Foram encontradas 50 questões.
A Apple fatura vendendo iPhones, iPads e
computadores Macs. A Microsoft fatura vendendo licenças do
sistema Windows ou consoles do videogame XBox 360. O
Google ganha dinheiro com anúncios atrelados a seu serviço
de busca. E o Facebook ganha dinheiro apenas com suas
informações. É o que você posta, escreve, joga, compartilha,
lê, comenta, curte e cutuca que levou a empresa a lucrar
US$ 1 bilhão em 2011. Isso pode transformá-la, agora, na
sétima companhia de tecnologia mais valiosa do mundo.
Quem conseguiu transformar essas informações em
dinheiro foi o jovem americano Mark Zuckerberg, fundador e
principal executivo da empresa. Com apenas 27 anos, ele é
hoje um dos homens mais ricos e influentes do mundo. O
Facebook, criado em 2004 no alojamento de estudantes da
Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, inventou um
negócio com base na oferta de espaço digital (ilimitado e
gratuito) para que os consumidores se relacionem. Em troca,
os dados sobre tudo o que esses consumidores fazem —
tudo o que você faz! — são vendidos às empresas
interessadas em se relacionar com eles, na forma de
anúncios publicitários. Oitenta e cinco por cento do
faturamento de US$ 3,7 bilhões obtido pelo Facebook no ano
passado veio assim. Sistemas inteligentes analisam rios de
dados gerados pelas ações dos usuários e criam cestas de
perfis para quem quiser explorá-los. Como funciona? O
Facebook calcula, por exemplo, quantas mulheres
paulistanas entre 20 e 30 anos acabaram de mudar seu
status de relacionamento para noiva, oferece essa
informação a uma produtora de festas e cria um anúncio para
sair na coluna lateral do perfil das noivas. Da mesma forma,
se alguém curte uma página de comida saudável, pode ser o
cliente ideal para anúncios de vegetais orgânicos. Se posta
vídeos de futebol, se menciona livros de economia, se
comenta sobre mergulhos, se publica fotos das Ilhas Fiji —
as possibilidades de exploração comercial das informações
são infinitas, e todas elas são armazenadas nos bancos de
dados do Facebook. Com o passar do tempo, eles se tornam
verdadeiros oceanos de dados nos quais as empresas
podem pescar o que desejarem saber acerca dos
consumidores.
Até que ponto uma companhia de internet tem o
direito de acompanhar a vida pessoal dos usuários para
desenvolver estratégias de marketing com base nelas? O
Facebook já enfrentou críticas e foi levado aos tribunais pela
forma como atropela os direitos de seus usuários e faz uso
pouco transparente das informações que eles colocam no
site.
Nos últimos anos, as políticas de privacidade e de
direitos dos usuários sofreram várias mudanças unilaterais
por parte do Facebook, sempre na mesma direção — a
publicação indiscriminada das informações que as pessoas
colocam em seus perfis e das mensagens que trocam com
seus amigos no interior do site, e mesmo fora dele.
O objetivo de Zuckerberg com essas constantes
reduções do espaço privado é manter os internautas mais
tempo em suas páginas, conversando e vasculhando os
perfis uns dos outros. Ele percebeu muito cedo, ainda na
universidade, que a maioria de nós temos uma curiosidade
ilimitada sobre os outros e um desejo irrefreável de conversar
e partilhar novidades sobre nós mesmos. Zuckerberg vem
ajudando a moldar uma geração inteira que ficou conhecida
como posto, logo existo — gente incapaz de usufruir um
momento privado sem a antecipação do prazer de partilhá-lo
on-line. É a geração que tem necessidade de colocar no ar,
pelo Facebook, tudo o que faz no dia a dia.
Internet: http://revistaepoca.globo.com (com adaptações). Acesso em 17/3/2012.
