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FICAR CONSIGO
Graças à atual pandemia, estamos à beira de um confinamento estilo Decamerão – com a diferença de que as pessoas não vão se dedicar a contar histórias umas para as outras; a quarentena se dará diante de uma tela de computador ou smartphone: todos passivos, recebendo “conteúdo” sem parar. Entretanto, seria possível tomar este período como uma chance de aprendizado, e não de queixumes? Vamos experimentar.
Quem encara a perspectiva de um isolamento doméstico na forma de um martírio tem aí um sintoma grave. Se você não vive tranquilo em casa, pode achar preferível passar o dia na rua, com estranhos, a suportar o inferno familiar. Mas deveria ser um direito inalienável, a garantia de paz no próprio lar, e embora eu saiba que toda mudança envolve uma logística que ultrapassa a simples vontade, sem um primeiro passo não se avança nada.
Imagine que felicidade, acordar sabendo que entre suas paredes o dia será pacífico e harmonioso! Criar essa zona de conforto e proteção é também uma escolha; nunca vem de modo fácil, mas sempre recompensa. Sobretudo agora, quando todos devemos “viajar para dentro”, no sentido de que as novidades se encontrarão nos espaços internos, na casa e no espírito. É um exercício de atenção mais acurado, descobrir singularidades em local tão conhecido que se tornou opaco – mas as surpresas existem o tempo inteiro, se permitimos. Meditar, por exemplo, é encontrar em si um outro ritmo, um corpo mais denso, vibrante, energético.
Dançar, cozinhar, ouvir música… todas são formas de achar beleza e alegria. Que tal passar uma noite à luz de velas, para descobrir que a casa vira um quadro de Caravaggio ou La Tour? E desenhar, com o prazer que uma criança tem nisso (às vezes com igual qualidade técnica, não importa). Rever antigas fotografias. Arrumar aquela gaveta. Ler, escrever, óbvio!
Mas nem todo mundo está preparado para a própria companhia – e esse dado é o mais espantoso. Como assim, as pessoas preferem ruídos e confusão, para não ouvir a si mesmas? São dependentes da presença alheia, do sentimento de massa – porque, enquanto estiverem integradas num grupo, não correm o risco de olhar o seu abismo solitário. Mas essa epifania, ainda que dolorosa, é uma experiência necessária para que a gente se veja em profundidade. É o passo fundamental para se autoconhecer, contemplar a imagem íntima: o rosto cru da identidade.
Imagino que, para certas criaturas, seja intolerável a feiura do seu caráter, a mesquinhez das suas intenções diante da vida e do mundo. Por isso, depois de uma rápida espiada no monstro, elas voltam a trancá-lo num porão emocional e, para abafar seus rugidos, seguem uma compulsiva rotina de alienação. Podem levar anos nesse comportamento, convencidas de que o seu verdadeiro eu se calou ou morreu, e só restou o eu social, midiático, perfeito. Mas essa naturalmente não será nunca a verdade, conforme já nos ensinava Oscar Wilde, através de Dorian Gray.
Fonte: Blog Literatércia. Data da publicação: 22/03/2020.
Houve um processo de formação de palavra por conversão em:
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FICAR CONSIGO
Graças à atual pandemia, estamos à beira de um confinamento estilo Decamerão – com a diferença de que as pessoas não vão se dedicar a contar histórias umas para as outras; a quarentena se dará diante de uma tela de computador ou smartphone: todos passivos, recebendo “conteúdo” sem parar. Entretanto, seria possível tomar este período como uma chance de aprendizado, e não de queixumes? Vamos experimentar.
Quem encara a perspectiva de um isolamento doméstico na forma de um martírio tem aí um sintoma grave. Se você não vive tranquilo em casa, pode achar preferível passar o dia na rua, com estranhos, a suportar o inferno familiar. Mas deveria ser um direito inalienável, a garantia de paz no próprio lar, e embora eu saiba que toda mudança envolve uma logística que ultrapassa a simples vontade, sem um primeiro passo não se avança nada.
