Foram encontradas 435 questões.
Leia o texto a seguir para responder às questões 28 e 29.
1 A questão linguística é o tema do parágrafo 6 [...], em meio a um conjunto de medidas
2 constitutivas do processo de inclusão dos índios na nova ordem colonial que se ambicionava
3 construir, tais como a cristianização (§§ 3 e 4), a escolarização (§§ 7 e 8), as honrarias das
4 funções sociais que viessem a exercer (§ 9), a adoção de sobrenomes portugueses (§ 11), a
5 construção de moradias unifamiliares (§ 12), o uso de vestimentas adequadas (§ 15) [...]
Adaptado de: FARACO, Carlos Alberto. História sociopolítica da língua portuguesa. São Paulo: Parábola, 2016. p. 98.
Considerando as possibilidades de realização sonora e a relação entre os sons e as letras no português brasileiro, assinale a alternativa INCORRETA a respeito das palavras retiradas do texto de Faraco.
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O texto a seguir serve de base para que se responda às questões de 16 a 23.
Abaixo a norma curta do português!
Indústria de concursos e de consultórios gramatiqueiros faz mal à língua
Sérgio Rodrigues
Escritor e jornalista, autor de A vida futura e Viva a língua brasileira
1 “Norma curta” é o excelente nome que o linguista Carlos Alberto Faraco dá a certo
2 conjunto dogmático de regrinhas gramatiqueiras, vetos arbitrários, apego acrítico à variedade
3 lusitana da língua e pegadinhas em geral. Repare que não falo da norma culta, registro da
4 língua de fato usado pelas camadas de maior escolaridade da população. Esta tem papel social
5 imprescindível e deveria ser ensinada com mais eficiência – não menos – na escola.
6 Me refiro à norma curta, que ninguém de fato fala, mas fingimos que sim, e que vem
7 a ser uma versão idealizada, caricatural, burra e mesquinha daquela. No fim das contas, sua
8 inimiga, pois transforma o estudo da língua portuguesa em território hostil para uma imensa
9 maioria da população. “Ai, como é difícil a nossa língua!”, dizemos quase todos. Difícil nada,
10 ou não teríamos aprendido a falá-la na primeira infância. Tem seus caprichos, como toda
11 língua, e desvelá-los carinhosamente deveria ser um prazer. Insana de tão difícil é a norma
12 curta, que tira seu sustento dessa dificuldade. [...]
13 É ela que move a indústria do português concurseiro e dos consultórios gramaticais
14 da internet. É ela que, via Enem, obriga adolescentes a encher suas redações de “outrossim”
15 e outros entulhos juridiquentos. A norma curta não quer saber se você consegue ler e
16 interpretar um texto. Que importância tem isso? Fundamental é que recite a lista das “figuras
17 de linguagem” em ordem alfabética enquanto equilibra uma bola no nariz. Vai me dizer que
18 não manja de zeugma?
19 Os estudantes capazes de memorizar os truques e evitar as armadilhas que a norma
20 curta chama de provas de português entram para um grupo privilegiado de norma-curtistas.
21 Seu esforço é então recompensado e eles, mesmo os que são incapazes de interpretar um
22 parágrafo simples, ganham o direito de oprimir outros falantes e humilhar quem não alcançou
23 o paraíso do norma-curtismo.
24 A norma curta é inculta. Nunca leu Graciliano Ramos, Rubem Braga, Rachel de Queiroz
25 e tantos outros estilistas do brasileiro que, ao longo do século passado, moldaram um jeito de
26 escrever que soa como música aos ouvidos de quem nasceu aqui. Os autores
27 contemporâneos também brilham pela ausência. A norma curta nunca leu nada. Leram por
28 ela, é verdade. Isso foi muito tempo atrás: um Alexandre Herculano aqui, um Almeida Garrett
29 acolá. Todos portugueses. Nesses clássicos, leitores mortos desde o pré-modernismo
30 pinçaram arbitrariamente só o que confirmava seus dogmas. Estavam prontas – pela
31 eternidade – as tábuas da lei.
32 A norma curta engana muita gente com sua pose de defensora do “bom português”.
33 Tudo mentira. Ela ignora mais de um século de conhecimento teórico e prático sobre a
34 matéria, desprezando grandes gramáticos e zombando de nossos maiores escritores. Ontem
35 me deparei com um caso demencial de norma-curtismo: na página internética de “dicas de
36 português”, o cartum de traço fofo mostra o rapaz se declarando para a moça (“Te amo!”) e
37 sendo corrigido por ela: “Não se pode começar frase com pronome oblíquo átono”. Sim, ela
38 queria ouvir um “Amo-te!” lusitano, acredite quem quiser. A página tem quase um milhão de
39 seguidores. Me parece que estamos lascados.
Adaptado de https://www1.folha.uol.com.br/colunas/sergio-rodrigues/2023/04/abaixo-a-normacurta-do-portugues.shtml. Acesso em: 15 set. 2023.
Rodrigues pergunta Vai me dizer que não manja de zeugma?, linhas 17-18, ao mencionar as figuras de linguagem. Nesse sentido, em qual dos itens a seguir o autor se vale de outra figura que a tradição gramatical também chama de figura de sintaxe?
