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O VÍCIO DOCENTE
As estimativas referentes ao universo laboral na educação brasileira (desde as creches até as universidades) apontam a existência de quase 3 milhões de postos de trabalho docentes — mais da metade concentrada no ensino fundamental. Se a elas fossem somadas as práticas não formais, o número talvez aumentasse em progressão aritmética. Trata-se, pois, de um contingente populacional gigantesco cujas feições comporiam uma figura deveras disforme, caso pretendêssemos esboçar alguma espécie de retrato identitário do segmento.
Dentre tantas descontinuidades que designam o campo pedagógico, uma delas é digna de nota: a rotatividade dos profissionais. A cada ano, uma massa de novos professores adentra as salas de aula pela primeira vez, movidos por um impulso tão difuso quanto imponderável. Nunca se saberá por que o fazem. No entanto, mais intrigante do que aquilo que os atraiu à docência é o que, mais tarde, os fará persistir nesse bravo ofício.
A idéia de bravura não remete apenas aos perigos que espreitam aqueles que ali se embrenham, mas também à coragem de afrontar o lugar comum de que se passa uma fatalidade com quem, hoje, se propõe a ensinar — o que talvez explique o olhar condescendente dos alheios ao campo pedagógico. E eles estão certos. Isso porque a docência é mais cativa do vício do que do arbítrio. Professores de fato são aqueles que não conseguiram evitálo. Nada além.
Eis aqui a anatomia do vício docente: todo início de ano letivo é ocasião de tormento e, ao mesmo tempo, de alguma alegria. Tormento porque a experiência anterior de nada nos serve, já que os mais novos subvertem quase tudo que supúnhamos saber sobre o ofício. Eles são transeuntes dispersos, sempre de passagem, que usurpam sem piedade o que nós levamos um ano inteiro para construir. Daí, estranhamente, a sensação de alegria. Sem sabê-lo, os alunos nos condenam a ter de nos deslocar sempre e sempre. Monotonia aqui não há, tampouco pacificação do espírito.
Não obstante, quanto mais avançamos na idade, menos dispostos nos tornamos a habitar o desterro que esse excêntrico vício decreta. E é aí que desponta seu avesso: o hábito. Pelo fato de que a docência demanda uma vitalidade constante, muitos vão tombando pelo caminho, ludibriados pela promessa de uma existência rotineira e cumulativa em sala de aula, quando tudo que ela requer são extravagâncias. Ideal se fosse uma ocupação intermitente, da qual pudéssemos sair e a ela retornar mais tarde, apenas quando tomados por alguma inspiração criadora. Não o é, entretanto. Seus ditames circunscrevem-se a esse trabalho vigilante e implacável de experimentação de modos de vida inusitados em sala de aula. Um trabalho que principia e, tantas vezes, se encerra em nós mesmos. Nós que, por pura dependência e gratuidade, nos incumbimos de estranhar as coisas do mundo, deste pobre mundo. Nós?
(AQUINO, Júlio Groppa. In: Educação. São Paulo ano 10, n. 118, p. 46, fev. 2007.)
A idéia de que a docência é um vício, apresentada no texto:
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FORA DA AGENDA
A preservação dos recursos ambientais é um tema que pouco entra nas preocupações dos brasileiros. Talvez por ser novo, talvez pela permanência de um velho ufanismo que os leva a crer em natureza exuberante, inesgotável, renovável por si mesma. Esquecem que não há exuberância capaz de resistir à devastação, e que o deserto talvez os espreita amanhã.
Cenas filmadas nos últimos dias da selva opulenta da região amazônica na área da tragédia com o Boeing da Gol, onde vicejam árvores frondosas de mais de 40 metros de altura, revelam que ainda há muito por preservar no meio dos indícios de agonia: no Pantanal Mato grossense, a extinção gradativa de espécies animais, retirada ilegal de madeiras nobres na Amazônia, que, aos poucos, perde os flancos sob o denteado gume das motosserras. Transformam matas fechadas em capim para o gado.(...)
Sentiu-se a voz presa do ambientalismo, que deveria se fazer ouvir com eloqüência. A ocupação de espaços rurais se faz ao estilo dos solos urbanos – de improviso, tocada pela aventura empresarial do interesse econômico ganancioso. Haveria muito o que discutir na Bahia, a respeito deste capítulo das políticas públicas: a exata demarcação e defesa de reservas indígenas, o amparo aos resíduos da Mata Atlântica, o combate às carvoarias, o socorro urgente ao Rio São Francisco.
( Adapt. A TARDE, Opinião, Editorial – 02/ 10/ 2006)
Analise as afirmativas abaixo e, a seguir, marque a alternativa correta.
I. Em “Cenas filmadas nos últimos dias (...) com o Boeing da Gol (...)” , é a oração principal do período.
II. Está funcionando como um adjetivo que restringe a qualidade do substantivo “Cenas” o trecho “(...) filmadas nos últimos dias da selva opulenta da região amazônica na área da tragédia com o Boeing da Gol (...)” .
III. A oração “(...) onde vicejam árvores frondosas de mais de 40 metros (...) pode ser identificada sintaticamente como adjunto adverbial da oração anterior.