Imagine que felicidade, acordar sabendo que entre suas paredes o dia será pacífico e harmonioso! Criar essa zona de conforto e proteção é também uma escolha; nunca vem de modo fácil, mas sempre recompensa. Sobretudo agora, quando todos devemos “viajar para dentro”, no sentido de que as novidades se encontrarão nos espaços internos, na casa e no espírito. É um exercício de atenção mais acurado, descobrir singularidades em local tão conhecido que se tornou opaco – mas as surpresas existem o tempo inteiro, se permitimos. Meditar, por exemplo, é encontrar em si um outro ritmo, um corpo mais denso, vibrante, energético.
Dançar, cozinhar, ouvir música… todas são formas de achar beleza e alegria. Que tal passar uma noite à luz de velas, para descobrir que a casa vira um quadro de Caravaggio ou La Tour? E desenhar, com o prazer que uma criança tem nisso (às vezes com igual qualidade técnica, não importa). Rever antigas fotografias. Arrumar aquela gaveta. Ler, escrever, óbvio!
Mas nem todo mundo está preparado para a própria companhia – e esse dado é o mais espantoso. Como assim, as pessoas preferem ruídos e confusão, para não ouvir a si mesmas? São dependentes da presença alheia, do sentimento de massa – porque, enquanto estiverem integradas num grupo, não correm o risco de olhar o seu abismo solitário. Mas essa epifania, ainda que dolorosa, é uma experiência necessária para que a gente se veja em profundidade. É o passo fundamental para se autoconhecer, contemplar a imagem íntima: o rosto cru da identidade.
Imagino que, para certas criaturas, seja intolerável a feiura do seu caráter, a mesquinhez das suas intenções diante da vida e do mundo. Por isso, depois de uma rápida espiada no monstro, elas voltam a trancá-lo num porão emocional e, para abafar seus rugidos, seguem uma compulsiva rotina de alienação. Podem levar anos nesse comportamento, convencidas de que o seu verdadeiro eu se calou ou morreu, e só restou o eu social, midiático, perfeito. Mas essa naturalmente não será nunca a verdade, conforme já nos ensinava Oscar Wilde, através de Dorian Gray.
Fonte: Blog Literatércia. Data da publicação: 22/03/2020.
Em "Arrumar aquela gaveta", a palavra sublinhada tem:
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Graças à atual pandemia, estamos à beira de um confinamento estilo Decamerão – com a diferença de que as pessoas não vão se dedicar a contar histórias umas para as outras; a quarentena se dará diante de uma tela de computador ou smartphone: todos passivos, recebendo “conteúdo” sem parar. Entretanto, seria possível tomar este período como uma chance de aprendizado, e não de queixumes? Vamos experimentar.
Quem encara a perspectiva de um isolamento doméstico na forma de um martírio tem aí um sintoma grave. Se você não vive tranquilo em casa, pode achar preferível passar o dia na rua, com estranhos, a suportar o inferno familiar. Mas deveria ser um direito inalienável, a garantia de paz no próprio lar, e embora eu saiba que toda mudança envolve uma logística que ultrapassa a simples vontade, sem um primeiro passo não se avança nada.
Imagine que felicidade, acordar sabendo que entre suas paredes o dia será pacífico e harmonioso! Criar essa zona de conforto e proteção é também uma escolha; nunca vem de modo fácil, mas sempre recompensa. Sobretudo agora, quando todos devemos “viajar para dentro”, no sentido de que as novidades se encontrarão nos espaços internos, na casa e no espírito. É um exercício de atenção mais acurado, descobrir singularidades em local tão conhecido que se tornou opaco – mas as surpresas existem o tempo inteiro, se permitimos. Meditar, por exemplo, é encontrar em si um outro ritmo, um corpo mais denso, vibrante, energético.
