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2122435 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: IF-RS

Em caso de felicidade

Por Jeferson Tenório

Em caso de felicidade eu prefiro a vida.

Tenho essa frase anotada em algum bloco desses no qual costumo registrar meus pensamentos, passei anos sem entender ao certo o que ela de fato significava para mim, entretanto, os anos foram passando e um dia eu conheci a palavra lucidez.

Desde então, comecei a entender o que essa frase me sinalizava. Quando conhecemos a palavra lucidez há algo de grave nisso. Dizemos adeus às ilusões e como num lampejo começamos a suspeitar de que existe algo mais importante que a ideia de felicidade, algo mais poderoso e simples, algo menos fugaz e menos ilusório.

Quando abandonamos a ideia de felicidade, deixamos para trás aquilo que nos torna incapazes para a vida. Aos poucos, me dei conta de que tornar minha vida interessante era a única coisa importante a se fazer. Mas isso dá trabalho. E para começar, tive de aceitar a tristeza que é o que se faz quando achamos que a vida não tem razão.

Ao longo de minhas tentativas com a escrita, construí alguns personagens tristes, mas a tristeza desses homens e mulheres que inventei e que estão a caminhar pelas ruas todos os dias, não é um recurso de autopiedade, nem tampouco são personagens deprimidos. A tristeza deles foi o modo que eles encontraram para viver.

Se algum dia eu cedi à ideia de felicidade, foi quando descobri que vivo num tempo fora do tempo. Que corremos o tempo todo atrás de um presente que não existe, e que lutamos cotidianamente com a passagem das horas. E agora entendo o nosso corpo como uma ampulheta orgânica a nos dizer que temos de caminhar sempre e não há o que fazer quanto a isso.

Pois, se não há o que fazer, que façamos que a peregrinação seja interessante. Talvez seja isto: precisamos deslocar nossa ideia de uma felicidade plena e sem sobressaltos para uma vida mais interessante e imprevisível. Uma vida capaz de nos cativar e que nos fizesse olhar para as coisas com mais honestidade.

A grande ilusão de apostarmos tudo em um momento único, como se todas as alegrias estivessem reservadas num futuro longínquo é o que parece ser mais pernicioso. Tolstói talvez seja mais duro ao dizer que nem sempre as pessoas se casam para serem felizes. Simplesmente porque o cotidiano nos impõe uma série de obrigações burocráticas e que constantemente nos afastam daquele ideal de felicidade no qual tudo é eterno, um lugar onde não há fracasso, nem tédio, nem dor.

Talvez seja melhor pensarmos que as pessoas se unem não para serem felizes, mas para tornar suas vidas interessantes. O que me parece menos ambicioso e arrogante de nossa parte. Assistindo a uma entrevista do psicanalista Contardo Calligaris, entendi melhor sobre essa ilusão de procurarmos a felicidade no futuro. E dessa supervalorização da política da felicidade. Dizia ele que o mais importante não são os momentos felizes, mas os de trabalharmos arduamente para nos apaixonarmos por aquilo que fazemos de nossas vidas. E tornar nossa vida apaixonante não depende apenas de nós mesmos, mas também depende daquilo que nós fazemos com as pessoas.

(Disponível em: https://palavraria.wordpress.com/tag/a-cronica-de-jeferson-tenorio/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que poderia substituir corretamente a palavra “fugaz” sem causar significativas alterações ao sentido original do texto.

 

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2122434 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: IF-RS

Em caso de felicidade

Por Jeferson Tenório

Em caso de felicidade eu prefiro a vida.

Tenho essa frase anotada em algum bloco desses no qual costumo registrar meus pensamentos, passei anos sem entender ao certo o que ela de fato significava para mim, entretanto, os anos foram passando e um dia eu conheci a palavra lucidez.

Desde então, comecei a entender o que essa frase me sinalizava. Quando conhecemos a palavra lucidez há algo de grave nisso. Dizemos adeus ilusões e como num lampejo começamos a suspeitar de que existe algo mais importante que a ideia de felicidade, algo mais poderoso e simples, algo menos fugaz e menos ilusório.

