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Foram encontradas 205 questões.

2689143 Ano: 2005
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: EMBRAPA

Argentina e Brasil são, ou podem tornar-se, no plano sul-americano, o que Alemanha e França são para a Europa.

Análogas razões de política internacional aconselham uma aliança estratégica entre nossos países. Essa aliança pode ser um elemento essencial para fortalecer a autonomia nacional e a capacidade de negociação dos dois países, particularmente com os Estados Unidos da América (EUA) e a própria União Européia.

Argentinos e brasileiros são muito diferentes, não raro opostos em muitos traços de seu caráter nacional. Mas não mais que alemães e franceses, por exemplo. E essas diferenças atraem; graças a elas, nossos povos podem complementar-se e enriquecer-se mutuamente. A quem interessa afastar Argentina e Brasil? Sempre haverá prioridades divergentes, diferenças de opinião e de situação nacional. O que não se deve permitir é que essas diferenças sejam magnificadas por redes de intrigas, que prejudicam nossos objetivos estratégicos.

Paulo Nogueira Batista Jr. Argentina e Brasil. In: Folha de
S. Paulo, 5/5/2005, p. B2 (com adaptações).

Tendo o texto acima como referência inicial e explorando a amplitude que o tema sugere, julgue o item subseqüente.

O surgimento do Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) decorre, entre outras motivações, de um passo pioneiro, qual seja, a aproximação entre Argentina e Brasil, nos anos 1980, conduzida pelos presidentes Raúl Alfonsín e José Sarney.

 

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2689142 Ano: 2005
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: EMBRAPA

O deputado Apolônio Dourado, em entrevista ao Jornal do Momento, manifestou-se contra a ascensão funcional entre carreiras de funções correlatas ou mesmo a reserva de vagas para seleção interna. Ele argumentou que era contra porque, segundo a Constituição Federal, todos são iguais perante a lei. Disse, ainda, que, assim sendo, o funcionário que quiser ascender funcionalmente tem de disputar a vaga em um concurso externo, como qualquer outro cidadão o faz.

No dia seguinte à entrevista, o mesmo jornal publicou carta do leitor J. Prata, na qual constava o seguinte: “Se o deputado Apolônio pensa assim, deveria ser coerente e abrir mão de todos os privilégios dados aos parlamentares (ajudas de custo diversas, recesso etc.) para que fique igual aos demais servidores públicos, já que o parlamentar também é um servidor público. Se ele disser que não abre mão porque o parlamentar exerce uma função de natureza diferente dos demais servidores, eu concordo com ele. Mas, então, ele também terá de concordar comigo quando eu digo que um funcionário que já atua em determinada carreira, tendo nela ingressado por concurso público, não é igual a uma pessoa que nunca fez parte daquela carreira.”

Com base na situação hipotética apresentada acima, julgue o item subseqüente.

Seria mantida a coerência do texto caso a oração iniciada por ‘Se’ fosse substituída por: Uma vez que ele pensa assim.

 

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2689141 Ano: 2005
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: EMBRAPA

O deputado Apolônio Dourado, em entrevista ao Jornal do Momento, manifestou-se contra a ascensão funcional entre carreiras de funções correlatas ou mesmo a reserva de vagas para seleção interna. Ele argumentou que era contra porque, segundo a Constituição Federal, todos são iguais perante a lei. Disse, ainda, que, assim sendo, o funcionário que quiser ascender funcionalmente tem de disputar a vaga em um concurso externo, como qualquer outro cidadão o faz.

No dia seguinte à entrevista, o mesmo jornal publicou carta do leitor J. Prata, na qual constava o seguinte: “Se o deputado Apolônio pensa assim, deveria ser coerente e abrir mão de todos os privilégios dados aos parlamentares (ajudas de custo diversas, recesso etc.) para que fique igual aos demais servidores públicos, já que o parlamentar também é um servidor público. Se ele disser que não abre mão porque o parlamentar exerce uma função de natureza diferente dos demais servidores, eu concordo com ele. Mas, então, ele também terá de concordar comigo quando eu digo que um funcionário que já atua em determinada carreira, tendo nela ingressado por concurso público, não é igual a uma pessoa que nunca fez parte daquela carreira.”

