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Leia o texto abaixo e responda à questão.

Desejável é que o jornalista, a exemplo de outros profissionais, tenha acesso à sua atividade após a conclusão de estudos especializados de caráter superior. Não se ignora que, há menos de 50 anos, de modo geral, o jornalismo era exercido por indivíduos sem currículo apropriado, saídos de escolas de grau secundário (às vezes superior), sem amplos conhecimentos, mas que, na prática, em correndo o tempo, acabavam por tornar-se hábeis profissionais, alguns até de renome. Se recuarmos um pouco mais, também situaremos médicos, advogados, engenheiros que não tiveram instrução específica para os misteres a que se entregavam, os quais, todavia, levaram a termo com êxito e fama. A observação, a disciplina e a prática fizeram-nos profissionais seguros. O passar dos anos levou à especialização, ao trato acurado das matérias constitutivas das múltiplas profissões. Entre nascer, outrora, no mato, como os animais, e vir ao mundo, hoje, num hospital, assistido por médicos e máquinas, crê-se que esta alternativa é a preferida.

Nas últimas décadas (em várias partes do mundo) e sobretudo no presente, a tendência é para a formação do comunicador (imprensa, rádio, televisão etc.) mediante uns poucos anos de preparo escolar. São pioneiros os Estados Unidos da América do Norte; o exemplo vingou no Brasil faz 50 anos. Escolas particulares e oficiais mantêm cursos fiscalizados pelo Estado, que estabelece currículos e regras de funcionamento. Sem diploma, exceto em poucos casos, ninguém pode arrogar-se o título de jornalista ou exercer a respectiva profissão. Manter-se alguém no trabalho, isto é: ser aceito pelo empresário, ascender na hierarquia, ganhar bem são questões independentes do diploma. Este é condição para o ingresso na profissão; nada mais garante, tal como sucede em quaisquer profissões. E como o mercado de trabalho custa a expandir-se, o número crescente de diplomados sofre rigorosa triagem. Só exerce o ofício quem é competente. O simples diploma não assegura privilégios, regalias; quem não souber produzir estará fora da competição. Por que há médicos, advogados, professores e engenheiros despreparados, vamos batalhar pelo fechamento dos educandários por onde se formaram? E deixar tudo ao arbítrio, ao empirismo?

(SEGISMUNDO, Fernando. Comunicação: do tijolo ao lêiser. Rio de Janeiro, Unigraf, 1995, p. 95-6.)

Nos itens abaixo, estão relacionadas palavras com acento gráfico, extraídas do 1º parágrafo do texto. Enquadram-se na mesma regra de acentuação gráfica as palavras relacionadas em:

 

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Leia o texto abaixo e responda à questão.

Primeiro animal clonado no mundo, a ovelha Dolly está sofrendo de artrite aos cinco anos e meio de idade. O anúncio, feito pelos cientistas envolvidos em sua criação, reabriu a polêmica sobre o envelhecimento precoce dos animais clonados e do desenvolvimento de problemas de saúde decorrentes de defeitos genéticos oriundos do processo de clonagem.

Segundo Ian Wilmut, que coordenou a equipe responsável pela clonagem de Dolly, a enfermidade atacou a pata traseira da ovelha. A artrite é uma doença comum entre ovelhas, mas costuma acometer os animais de idade mais avançada. Dolly nasceu em 1996 e, portanto, seria ainda muito nova para desenvolver artrite.

O surgimento imprevisto da doença reforça a teoria de que o processo de clonagem pode provocar defeitos genéticos graves.

- Infelizmente, essa é mais uma prova de que os procedimentos atuais de clonagem são ineficazes. Já sabíamos que somente uma pequena parcela dos embriões clonados chega a nascer, mas, agora, tudo indica que alguns destes animais se tornam mais vulneráveis a algumas doenças - afirmou Wilmut.

Segundo o cientista britânico, é muito difícil estabelecer, com toda a certeza, se Dolly desenvolveu a artrite em razão de ser um clone ou devido a um outro distúrbio não relacionado a esse fato. Ele pediu às empresas de biotecnologia e aos laboratórios que compartilhem informações sobre a saúde de animais clonados para que se possa detectar alterações em comum.