Dançar, cozinhar, ouvir música… todas são formas de achar beleza e alegria. Que tal passar uma noite à luz de velas, para descobrir que a casa vira um quadro de Caravaggio ou La Tour? E desenhar, com o prazer que uma criança tem nisso (às vezes com igual qualidade técnica, não importa). Rever antigas fotografias. Arrumar aquela gaveta. Ler, escrever, óbvio!
Mas nem todo mundo está preparado para a própria companhia – e esse dado é o mais espantoso. Como assim, as pessoas preferem ruídos e confusão, para não ouvir a si mesmas? São dependentes da presença alheia, do sentimento de massa – porque, enquanto estiverem integradas num grupo, não correm o risco de olhar o seu abismo solitário. Mas essa epifania, ainda que dolorosa, é uma experiência necessária para que a gente se veja em profundidade. É o passo fundamental para se autoconhecer, contemplar a imagem íntima: o rosto cru da identidade.
Imagino que, para certas criaturas, seja intolerável a feiura do seu caráter, a mesquinhez das suas intenções diante da vida e do mundo. Por isso, depois de uma rápida espiada no monstro, elas voltam a trancá-lo num porão emocional e, para abafar seus rugidos, seguem uma compulsiva rotina de alienação. Podem levar anos nesse comportamento, convencidas de que o seu verdadeiro eu se calou ou morreu, e só restou o eu social, midiático, perfeito. Mas essa naturalmente não será nunca a verdade, conforme já nos ensinava Oscar Wilde, através de Dorian Gray.
Fonte: Blog Literatércia. Data da publicação: 22/03/2020.
Em "Imagino que, para certas criaturas, seja intolerável a feiura do seu caráter, a mesquinhez das suas intenções diante da vida e do mundo", o sujeito possuidor relacionado ao possessivo sublinhado é:
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Graças à atual pandemia, estamos à beira de um confinamento estilo Decamerão – com a diferença de que as pessoas não vão se dedicar a contar histórias umas para as outras; a quarentena se dará diante de uma tela de computador ou smartphone: todos passivos, recebendo “conteúdo” sem parar. Entretanto, seria possível tomar este período como uma chance de aprendizado, e não de queixumes? Vamos experimentar.
Quem encara a perspectiva de um isolamento doméstico na forma de um martírio tem aí um sintoma grave. Se você não vive tranquilo em casa, pode achar preferível passar o dia na rua, com estranhos, a suportar o inferno familiar. Mas deveria ser um direito inalienável, a garantia de paz no próprio lar, e embora eu saiba que toda mudança envolve uma logística que ultrapassa a simples vontade, sem um primeiro passo não se avança nada.
Imagine que felicidade, acordar sabendo que entre suas paredes o dia será pacífico e harmonioso! Criar essa zona de conforto e proteção é também uma escolha; nunca vem de modo fácil, mas sempre recompensa. Sobretudo agora, quando todos devemos “viajar para dentro”, no sentido de que as novidades se encontrarão nos espaços internos, na casa e no espírito. É um exercício de atenção mais acurado, descobrir singularidades em local tão conhecido que se tornou opaco – mas as surpresas existem o tempo inteiro, se permitimos. Meditar, por exemplo, é encontrar em si um outro ritmo, um corpo mais denso, vibrante, energético.
Dançar, cozinhar, ouvir música… todas são formas de achar beleza e alegria. Que tal passar uma noite à luz de velas, para descobrir que a casa vira um quadro de Caravaggio ou La Tour? E desenhar, com o prazer que uma criança tem nisso (às vezes com igual qualidade técnica, não importa). Rever antigas fotografias. Arrumar aquela gaveta. Ler, escrever, óbvio!
Mas nem todo mundo está preparado para a própria companhia – e esse dado é o mais espantoso. Como assim, as pessoas preferem ruídos e confusão, para não ouvir a si mesmas? São dependentes da presença alheia, do sentimento de massa – porque, enquanto estiverem integradas num grupo, não correm o risco de olhar o seu abismo solitário. Mas essa epifania, ainda que dolorosa, é uma experiência necessária para que a gente se veja em profundidade. É o passo fundamental para se autoconhecer, contemplar a imagem íntima: o rosto cru da identidade.