Com base na situação hipotética apresentada acima, julgue o item subseqüente.

Diferentemente da forma como argumenta o leitor J. Prata, o deputado Apolônio sustenta a sua opinião valendo-se, de forma objetiva, de fundamento previsto em lei.

 

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2689140 Ano: 2005
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: EMBRAPA

O deputado Apolônio Dourado, em entrevista ao Jornal do Momento, manifestou-se contra a ascensão funcional entre carreiras de funções correlatas ou mesmo a reserva de vagas para seleção interna. Ele argumentou que era contra porque, segundo a Constituição Federal, todos são iguais perante a lei. Disse, ainda, que, assim sendo, o funcionário que quiser ascender funcionalmente tem de disputar a vaga em um concurso externo, como qualquer outro cidadão o faz.

No dia seguinte à entrevista, o mesmo jornal publicou carta do leitor J. Prata, na qual constava o seguinte: “Se o deputado Apolônio pensa assim, deveria ser coerente e abrir mão de todos os privilégios dados aos parlamentares (ajudas de custo diversas, recesso etc.) para que fique igual aos demais servidores públicos, já que o parlamentar também é um servidor público. Se ele disser que não abre mão porque o parlamentar exerce uma função de natureza diferente dos demais servidores, eu concordo com ele. Mas, então, ele também terá de concordar comigo quando eu digo que um funcionário que já atua em determinada carreira, tendo nela ingressado por concurso público, não é igual a uma pessoa que nunca fez parte daquela carreira.”

Com base na situação hipotética apresentada acima, julgue o item subseqüente.

A oração com verbo no gerúndio ‘tendo nela ingressado por concurso público’ poderia corretamente ser assim estruturada: na qual tenha ingressado por meio de concurso público.

 

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2689139 Ano: 2005
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: EMBRAPA

O deputado Apolônio Dourado, em entrevista ao Jornal do Momento, manifestou-se contra a ascensão funcional entre carreiras de funções correlatas ou mesmo a reserva de vagas para seleção interna. Ele argumentou que era contra porque, segundo a Constituição Federal, todos são iguais perante a lei. Disse, ainda, que, assim sendo, o funcionário que quiser ascender funcionalmente tem de disputar a vaga em um concurso externo, como qualquer outro cidadão o faz.

No dia seguinte à entrevista, o mesmo jornal publicou carta do leitor J. Prata, na qual constava o seguinte: “Se o deputado Apolônio pensa assim, deveria ser coerente e abrir mão de todos os privilégios dados aos parlamentares (ajudas de custo diversas, recesso etc.) para que fique igual aos demais servidores públicos, já que o parlamentar também é um servidor público. Se ele disser que não abre mão porque o parlamentar exerce uma função de natureza diferente dos demais servidores, eu concordo com ele. Mas, então, ele também terá de concordar comigo quando eu digo que um funcionário que já atua em determinada carreira, tendo nela ingressado por concurso público, não é igual a uma pessoa que nunca fez parte daquela carreira.”

Com base na situação hipotética apresentada acima, julgue o item subseqüente.

Se a situação de comunicação fosse outra, que exigisse o registro formal da língua, na carta escrita por J. Prata, o segmento “uma função de natureza diferente dos demais servidores” deveria ter a expressão sublinhada modificada.

 

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2689138 Ano: 2005
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: EMBRAPA

O desmatamento e as queimadas prejudicam a vida dos moradores de cerca de mil municípios brasileiros, diz a pesquisa do IBGE em que os próprios prefeitos avaliam os danos ambientais.