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A Apple fatura vendendo iPhones, iPads e
computadores Macs. A Microsoft fatura vendendo licenças do
sistema Windows ou consoles do videogame XBox 360. O
Google ganha dinheiro com anúncios atrelados a seu serviço
de busca. E o Facebook ganha dinheiro apenas com suas
informações. É o que você posta, escreve, joga, compartilha,
lê, comenta, curte e cutuca que levou a empresa a lucrar
US$ 1 bilhão em 2011. Isso pode transformá-la, agora, na
sétima companhia de tecnologia mais valiosa do mundo.
Quem conseguiu transformar essas informações em
dinheiro foi o jovem americano Mark Zuckerberg, fundador e
principal executivo da empresa. Com apenas 27 anos, ele é
hoje um dos homens mais ricos e influentes do mundo. O
Facebook, criado em 2004 no alojamento de estudantes da
Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, inventou um
negócio com base na oferta de espaço digital (ilimitado e
gratuito) para que os consumidores se relacionem. Em troca,
os dados sobre tudo o que esses consumidores fazem —
tudo o que você faz! — são vendidos às empresas
interessadas em se relacionar com eles, na forma de
anúncios publicitários. Oitenta e cinco por cento do
faturamento de US$ 3,7 bilhões obtido pelo Facebook no ano
passado veio assim. Sistemas inteligentes analisam rios de
dados gerados pelas ações dos usuários e criam cestas de
perfis para quem quiser explorá-los. Como funciona? O
Facebook calcula, por exemplo, quantas mulheres
paulistanas entre 20 e 30 anos acabaram de mudar seu
status de relacionamento para noiva, oferece essa
informação a uma produtora de festas e cria um anúncio para
sair na coluna lateral do perfil das noivas. Da mesma forma,
se alguém curte uma página de comida saudável, pode ser o
cliente ideal para anúncios de vegetais orgânicos. Se posta
vídeos de futebol, se menciona livros de economia, se
comenta sobre mergulhos, se publica fotos das Ilhas Fiji —
as possibilidades de exploração comercial das informações
são infinitas, e todas elas são armazenadas nos bancos de
dados do Facebook. Com o passar do tempo, eles se tornam
verdadeiros oceanos de dados nos quais as empresas
podem pescar o que desejarem saber acerca dos
consumidores.
Até que ponto uma companhia de internet tem o
direito de acompanhar a vida pessoal dos usuários para
desenvolver estratégias de marketing com base nelas? O
Facebook já enfrentou críticas e foi levado aos tribunais pela
forma como atropela os direitos de seus usuários e faz uso
pouco transparente das informações que eles colocam no
site.
Nos últimos anos, as políticas de privacidade e de
direitos dos usuários sofreram várias mudanças unilaterais
por parte do Facebook, sempre na mesma direção — a
publicação indiscriminada das informações que as pessoas
colocam em seus perfis e das mensagens que trocam com
seus amigos no interior do site, e mesmo fora dele.
O objetivo de Zuckerberg com essas constantes
reduções do espaço privado é manter os internautas mais
tempo em suas páginas, conversando e vasculhando os
perfis uns dos outros. Ele percebeu muito cedo, ainda na
universidade, que a maioria de nós temos uma curiosidade
ilimitada sobre os outros e um desejo irrefreável de conversar
e partilhar novidades sobre nós mesmos. Zuckerberg vem
ajudando a moldar uma geração inteira que ficou conhecida
como posto, logo existo — gente incapaz de usufruir um
momento privado sem a antecipação do prazer de partilhá-lo
on-line. É a geração que tem necessidade de colocar no ar,
pelo Facebook, tudo o que faz no dia a dia.
Internet: http://revistaepoca.globo.com (com adaptações). Acesso em 17/3/2012.
