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Foram encontradas 720 questões.

2549793 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
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Leia o texto abaixo para responder à questão.
Enunciado 3563613-1
Enunciado 3563613-2
RUAS, Carlos. Cães e gatos – o caminho para a salvação. In: . Um sábado qualquer. Disponível em <https://www.umsabadoqualquer.com/caes-e-gatos-o-caminho-para-a-salvacao/>. Acesso em 13 nov. 2017.
A respeito do texto de Carlos Ruas, considere as afirmações a seguir:
Ainda a respeito do texto de Ruas, assinale (V) Verdadeiro ou (F) Falso para as assertivas a seguir:
( ) No primeiro quadrinho, a inserção da palavra que, logo após o verbo aceitar, implica alterações que originarão, na sentença, uma oração subordinada com função de objeto direto.
( ) No segundo quadrinho, a substituição da palavra que pela expressão é quem não modifica o sentido da frase.
( ) Em Ruas, meu querido!, a supressão do pronome possessivo não acarreta prejuízo ao sentido da frase.
( ) Em Tá difícil... mas topo um xadrez, a conjunção adversativa é dispensável, pois o sentido de contraposição se estabelece mesmo que ela seja suprimida.
( ) Em Tá difícil... mas topo um xadrez, a substituição das reticências por uma vírgula não interferirá na produção de sentidos estabelecida pela fala de Paulinho.
A sequência correta, de cima para baixo, é
 

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2549792 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
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Leia o texto abaixo para responder à questão.
Enunciado 3563612-1
Enunciado 3563612-2
RUAS, Carlos. Cães e gatos – o caminho para a salvação.
In: . Um sábado qualquer. Disponível em <https://www.umsabadoqualquer.com/caes-e-gatos-o-caminho-para-a-salvacao/>. Acesso em 13 nov. 2017.
A respeito do texto de Carlos Ruas, considere as afirmações a seguir:
I. O texto é bastante atual, pois se utiliza da figura dos cães em disputa para problematizar a intolerância às diferenças.
II. Uma possibilidade de leitura, ainda relacionada à temática da intolerância, é a de que os homens dos quadrinhos, ao preferirem esportes diferentes e seguirem conversando, representem, em certa medida, a noção de que não há motivos para a promoção do ódio contra o diferente, o que causa espanto nos cães em disputa.
III. O quadrinho final, em cuja constituição predomina a figura do sol, representa a possibilidade de convívio pacífico entre diferentes concepções de mundo.
Estão corretas as afirmativas
 

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2549791 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
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Perini, 2006, em sua Gramática descritiva do português, propõe uma análise sintática que 9.“difere em muitos aspectos importantes da análise sintática encontrada nas gramáticas usuais” .
Qual dos pressupostos a seguir, NÃO corresponde àqueles propostos por Perini?
 

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2549790 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
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Analise as palavras a seguir: agrícola – extrafino – embarque – tique-taque. Os processos de formação dessas palavras são, respectivamente:

 

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2549789 Ano: 2017
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
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Sobre a noção de norma, são feitas as seguintes afirmações:
I. Contém tudo o que na língua não é funcional, mas comum e constante, ou, em outras palavras, tudo o que se diz “assim, e não de outra maneira”.
II. Designa o conjunto de fatos linguísticos que caracterizam o modo como normalmente falam as pessoas de certa comunidade, sem incluir os fenômenos em variação.
III. Um mesmo falante domina mais de uma norma (já que a comunidade sociolinguística a que pertence tem várias normas) e mudará sua forma de falar de acordo com as atividades e relacionamentos em que se situa.
Está(ão) correta(s) apenas a (s) afirmativa(s)
 

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2549788 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
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Sobre os gêneros textuais, é correto afirmar que 6.
 

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2549787 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
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Conforme Bechara (2009), a língua apresenta três aspectos fundamentais de diferenças 5.internas, chamados variações. Relacione as colunas abaixo, associando cada tipo de variação à sua respectiva definição:
Coluna 1
1. Variação diatópica
2. Variação diafásica
3. Variação diastrática
Coluna 2
( ) Diferenças no espaço geográfico, constituindo os diferentes dialetos.
( ) Diferenças no nível sociocultural, constituindo os diferentes níveis de língua e camadas socioculturais.
( ) Diferenças no estilo ou aspecto expressivo, isto é, em relação a diferentes situações do falar e estilos de língua.
A sequência correta, de cima para baixo, é
 

