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“Em 1804, os libertos, vitoriosos, proclamaram a independência do Haiti, apoiando-se em argumentos tomados da Ilustração e da Revolução Francesa. Naturalmente, os agora cidadãos haitianos contribuíram para alargar o alcance dos ideais iluministas, dotando-os de uma universalidade que não existia, senão, em termos muito vagos”.
(PRADO, Maria Lígia Coelho; PELLEGRINO, Gabriela. História da América Latina. São Paulo: Contexto, 2019, p.17.)
O texto aponta como as revoltas dos escravos em São Domingos estão associadas aos acontecimentos revolucionários na França de fins do século XVIII. Acerca desse contexto é correto afirmar que:
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“A segunda guerra por sua mobilização e por sua crueldade, foi única na história da humanidade. Mas foi também uma guerra que proporcionou a união de antigos inimigos figadais. A grande aliança formada pela União Soviética, de regime socialista, com a GrãBretanha e os Estados Unidos, estados capitalistas, liberais e anticomunistas, só foi possível porque a Alemanha não era tão somente um opositor que encarnasse conflitos de interesse econômicos, mas um Estado cuja política e ambições eram determinadas por sua ideologia”.
(TOTA, Pedro. Segunda Guerra Mundial. In: MAGNOLI, Demétrio. História das guerras. 5.ed. São Paulo: Contexto, 2011, p. 356-357.)
Sobre as ações da Alemanha Nazista na Segunda Guerra Mundial é correto afirmar que: a
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“É no norte e no oeste da região amazônica que se desenvolvem diferentes padrões linguísticos. Já apontamos para o papel do empréstimo no caso das línguas Karib e também em algumas línguas Maipure-Arawak. Que tipos de contato teriam levado a esses empréstimos? Tratar-se-ia de um multilinguismo difundido? Línguas de comércio teriam se formado nessa área em tempos pré-colombianos? Qual a idade desses padrões? Essas são algumas das questões que é preciso abordar em relação ao papel da língua [entre os povos pré-colombianos].”
(URBAN, Greg. A história da cultura brasileira segundo as línguas nativas. In: CUNHA, Manuela Carneiro da (Org.). História dos Índios no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras: Secretaria Municipal de Cultura: FAPESP, 1992, p. 101, adaptado.)
Greg Urban aponta como o estudo da língua pode ser útil para reconstruir a história dos povos originários e da cultura brasileira, segundo estes estudos, é possível afirmar que:
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“A partir do final do século XI a documentação escrita relativa à África ao sul do Saara torna-se cada vez mais abundante, principalmente do fim do século XIII ao final do XIV. Em meados do século XV, as fontes portuguesas vêm preencher uma lacuna informando-os sobre os reinos da costa da África Ocidental, então em pleno desenvolvimento. O Golfo do Benin e a embocadura do Rio Zaire (Congo) foram importantes focos de civilização”.
(SILVÉRIO, Valter Roberto (Org.). Síntese da coleção história geral da África: pré-história ao século XVI. Brasília, DF: UNESCO, MEC, UFSCar, 2013, p. 421.)
Nos estudos de História da África, o período destacado no texto apresenta certa unidade e caracteriza-se pelo desenvolvimento de culturas originais e assimilações de influências do exterior. Partindo dos seus conhecimentos sobre História da África, é correto afirmar que:
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Sobre o Iluminismo, marque a alternativa correta:
I. O Iluminismo pode ser considerada uma ideologia revolucionária, na medida em que implicava a abolição da ordem política e social vigente na maior parte da Europa na segunda metade do século XVIII.
II. Um dos meios de disseminação dos ideais iluministas na América se deu pela circulação de estudantes pertencentes às elites coloniais em salões e universidades europeias.
III. O individualismo secular, racionalista e progressista era uma característica do pensamento iluminista em sua luta para libertar os indivíduos do tradicionalismo religioso da Idade Média.
IV. A convicção no progresso do conhecimento humano, na riqueza e no controle sobre a natureza, característica do Iluminismo, derivou sua força do progresso da produção, do comércio e da racionalidade econômica da segunda metade do século XVIII.
As afirmativas que estão corretas são:
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Leia atentamente a imagem e o texto abaixo e assinale a alternativa correta.

(Jean-Baptiste Debret. Sagração e coroação de d. Pedro I, 1828. Óleo sobre tela. Coleção do Palácio Itamaraty, Brasília.)
