EMBRAPA

O deputado Apolônio Dourado, em entrevista ao Jornal do Momento, manifestou-se contra a ascensão funcional entre carreiras de funções correlatas ou mesmo a reserva de vagas para seleção interna. Ele argumentou que era contra porque, segundo a Constituição Federal, todos são iguais perante a lei. Disse, ainda, que, assim sendo, o funcionário que quiser ascender funcionalmente tem de disputar a vaga em um concurso externo, como qualquer outro cidadão o faz.

No dia seguinte à entrevista, o mesmo jornal publicou carta do leitor J. Prata, na qual constava o seguinte: “Se o deputado Apolônio pensa assim, deveria ser coerente e abrir mão de todos os privilégios dados aos parlamentares (ajudas de custo diversas, recesso etc.) para que fique igual aos demais servidores públicos, já que o parlamentar também é um servidor público. Se ele disser que não abre mão porque o parlamentar exerce uma função de natureza diferente dos demais servidores, eu concordo com ele. Mas, então, ele também terá de concordar comigo quando eu digo que um funcionário que já atua em determinada carreira, tendo nela ingressado por concurso público, não é igual a uma pessoa que nunca fez parte daquela carreira.”

Com base na situação hipotética apresentada acima, julgue o item subseqüente.

O período “Ele argumentou (...) perante a lei” poderia ser reescrito corretamente da seguinte forma: O deputado explicou porque era contrário à prática referida e citou o princípio constitucional da igualdade dos cidadãos perante às leis.

 

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2689121 Ano: 2005
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: EMBRAPA

Argentina e Brasil são, ou podem tornar-se, no plano sul-americano, o que Alemanha e França são para a Europa.

Análogas razões de política internacional aconselham uma aliança estratégica entre nossos países. Essa aliança pode ser um elemento essencial para fortalecer a autonomia nacional e a capacidade de negociação dos dois países, particularmente com os Estados Unidos da América (EUA) e a própria União Européia.

Argentinos e brasileiros são muito diferentes, não raro opostos em muitos traços de seu caráter nacional. Mas não mais que alemães e franceses, por exemplo. E essas diferenças atraem; graças a elas, nossos povos podem complementar-se e enriquecer-se mutuamente. A quem interessa afastar Argentina e Brasil? Sempre haverá prioridades divergentes, diferenças de opinião e de situação nacional. O que não se deve permitir é que essas diferenças sejam magnificadas por redes de intrigas, que prejudicam nossos objetivos estratégicos.

Paulo Nogueira Batista Jr. Argentina e Brasil. In: Folha de
S. Paulo, 5/5/2005, p. B2 (com adaptações).

Tendo o texto acima como referência inicial e explorando a amplitude que o tema sugere, julgue o item subseqüente.

A analogia pretendida pelo texto, em termos de política internacional, a rigor não se sustenta. Enquanto, na América do Sul, as diferenças entre Brasil e Argentina são pontuais, na Europa razões históricas sempre impediram a aproximação entre França e Alemanha.

 

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2689120 Ano: 2005
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: EMBRAPA

Uma solução não apenas aparente mas real é a que passou à história com o nome de maquiavélica, porque, de um modo ou de outro, com ou sem razão, sempre esteve associada ao autor de O Príncipe. Aqui, o dualismo está baseado na distinção entre dois tipos de ações, as ações finais, que têm um valor intrínseco, e as ações instrumentais, que somente têm valor enquanto servem para que se alcance um fim considerado como tendo valor intrínseco.

Não há teoria moral que não reconheça essa distinção.

Para dar um exemplo conhecido, a ela corresponde a distinção weberiana entre ações racionais referidas ao valor e ações racionais referidas ao fim. Por isso, não há teoria moral que não se dê conta de que a mesma ação pode ser julgada de dois modos diversos, segundo o contexto em que se desenrola e a intenção com que é realizada.

O que constitui o núcleo fundamental do maquiavelismo não é tanto o reconhecimento da distinção entre ações boas em si e ações boas não por si mesmas, mas a distinção entre moral e política com base nessa distinção, isto é, a afirmação de que a esfera da política é a esfera das ações humanas instrumentais, que, como tais, devem ser julgadas não em si mesmas, mas com base na sua maior ou menor idoneidade para o alcance do fim.

Isso explica a amoralidade da política no sentido de que a política, em seu todo, é um conjunto de atividades reguladas por normas e avaliáveis com um certo critério de juízo.

A solução maquiavélica da amoralidade da política é apresentada como aquela em que o princípio fundamental é: “O fim justifica os meios.” Já em uma moral rigorística como a kantiana, em geral em uma moral do dever, a consideração de um fim externo à ação não só é imprópria mas também é impossível, porque a ação, para ser moral, não deve ter outro fim que o cumprimento do dever, que é precisamente o fim intrínseco à própria ação.

Norberto Bobbio. Elogio da serenidade e outros escritos morais. Trad.
Marco Aurélio Nogueira. São Paulo: UNESP, 2002 (com adaptações).