Alguns cientistas defendem a tese de que animais clonados seriam propensos ao envelhecimento precoce. A clonagem é feita a partir do DNA de um indivíduo maduro, inserido num óvulo. Dolly foi criada a partir do material genético de uma ovelha de seis anos e, por isso, os especialistas discutem se ela teria cinco anos (seu tempo de vida) ou onze anos (a idade do DNA usado).

- Os cientistas acreditam que podem combinar os genes de uma forma controlada, mas não podem. Esse controle é uma ilusão - afirmou Sarah Kite, diretora de pesquisa da União Britânica pela Abolição da Vivissecção.- A verdade é que ninguém compreende de que maneira exatamente os genes atuam e que tipo de problema podem desenvolver os animais sujeitados a técnicas de biotecnologia - disse.

Wilmut afirmou estar desiludido com o estado de Dolly, mas frisou que é necessário dar continuidade às investigações sobre técnicas de clonagem, que já produziram centenas de animais em todo o mundo.

- É uma tecnologia com diversas aplicações potenciais para o tratamento das doenças degenerativas. Só precisamos ter um pouco mais de cautela - afirmou.

Alguns cientistas consideram inevitável que a clonagem de seres humanos se converta em realidade, seja com fins reprodutivos, para casais que não podem ter filhos, ou terapêuticos, como fonte de células-tronco. Wilmut afirmou que os problemas de Dolly revelam que a criação de bebês clonados é precipitada.

- Já temos provas suficientes para dizer que seria completamente irresponsável pensar na criação de um ser humano por clonagem.

(O Globo, O Mundo/Ciência e Vida, 05.01.2002, p. 26.)

De acordo com o texto, pode caracterizar-se a clonagem humana da seguinte forma:

 

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Leia o texto abaixo e responda à questão.

Desejável é que o jornalista, a exemplo de outros profissionais, tenha acesso à sua atividade após a conclusão de estudos especializados de caráter superior. Não se ignora que, há menos de 50 anos, de modo geral, o jornalismo era exercido por indivíduos sem currículo apropriado, saídos de escolas de grau secundário (às vezes superior), sem amplos conhecimentos, mas que, na prática, em correndo o tempo, acabavam por tornar-se hábeis profissionais, alguns até de renome. Se recuarmos um pouco mais, também situaremos médicos, advogados, engenheiros que não tiveram instrução específica para os misteres a que se entregavam, os quais, todavia, levaram a termo com êxito e fama. A observação, a disciplina e a prática fizeram-nos profissionais seguros. O passar dos anos levou à especialização, ao trato acurado das matérias constitutivas das múltiplas profissões. Entre nascer, outrora, no mato, como os animais, e vir ao mundo, hoje, num hospital, assistido por médicos e máquinas, crê-se que esta alternativa é a preferida.

Nas últimas décadas (em várias partes do mundo) e sobretudo no presente, a tendência é para a formação do comunicador (imprensa, rádio, televisão etc.) mediante uns poucos anos de preparo escolar. São pioneiros os Estados Unidos da América do Norte; o exemplo vingou no Brasil faz 50 anos. Escolas particulares e oficiais mantêm cursos fiscalizados pelo Estado, que estabelece currículos e regras de funcionamento. Sem diploma, exceto em poucos casos, ninguém pode arrogar-se o título de jornalista ou exercer a respectiva profissão. Manter-se alguém no trabalho, isto é: ser aceito pelo empresário, ascender na hierarquia, ganhar bem são questões independentes do diploma. Este é condição para o ingresso na profissão; nada mais garante, tal como sucede em quaisquer profissões. E como o mercado de trabalho custa a expandir-se, o número crescente de diplomados sofre rigorosa triagem. Só exerce o ofício quem é competente. O simples diploma não assegura privilégios, regalias; quem não souber produzir estará fora da competição. Por que há médicos, advogados, professores e engenheiros despreparados, vamos batalhar pelo fechamento dos educandários por onde se formaram? E deixar tudo ao arbítrio, ao empirismo?

(SEGISMUNDO, Fernando. Comunicação: do tijolo ao lêiser. Rio de Janeiro, Unigraf, 1995, p. 95-6.)