IV. A idéia de finalidade do período encontra-se em “(...) por preservar no meio dos indícios de agonia: (...)”.
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Assinale a proposição em que a colocação do pronome oblíquo se deu pelo mesmo motivo de “Eu não lhe quero bem, já disse!”
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O VÍCIO DOCENTE
As estimativas referentes ao universo laboral na educação brasileira (desde as creches até as universidades) apontam a existência de quase 3 milhões de postos de trabalho docentes — mais da metade concentrada no ensino fundamental. Se a elas fossem somadas as práticas não formais, o número talvez aumentasse em progressão aritmética. Trata-se, pois, de um contingente populacional gigantesco cujas feições comporiam uma figura deveras disforme, caso pretendêssemos esboçar alguma espécie de retrato identitário do segmento.
Dentre tantas descontinuidades que designam o campo pedagógico, uma delas é digna de nota: a rotatividade dos profissionais. A cada ano, uma massa de novos professores adentra as salas de aula pela primeira vez, movidos por um impulso tão difuso quanto imponderável. Nunca se saberá por que o fazem. No entanto, mais intrigante do que aquilo que os atraiu à docência é o que, mais tarde, os fará persistir nesse bravo ofício.
A idéia de bravura não remete apenas aos perigos que espreitam aqueles que ali se embrenham, mas também à coragem de afrontar o lugar comum de que se passa uma fatalidade com quem, hoje, se propõe a ensinar — o que talvez explique o olhar condescendente dos alheios ao campo pedagógico. E eles estão certos. Isso porque a docência é mais cativa do vício do que do arbítrio. Professores de fato são aqueles que não conseguiram evitálo. Nada além.
Eis aqui a anatomia do vício docente: todo início de ano letivo é ocasião de tormento e, ao mesmo tempo, de alguma alegria. Tormento porque a experiência anterior de nada nos serve, já que os mais novos subvertem quase tudo que supúnhamos saber sobre o ofício. Eles são transeuntes dispersos, sempre de passagem, que usurpam sem piedade o que nós levamos um ano inteiro para construir. Daí, estranhamente, a sensação de alegria. Sem sabê-lo, os alunos nos condenam a ter de nos deslocar sempre e sempre. Monotonia aqui não há, tampouco pacificação do espírito.
Não obstante, quanto mais avançamos na idade, menos dispostos nos tornamos a habitar o desterro que esse excêntrico vício decreta. E é aí que desponta seu avesso: o hábito. Pelo fato de que a docência demanda uma vitalidade constante, muitos vão tombando pelo caminho, ludibriados pela promessa de uma existência rotineira e cumulativa em sala de aula, quando tudo que ela requer são extravagâncias. Ideal se fosse uma ocupação intermitente, da qual pudéssemos sair e a ela retornar mais tarde, apenas quando tomados por alguma inspiração criadora. Não o é, entretanto. Seus ditames circunscrevem-se a esse trabalho vigilante e implacável de experimentação de modos de vida inusitados em sala de aula. Um trabalho que principia e, tantas vezes, se encerra em nós mesmos. Nós que, por pura dependência e gratuidade, nos incumbimos de estranhar as coisas do mundo, deste pobre mundo. Nós?
(AQUINO, Júlio Groppa. In: Educação. São Paulo ano 10, n. 118, p. 46, fev. 2007.)
“A idéia de bravura não remete apenas aos perigos que espreitam aqueles que ali se embrenham, mas também à coragem de apontar o lugar comum (...)”.
Reescrevendo-se a oração supracitada, sem mudar o sentido, ter-se-á:
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O VÍCIO DOCENTE
As estimativas referentes ao universo laboral na educação brasileira (desde as creches até as universidades) apontam a existência de quase 3 milhões de postos de trabalho docentes — mais da metade concentrada no ensino fundamental. Se a elas fossem somadas as práticas não formais, o número talvez aumentasse em progressão aritmética. Trata-se, pois, de um contingente populacional gigantesco cujas feições comporiam uma figura deveras disforme, caso pretendêssemos esboçar alguma espécie de retrato identitário do segmento.
Dentre tantas descontinuidades que designam o campo pedagógico, uma delas é digna de nota: a rotatividade dos profissionais. A cada ano, uma massa de novos professores adentra as salas de aula pela primeira vez, movidos por um impulso tão difuso quanto imponderável. Nunca se saberá por que o fazem. No entanto, mais intrigante do que aquilo que os atraiu à docência é o que, mais tarde, os fará persistir nesse bravo ofício.
A idéia de bravura não remete apenas aos perigos que espreitam aqueles que ali se embrenham, mas também à coragem de afrontar o lugar comum de que se passa uma fatalidade com quem, hoje, se propõe a ensinar — o que talvez explique o olhar condescendente dos alheios ao campo pedagógico. E eles estão certos. Isso porque a docência é mais cativa do vício do que do arbítrio. Professores de fato são aqueles que não conseguiram evitálo. Nada além.