Quando abandonamos a ideia de felicidade, deixamos para trás aquilo que nos torna incapazes para vida. Aos poucos, me dei conta de que tornar minha vida interessante era a única coisa importante a se fazer. Mas isso dá trabalho. E para começar, tive de aceitar a tristeza que é o que se faz quando achamos que a vida não tem razão.

Ao longo de minhas tentativas com a escrita, construí alguns personagens tristes, mas a tristeza desses homens e mulheres que inventei e que estão a caminhar pelas ruas todos os dias, não é um recurso de autopiedade, nem tampouco são personagens deprimidos. A tristeza deles foi o modo que eles encontraram para viver.

Se algum dia eu cedi ideia de felicidade, foi quando descobri que vivo num tempo fora do tempo. Que corremos o tempo todo atrás de um presente que não existe, e que lutamos cotidianamente com a passagem das horas. E agora entendo o nosso corpo como uma ampulheta orgânica a nos dizer que temos de caminhar sempre e não há o que fazer quanto a isso.

Pois, se não há o que fazer, que façamos que a peregrinação seja interessante. Talvez seja isto: precisamos deslocar nossa ideia de uma felicidade plena e sem sobressaltos para uma vida mais interessante e imprevisível. Uma vida capaz de nos cativar e que nos fizesse olhar para as coisas com mais honestidade.

A grande ilusão de apostarmos tudo em um momento único, como se todas as alegrias estivessem reservadas num futuro longínquo é o que parece ser mais pernicioso. Tolstói talvez seja mais duro ao dizer que nem sempre as pessoas se casam para serem felizes. Simplesmente porque o cotidiano nos impõe uma série de obrigações burocráticas e que constantemente nos afastam daquele ideal de felicidade no qual tudo é eterno, um lugar onde não há fracasso, nem tédio, nem dor.

Talvez seja melhor pensarmos que as pessoas se unem não para serem felizes, mas para tornar suas vidas interessantes. O que me parece menos ambicioso e arrogante de nossa parte. Assistindo a uma entrevista do psicanalista Contardo Calligaris, entendi melhor sobre essa ilusão de procurarmos a felicidade no futuro. E dessa supervalorização da política da felicidade. Dizia ele que o mais importante não são os momentos felizes, mas os de trabalharmos arduamente para nos apaixonarmos por aquilo que fazemos de nossas vidas. E tornar nossa vida apaixonante não depende apenas de nós mesmos, mas também depende daquilo que nós fazemos com as pessoas.

(Disponível em: https://palavraria.wordpress.com/tag/a-cronica-de-jeferson-tenorio/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do terceiro, quarto e sexto parágrafos do texto.

 

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2122433 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: IF-RS

Em caso de felicidade

Por Jeferson Tenório

Em caso de felicidade eu prefiro a vida.

Tenho essa frase anotada em algum bloco desses no qual costumo registrar meus pensamentos, passei anos sem entender ao certo o que ela de fato significava para mim, entretanto, os anos foram passando e um dia eu conheci a palavra lucidez.

Desde então, comecei a entender o que essa frase me sinalizava. Quando conhecemos a palavra lucidez há algo de grave nisso. Dizemos adeus às ilusões e como num lampejo começamos a suspeitar de que existe algo mais importante que a ideia de felicidade, algo mais poderoso e simples, algo menos fugaz e menos ilusório.

Quando abandonamos a ideia de felicidade, deixamos para trás aquilo que nos torna incapazes para a vida. Aos poucos, me dei conta de que tornar minha vida interessante era a única coisa importante a se fazer. Mas isso dá trabalho. E para começar, tive de aceitar a tristeza que é o que se faz quando achamos que a vida não tem razão.

Ao longo de minhas tentativas com a escrita, construí alguns personagens tristes, mas a tristeza desses homens e mulheres que inventei e que estão a caminhar pelas ruas todos os dias, não é um recurso de autopiedade, nem tampouco são personagens deprimidos. A tristeza deles foi o modo que eles encontraram para viver.