No período “E como o mercado de trabalho custa a expandir-se, o número crescente de diplomados sofre rigorosa triagem”, observa-se, entre as duas orações que o compõem, uma relação de sentido de:

 

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2689328 Ano: 2006
Disciplina: Português
Banca: FJPF
Orgão: EMBRAPA

Texto 2

Quaisquer que sejam os exercícios para o aprimoramento do vocabulário, é óbvio que o dicionário constitui, por assim dizer, a última instância, a que recorremos sempre que desejamos saber o sentido exato das palavras(b). Em si mesmo, entretanto, o simples manuseio dos léxicos(a), dissociado de situações reais, nem sempre nos traz grande proveito, em que pese à opinião de muitos, que acreditam ser esse o único e o melhor meio de adquirir vocabulário(c). Alguns chegam mesmo a recomendar, ou pelo menos a praticar, a leitura assídua dos calepinos, leitura que consideram não apenas imprescindível, mas também amena e divertida. É possível. A verdade, entretanto, é que as palavras procuradas nos dicionários só se incorporam de fato aos nossos hábitos linguísticos quando as ouvimos ou lemos(d). Listas de palavras, resultantes de leitura corrida de dicionários, podem não ser de todo inúteis, mas o que delas nos fica não paga o tempo gasto(e): valem quase tanto quanto o passatempo das palavras-cruzadas.

(GARCIA, Othon M. Comunicação em prosa moderna. 14 ed. Rio de janeiro: F G V, 1988, p. 191.)

O pronome em negrito, em um dos trechos abaixo extraídos do texto 2, que, empregado como elo coesivo, faz referência catafórica encontra-se em:

 

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2689327 Ano: 2006
Disciplina: Português
Banca: FJPF
Orgão: EMBRAPA

Texto 3

Manhã quente de dezembro, rua São Clemente. Um ônibus atropelou um menino de dez anos. As rodas do veículo passaram sobre a sua cabeça deixando um rastro de massa encefálica de alguns metros. Ao lado do corpo uma bicicleta nova, sem um arranhão.

Um guarda de trânsito prendeu em flagrante o motorista. Duas testemunhas afirmaram que o ônibus vinha em grande velocidade. O local do acidente foi isolado cuidadosamente.

Uma velha, mal vestida, com uma vela acesa na mão, queria atravessar o cordão de isolamento “para salvar a alma do anjinho”. Foi impedida. Com os outros espectadores, ela ficou contemplando o corpo de longe. Separado no meio da rua, o cadáver parecia ainda menor.

Ainda bem que hoje é feriado, disse um guarda, desviando o trânsito, já imaginou isso num dia comum?

Aos gritos uma mulher rompeu o cordão de isolamento e levantou o corpo do chão. Ordenei que ela o largasse. Torci seu braço, mas ela não parecia sentir dor, gemia alto, sem ceder. Eu e os guardas lutamos com ela até conseguir tirar o morto dos seus braços e colocá-lo no chão onde ele devia ficar, aguardando a perícia. Dois guardas arrastaram a mulher para longe.

Esses motoristas de ônibus são todos uns assassinos, disse o perito, ainda bem que o local está perfeito, dá pra fazer um laudo que nenhum rábula vai derrubar.

Fui até o carro da polícia e sentei no banco da frente, por alguns momentos. Meu paletó estava sujo de pequenos despojos do morto. Tentei limpar-me com as mãos. Chamei um dos guardas e mandei trazer o preso.

No caminho da delegacia olhei para ele. Era um homem magro, aparentando uns sessenta anos, e parecia cansado, doente e com medo. Um medo, uma doença e um cansaço antigos, que não eram apenas daquele dia.

(FONSECA, Rubem. O cobrador. 2 ed. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1979, p. 129-30.)

É possível, com apoio no texto 3, justificar todas as afirmações abaixo, à exceção de:

 

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Leia o texto abaixo e responda à questão.

Primeiro animal clonado no mundo, a ovelha Dolly está sofrendo de artrite aos cinco anos e meio de idade. O anúncio, feito pelos cientistas envolvidos em sua criação, reabriu a polêmica sobre o envelhecimento precoce dos animais clonados e do desenvolvimento de problemas de saúde decorrentes de defeitos genéticos oriundos do processo de clonagem.

