Foram encontradas 220 questões.
Caio, servidor público federal, mantinha sob sua chefia
imediata sua irmã Maria, que ocupava cargo de confiança. O
chefe da repartição, ao tomar conhecimento da situação,
instaurou processo administrativo disciplinar para apurar a
conduta de Caio, concedendo-lhe ampla defesa e contraditório.
Ao final do processo, o chefe da repartição proferiu decisão
aplicando a Caio pena disciplinar de advertência, tendo indicado
os pressupostos de fato, porém deixado de indicar os
pressupostos de direito que ensejaram a sua decisão. Caio
interpôs recurso contra a decisão citada, requerendo a sua
nulidade tanto por ausência de competência do chefe de
repartição quanto por ausência de motivação explícita do ato por
este praticado.
A anulação do ato administrativo, conforme foi requerido por Caio, é uma forma de desfazer um ato válido, mas que não é mais conveniente, útil ou oportuno para a administração pública.
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Caio, servidor público federal, mantinha sob sua chefia
imediata sua irmã Maria, que ocupava cargo de confiança. O
chefe da repartição, ao tomar conhecimento da situação,
instaurou processo administrativo disciplinar para apurar a
conduta de Caio, concedendo-lhe ampla defesa e contraditório.
Ao final do processo, o chefe da repartição proferiu decisão
aplicando a Caio pena disciplinar de advertência, tendo indicado
os pressupostos de fato, porém deixado de indicar os
pressupostos de direito que ensejaram a sua decisão. Caio
interpôs recurso contra a decisão citada, requerendo a sua
nulidade tanto por ausência de competência do chefe de
repartição quanto por ausência de motivação explícita do ato por
este praticado.
Caio praticou uma conduta considerada proibida à luz da Lei n.º 8.112/1990, visto que não é permitido que um servidor mantenha, sob sua chefia imediata e no exercício de cargo de confiança, parente até o seu terceiro grau civil.
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Com base nas orientações do Manual de Redação da Presidência
da República, julgue o próximo item.
O tipo de fecho empregado em comunicações oficiais varia conforme a hierarquia entre os interlocutores, admitindo-se o uso da expressão Gentilmente para arrematar o texto caso o destinatário ocupe cargo igual ao do remetente.
O tipo de fecho empregado em comunicações oficiais varia conforme a hierarquia entre os interlocutores, admitindo-se o uso da expressão Gentilmente para arrematar o texto caso o destinatário ocupe cargo igual ao do remetente.
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Com base nas orientações do Manual de Redação da Presidência
da República, julgue o próximo item.
O texto de email utilizado como documento oficial dirigido a receptora desconhecida deve-se iniciar por uma saudação, a exemplo do vocativo Prezada Senhora.
O texto de email utilizado como documento oficial dirigido a receptora desconhecida deve-se iniciar por uma saudação, a exemplo do vocativo Prezada Senhora.
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Texto CB2A1
Ordenar e nomear a vida não é uma ciência esotérica. Nas
últimas décadas, estudos mostraram que selecionar e batizar o
mundo natural é uma atividade humana universal e fundamental
para compreender o mundo vivo, bem como nosso lugar nele.
Os antropólogos foram os primeiros a reconhecer que a
taxonomia poderia ser mais do que a ciência oficialmente
fundada pelo botânico sueco Carl Linnaeus no século XVIII.
Estudando como não cientistas ordenam e nomeiam a vida,
criando as chamadas taxonomias populares, eles começaram a
perceber que, quando as pessoas criam grupos ordenados e dão
nomes às coisas vivas, elas seguem padrões altamente
estereotipados, aparentemente guiando-se, de modo inconsciente,
por regras não escritas.
Por exemplo, Cecil Brown, antropólogo norte-americano
que estudou taxonomias populares em 188 línguas, concluiu que
os seres humanos reconhecem repetidamente as mesmas
categorias básicas, que incluem peixes, aves, cobras, mamíferos,
árvores e wugs, termo que significa vermes e insetos. Os wugs
não são um grupo coeso, do ponto de vista evolutivo ou
ecológico. Mesmo assim, as pessoas repetidamente os
reconhecem e os nomeiam.
Da mesma forma, as pessoas consistentemente usam
epítetos com duas palavras para designar organismos específicos
dentro de um grupo maior, apesar de haver infinitos métodos
potencialmente mais lógicos. Isso é tão familiar que mal
percebemos. Em português, entre os carvalhos, distinguimos o
carvalho americano; entre os ursos, os ursos cinzentos. Quando
os maias, familiarizados com os javalis, conheceram os porcos
espanhóis, apelidaram-nos de javalis de aldeia.