Imagino que, para certas criaturas, seja intolerável a feiura do seu caráter, a mesquinhez das suas intenções diante da vida e do mundo. Por isso, depois de uma rápida espiada no monstro, elas voltam a trancá-lo num porão emocional e, para abafar seus rugidos, seguem uma compulsiva rotina de alienação. Podem levar anos nesse comportamento, convencidas de que o seu verdadeiro eu se calou ou morreu, e só restou o eu social, midiático, perfeito. Mas essa naturalmente não será nunca a verdade, conforme já nos ensinava Oscar Wilde, através de Dorian Gray.
Fonte: Blog Literatércia. Data da publicação: 22/03/2020.
Em "Mas essa epifania, ainda que dolorosa, é uma experiência necessária para que a gente se veja em profundidade", a palavra sublinhada sumariza uma informação suporte contida em um fragmento anterior do texto, a qual é:
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Graças à atual pandemia, estamos à beira de um confinamento estilo Decamerão – com a diferença de que as pessoas não vão se dedicar a contar histórias umas para as outras; a quarentena se dará diante de uma tela de computador ou smartphone: todos passivos, recebendo “conteúdo” sem parar. Entretanto, seria possível tomar este período como uma chance de aprendizado, e não de queixumes? Vamos experimentar.
Quem encara a perspectiva de um isolamento doméstico na forma de um martírio tem aí um sintoma grave. Se você não vive tranquilo em casa, pode achar preferível passar o dia na rua, com estranhos, a suportar o inferno familiar. Mas deveria ser um direito inalienável, a garantia de paz no próprio lar, e embora eu saiba que toda mudança envolve uma logística que ultrapassa a simples vontade, sem um primeiro passo não se avança nada.
Imagine que felicidade, acordar sabendo que entre suas paredes o dia será pacífico e harmonioso! Criar essa zona de conforto e proteção é também uma escolha; nunca vem de modo fácil, mas sempre recompensa. Sobretudo agora, quando todos devemos “viajar para dentro”, no sentido de que as novidades se encontrarão nos espaços internos, na casa e no espírito. É um exercício de atenção mais acurado, descobrir singularidades em local tão conhecido que se tornou opaco – mas as surpresas existem o tempo inteiro, se permitimos. Meditar, por exemplo, é encontrar em si um outro ritmo, um corpo mais denso, vibrante, energético.
Dançar, cozinhar, ouvir música… todas são formas de achar beleza e alegria. Que tal passar uma noite à luz de velas, para descobrir que a casa vira um quadro de Caravaggio ou La Tour? E desenhar, com o prazer que uma criança tem nisso (às vezes com igual qualidade técnica, não importa). Rever antigas fotografias. Arrumar aquela gaveta. Ler, escrever, óbvio!
Mas nem todo mundo está preparado para a própria companhia – e esse dado é o mais espantoso. Como assim, as pessoas preferem ruídos e confusão, para não ouvir a si mesmas? São dependentes da presença alheia, do sentimento de massa – porque, enquanto estiverem integradas num grupo, não correm o risco de olhar o seu abismo solitário. Mas essa epifania, ainda que dolorosa, é uma experiência necessária para que a gente se veja em profundidade. É o passo fundamental para se autoconhecer, contemplar a imagem íntima: o rosto cru da identidade.
Imagino que, para certas criaturas, seja intolerável a feiura do seu caráter, a mesquinhez das suas intenções diante da vida e do mundo. Por isso, depois de uma rápida espiada no monstro, elas voltam a trancá-lo num porão emocional e, para abafar seus rugidos, seguem uma compulsiva rotina de alienação. Podem levar anos nesse comportamento, convencidas de que o seu verdadeiro eu se calou ou morreu, e só restou o eu social, midiático, perfeito. Mas essa naturalmente não será nunca a verdade, conforme já nos ensinava Oscar Wilde, através de Dorian Gray.