O desmatamento está entre os três maiores causadores de danos ambientais em 18 estados. As queimadas, em 14. Mas duas regiões específicas chamam a atenção dos pesquisadores: o oeste da Bahia e os estados localizados na margem norte do rio Amazonas.

Na Amazônia, os motivos da devastação são os mesmos de sempre: extração de madeira, pecuária, plantio de soja e ocupação predatória. O avanço da agricultura é o grande responsável pela devastação no oeste da Bahia. Se, por um lado, indica prosperidade econômica, por outro significa a ampliação das queimadas para apressar a preparação da terra a ser cultivada.

Ameaça que apavora mil cidades. In: Correio Braziliense,
“Meio ambiente”, 14/5/2005, p. 9 (com adaptações).

Tendo o texto acima como referência inicial e considerando os múltiplos aspectos que envolvem o tema por ele abordado, julgue o item que se seguem.

Graças à dimensão das bacias hidrográficas brasileiras, até o momento o país desconhece casos de assoreamento de rios, lagos e represas que, decorrentes de problemas ambientais, possam gerar algum tipo de preocupação.

 

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2689137 Ano: 2005
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: EMBRAPA

O deputado Apolônio Dourado, em entrevista ao Jornal do Momento, manifestou-se contra a ascensão funcional entre carreiras de funções correlatas ou mesmo a reserva de vagas para seleção interna. Ele argumentou que era contra porque, segundo a Constituição Federal, todos são iguais perante a lei. Disse, ainda, que, assim sendo, o funcionário que quiser ascender funcionalmente tem de disputar a vaga em um concurso externo, como qualquer outro cidadão o faz.

No dia seguinte à entrevista, o mesmo jornal publicou carta do leitor J. Prata, na qual constava o seguinte: “Se o deputado Apolônio pensa assim, deveria ser coerente e abrir mão de todos os privilégios dados aos parlamentares (ajudas de custo diversas, recesso etc.) para que fique igual aos demais servidores públicos, já que o parlamentar também é um servidor público. Se ele disser que não abre mão porque o parlamentar exerce uma função de natureza diferente dos demais servidores, eu concordo com ele. Mas, então, ele também terá de concordar comigo quando eu digo que um funcionário que já atua em determinada carreira, tendo nela ingressado por concurso público, não é igual a uma pessoa que nunca fez parte daquela carreira.”

Com base na situação hipotética apresentada acima, julgue o item subseqüente.

Pelo que se depreende da argumentação de J. Prata, ele julga que a maioria dos servidores públicos não tem direito a ajuda de custo e a recesso.

 

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2689136 Ano: 2005
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: EMBRAPA

Uma solução não apenas aparente mas real é a que passou à história com o nome de maquiavélica, porque, de um modo ou de outro, com ou sem razão, sempre esteve associada ao autor de O Príncipe. Aqui, o dualismo está baseado na distinção entre dois tipos de ações, as ações finais, que têm um valor intrínseco, e as ações instrumentais, que somente têm valor enquanto servem para que se alcance um fim considerado como tendo valor intrínseco.

Não há teoria moral que não reconheça essa distinção.

Para dar um exemplo conhecido, a ela corresponde a distinção weberiana entre ações racionais referidas ao valor e ações racionais referidas ao fim. Por isso, não há teoria moral que não se dê conta de que a mesma ação pode ser julgada de dois modos diversos, segundo o contexto em que se desenrola e a intenção com que é realizada.

O que constitui o núcleo fundamental do maquiavelismo não é tanto o reconhecimento da distinção entre ações boas em si e ações boas não por si mesmas, mas a distinção entre moral e política com base nessa distinção, isto é, a afirmação de que a esfera da política é a esfera das ações humanas instrumentais, que, como tais, devem ser julgadas não em si mesmas, mas com base na sua maior ou menor idoneidade para o alcance do fim.

Isso explica a amoralidade da política no sentido de que a política, em seu todo, é um conjunto de atividades reguladas por normas e avaliáveis com um certo critério de juízo.