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Uma faísca safira, um frêmito de asas, e o minúsculo
pássaro — ou seria um inseto? — some como miragem
fugaz. Reaparece instantes depois, agora num ângulo
melhor. É pássaro mesmo, um dervixe do tamanho do meu
polegar com asas que batem 80 vertiginosas vezes por
segundo, produzindo um zumbido quase inaudível. As penas
da cauda, à guisa de leme, delicadamente orientam o voo em
três direções. Ele fita a trombeta de uma vistosa flor
alaranjada e do bico fino como agulha projeta uma língua
delgada feito linha. Um raio de sol ricocheteia de suas penas
iridescentes. A cor refletida deslumbra como uma pedra
preciosa contra uma janela ensolarada. Não admira que os
beija-flores sejam tão queridos e que tanta gente já tenha
tropeçado ao tentar descrevê-los. Nem mesmo circunspectos
cientistas resistem a termos como “belo”, “magnífico”,
“exótico”.
Surpresa maior é o fato de o aparentemente frágil
beija-flor ser uma das mais resistentes criaturas do reino
animal. Cerca de 330 espécies prosperam em ambientes
diversos, muitos deles brutais: do Alasca à Argentina, do
deserto do Arizona à costa de Nova Scotia, da Amazônia à
linha nevada acima dos 4,5 mil metros nos Andes
(misteriosamente, essas aves só são encontradas no Novo
Mundo).
“Eles vivem no limite do que é possível aos
vertebrados, e com maestria”, diz Karl Schuchmann,
ornitólogo do Instituto Zoológico Alexander Koenig e do
Fundo Brehm, na Alemanha. Schuchmann ouviu falar de um
beija-flor que viveu 17 anos em cativeiro. “Imagine a
resistência de um organismo de 5 ou 6 gramas para viver
tanto tempo!”, diz ele, espantado. Em média, o minúsculo
coração de um beija-flor bate cerca de 500 vezes por minuto
(em repouso!). Assim, o coração desse pequeno cativo teria
batido meio bilhão de vezes, quase o dobro do total de uma
pessoa de 70 anos.
O beija-flor tornou-se a obra-prima da
microengenharia da natureza. Aperfeiçoou sua habilidade de
parar no ar há dezenas de milhões de anos para competir por
parte das flores do Novo Mundo. “Eles são uma ponte entre o
mundo das aves e o dos insetos”, diz Doug Altshuler, da
Universidade da Califórnia em Riverside. Altshuler, que
estuda o voo dos beija-flores, examinou os movimentos das
asas do pássaro. Em virtude da necessidade de sugar néctar
de poucos em poucos minutos, os beija-flores competem
desafiando e ameaçando uns aos outros. Postam-se face a
face no ar, rodopiam, mergulham na direção da grama e
voam de ré, em danças de dominância que terminam tão
subitamente quanto começam.
Internet: http://viajeaqui.abril.com.br (com adaptações). Acesso em 2/12/2011.
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Uma faísca safira, um frêmito de asas, e o minúsculo
pássaro — ou seria um inseto? — some como miragem
fugaz. Reaparece instantes depois, agora num ângulo
melhor. É pássaro mesmo, um dervixe do tamanho do meu
polegar com asas que batem 80 vertiginosas vezes por
segundo, produzindo um zumbido quase inaudível. As penas
da cauda, à guisa de leme, delicadamente orientam o voo em
três direções. Ele fita a trombeta de uma vistosa flor
alaranjada e do bico fino como agulha projeta uma língua
delgada feito linha. Um raio de sol ricocheteia de suas penas
iridescentes. A cor refletida deslumbra como uma pedra
preciosa contra uma janela ensolarada. Não admira que os
beija-flores sejam tão queridos e que tanta gente já tenha
tropeçado ao tentar descrevê-los. Nem mesmo circunspectos
cientistas resistem a termos como “belo”, “magnífico”,
“exótico”.
Surpresa maior é o fato de o aparentemente frágil
beija-flor ser uma das mais resistentes criaturas do reino
animal. Cerca de 330 espécies prosperam em ambientes
diversos, muitos deles brutais: do Alasca à Argentina, do
deserto do Arizona à costa de Nova Scotia, da Amazônia à
linha nevada acima dos 4,5 mil metros nos Andes
(misteriosamente, essas aves só são encontradas no Novo
Mundo).