Fonte: Blog Literatércia. Data da publicação: 22/03/2020.
Em "Que tal passar uma noite à luz das velas, para descobrir que a casa vira um quadro de Caravaggio ou La Tour", o item sublinhado inicia:
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Graças à atual pandemia, estamos à beira de um confinamento estilo Decamerão – com a diferença de que as pessoas não vão se dedicar a contar histórias umas para as outras; a quarentena se dará diante de uma tela de computador ou smartphone: todos passivos, recebendo “conteúdo” sem parar. Entretanto, seria possível tomar este período como uma chance de aprendizado, e não de queixumes? Vamos experimentar.
Quem encara a perspectiva de um isolamento doméstico na forma de um martírio tem aí um sintoma grave. Se você não vive tranquilo em casa, pode achar preferível passar o dia na rua, com estranhos, a suportar o inferno familiar. Mas deveria ser um direito inalienável, a garantia de paz no próprio lar, e embora eu saiba que toda mudança envolve uma logística que ultrapassa a simples vontade, sem um primeiro passo não se avança nada.
Imagine que felicidade, acordar sabendo que entre suas paredes o dia será pacífico e harmonioso! Criar essa zona de conforto e proteção é também uma escolha; nunca vem de modo fácil, mas sempre recompensa. Sobretudo agora, quando todos devemos “viajar para dentro”, no sentido de que as novidades se encontrarão nos espaços internos, na casa e no espírito. É um exercício de atenção mais acurado, descobrir singularidades em local tão conhecido que se tornou opaco – mas as surpresas existem o tempo inteiro, se permitimos. Meditar, por exemplo, é encontrar em si um outro ritmo, um corpo mais denso, vibrante, energético.
Dançar, cozinhar, ouvir música… todas são formas de achar beleza e alegria. Que tal passar uma noite à luz de velas, para descobrir que a casa vira um quadro de Caravaggio ou La Tour? E desenhar, com o prazer que uma criança tem nisso (às vezes com igual qualidade técnica, não importa). Rever antigas fotografias. Arrumar aquela gaveta. Ler, escrever, óbvio!
Mas nem todo mundo está preparado para a própria companhia – e esse dado é o mais espantoso. Como assim, as pessoas preferem ruídos e confusão, para não ouvir a si mesmas? São dependentes da presença alheia, do sentimento de massa – porque, enquanto estiverem integradas num grupo, não correm o risco de olhar o seu abismo solitário. Mas essa epifania, ainda que dolorosa, é uma experiência necessária para que a gente se veja em profundidade. É o passo fundamental para se autoconhecer, contemplar a imagem íntima: o rosto cru da identidade.
Imagino que, para certas criaturas, seja intolerável a feiura do seu caráter, a mesquinhez das suas intenções diante da vida e do mundo. Por isso, depois de uma rápida espiada no monstro, elas voltam a trancá-lo num porão emocional e, para abafar seus rugidos, seguem uma compulsiva rotina de alienação. Podem levar anos nesse comportamento, convencidas de que o seu verdadeiro eu se calou ou morreu, e só restou o eu social, midiático, perfeito. Mas essa naturalmente não será nunca a verdade, conforme já nos ensinava Oscar Wilde, através de Dorian Gray.
Fonte: Blog Literatércia. Data da publicação: 22/03/2020.
Assinale a alternativa que NÃO preenche corretamente a lacuna em "e eu saiba que toda mudança envolve um logística que ultrapassa a simples vontade, sem um primeiro passo não se avança nada.".
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Graças à atual pandemia, estamos à beira de um confinamento estilo Decamerão – com a diferença de que as pessoas não vão se dedicar a contar histórias umas para as outras; a quarentena se dará diante de uma tela de computador ou smartphone: todos passivos, recebendo “conteúdo” sem parar. Entretanto, seria possível tomar este período como uma chance de aprendizado, e não de queixumes? Vamos experimentar.