Com relação às idéias desenvolvidas no texto e a aspectos gramaticais, julgue o item a seguir.

Não há elementos textuais que sustentem a inferência de que o autor do texto, Norberto Bobbio, faz, no parágrafo, a apologia da teoria kantiana da moral por considerá-la de valor moral superior ao das demais teorias da moral.

 

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2689119 Ano: 2005
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: EMBRAPA

Uma solução não apenas aparente mas real é a que passou à história com o nome de maquiavélica, porque, de um modo ou de outro, com ou sem razão, sempre esteve associada ao autor de O Príncipe. Aqui, o dualismo está baseado na distinção entre dois tipos de ações, as ações finais, que têm um valor intrínseco, e as ações instrumentais, que somente têm valor enquanto servem para que se alcance um fim considerado como tendo valor intrínseco.

Não há teoria moral que não reconheça essa distinção.

Para dar um exemplo conhecido, a ela corresponde a distinção weberiana entre ações racionais referidas ao valor e ações racionais referidas ao fim. Por isso, não há teoria moral que não se dê conta de que a mesma ação pode ser julgada de dois modos diversos, segundo o contexto em que se desenrola e a intenção com que é realizada.

O que constitui o núcleo fundamental do maquiavelismo não é tanto o reconhecimento da distinção entre ações boas em si e ações boas não por si mesmas, mas a distinção entre moral e política com base nessa distinção, isto é, a afirmação de que a esfera da política é a esfera das ações humanas instrumentais, que, como tais, devem ser julgadas não em si mesmas, mas com base na sua maior ou menor idoneidade para o alcance do fim.

Isso explica a amoralidade da política no sentido de que a política, em seu todo, é um conjunto de atividades reguladas por normas e avaliáveis com um certo critério de juízo.

A solução maquiavélica da amoralidade da política é apresentada como aquela em que o princípio fundamental é: “O fim justifica os meios.” Já em uma moral rigorística como a kantiana, em geral em uma moral do dever, a consideração de um fim externo à ação não só é imprópria mas também é impossível, porque a ação, para ser moral, não deve ter outro fim que o cumprimento do dever, que é precisamente o fim intrínseco à própria ação.

Norberto Bobbio. Elogio da serenidade e outros escritos morais. Trad.
Marco Aurélio Nogueira. São Paulo: UNESP, 2002 (com adaptações).

Com relação às idéias desenvolvidas no texto e a aspectos gramaticais, julgue o item a seguir.

No parágrafo, o autor critica o fato de as normas reguladoras da política serem avaliadas segundo um critério particular de juízo que se assemelha ao critério de julgamento das ações finais.

 

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2689272 Ano: 2005
Disciplina: Direito do Trabalho
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: EMBRAPA
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Paulo é empregado da empresa Companhia do Computador Ltda., com contrato de trabalho regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), com jornada de trabalho de segunda a sexta-feira, de 18 h a 1 h 30 min do dia seguinte, e aos sábados de 18 h às 22 h. Paulo foi contratado em 17 de janeiro de 2005 e não tem direito a revezamento semanal ou quinzenal no seu horário de trabalho.

Com referência a essa situação hipotética, julgue os itens que se seguem.

No ano de 2005, Paulo não terá direito a gozo de férias.
Questão Anulada

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2689283 Ano: 2005
Disciplina: Direito Processual do Trabalho
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: EMBRAPA
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Acerca dos recursos no processo do trabalho, julgue o item subseqüente.

O recurso de revista, nas causas sujeitas ao procedimento sumaríssimo, somente será admitido por contrariedade à súmula de jurisprudência uniforme do Tribunal Superior do Trabalho e violação direta da Constituição Federal.

Questão Desatualizada

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2689214 Ano: 2005
Disciplina: Direito Processual Civil
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: EMBRAPA
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Considere que, em determinada ação, a decisão de mérito proferida pelo juiz ofendia coisa julgada em outro processo. A decisão em epígrafe também transitou em julgado em março de 2005. Ocorre que o juízo rejeitou a preliminar em que foi suscitada a coisa julgada. Em face dessas considerações, julgue os itens a seguir.
No caso considerado, já não é cabível recurso ordinário ou extraordinário contra a decisão que ofendeu a coisa julgada, nem caberá a rescisória, uma vez que esta já foi suscitada e rejeitada no processo.
Questão Desatualizada

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2689213 Ano: 2005
Disciplina: Direito Processual Civil
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: EMBRAPA
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Em uma contestação, o réu alegou, em preliminar, a inépcia da inicial e a exceção em decorrência do impedimento do juiz, por ser este irmão do advogado do autor. Quanto ao mérito, o réu alegou a nulidade da citação.

Acerca da situação hipotética acima descrita, julgue os itens seguintes.

Nessa situação, o réu deveria ter alegado o impedimento em peça própria, na qual a exceção seria processada em apenso nos autos.
Questão Desatualizada

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