Se algum dia eu cedi à ideia de felicidade, foi quando descobri que vivo num tempo fora do tempo. Que corremos o tempo todo atrás de um presente que não existe, e que lutamos cotidianamente com a passagem das horas. E agora entendo o nosso corpo como uma ampulheta orgânica a nos dizer que temos de caminhar sempre e não há o que fazer quanto a isso.

Pois, se não há o que fazer, que façamos que a peregrinação seja interessante. Talvez seja isto: precisamos deslocar nossa ideia de uma felicidade plena e sem sobressaltos para uma vida mais interessante e imprevisível. Uma vida capaz de nos cativar e que nos fizesse olhar para as coisas com mais honestidade.

A grande ilusão de apostarmos tudo em um momento único, como se todas as alegrias estivessem reservadas num futuro longínquo é o que parece ser mais pernicioso. Tolstói talvez seja mais duro ao dizer que nem sempre as pessoas se casam para serem felizes. Simplesmente porque o cotidiano nos impõe uma série de obrigações burocráticas e que constantemente nos afastam daquele ideal de felicidade no qual tudo é eterno, um lugar onde não há fracasso, nem tédio, nem dor.

Talvez seja melhor pensarmos que as pessoas se unem não para serem felizes, mas para tornar suas vidas interessantes. O que me parece menos ambicioso e arrogante de nossa parte. Assistindo a uma entrevista do psicanalista Contardo Calligaris, entendi melhor sobre essa ilusão de procurarmos a felicidade no futuro. E dessa supervalorização da política da felicidade. Dizia ele que o mais importante não são os momentos felizes, mas os de trabalharmos arduamente para nos apaixonarmos por aquilo que fazemos de nossas vidas. E tornar nossa vida apaixonante não depende apenas de nós mesmos, mas também depende daquilo que nós fazemos com as pessoas.

(Disponível em: https://palavraria.wordpress.com/tag/a-cronica-de-jeferson-tenorio/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que NÃO completa corretamente, de acordo com o texto, a frase a seguir: Para pararmos de buscar a felicidade, precisamos...

 

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2122432 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: IF-RS

Em caso de felicidade

Por Jeferson Tenório

Em caso de felicidade eu prefiro a vida.

Tenho essa frase anotada em algum bloco desses no qual costumo registrar meus pensamentos, passei anos sem entender ao certo o que ela de fato significava para mim, entretanto, os anos foram passando e um dia eu conheci a palavra lucidez.

Desde então, comecei a entender o que essa frase me sinalizava. Quando conhecemos a palavra lucidez há algo de grave nisso. Dizemos adeus às ilusões e como num lampejo começamos a suspeitar de que existe algo mais importante que a ideia de felicidade, algo mais poderoso e simples, algo menos fugaz e menos ilusório.

Quando abandonamos a ideia de felicidade, deixamos para trás aquilo que nos torna incapazes para a vida. Aos poucos, me dei conta de que tornar minha vida interessante era a única coisa importante a se fazer. Mas isso dá trabalho. E para começar, tive de aceitar a tristeza que é o que se faz quando achamos que a vida não tem razão.

Ao longo de minhas tentativas com a escrita, construí alguns personagens tristes, mas a tristeza desses homens e mulheres que inventei e que estão a caminhar pelas ruas todos os dias, não é um recurso de autopiedade, nem tampouco são personagens deprimidos. A tristeza deles foi o modo que eles encontraram para viver.

Se algum dia eu cedi à ideia de felicidade, foi quando descobri que vivo num tempo fora do tempo. Que corremos o tempo todo atrás de um presente que não existe, e que lutamos cotidianamente com a passagem das horas. E agora entendo o nosso corpo como uma ampulheta orgânica a nos dizer que temos de caminhar sempre e não há o que fazer quanto a isso.

Pois, se não há o que fazer, que façamos que a peregrinação seja interessante. Talvez seja isto: precisamos deslocar nossa ideia de uma felicidade plena e sem sobressaltos para uma vida mais interessante e imprevisível. Uma vida capaz de nos cativar e que nos fizesse olhar para as coisas com mais honestidade.