A prova mais surpreendente de quão arraigada é a
taxonomia vem de pacientes que, por acidente ou doença,
sofreram traumas cerebrais. Nesse sentido, destaca-se o caso de
um universitário que foi vítima de um inchaço cerebral causado
por herpes. Ao se recuperar, ele era capaz de reconhecer objetos
inanimados, como lanterna, bússola e chaleira, mas não coisas
vivas, como canguru e cogumelo. Médicos de todo o mundo
encontraram pacientes com a mesma dificuldade. Recentemente,
cientistas que estudaram esses pacientes notaram lesões numa
região do lóbulo temporal, o que levou à hipótese de que pode
existir uma parte específica do cérebro dedicada à taxonomia.
Sem a capacidade de ordenar e nomear a vida, uma pessoa
simplesmente não sabe como viver no mundo e como entendê-lo.
Se abandonarmos a taxonomia, perderemos uma conexão com o
mundo vivo. Quando você começa a notar os organismos e
encontrar um nome para bichos e flores específicos, não é
possível deixar de ver a vida e a ordem que nela existe, bem onde
sempre esteve: ao seu redor.
Carol Kaesuk Yoon. A arte de nomear o mundo. In: Naming Nature: The Clash Between Instinct and
Science. W. W. Norton & Company, 2009. Trecho traduzido e publicado na Folha de São Paulo, 2009.
Internet: <www1.folha.uol.com.br/fsp> (com adaptações)
No último período do texto, a substituição do trecho “não é possível” por não pode alteraria as relações sintáticas originalmente estabelecidas no texto, mas não prejudicaria nem a correção gramatical nem a coerência textual.
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Texto CB2A1
Ordenar e nomear a vida não é uma ciência esotérica. Nas
últimas décadas, estudos mostraram que selecionar e batizar o
mundo natural é uma atividade humana universal e fundamental
para compreender o mundo vivo, bem como nosso lugar nele.
Os antropólogos foram os primeiros a reconhecer que a
taxonomia poderia ser mais do que a ciência oficialmente
fundada pelo botânico sueco Carl Linnaeus no século XVIII.
Estudando como não cientistas ordenam e nomeiam a vida,
criando as chamadas taxonomias populares, eles começaram a
perceber que, quando as pessoas criam grupos ordenados e dão
nomes às coisas vivas, elas seguem padrões altamente
estereotipados, aparentemente guiando-se, de modo inconsciente,
por regras não escritas.
Por exemplo, Cecil Brown, antropólogo norte-americano
que estudou taxonomias populares em 188 línguas, concluiu que
os seres humanos reconhecem repetidamente as mesmas
categorias básicas, que incluem peixes, aves, cobras, mamíferos,
árvores e wugs, termo que significa vermes e insetos. Os wugs
não são um grupo coeso, do ponto de vista evolutivo ou
ecológico. Mesmo assim, as pessoas repetidamente os
reconhecem e os nomeiam.
Da mesma forma, as pessoas consistentemente usam
epítetos com duas palavras para designar organismos específicos
dentro de um grupo maior, apesar de haver infinitos métodos
potencialmente mais lógicos. Isso é tão familiar que mal
percebemos. Em português, entre os carvalhos, distinguimos o
carvalho americano; entre os ursos, os ursos cinzentos. Quando
os maias, familiarizados com os javalis, conheceram os porcos
espanhóis, apelidaram-nos de javalis de aldeia.
A prova mais surpreendente de quão arraigada é a
taxonomia vem de pacientes que, por acidente ou doença,
sofreram traumas cerebrais. Nesse sentido, destaca-se o caso de
um universitário que foi vítima de um inchaço cerebral causado
por herpes. Ao se recuperar, ele era capaz de reconhecer objetos
inanimados, como lanterna, bússola e chaleira, mas não coisas
vivas, como canguru e cogumelo. Médicos de todo o mundo
encontraram pacientes com a mesma dificuldade. Recentemente,
cientistas que estudaram esses pacientes notaram lesões numa
região do lóbulo temporal, o que levou à hipótese de que pode
existir uma parte específica do cérebro dedicada à taxonomia.
Sem a capacidade de ordenar e nomear a vida, uma pessoa
simplesmente não sabe como viver no mundo e como entendê-lo.
Se abandonarmos a taxonomia, perderemos uma conexão com o
mundo vivo. Quando você começa a notar os organismos e
encontrar um nome para bichos e flores específicos, não é
possível deixar de ver a vida e a ordem que nela existe, bem onde
sempre esteve: ao seu redor.