“Eles vivem no limite do que é possível aos
vertebrados, e com maestria”, diz Karl Schuchmann,
ornitólogo do Instituto Zoológico Alexander Koenig e do
Fundo Brehm, na Alemanha. Schuchmann ouviu falar de um
beija-flor que viveu 17 anos em cativeiro. “Imagine a
resistência de um organismo de 5 ou 6 gramas para viver
tanto tempo!”, diz ele, espantado. Em média, o minúsculo
coração de um beija-flor bate cerca de 500 vezes por minuto
(em repouso!). Assim, o coração desse pequeno cativo teria
batido meio bilhão de vezes, quase o dobro do total de uma
pessoa de 70 anos.
O beija-flor tornou-se a obra-prima da
microengenharia da natureza. Aperfeiçoou sua habilidade de
parar no ar há dezenas de milhões de anos para competir por
parte das flores do Novo Mundo. “Eles são uma ponte entre o
mundo das aves e o dos insetos”, diz Doug Altshuler, da
Universidade da Califórnia em Riverside. Altshuler, que
estuda o voo dos beija-flores, examinou os movimentos das
asas do pássaro. Em virtude da necessidade de sugar néctar
de poucos em poucos minutos, os beija-flores competem
desafiando e ameaçando uns aos outros. Postam-se face a
face no ar, rodopiam, mergulham na direção da grama e
voam de ré, em danças de dominância que terminam tão
subitamente quanto começam.
Internet: http://viajeaqui.abril.com.br (com adaptações). Acesso em 2/12/2011.
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A Apple fatura vendendo iPhones, iPads e
computadores Macs. A Microsoft fatura vendendo licenças do
sistema Windows ou consoles do videogame XBox 360. O
Google ganha dinheiro com anúncios atrelados a seu serviço
de busca. E o Facebook ganha dinheiro apenas com suas
informações. É o que você posta, escreve, joga, compartilha,
lê, comenta, curte e cutuca que levou a empresa a lucrar
US$ 1 bilhão em 2011. Isso pode transformá-la, agora, na
sétima companhia de tecnologia mais valiosa do mundo.
Quem conseguiu transformar essas informações em
dinheiro foi o jovem americano Mark Zuckerberg, fundador e
principal executivo da empresa. Com apenas 27 anos, ele é
hoje um dos homens mais ricos e influentes do mundo. O
Facebook, criado em 2004 no alojamento de estudantes da
Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, inventou um
negócio com base na oferta de espaço digital (ilimitado e
gratuito) para que os consumidores se relacionem. Em troca,
os dados sobre tudo o que esses consumidores fazem —
tudo o que você faz! — são vendidos às empresas
interessadas em se relacionar com eles, na forma de
anúncios publicitários. Oitenta e cinco por cento do
faturamento de US$ 3,7 bilhões obtido pelo Facebook no ano
passado veio assim. Sistemas inteligentes analisam rios de
dados gerados pelas ações dos usuários e criam cestas de
perfis para quem quiser explorá-los. Como funciona? O
Facebook calcula, por exemplo, quantas mulheres
paulistanas entre 20 e 30 anos acabaram de mudar seu
status de relacionamento para noiva, oferece essa
informação a uma produtora de festas e cria um anúncio para
sair na coluna lateral do perfil das noivas. Da mesma forma,
se alguém curte uma página de comida saudável, pode ser o
cliente ideal para anúncios de vegetais orgânicos. Se posta
vídeos de futebol, se menciona livros de economia, se
comenta sobre mergulhos, se publica fotos das Ilhas Fiji —
as possibilidades de exploração comercial das informações
são infinitas, e todas elas são armazenadas nos bancos de
dados do Facebook. Com o passar do tempo, eles se tornam
verdadeiros oceanos de dados nos quais as empresas
podem pescar o que desejarem saber acerca dos
consumidores.
Até que ponto uma companhia de internet tem o
direito de acompanhar a vida pessoal dos usuários para
desenvolver estratégias de marketing com base nelas? O
Facebook já enfrentou críticas e foi levado aos tribunais pela
forma como atropela os direitos de seus usuários e faz uso
pouco transparente das informações que eles colocam no
site.