Quem encara a perspectiva de um isolamento doméstico na forma de um martírio tem aí um sintoma grave. Se você não vive tranquilo em casa, pode achar preferível passar o dia na rua, com estranhos, a suportar o inferno familiar. Mas deveria ser um direito inalienável, a garantia de paz no próprio lar, e embora eu saiba que toda mudança envolve uma logística que ultrapassa a simples vontade, sem um primeiro passo não se avança nada.
Imagine que felicidade, acordar sabendo que entre suas paredes o dia será pacífico e harmonioso! Criar essa zona de conforto e proteção é também uma escolha; nunca vem de modo fácil, mas sempre recompensa. Sobretudo agora, quando todos devemos “viajar para dentro”, no sentido de que as novidades se encontrarão nos espaços internos, na casa e no espírito. É um exercício de atenção mais acurado, descobrir singularidades em local tão conhecido que se tornou opaco – mas as surpresas existem o tempo inteiro, se permitimos. Meditar, por exemplo, é encontrar em si um outro ritmo, um corpo mais denso, vibrante, energético.
Dançar, cozinhar, ouvir música… todas são formas de achar beleza e alegria. Que tal passar uma noite à luz de velas, para descobrir que a casa vira um quadro de Caravaggio ou La Tour? E desenhar, com o prazer que uma criança tem nisso (às vezes com igual qualidade técnica, não importa). Rever antigas fotografias. Arrumar aquela gaveta. Ler, escrever, óbvio!
Mas nem todo mundo está preparado para a própria companhia – e esse dado é o mais espantoso. Como assim, as pessoas preferem ruídos e confusão, para não ouvir a si mesmas? São dependentes da presença alheia, do sentimento de massa – porque, enquanto estiverem integradas num grupo, não correm o risco de olhar o seu abismo solitário. Mas essa epifania, ainda que dolorosa, é uma experiência necessária para que a gente se veja em profundidade. É o passo fundamental para se autoconhecer, contemplar a imagem íntima: o rosto cru da identidade.
Imagino que, para certas criaturas, seja intolerável a feiura do seu caráter, a mesquinhez das suas intenções diante da vida e do mundo. Por isso, depois de uma rápida espiada no monstro, elas voltam a trancá-lo num porão emocional e, para abafar seus rugidos, seguem uma compulsiva rotina de alienação. Podem levar anos nesse comportamento, convencidas de que o seu verdadeiro eu se calou ou morreu, e só restou o eu social, midiático, perfeito. Mas essa naturalmente não será nunca a verdade, conforme já nos ensinava Oscar Wilde, através de Dorian Gray.
Fonte: Blog Literatércia. Data da publicação: 22/03/2020.
O uso das aspas em recebendo "conteúdo" sem parar evidencia um propósito comunicativo do enunciador, o qual:
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Sobre a liberdade de manifestação do pensamento e da informação, de acordo com a Lei 5.250/67, assinale a alternativa CORRETA.
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A Lei nº 5.250, de 9 de fevereiro de 1967, regula a liberdade de manifestação do pensamento e de informação. Analise as afirmativas a seguir:
I- É defeso a propriedade de empresas jornalísticas, sejam políticas ou simplesmente noticiosas, a estrangeiros e a sociedade por ações ao portador.
II- A sociedade que explorar empresas jornalísticas terá forma comercial, respeitadas as restrições constituições e legais relativas à sua propriedade e direção.
III- Caberá exclusivamente a brasileiros natos a responsabilidade e a orientação intelectual e administrativa dos serviços de notícias, reportagens, comentários, debates e entrevistas, transmitidos pelas empresas de radiodifusão.
Assinale a alternativa CORRETA.
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Uma empresa com doze funcionários produz 600 peças. Sabe-se que dois funcionários foram demitidos; logo, a quantidade de peças que essa empresa produzirá será de:
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