Carol Kaesuk Yoon. A arte de nomear o mundo. In: Naming Nature: The Clash Between Instinct and
Science. W. W. Norton & Company, 2009. Trecho traduzido e publicado na Folha de São Paulo, 2009.
Internet: <www1.folha.uol.com.br/fsp> (com adaptações)
Sem prejuízo dos sentidos e da correção gramatical do primeiro período do último parágrafo, o vocábulo “e”, em “e como entendê-lo”, poderia ser substituído por nem.
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Texto CB2A1
Ordenar e nomear a vida não é uma ciência esotérica. Nas
últimas décadas, estudos mostraram que selecionar e batizar o
mundo natural é uma atividade humana universal e fundamental
para compreender o mundo vivo, bem como nosso lugar nele.
Os antropólogos foram os primeiros a reconhecer que a
taxonomia poderia ser mais do que a ciência oficialmente
fundada pelo botânico sueco Carl Linnaeus no século XVIII.
Estudando como não cientistas ordenam e nomeiam a vida,
criando as chamadas taxonomias populares, eles começaram a
perceber que, quando as pessoas criam grupos ordenados e dão
nomes às coisas vivas, elas seguem padrões altamente
estereotipados, aparentemente guiando-se, de modo inconsciente,
por regras não escritas.
Por exemplo, Cecil Brown, antropólogo norte-americano
que estudou taxonomias populares em 188 línguas, concluiu que
os seres humanos reconhecem repetidamente as mesmas
categorias básicas, que incluem peixes, aves, cobras, mamíferos,
árvores e wugs, termo que significa vermes e insetos. Os wugs
não são um grupo coeso, do ponto de vista evolutivo ou
ecológico. Mesmo assim, as pessoas repetidamente os
reconhecem e os nomeiam.
Da mesma forma, as pessoas consistentemente usam
epítetos com duas palavras para designar organismos específicos
dentro de um grupo maior, apesar de haver infinitos métodos
potencialmente mais lógicos. Isso é tão familiar que mal
percebemos. Em português, entre os carvalhos, distinguimos o
carvalho americano; entre os ursos, os ursos cinzentos. Quando
os maias, familiarizados com os javalis, conheceram os porcos
espanhóis, apelidaram-nos de javalis de aldeia.
A prova mais surpreendente de quão arraigada é a
taxonomia vem de pacientes que, por acidente ou doença,
sofreram traumas cerebrais. Nesse sentido, destaca-se o caso de
um universitário que foi vítima de um inchaço cerebral causado
por herpes. Ao se recuperar, ele era capaz de reconhecer objetos
inanimados, como lanterna, bússola e chaleira, mas não coisas
vivas, como canguru e cogumelo. Médicos de todo o mundo
encontraram pacientes com a mesma dificuldade. Recentemente,
cientistas que estudaram esses pacientes notaram lesões numa
região do lóbulo temporal, o que levou à hipótese de que pode
existir uma parte específica do cérebro dedicada à taxonomia.
Sem a capacidade de ordenar e nomear a vida, uma pessoa
simplesmente não sabe como viver no mundo e como entendê-lo.
Se abandonarmos a taxonomia, perderemos uma conexão com o
mundo vivo. Quando você começa a notar os organismos e
encontrar um nome para bichos e flores específicos, não é
possível deixar de ver a vida e a ordem que nela existe, bem onde
sempre esteve: ao seu redor.
Carol Kaesuk Yoon. A arte de nomear o mundo. In: Naming Nature: The Clash Between Instinct and
Science. W. W. Norton & Company, 2009. Trecho traduzido e publicado na Folha de São Paulo, 2009.
Internet: <www1.folha.uol.com.br/fsp> (com adaptações)
No último período do quinto parágrafo, o sinal indicativo de crase em “à hipótese” e em “à taxonomia” poderia ser omitido sem prejuízo da correção gramatical, o que indicaria que os termos “hipótese” e “taxonomia” teriam sentido genérico.
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Ordenar e nomear a vida não é uma ciência esotérica. Nas
últimas décadas, estudos mostraram que selecionar e batizar o
mundo natural é uma atividade humana universal e fundamental
para compreender o mundo vivo, bem como nosso lugar nele.
Os antropólogos foram os primeiros a reconhecer que a
taxonomia poderia ser mais do que a ciência oficialmente
fundada pelo botânico sueco Carl Linnaeus no século XVIII.