Nos últimos anos, as políticas de privacidade e de
direitos dos usuários sofreram várias mudanças unilaterais
por parte do Facebook, sempre na mesma direção — a
publicação indiscriminada das informações que as pessoas
colocam em seus perfis e das mensagens que trocam com
seus amigos no interior do site, e mesmo fora dele.
O objetivo de Zuckerberg com essas constantes
reduções do espaço privado é manter os internautas mais
tempo em suas páginas, conversando e vasculhando os
perfis uns dos outros. Ele percebeu muito cedo, ainda na
universidade, que a maioria de nós temos uma curiosidade
ilimitada sobre os outros e um desejo irrefreável de conversar
e partilhar novidades sobre nós mesmos. Zuckerberg vem
ajudando a moldar uma geração inteira que ficou conhecida
como posto, logo existo — gente incapaz de usufruir um
momento privado sem a antecipação do prazer de partilhá-lo
on-line. É a geração que tem necessidade de colocar no ar,
pelo Facebook, tudo o que faz no dia a dia.
Internet: http://revistaepoca.globo.com (com adaptações). Acesso em 17/3/2012.
“A banalidade e a efemeridade sempre fizeram parte da condição humana”, diz o filósofo Luiz Felipe Pondé. A internet só escancarou essa debilidade. Acredita Pondé que a exposição extrema nas redes sociais tem mais a ver com narcisismo do que com qualquer nova noção de privacidade. “As pessoas escrevem besteiras no Facebook para serem vistas. É só uma questão de autoestima”, diz ele.
Nas alternativas a seguir, há argumentos retirados do texto em estudo. Assinale aquela cujo argumento não serve como respaldo à conclusão do filósofo Luiz Felipe Pondé.
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A violência intrafamiliar e institucional sempre afetou a
saúde e a qualidade de vida de milhares de crianças e jovens
no Brasil. Em nosso país, formas agressivas e cruéis de se
relacionar são frequentemente usadas por pais, educadores
e responsáveis por abrigos ou internatos como estratégias
para educar e para corrigir erros de comportamento de
crianças e adolescentes. Mas está reconhecido
cientificamente que essa mentalidade e esse tipo de atuação,
além de serem contraproducentes, são nocivos. Bater, ferir,
violar, menosprezar, negligenciar e abusar são verbos que
não devem ser usados no trato da infância e da adolescência
por vários motivos:
• muitos estudos mostram que a violência, da qual a
pessoa é vítima nos primeiros anos de vida, deixa sequelas
por toda a existência;
• a criança e o jovem não são objeto ou propriedade dos
pais ou de qualquer adulto; e sim, sujeitos de direitos
especiais reconhecidos pela Constituição brasileira e pelo
Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA);
• essa violência que ocorre silenciosamente dentro das
famílias e na sociedade, como se fosse um fenômeno banal,
é potencializadora da violência social em geral;
• as pessoas vítimas de violência na infância podem
repeti-la quando se tornam adultas, especialmente com seus
próprios filhos ou com outras crianças e adolescentes com os
quais se relacionam socialmente.
Enfim, quando a violência é uma forma de relação que
se estabelece no interior das famílias ou na convivência
social, é preciso denunciá-la e “desnaturalizá-la”, tratando-a
como um problema a ser resolvido, buscando formas
“civilizadas” de trabalhar com os conflitos. Nunca é demais
lembrar que os conflitos são normais e até desejáveis na
sociedade, pois indicam a pluralidade de visões, de desejos e
projetos. O mal, portanto, não está em expressá-los, mas em
suprimir a oportunidade do debate, do diálogo e do exercício
da tolerância. No caso das crianças e dos adolescentes,
geralmente os pais, responsáveis e adultos tendem a acabar
com as divergências de ideias e de comportamentos e com o
conflito de gerações por meio da dominação adultocêntrica,
da imposição de sua vontade, ou por meio de gestos e ações
violentos.