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A história da educação de pessoas com deficiência entrelaça-se com a história da educação profissional no Brasil. O marco inicial do que hoje se denomina Rede de Educação, Ciência e Tecnologia foi o Decreto nº 7.566, de 23 de setembro de 1909, que criou 19 Escolas de Aprendizes Artífices nas capitais brasileiras com o duplo objetivo: atender as demandas de mercado em um país em industrialização, mas também promover controle social ofertando a formação profissional aos “desfavorecidos da fortuna”. Jannuzzi (2017) realiza uma profunda análise histórica do que hoje denominamos Educação Especial, demonstrando que a institucionalização inicial em hospitais e asilos foi, aos poucos, deslocando-se para os atendimentos médico-psicológicos também em instituições filantrópicas e com posterior preocupação em adequar os mais “dotados” ao mercado de trabalho. Depreende-se, portanto, que “as escolas de formação para o trabalho foram criadas com o objetivo de ensinar um ofício aos jovens menos favorecidos que, por sua condição social ou por sua deficiência, não eram elegíveis para a formação intelectual” (VILARONGA [et al.], 2022, p.9). Considerando a obra de Jannuzzi (2017) assinale o trecho que NÃO pode ser encontrado dentre as constatações da autora:
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Assinale a única alternativa CORRETA, baseando-se no Livro Dança: diversidade, caminhos e encontros, Capítulo 3 “Revisitando as bases epistemológicas da dança: quais saberes construímos no processo de ensinar e aprender”, de Kleinubing, Saraiva e Melo (2012). a) A Dança Moderna foi influenciada, inicialmente, por ideias de dançarinos profissionais do balé clássico, como Delsarte e Dalcroze.
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De acordo com as regras do Futsal (CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL DE SALÃO, 2023), escolha a alternativa INCORRETA:
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De acordo com Cypriano (2014, p.57 apud Secovi, 2012), são inúmeras as pesquisas que apontam a localização como o principal fator na eleição de um hotel pelo cliente. Analise os fatores de localização a seguir:
I) Acessibilidade: facilidade de acesso de avião, trens, estradas e transporte público.
II) Visibilidade: facilidade de visualização do hotel na cidade, desde a rua onde está localizado e desde pontos de grande visitação turística. Os empreendimentos fáceis de serem encontrados têm vantagens sobre aqueles menos visíveis.
III) Entorno: localização próxima a atrativos, a indutores de demandas e à oferta turística complementar, especialmente de restaurantes e lazer. O entorno ideal dependerá do tipo de hotel e do segmento no qual atua, mas regiões agradáveis, seguras e com vida (com opções de bares, restaurantes, etc.) são geralmente bem valorizadas.
Acerca da localização, assinale a alternativa CORRETA:
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De acordo com Cypriano (2014, p. 232), as cinco principais barreiras para o desenvolvimento hoteleiro no Brasil são:
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Quanto ao Sistema Brasileiro de Classificação de Meios de Hospedagem (SBClass), relacione as colunas e assinale a alternativa CORRETA:
1. Hotel.
2. Resort.
3. Hotel Fazenda.
4. Cama e Café.
5. Hotel Histórico.
6. Pousada.
7. Flat / Apart-hotel / Condo-hotel.
A. Meio de hospedagem com infraestrutura de lazer e entretenimento que disponha de serviços de estética, atividades físicas, recreação e convívio com a natureza no próprio empreendimento.
B. Constituído por apartamentos que disponham de dormitório, banheiro, sala e cozinha equipada, em prédios com administração e comercialização integradas, que possuam serviços de recepção, limpeza e arrumação da habitação.
C. Localizado em ambiente rural, dotado de exploração agropecuária, que ofereça entretenimento e vivência do campo.
D. Estabelecimento com serviço de recepção e hospedagem temporal, com ou sem alimentação, ofertado em unidades individuais e de uso exclusivo dos hóspedes, mediante cobrança de pernoite.
E. Instalado em edificação preservada em sua forma original ou restaurada, ou ainda que tenha sido palco de fatos histórico-culturais de importância reconhecida.
F. Hospedagem em residência com, no máximo, três unidades habitacionais para uso turístico, com serviços de café da manhã e limpeza, na qual o possuidor do estabelecimento resida.
G. Empreendimento de característica horizontal, composto de, no máximo, trinta apartamentos e noventa leitos, com serviços de recepção, alimentação e alojamento temporário, podendo ser em um prédio único com até três pavimentos, ou contar com chalés ou bangalôs.
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Para Cypriano (2014, p. 39 apud Castelli, 2001), o produto hoteleiro é estático. Não é possível levar o empreendimento aos clientes; são eles que se deslocam para o estabelecimento, motivo por que a atratividade do destino em que se encontra é um fator-chave para seu sucesso. Para o mesmo autor, as características principais que definem o setor são:
I) Intangibilidade (o serviço é mais que seus atributos físicos).
II) Impossibilidade de armazenamento (realização de estoques).
III) Separabilidade (a produção do serviço e seu consumo ocorrem em tempos distintos).
Está(ão) CORRETA(S)
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Leia o trecho a seguir:
“Neste tipo de serviço o garçom traz a bandeja com o prato solicitado pelo cliente. A travessa vem acompanhada de uma colher de sopa e um garfo de carne, com os cabos voltados em direção ao convidado, para que ele próprio se sirva. O garçom se posta à esquerda do convidado e inclina-se ligeiramente para frente, de modo a deixar a travessa o mais próximo possível do convidado. Após o término das refeições, os pratos são retirados pela direita.”
MATIAS, M. A arte de receber em eventos. 1 ed. Barueri, SP: Manole, 2014.
O trecho acima conceitua o
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