A solução maquiavélica da amoralidade da política é apresentada como aquela em que o princípio fundamental é: “O fim justifica os meios.” Já em uma moral rigorística como a kantiana, em geral em uma moral do dever, a consideração de um fim externo à ação não só é imprópria mas também é impossível, porque a ação, para ser moral, não deve ter outro fim que o cumprimento do dever, que é precisamente o fim intrínseco à própria ação.

Norberto Bobbio. Elogio da serenidade e outros escritos morais. Trad.
Marco Aurélio Nogueira. São Paulo: UNESP, 2002 (com adaptações).

O item que se seguem apresentam paráfrases de trechos do texto.

Julgue-os sob dois ângulos: correção gramatical e fidedignidade às idéias desenvolvidas no texto.

O maquiavelismo contribui para se explicar a imoralidade da política, haja visto postular que as ações humanas devem ser julgadas quanto aos fins que se queiram alcançar.

 

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2689135 Ano: 2005
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: EMBRAPA

O desmatamento e as queimadas prejudicam a vida dos moradores de cerca de mil municípios brasileiros, diz a pesquisa do IBGE em que os próprios prefeitos avaliam os danos ambientais.

O desmatamento está entre os três maiores causadores de danos ambientais em 18 estados. As queimadas, em 14. Mas duas regiões específicas chamam a atenção dos pesquisadores: o oeste da Bahia e os estados localizados na margem norte do rio Amazonas.

Na Amazônia, os motivos da devastação são os mesmos de sempre: extração de madeira, pecuária, plantio de soja e ocupação predatória. O avanço da agricultura é o grande responsável pela devastação no oeste da Bahia. Se, por um lado, indica prosperidade econômica, por outro significa a ampliação das queimadas para apressar a preparação da terra a ser cultivada.

Ameaça que apavora mil cidades. In: Correio Braziliense,
“Meio ambiente”, 14/5/2005, p. 9 (com adaptações).

Tendo o texto acima como referência inicial e considerando os múltiplos aspectos que envolvem o tema por ele abordado, julgue o item que se seguem.

Infere-se do texto que, em cidades brasileiras de grande porte — como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, por exemplo —, as diversas modalidades de poluição, a começar pela reconhecida má qualidade do ar, têm nas queimadas sua causa mais comum e determinante.

 

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Questão presente nas seguintes provas
2689134 Ano: 2005
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: EMBRAPA

Argentina e Brasil são, ou podem tornar-se, no plano sul-americano, o que Alemanha e França são para a Europa.

Análogas razões de política internacional aconselham uma aliança estratégica entre nossos países. Essa aliança pode ser um elemento essencial para fortalecer a autonomia nacional e a capacidade de negociação dos dois países, particularmente com os Estados Unidos da América (EUA) e a própria União Européia.

Argentinos e brasileiros são muito diferentes, não raro opostos em muitos traços de seu caráter nacional. Mas não mais que alemães e franceses, por exemplo. E essas diferenças atraem; graças a elas, nossos povos podem complementar-se e enriquecer-se mutuamente. A quem interessa afastar Argentina e Brasil? Sempre haverá prioridades divergentes, diferenças de opinião e de situação nacional. O que não se deve permitir é que essas diferenças sejam magnificadas por redes de intrigas, que prejudicam nossos objetivos estratégicos.

Paulo Nogueira Batista Jr. Argentina e Brasil. In: Folha de
S. Paulo, 5/5/2005, p. B2 (com adaptações).

Tendo o texto acima como referência inicial e explorando a amplitude que o tema sugere, julgue o item subseqüente.

Em linhas gerais, o ponto de vista defendido no texto é que, da mesma forma que a vitoriosa União Européia somente se torna factível a partir da superação de antigas idiossincrasias, os “objetivos estratégicos” dos dois maiores países sul-americanos somente poderão ser alcançados pela via do confronto ostensivo com a atual potência hegemônica mundial.

 

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