A grande ilusão de apostarmos tudo em um momento único, como se todas as alegrias estivessem reservadas num futuro longínquo é o que parece ser mais pernicioso. Tolstói talvez seja mais duro ao dizer que nem sempre as pessoas se casam para serem felizes. Simplesmente porque o cotidiano nos impõe uma série de obrigações burocráticas e que constantemente nos afastam daquele ideal de felicidade no qual tudo é eterno, um lugar onde não há fracasso, nem tédio, nem dor.

Talvez seja melhor pensarmos que as pessoas se unem não para serem felizes, mas para tornar suas vidas interessantes. O que me parece menos ambicioso e arrogante de nossa parte. Assistindo a uma entrevista do psicanalista Contardo Calligaris, entendi melhor sobre essa ilusão de procurarmos a felicidade no futuro. E dessa supervalorização da política da felicidade. Dizia ele que o mais importante não são os momentos felizes, mas os de trabalharmos arduamente para nos apaixonarmos por aquilo que fazemos de nossas vidas. E tornar nossa vida apaixonante não depende apenas de nós mesmos, mas também depende daquilo que nós fazemos com as pessoas.

(Disponível em: https://palavraria.wordpress.com/tag/a-cronica-de-jeferson-tenorio/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:

I. O autor, a partir da frase anotada num pedaço de papel, compreendeu imediatamente o significado da felicidade.

II. Parte da obra escrita do autor apresenta a criação de personagens deprimidos.

III. O emprego da metáfora da ampulheta orgânica representa um alerta que nos indica a continuidade da vida e que temos que seguir adiante.

Quais estão corretas?

 

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2123812 Ano: 2022
Disciplina: Enfermagem
Banca: FUNDATEC
Orgão: IF-RS
Provas:

Para realizar a administração de 10,000UI de heparina SC (subcutânea), prescrita de 8/8 horas, para ser administrada a primeira dose agora, porém a farmácia central disponibiliza frasco de heparina 5,000UI /ml, frasco com 5 ml, quanto deve-se aspirar para administrar a dose correta?

Questão Anulada e Desatualizada

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2123398 Ano: 2022
Disciplina: Engenharia de Alimentos
Banca: FUNDATEC
Orgão: IF-RS

O açúcar invertido, xarope resultante da hidrólise da sacarose (dissacarídeo) em dois açúcares simples (D-glicose + D-frutose), recebeu esse nome, porque a mistura resultante altera o sentido da luz polarizada para esquerda (-), diferentemente da sacarose, que altera para a direita (+). Esse xarope é muito utilizado pela indústria alimentícia pelo seu potencial de doçura superior ao da sacarose e, principalmente, por reunir a elevada solubilidade da frutose e a difícil cristalização da glicose. Dessa forma, em preparações açucaradas, como geleias, parte da sacarose utilizada é substituída pelo açúcar invertido, visando:

Questão Anulada e Desatualizada

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2123397 Ano: 2022
Disciplina: Engenharia de Alimentos
Banca: FUNDATEC
Orgão: IF-RS

Muitos alimentos possuem a água como componente principal em função de seu teor, quando comparado aos demais. Essa substância é a mais abundante no planeta Terra, sendo essencial para a formação da vida. No corpo humano, a água desempenha inúmeras funções, como o controle da temperatura, solvente e meio reacional, meio de transporte de nutrientes e resíduos metabólicos, além de participar como reagente em reações hidrolíticas. Sobre a água, analise as assertivas abaixo:

I. O número de moléculas, interagindo a partir de uma menor distância, aumenta com o aquecimento até 3,984 graus celsius.

II. A água possui mais que o dobro da capacidade térmica específica do gelo ou do vapor.

III. A água reduz seu volume com a fusão.

Quais estão corretas?

Questão Anulada e Desatualizada

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2123391 Ano: 2022
Disciplina: Comunicação Social
Banca: FUNDATEC
Orgão: IF-RS

Existe uma razão matemática fixa entre as sensibilidades à luminosidade do ISO dos filmes fotográficos e sensores. Que razão é essa?