Segundo Ian Wilmut, que coordenou a equipe responsável pela clonagem de Dolly, a enfermidade atacou a pata traseira da ovelha. A artrite é uma doença comum entre ovelhas, mas costuma acometer os animais de idade mais avançada. Dolly nasceu em 1996 e, portanto, seria ainda muito nova para desenvolver artrite.

O surgimento imprevisto da doença reforça a teoria de que o processo de clonagem pode provocar defeitos genéticos graves.

- Infelizmente, essa é mais uma prova de que os procedimentos atuais de clonagem são ineficazes. Já sabíamos que somente uma pequena parcela dos embriões clonados chega a nascer, mas, agora, tudo indica que alguns destes animais se tornam mais vulneráveis a algumas doenças - afirmou Wilmut.

Segundo o cientista britânico, é muito difícil estabelecer, com toda a certeza, se Dolly desenvolveu a artrite em razão de ser um clone ou devido a um outro distúrbio não relacionado a esse fato. Ele pediu às empresas de biotecnologia e aos laboratórios que compartilhem informações sobre a saúde de animais clonados para que se possa detectar alterações em comum.

Alguns cientistas defendem a tese de que animais clonados seriam propensos ao envelhecimento precoce. A clonagem é feita a partir do DNA de um indivíduo maduro, inserido num óvulo. Dolly foi criada a partir do material genético de uma ovelha de seis anos e, por isso, os especialistas discutem se ela teria cinco anos (seu tempo de vida) ou onze anos (a idade do DNA usado).

- Os cientistas acreditam que podem combinar os genes de uma forma controlada, mas não podem. Esse controle é uma ilusão - afirmou Sarah Kite, diretora de pesquisa da União Britânica pela Abolição da Vivissecção.- A verdade é que ninguém compreende de que maneira exatamente os genes atuam e que tipo de problema podem desenvolver os animais sujeitados a técnicas de biotecnologia - disse.

Wilmut afirmou estar desiludido com o estado de Dolly, mas frisou que é necessário dar continuidade às investigações sobre técnicas de clonagem, que já produziram centenas de animais em todo o mundo.

- É uma tecnologia com diversas aplicações potenciais para o tratamento das doenças degenerativas. Só precisamos ter um pouco mais de cautela - afirmou.

Alguns cientistas consideram inevitável que a clonagem de seres humanos se converta em realidade, seja com fins reprodutivos, para casais que não podem ter filhos, ou terapêuticos, como fonte de células-tronco. Wilmut afirmou que os problemas de Dolly revelam que a criação de bebês clonados é precipitada.

- Já temos provas suficientes para dizer que seria completamente irresponsável pensar na criação de um ser humano por clonagem.

(O Globo, O Mundo/Ciência e Vida, 05.01.2002, p. 26.)

O significado do texto ficará comprometido na frase “Dolly nasceu em 1996 e, portanto, seria ainda muito nova para desenvolver artrite”, caso a palavra em negrito seja substituída por:

 

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2689325 Ano: 2006
Disciplina: Matemática Financeira
Banca: FJPF
Orgão: EMBRAPA

Sobre Mercado a Termo pode-se dizer que é:

 

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2689324 Ano: 2006
Disciplina: Matemática Financeira
Banca: FJPF
Orgão: EMBRAPA

A técnica sofisticada de orçamento de capital que é encontrada subtraindo-se o investimento inicial em um projeto de valor atual de suas entradas de caixa descontada a uma taxa igual ao custo de capital da empresa é denominada

 

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Questão presente nas seguintes provas
2690093 Ano: 2006
Disciplina: Comércio Internacional
Banca: FJPF
Orgão: EMBRAPA

Na estrutura da União Européia:

I- Cabe ao Conselho conciliar interesses nacionais e a iniciativa exclusiva de proposições.

II- Cabe à Comissão definir o interesse europeu e o monopólio da tomada de decisões.

III- Cabe ao Parlamento o monopólio da iniciativa de proposições.

Está(ão) correto(s) apenas o(s) item(ns):

Questão Desatualizada

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Questão presente nas seguintes provas
2689865 Ano: 2006
Disciplina: Contabilidade Geral
Banca: FJPF
Orgão: EMBRAPA

Com base na Lei 6.404/76, a parcela do imposto destinada a incentivos fiscais é tratada como:

Questão Desatualizada

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