“Para o quadro da Sagração e coroação de d. Pedro I, Debret apresenta o monarca sentado no trono, dispondo de todas as suas insígnias, igualmente criadas pelo pintor. A cena se desenrola no interior da Capela Imperial no Rio de Janeiro, com a presença de toda a corte, inclusive da imperatriz Leopoldina e da princesa d. Maria da Glória, que assistem à cerimônia do alto do balcão. Vê-se ainda, com destaque, a figuração do alto clero, que realiza o ritual litúrgico para a sagração do monarca, reafirmando a religião católica como oficial no jovem Império. Apenas um grupo seleto presencia a cerimônia, enquanto os populares ficam do lado de fora, espreitam pela porta, à distância, a coroação do monarca vestido com seu manto tropicalizado cuja camurça era feita de penas de galo-da-serra”.
(SCHWARCZ, Lilia; STUMPF, Lúcia Klück; LIMA JUNIOR, Carlos. O sequestro da independência. São Paulo: Companhia das Letras, 2022, p. 40.)
O quadro de Debret e o texto acadêmico apresentado informam, sobre o processo de construção da independência do Brasil, que
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“Nos séculos XI e XII, a historiografia aponta que os elementos característicos do ideal de vida religiosa teriam ganhado outros redimensionamentos. Dentre eles, destacamos as chamadas vita apostolica e vita vere apostolica, que tomavam por modelo Cristo e a chamada ‘Igreja primitiva’”.
(OLIVEIRA, Jonathas R. dos Santos C. de. A construção da figura feminina na Vita Sancti Theotonii. In: SILVA, Andréia C. L. Frazão da. Construções de gênero, santidade e memória no Ocidente Medieval. Rio de Janeiro: Programa de Estudos Medievais, 2018, p. 281.)
Sobre os redimensionamentos no ideal de vida religiosa no período citados pelo autor, assinale a alternativa correta:
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Leia o trecho destacado do romance O coração das trevas, publicado por Joseph Conrad em 1902, e assinale a alternativa correta.
“Ora, quando eu era menino, era apaixonado por mapas. Passava horas olhando a América do Sul, a África ou a Austrália, e me abandonava a todas as glórias da exploração. Naquele tempo, havia muitos espaços vazios na Terra e, quando via um que me parecesse especialmente convidativo num mapa (mas quase todos parecem assim), colocava o dedo em cima e dizia: ‘quando crescer, vou até lá’ [...]. Mas havia um – o maior, o mais vazio, por assim dizer – pelo qual eu tinha um anseio muito forte. A verdade é que naquela época já não era mais um espaço vazio. Havia-se enchido, desde a minha meninice, de rios, de lagos, de nomes. Havia deixado de ser um espaço vazio com um mistério encantador [...]. Tinha virado um lugar de trevas. Mas havia nele um rio, em especial, um rio extremamente grande, que se podia ver no mapa como uma imensa serpente desenrolada com a cabeça no mar [...]. E, enquanto eu olhava para o mapa do lugar numa vitrine de loja, ele me hipnotizou como uma serpente faz com um pássaro”.
(CONRAD, Joseph. O coração das trevas. Tradução de Celso Paciornik. São Paulo: Iluminuras, 2002, p. 17).
O relato do personagem de Conrad revela
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Os trechos abaixo fazem parte da obra Os Bruzundangas, de Lima Barreto.
“A Bruzundanga é um poderoso e rico país que, como todos sabem, fica nas zonas temperada e subtropical (...).
O país, no dizer de todos, é rico, tem todos os minerais, todos os vegetais úteis, todas as condições de riqueza, mas vive na miséria. (...) As cidades vivem cheias de carruagem; as mulheres se arreiam de joias e vestidos caros; os cavalheiros chiques se mostram, nas ruas, com bengalas e trajes apurados; os banquetes e as recepções se sucedem.
[...] a população rural, que é a base de todas as nações, oprimida por chefões políticos, inúteis, incapazes de dirigir a coisa mais fácil dessa vida. Vive sugada, esfomeada, maltrapilha, macilenta, amarela, para que, na sua capital, algumas centenas de parvos, com títulos altissonantes disso ou daquilo, gozem vencimentos, subsídios duplicados e triplicados
(...) empregando um grande palavreado de quem vai fazer milagres”.
(BARRETO, Lima. Os Bruzundangas: incluindo outras histórias dos bruzundangas. São Paulo: Ática, 2012).
Em Os Bruzundangas, Lima Barreto:
I. Faz uma apologia da modernização da cidade do Rio de Janeiro ocorrida no início do século XX, período conhecido como Belle Époque.
II. Utiliza a metáfora como uma figura de linguagem para falar do Brasil do seu tempo, suas características e suas contradições.
III. Cria um jogo de palavras em oposição para caracterizar o descompasso entre a riqueza dos recursos minerais e naturais do país e a pobreza de sua população.
IV. Faz referência ao voto de cabresto enquanto instrumento de opressão da população rural no Brasil da Primeira República.
As afirmativas que estão corretas são:
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