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2549786 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
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Considere o texto a seguir, para responder à questão..
Nacionalismo linguístico?
É uma provocação habitual nas aulas de linguística começar afirmando que as línguas não existem. E é um bom começo! Imediatamente aparecem caras de estranheza, gente coçando a cabeça, olhos arregalados, pequenos protestos e, às vezes, reações indignadas, exigindo maiores explicações.
Rapidamente, enquanto se derrubam em câmera lenta as representações mais robustas que todos temos sobre a linguagem, temos de explicar que, em sentido estrito, só existem enunciados produzidos em situações concretas de interação. A partir desses enunciados, os linguistas deduzem um sistema abstrato de relações entre elementos gramaticais, um código. Os falantes, de modo geral, reconhecem nacionalidades (se a pessoa fala francês, isso deve querer dizer que ela é da França e, se fala alemão, deve ser da Alemanha, regiões ou posições sociais (é um falante de baixa instrução, ou alta, ou do norte do país, ou do sul...) com base em estereótipos. Contudo, como já dizia Saussure no Curso de linguística geral, a língua não é uma pedra, nem uma árvore; não a encontramos inteira, como um objeto material, em parte alguma, nem em uma gramática, nem num dicionário. Mesmo que a gente construa um Museu da Língua (como os que existem em Buenos Aires ou em São Paulo), não vamos encontrar a língua lá. Só enunciados em/sobre ela. As línguas são construções sociais, representações que identificam grupos de falantes, e quando se legisla para reconhecê-las oficialmente, ou para que tenham presença no sistema educativo de um país, se está legislando para que seus falantes possam utilizá-las em determinados âmbitos de uso. Como objetos sociais, as línguas são um “problema” político, objetos de disputa e de debate. Em termos democráticos, as línguas são objetos de/para o diálogo.
É fácil, abstratamente, tecer loas à diversidade linguística. Já apoiar uma língua é, sem o menor equívoco, defender que seus falantes possam utilizá-la. Para os Estados nacionais, construídos com base no monolinguismo social, esse reconhecimento não é fácil. O primeiro passo é decidir quem é o sujeito dos direitos linguísticos que se deseja reconhecer. Para tanto, é necessário levar em consideração que as línguas só existem socialmente quando há comunidades de falantes que se identificam com elas. Não existem falantes isolados, porque falar sempre é falar com alguém. Por isso os Estados nacionais costumam ter problemas com a diversidade linguística, porque assumi-la politicamente supõe reconhecer a existência de comunidades que, por meio da língua que compartilham, se reconhecem como tais, assim como reconhecem que não coincidem com a comunidade imaginada pelo “Estado nacional”.
É nesse sentido que podemos dizer: o Estado espanhol, mesmo oficialmente plurilíngue, é profundamente monoglóssico, ou seja, de ideologia e prática monolíngues. O reconhecimento político da diversidade linguística que ele esboça é exclusivamente territorial,nas comunidades autônomas que se reconhecem como detentoras de língua própria. Fora desses territórios, as “línguas da Espanha” (como as chama tão pomposamente a Constituição de 1978) não circulam, apenas existem, nem nas instituições comuns do Estado, nem em nenhuma outra parte. Tentem comprar um livro em galego, basco ou catalão em Salamanca, por exemplo. E essa territorialidade está limitada pelo dever constitucional de declarar prioritária, em todos os casos, a língua espanhola. Isso supõe eliminar as possibilidades de sustentação das línguas autônomas, que não podem ocupar todos os espaços necessários nas sociedades contemporâneas para garantir seu futuro. Quando, por exemplo, essas línguas são utilizadas de modo prioritário no ensino, surge uma oposição ferrenha, nacionalista, que demonstra como as declarações formais de apoio à diversidade são letra morta, palavras vazias.
As línguas são, de qualquer ponto de vista, realidades complexas. Constituem-nos como pessoas, constroem o mundo que habitamos. O nacionalismo espanhol, que despreza outras línguas, que, quando muito, as tolera quando elas assumem um lugar subalterno, fecha portas, elimina possibilidades de entendimento, impede o diálogo. Como falante e estudioso do galego, a língua na qual me reconheço, venho dizendo isso já faz alguns anos. E agora, exatamente agora, sinto a necessidade de recordá-lo.
A partir da problematização do conceito de língua no texto “Nacionalismo linguístico?” e das discussões de Faraco (2009), é correto afirmar:
 