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Assistência à Saúde. Notificação de maus-tratos contra crianças e adolescentes pelos profissionais de saúde: um passo a mais na cidadania em saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2002, p. 10-1 (com adaptações).
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A Apple fatura vendendo iPhones, iPads e
computadores Macs. A Microsoft fatura vendendo licenças do
sistema Windows ou consoles do videogame XBox 360. O
Google ganha dinheiro com anúncios atrelados a seu serviço
de busca. E o Facebook ganha dinheiro apenas com suas
informações. É o que você posta, escreve, joga, compartilha,
lê, comenta, curte e cutuca que levou a empresa a lucrar
US$ 1 bilhão em 2011. Isso pode transformá-la, agora, na
sétima companhia de tecnologia mais valiosa do mundo.
Quem conseguiu transformar essas informações em
dinheiro foi o jovem americano Mark Zuckerberg, fundador e
principal executivo da empresa. Com apenas 27 anos, ele é
hoje um dos homens mais ricos e influentes do mundo. O
Facebook, criado em 2004 no alojamento de estudantes da
Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, inventou um
negócio com base na oferta de espaço digital (ilimitado e
gratuito) para que os consumidores se relacionem. Em troca,
os dados sobre tudo o que esses consumidores fazem —
tudo o que você faz! — são vendidos às empresas
interessadas em se relacionar com eles, na forma de
anúncios publicitários. Oitenta e cinco por cento do
faturamento de US$ 3,7 bilhões obtido pelo Facebook no ano
passado veio assim. Sistemas inteligentes analisam rios de
dados gerados pelas ações dos usuários e criam cestas de
perfis para quem quiser explorá-los. Como funciona? O
Facebook calcula, por exemplo, quantas mulheres
paulistanas entre 20 e 30 anos acabaram de mudar seu
status de relacionamento para noiva, oferece essa
informação a uma produtora de festas e cria um anúncio para
sair na coluna lateral do perfil das noivas. Da mesma forma,
se alguém curte uma página de comida saudável, pode ser o
cliente ideal para anúncios de vegetais orgânicos. Se posta
vídeos de futebol, se menciona livros de economia, se
comenta sobre mergulhos, se publica fotos das Ilhas Fiji —
as possibilidades de exploração comercial das informações
são infinitas, e todas elas são armazenadas nos bancos de
dados do Facebook. Com o passar do tempo, eles se tornam
verdadeiros oceanos de dados nos quais as empresas
podem pescar o que desejarem saber acerca dos
consumidores.
Até que ponto uma companhia de internet tem o
direito de acompanhar a vida pessoal dos usuários para
desenvolver estratégias de marketing com base nelas? O
Facebook já enfrentou críticas e foi levado aos tribunais pela
forma como atropela os direitos de seus usuários e faz uso
pouco transparente das informações que eles colocam no
site.
Nos últimos anos, as políticas de privacidade e de
direitos dos usuários sofreram várias mudanças unilaterais
por parte do Facebook, sempre na mesma direção — a
publicação indiscriminada das informações que as pessoas
colocam em seus perfis e das mensagens que trocam com
seus amigos no interior do site, e mesmo fora dele.
O objetivo de Zuckerberg com essas constantes
reduções do espaço privado é manter os internautas mais
tempo em suas páginas, conversando e vasculhando os
perfis uns dos outros. Ele percebeu muito cedo, ainda na
universidade, que a maioria de nós temos uma curiosidade
ilimitada sobre os outros e um desejo irrefreável de conversar
e partilhar novidades sobre nós mesmos. Zuckerberg vem
ajudando a moldar uma geração inteira que ficou conhecida
como posto, logo existo — gente incapaz de usufruir um
momento privado sem a antecipação do prazer de partilhá-lo
on-line. É a geração que tem necessidade de colocar no ar,
pelo Facebook, tudo o que faz no dia a dia.
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Assinale a alternativa que se relaciona à política de formação e desenvolvimento de coleções.
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