Estudando como não cientistas ordenam e nomeiam a vida,
criando as chamadas taxonomias populares, eles começaram a
perceber que, quando as pessoas criam grupos ordenados e dão
nomes às coisas vivas, elas seguem padrões altamente
estereotipados, aparentemente guiando-se, de modo inconsciente,
por regras não escritas.
Por exemplo, Cecil Brown, antropólogo norte-americano
que estudou taxonomias populares em 188 línguas, concluiu que
os seres humanos reconhecem repetidamente as mesmas
categorias básicas, que incluem peixes, aves, cobras, mamíferos,
árvores e wugs, termo que significa vermes e insetos. Os wugs
não são um grupo coeso, do ponto de vista evolutivo ou
ecológico. Mesmo assim, as pessoas repetidamente os
reconhecem e os nomeiam.
Da mesma forma, as pessoas consistentemente usam
epítetos com duas palavras para designar organismos específicos
dentro de um grupo maior, apesar de haver infinitos métodos
potencialmente mais lógicos. Isso é tão familiar que mal
percebemos. Em português, entre os carvalhos, distinguimos o
carvalho americano; entre os ursos, os ursos cinzentos. Quando
os maias, familiarizados com os javalis, conheceram os porcos
espanhóis, apelidaram-nos de javalis de aldeia.
A prova mais surpreendente de quão arraigada é a
taxonomia vem de pacientes que, por acidente ou doença,
sofreram traumas cerebrais. Nesse sentido, destaca-se o caso de
um universitário que foi vítima de um inchaço cerebral causado
por herpes. Ao se recuperar, ele era capaz de reconhecer objetos
inanimados, como lanterna, bússola e chaleira, mas não coisas
vivas, como canguru e cogumelo. Médicos de todo o mundo
encontraram pacientes com a mesma dificuldade. Recentemente,
cientistas que estudaram esses pacientes notaram lesões numa
região do lóbulo temporal, o que levou à hipótese de que pode
existir uma parte específica do cérebro dedicada à taxonomia.
Sem a capacidade de ordenar e nomear a vida, uma pessoa
simplesmente não sabe como viver no mundo e como entendê-lo.
Se abandonarmos a taxonomia, perderemos uma conexão com o
mundo vivo. Quando você começa a notar os organismos e
encontrar um nome para bichos e flores específicos, não é
possível deixar de ver a vida e a ordem que nela existe, bem onde
sempre esteve: ao seu redor.
Carol Kaesuk Yoon. A arte de nomear o mundo. In: Naming Nature: The Clash Between Instinct and
Science. W. W. Norton & Company, 2009. Trecho traduzido e publicado na Folha de São Paulo, 2009.
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No penúltimo período do quinto parágrafo, a expressão “a mesma dificuldade” se refere a “inchaço cerebral causado por herpes”, no segundo período desse mesmo parágrafo.
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mundo natural é uma atividade humana universal e fundamental
para compreender o mundo vivo, bem como nosso lugar nele.
Os antropólogos foram os primeiros a reconhecer que a
taxonomia poderia ser mais do que a ciência oficialmente
fundada pelo botânico sueco Carl Linnaeus no século XVIII.
Estudando como não cientistas ordenam e nomeiam a vida,
criando as chamadas taxonomias populares, eles começaram a
perceber que, quando as pessoas criam grupos ordenados e dão
nomes às coisas vivas, elas seguem padrões altamente
estereotipados, aparentemente guiando-se, de modo inconsciente,
por regras não escritas.
Por exemplo, Cecil Brown, antropólogo norte-americano
que estudou taxonomias populares em 188 línguas, concluiu que
os seres humanos reconhecem repetidamente as mesmas
categorias básicas, que incluem peixes, aves, cobras, mamíferos,
árvores e wugs, termo que significa vermes e insetos. Os wugs
não são um grupo coeso, do ponto de vista evolutivo ou
ecológico. Mesmo assim, as pessoas repetidamente os
reconhecem e os nomeiam.
Da mesma forma, as pessoas consistentemente usam
epítetos com duas palavras para designar organismos específicos
dentro de um grupo maior, apesar de haver infinitos métodos
potencialmente mais lógicos. Isso é tão familiar que mal
percebemos. Em português, entre os carvalhos, distinguimos o
carvalho americano; entre os ursos, os ursos cinzentos. Quando
os maias, familiarizados com os javalis, conheceram os porcos
espanhóis, apelidaram-nos de javalis de aldeia.