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2549785 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
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Considere o texto a seguir, para responder à questão..
Nacionalismo linguístico?
É uma provocação habitual nas aulas de linguística começar afirmando que as línguas não existem. E é um bom começo! Imediatamente aparecem caras de estranheza, gente coçando a cabeça, olhos arregalados, pequenos protestos e, às vezes, reações indignadas, exigindo maiores explicações.
Rapidamente, enquanto se derrubam em câmera lenta as representações mais robustas que todos temos sobre a linguagem, temos de explicar que, em sentido estrito, só existem enunciados produzidos em situações concretas de interação. A partir desses enunciados, os linguistas deduzem um sistema abstrato de relações entre elementos gramaticais, um código(D). Os falantes, de modo geral, reconhecem nacionalidades (se a pessoa fala francês, isso(B) deve querer dizer que ela é da França e, se fala alemão, deve ser da Alemanha, regiões ou posições sociais (é um falante de baixa instrução, ou alta, ou do norte do país, ou do sul...) com base em estereótipos. Contudo, como já dizia Saussure no Curso de linguística geral, a língua não é uma pedra, nem uma árvore; não a encontramos inteira, como um objeto material, em parte alguma, nem em uma gramática, nem num dicionário. Mesmo que a gente construa um Museu da Língua (como os que existem em Buenos Aires ou em São Paulo), não vamos encontrar a língua lá. Só enunciados em/sobre ela. As línguas são construções sociais, representações que identificam grupos de falantes, e quando se legisla para reconhecê-las(A) oficialmente, ou para que tenham presença no sistema educativo de um país, se está legislando para que seus falantes possam utilizá-las em determinados âmbitos de uso. Como objetos sociais, as línguas são um “problema” político, objetos de disputa e de debate. Em termos democráticos, as línguas são objetos de/para o diálogo.
É fácil, abstratamente, tecer loas à diversidade linguística. Já apoiar uma língua é, sem o menor equívoco, defender que seus falantes possam utilizá-la. Para os Estados nacionais, construídos com base no monolinguismo social, esse reconhecimento não é fácil. O primeiro passo é decidir quem é o sujeito dos direitos linguísticos que se deseja reconhecer. Para tanto, é necessário levar em consideração que as línguas só existem socialmente quando há comunidades de falantes que se identificam com elas. Não existem falantes isolados, porque falar sempre é falar com alguém. Por isso os Estados nacionais costumam ter problemas com a diversidade linguística, porque(C) assumi-la politicamente supõe reconhecer a existência de comunidades que, por meio da língua que compartilham, se reconhecem como tais, assim como reconhecem que não coincidem com a comunidade imaginada pelo “Estado nacional”.
É nesse sentido que podemos dizer: o Estado espanhol, mesmo oficialmente plurilíngue, é profundamente monoglóssico, ou seja, de ideologia e prática monolíngues. O reconhecimento político da diversidade linguística que ele esboça é exclusivamente territorial,nas comunidades autônomas que se reconhecem como detentoras de língua própria. Fora desses territórios, as “línguas da Espanha” (como as chama tão pomposamente a Constituição de 1978) não circulam, apenas existem, nem nas instituições comuns do Estado, nem em nenhuma outra parte. Tentem comprar um livro em galego, basco ou catalão em Salamanca, por exemplo. E essa territorialidade está limitada pelo dever constitucional de declarar prioritária, em todos os casos, a língua espanhola. Isso supõe eliminar as possibilidades de sustentação das línguas autônomas, que não podem ocupar todos os espaços necessários nas sociedades contemporâneas para garantir seu futuro. Quando, por exemplo, essas línguas são utilizadas de modo prioritário no ensino, surge uma oposição ferrenha, nacionalista, que demonstra como as declarações formais de apoio à diversidade são letra morta, palavras vazias.
As línguas são, de qualquer ponto de vista, realidades complexas. Constituem-nos como pessoas, constroem o mundo que habitamos. O nacionalismo espanhol, que despreza outras línguas, que, quando muito, as tolera quando elas assumem um lugar subalterno, fecha portas, elimina possibilidades de entendimento, impede o diálogo. Como falante e estudioso do galego, a língua na qual me reconheço, venho dizendo isso já faz alguns anos. E agora, exatamente agora, sinto a necessidade de recordá-lo.
Sobre o uso dos mecanismos de coesão no texto, é correto afirmar que.
 