Questão Anulada e Desatualizada

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2122545 Ano: 2022
Disciplina: TI - Desenvolvimento de Sistemas
Banca: FUNDATEC
Orgão: IF-RS
Provas:

A Figura abaixo apresenta o código-fonte de duas classes escritas na linguagem Java:

Enunciado 3342084-1

Figura – Código-fonte escrito na linguagem PHP

Analisando as classes da Figura, é correto afirmar que a classe:

Questão Anulada e Desatualizada

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2122462 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: IF-RS

Em caso de felicidade

Por Jeferson Tenório

Em caso de felicidade eu prefiro a vida.

Tenho essa frase anotada em algum bloco desses no qual costumo registrar meus pensamentos, passei anos sem entender ao certo o que ela de fato significava para mim, entretanto, os anos foram passando e um dia eu conheci a palavra lucidez.

Desde então, comecei a entender o que essa frase me sinalizava. Quando conhecemos a palavra lucidez há algo de grave nisso. Dizemos adeus às ilusões e como num lampejo começamos a suspeitar de que existe algo mais importante que [A] a ideia de felicidade, algo mais poderoso e simples, algo menos fugaz e menos ilusório.

Quando abandonamos a ideia de felicidade, deixamos para trás aquilo que [B] nos torna incapazes para a vida. Aos poucos, me dei conta de que tornar minha vida interessante era a única coisa importante a se fazer. Mas isso dá trabalho. E para começar, tive de aceitar a tristeza que é o que se faz quando achamos que [C] a vida não tem razão.

Ao longo de minhas tentativas com a escrita, construí alguns personagens tristes, mas a tristeza desses homens e mulheres que [D] inventei e que estão a caminhar pelas ruas todos os dias, não é um recurso de autopiedade, nem tampouco são personagens deprimidos. A tristeza deles foi o modo que eles encontraram para viver.

Se algum dia eu cedi à ideia de felicidade, foi quando descobri que vivo num tempo fora do tempo. Que corremos o tempo todo atrás de um presente que [E] não existe, e que lutamos cotidianamente com a passagem das horas. E agora entendo o nosso corpo como uma ampulheta orgânica a nos dizer que temos de caminhar sempre e não há o que fazer quanto a isso.

Pois, se não há o que fazer, que façamos que a peregrinação seja interessante. Talvez seja isto: precisamos deslocar nossa ideia de uma felicidade plena e sem sobressaltos para uma vida mais interessante e imprevisível. Uma vida capaz de nos cativar e que nos fizesse olhar para as coisas com mais honestidade.

A grande ilusão de apostarmos tudo em um momento único, como se todas as alegrias estivessem reservadas num futuro longínquo é o que parece ser mais pernicioso. Tolstói talvez seja mais duro ao dizer que nem sempre as pessoas se casam para serem felizes. Simplesmente porque o cotidiano nos impõe uma série de obrigações burocráticas e que constantemente nos afastam daquele ideal de felicidade no qual tudo é eterno, um lugar onde não há fracasso, nem tédio, nem dor.

Talvez seja melhor pensarmos que as pessoas se unem não para serem felizes, mas para tornar suas vidas interessantes. O que me parece menos ambicioso e arrogante de nossa parte. Assistindo a uma entrevista do psicanalista Contardo Calligaris, entendi melhor sobre essa ilusão de procurarmos a felicidade no futuro. E dessa supervalorização da política da felicidade. Dizia ele que o mais importante não são os momentos felizes, mas os de trabalharmos arduamente para nos apaixonarmos por aquilo que fazemos de nossas vidas. E tornar nossa vida apaixonante não depende apenas de nós mesmos, mas também depende daquilo que nós fazemos com as pessoas.

(Disponível em: https://palavraria.wordpress.com/tag/a-cronica-de-jeferson-tenorio/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa na qual a palavra “que” (em destaque) NÃO tenha sido empregada como pronome relativo.

Questão Anulada e Desatualizada

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