A prova mais surpreendente de quão arraigada é a
taxonomia vem de pacientes que, por acidente ou doença,
sofreram traumas cerebrais. Nesse sentido, destaca-se o caso de
um universitário que foi vítima de um inchaço cerebral causado
por herpes. Ao se recuperar, ele era capaz de reconhecer objetos
inanimados, como lanterna, bússola e chaleira, mas não coisas
vivas, como canguru e cogumelo. Médicos de todo o mundo
encontraram pacientes com a mesma dificuldade. Recentemente,
cientistas que estudaram esses pacientes notaram lesões numa
região do lóbulo temporal, o que levou à hipótese de que pode
existir uma parte específica do cérebro dedicada à taxonomia.
Sem a capacidade de ordenar e nomear a vida, uma pessoa
simplesmente não sabe como viver no mundo e como entendê-lo.
Se abandonarmos a taxonomia, perderemos uma conexão com o
mundo vivo. Quando você começa a notar os organismos e
encontrar um nome para bichos e flores específicos, não é
possível deixar de ver a vida e a ordem que nela existe, bem onde
sempre esteve: ao seu redor.
Carol Kaesuk Yoon. A arte de nomear o mundo. In: Naming Nature: The Clash Between Instinct and
Science. W. W. Norton & Company, 2009. Trecho traduzido e publicado na Folha de São Paulo, 2009.
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O trecho “familiarizados com os javalis” (último período do quarto parágrafo) indica o motivo de os maias terem utilizado o apelido “javalis de aldeia” para designar os porcos espanhóis.
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mundo natural é uma atividade humana universal e fundamental
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Os antropólogos foram os primeiros a reconhecer que a
taxonomia poderia ser mais do que a ciência oficialmente
fundada pelo botânico sueco Carl Linnaeus no século XVIII.
Estudando como não cientistas ordenam e nomeiam a vida,
criando as chamadas taxonomias populares, eles começaram a
perceber que, quando as pessoas criam grupos ordenados e dão
nomes às coisas vivas, elas seguem padrões altamente
estereotipados, aparentemente guiando-se, de modo inconsciente,
por regras não escritas.
Por exemplo, Cecil Brown, antropólogo norte-americano
que estudou taxonomias populares em 188 línguas, concluiu que
os seres humanos reconhecem repetidamente as mesmas
categorias básicas, que incluem peixes, aves, cobras, mamíferos,
árvores e wugs, termo que significa vermes e insetos. Os wugs
não são um grupo coeso, do ponto de vista evolutivo ou
ecológico. Mesmo assim, as pessoas repetidamente os
reconhecem e os nomeiam.
Da mesma forma, as pessoas consistentemente usam
epítetos com duas palavras para designar organismos específicos
dentro de um grupo maior, apesar de haver infinitos métodos
potencialmente mais lógicos. Isso é tão familiar que mal
percebemos. Em português, entre os carvalhos, distinguimos o
carvalho americano; entre os ursos, os ursos cinzentos. Quando
os maias, familiarizados com os javalis, conheceram os porcos
espanhóis, apelidaram-nos de javalis de aldeia.
A prova mais surpreendente de quão arraigada é a
taxonomia vem de pacientes que, por acidente ou doença,
sofreram traumas cerebrais. Nesse sentido, destaca-se o caso de
um universitário que foi vítima de um inchaço cerebral causado
por herpes. Ao se recuperar, ele era capaz de reconhecer objetos
inanimados, como lanterna, bússola e chaleira, mas não coisas
vivas, como canguru e cogumelo. Médicos de todo o mundo
encontraram pacientes com a mesma dificuldade. Recentemente,
cientistas que estudaram esses pacientes notaram lesões numa
região do lóbulo temporal, o que levou à hipótese de que pode
existir uma parte específica do cérebro dedicada à taxonomia.
Sem a capacidade de ordenar e nomear a vida, uma pessoa
simplesmente não sabe como viver no mundo e como entendê-lo.
Se abandonarmos a taxonomia, perderemos uma conexão com o
mundo vivo. Quando você começa a notar os organismos e
encontrar um nome para bichos e flores específicos, não é
possível deixar de ver a vida e a ordem que nela existe, bem onde
sempre esteve: ao seu redor.
Carol Kaesuk Yoon. A arte de nomear o mundo. In: Naming Nature: The Clash Between Instinct and
Science. W. W. Norton & Company, 2009. Trecho traduzido e publicado na Folha de São Paulo, 2009.
Internet: <www1.folha.uol.com.br/fsp> (com adaptações)
O primeiro exemplo de epíteto apresentado no quarto parágrafo é formado pela sequência de dois vocábulos pertencentes à mesma classe gramatical: um substantivo seguido de outro substantivo.
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