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2549784 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
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Considere o texto a seguir, para responder à questão..
Nacionalismo linguístico?
É uma provocação habitual nas aulas de linguística começar afirmando que as línguas não existem. E é um bom começo! Imediatamente aparecem caras de estranheza, gente coçando a cabeça, olhos arregalados, pequenos protestos e, às vezes, reações indignadas, exigindo maiores explicações.
Rapidamente, enquanto se derrubam em câmera lenta as representações mais robustas que todos temos sobre a linguagem, temos de explicar que, em sentido estrito, só existem enunciados produzidos em situações concretas de interação. A partir desses enunciados, os linguistas deduzem um sistema abstrato de relações entre elementos gramaticais, um código. Os falantes, de modo geral, reconhecem nacionalidades (se a pessoa fala francês, isso deve querer dizer que ela é da França e, se fala alemão, deve ser da Alemanha, regiões ou posições sociais (é um falante de baixa instrução, ou alta, ou do norte do país, ou do sul...) com base em estereótipos. Contudo, como já dizia Saussure no Curso de linguística geral, a língua não é uma pedra, nem uma árvore; não a encontramos inteira, como um objeto material, em parte alguma, nem em uma gramática, nem num dicionário. Mesmo que a gente construa um Museu da Língua (como os que existem em Buenos Aires ou em São Paulo), não vamos encontrar a língua lá. Só enunciados em/sobre ela. As línguas são construções sociais, representações que identificam grupos de falantes, e quando se legisla para reconhecê-las oficialmente, ou para que tenham presença no sistema educativo de um país, se está legislando para que seus falantes possam utilizá-las em determinados âmbitos de uso. Como objetos sociais, as línguas são um “problema” político, objetos de disputa e de debate. Em termos democráticos, as línguas são objetos de/para o diálogo.
É fácil, abstratamente, tecer loas(III) à diversidade linguística. Já apoiar uma língua é, sem o menor equívoco, defender que seus falantes possam utilizá-la. Para os Estados nacionais, construídos com base no monolinguismo social, esse reconhecimento não é fácil. O primeiro passo é decidir quem é o sujeito dos direitos linguísticos que se deseja reconhecer. Para tanto, é necessário levar em consideração que as línguas só existem socialmente quando há comunidades de falantes que se identificam com elas. Não existem falantes isolados, porque falar sempre é falar com alguém. Por isso os Estados nacionais costumam ter problemas com a diversidade linguística, porque assumi-la politicamente supõe(I) reconhecer a existência de comunidades que, por meio da língua que compartilham, se reconhecem como tais, assim como reconhecem que não coincidem com a comunidade imaginada pelo “Estado nacional”.
É nesse sentido que podemos dizer: o Estado espanhol, mesmo oficialmente plurilíngue, é profundamente monoglóssico, ou seja, de ideologia e prática monolíngues. O reconhecimento político da diversidade linguística que ele esboça é exclusivamente territorial,nas comunidades autônomas que se reconhecem como detentoras de língua própria. Fora desses territórios, as “línguas da Espanha” (como as chama tão pomposamente a Constituição de 1978) não circulam, apenas existem, nem nas instituições comuns do Estado, nem em nenhuma outra parte. Tentem comprar um livro em galego, basco ou catalão em Salamanca, por exemplo. E essa territorialidade está limitada pelo dever constitucional de declarar prioritária, em todos os casos, a língua espanhola. Isso supõe eliminar as possibilidades de sustentação das línguas autônomas, que não podem ocupar todos os espaços necessários nas sociedades contemporâneas para garantir seu futuro. Quando, por exemplo, essas línguas são utilizadas de modo prioritário no ensino, surge uma oposição ferrenha, nacionalista, que demonstra como as declarações formais de apoio à diversidade são letra morta, palavras vazias.
As línguas são, de qualquer ponto de vista, realidades complexas. Constituem-nos como pessoas, constroem o mundo que habitamos. O nacionalismo espanhol, que(II) despreza outras línguas, que, quando muito, as tolera quando elas assumem um lugar subalterno, fecha portas, elimina possibilidades de entendimento, impede o diálogo. Como falante e estudioso do galego, a língua na qual me reconheço, venho dizendo isso já faz alguns anos. E agora, exatamente agora, sinto a necessidade de recordá-lo.
Considere as afirmações a seguir
I. A substituição de supõe, na linha 29, por implica, não alteraria o sentido do texto.
II. A substituição da primeira ocorrência de que, na linha 48, por em que, não é um ajuste gramatical necessário.
III. Se a expressão tecer loas, na linha 22, fosse substituída por elogiar, nenhuma outra alteração seria necessária à frase.
Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)
 

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