Eis aqui a anatomia do vício docente: todo início de ano letivo é ocasião de tormento e, ao mesmo tempo, de alguma alegria. Tormento porque a experiência anterior de nada nos serve, já que os mais novos subvertem quase tudo que supúnhamos saber sobre o ofício. Eles são transeuntes dispersos, sempre de passagem, que usurpam sem piedade o que nós levamos um ano inteiro para construir. Daí, estranhamente, a sensação de alegria. Sem sabê-lo, os alunos nos condenam a ter de nos deslocar sempre e sempre. Monotonia aqui não há, tampouco pacificação do espírito.
Não obstante, quanto mais avançamos na idade, menos dispostos nos tornamos a habitar o desterro que esse excêntrico vício decreta. E é aí que desponta seu avesso: o hábito. Pelo fato de que a docência demanda uma vitalidade constante, muitos vão tombando pelo caminho, ludibriados pela promessa de uma existência rotineira e cumulativa em sala de aula, quando tudo que ela requer são extravagâncias. Ideal se fosse uma ocupação intermitente, da qual pudéssemos sair e a ela retornar mais tarde, apenas quando tomados por alguma inspiração criadora. Não o é, entretanto. Seus ditames circunscrevem-se a esse trabalho vigilante e implacável de experimentação de modos de vida inusitados em sala de aula. Um trabalho que principia e, tantas vezes, se encerra em nós mesmos. Nós que, por pura dependência e gratuidade, nos incumbimos de estranhar as coisas do mundo, deste pobre mundo. Nós?
(AQUINO, Júlio Groppa. In: Educação. São Paulo ano 10, n. 118, p. 46, fev. 2007.)
A vírgula é utilizada com efeito enfático em:
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O VÍCIO DOCENTE
As estimativas referentes ao universo laboral na educação brasileira (desde as creches até as universidades) apontam a existência de quase 3 milhões de postos de trabalho docentes — mais da metade concentrada no ensino fundamental. Se a elas fossem somadas as práticas não formais, o número talvez aumentasse em progressão aritmética. Trata-se, pois, de um contingente populacional gigantesco cujas feições comporiam uma figura deveras disforme, caso pretendêssemos esboçar alguma espécie de retrato identitário do segmento.
Dentre tantas descontinuidades que designam o campo pedagógico, uma delas é digna de nota: a rotatividade dos profissionais. A cada ano, uma massa de novos professores adentra as salas de aula pela primeira vez, movidos por um impulso tão difuso quanto imponderável. Nunca se saberá por que o fazem. No entanto, mais intrigante do que aquilo que os atraiu à docência é o que, mais tarde, os fará persistir nesse bravo ofício.
A idéia de bravura não remete apenas aos perigos que espreitam aqueles que ali se embrenham, mas também à coragem de afrontar o lugar comum de que se passa uma fatalidade com quem, hoje, se propõe a ensinar — o que talvez explique o olhar condescendente dos alheios ao campo pedagógico. E eles estão certos. Isso porque a docência é mais cativa do vício do que do arbítrio. Professores de fato são aqueles que não conseguiram evitálo. Nada além.
Eis aqui a anatomia do vício docente: todo início de ano letivo é ocasião de tormento e, ao mesmo tempo, de alguma alegria. Tormento porque a experiência anterior de nada nos serve, já que os mais novos subvertem quase tudo que supúnhamos saber sobre o ofício. Eles são transeuntes dispersos, sempre de passagem, que usurpam sem piedade o que nós levamos um ano inteiro para construir. Daí, estranhamente, a sensação de alegria. Sem sabê-lo, os alunos nos condenam a ter de nos deslocar sempre e sempre. Monotonia aqui não há, tampouco pacificação do espírito.
Não obstante, quanto mais avançamos na idade, menos dispostos nos tornamos a habitar o desterro que esse excêntrico vício decreta. E é aí que desponta seu avesso: o hábito. Pelo fato de que a docência demanda uma vitalidade constante, muitos vão tombando pelo caminho, ludibriados pela promessa de uma existência rotineira e cumulativa em sala de aula, quando tudo que ela requer são extravagâncias. Ideal se fosse uma ocupação intermitente, da qual pudéssemos sair e a ela retornar mais tarde, apenas quando tomados por alguma inspiração criadora. Não o é, entretanto. Seus ditames circunscrevem-se a esse trabalho vigilante e implacável de experimentação de modos de vida inusitados em sala de aula. Um trabalho que principia e, tantas vezes, se encerra em nós mesmos. Nós que, por pura dependência e gratuidade, nos incumbimos de estranhar as coisas do mundo, deste pobre mundo. Nós?
(AQUINO, Júlio Groppa. In: Educação. São Paulo ano 10, n. 118, p. 46, fev. 2007.)
Uma característica apontada para todo o grupo de profissionais sugerida no texto é:
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Uma empresa, cliente de um determinado banco, apresentou o seguinte Balanço Patrimonial resumido, solicitando a essa instituição financeira um empréstimo bancário.
BALANCO PATRIMONIAL RESUMIDO (em R$)

O manual de normas internas de um determinado banco estabelece que o limite de crédito para seus clientes será fixado até 60% dos recursos totais com Capital de Terceiros. Analisando a situação econômico-financeira da empresa, seu limite de crédito seria de:
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