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Foram encontradas 730 questões.

Um recipiente cúbico pode conter, no máximo, 340 mL. O valor inteiro, em centímetros, mais próximo da medida da aresta desse cubo é:
 

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Ao participarem de uma pesquisa sobre desenvolvimento sustentável, 200 empresários responderam à seguinte pergunta: “Na sua empresa, qual é a principal barreira para ação na área de sustentabilidade?". Todos os empresários responderam escolhendo uma única barreira como principal, e as escolhas estão apresentadas no gráfico abaixo.
Enunciado 415857-1

Escolhendo-se, ao acaso, um dos empresários que participaram dessa pesquisa, a probabilidade de que ele tenha apontado como principal barreira “falta de mão de obra" ou “falta de infraestrutura" é de
 

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415856 Ano: 2012
Disciplina: Matemática Financeira
Banca: CESGRANRIO
Orgão: Innova
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De uma forma mais ou menos detalhada, objetiva e direta, é entendimento geral entre os autores e estudiosos da matéria que a Matemática Financeira, em sua essência, trata de
 

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415855 Ano: 2012
Disciplina: Matemática
Banca: CESGRANRIO
Orgão: Innova
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No início de um reality show havia 12 participantes. A primeira prova do programa teve a participação de duas pessoas.

De quantas maneiras diferentes o grupo que participou dessa prova poderia ter sido composto?
 

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A vida de um homem normal

Uma noite, voltando de metrô para casa, como fazia cinco vezes por semana, onze meses por ano, ele ouviu uma voz. Estava exausto, com o nó da gravata frouxo no pescoço, o colarinho desabotoado, a cabeça jogada para trás, o walkman a todo o volume e os fones enterrados nos ouvidos. De repente, antes mesmo de poder perceber a interrupção, a música que vinha ouvindo cessou sem explicações e, ao cabo de um breve silêncio, no lugar dela surgiu uma voz que ele não sabia nem como, nem de quem, nem de onde. Ergueu a cabeça. Olhou para os lados, para os outros passageiros. Mas era só ele que a ouvia. Falava aos seus ouvidos. Recompôs-se. A voz lhe disse umas tantas coisas, que ele ouviu com atenção, que era justamente o que ela pedia. Poderia ter cutucado o vizinho de banco. Poderia ter saído do metrô e corrido até em casa para anunciar o fato extraordinário que acabara de acontecer. Poderia ter sido tomado por louco e internado num hospício. Poderia ter passado o resto da vida sob o efeito de tranquilizantes. Poderia ter perdido o emprego e os amigos. Poderia ter vivido à margem, isolado, abandonado pela família, tentando convencer o mundo do que a voz lhe dissera. Poderia não ter tido os filhos e os netos que acabou tendo. Poderia ter fundado uma seita. Poderia ter feito uma guerra. Poderia ter arregimentado seus seguidores entre os mais simples, os mais fracos e os mais idiotas. Poderia ter sido perseguido. Poderia ter sido preso. Poderia ter sido assassinado, crucificado, martirizado. Poderia vir a ser lembrado séculos depois, como líder, profeta ou fanático. Tudo por causa da voz. Mas entre os mandamentos que ela lhe anunciou naquela primeira noite em que voltava de metrô para casa, e que lhe repetiu ao longo de mais cinquenta e tantos anos em que voltou de metrô para casa, o mais peculiar foi que não a mencionasse a ninguém, em hipótese alguma. E, como ele a ouvia com atenção, ao longo desses cinquenta e tantos anos nunca disse nada a ninguém, nem à própria mulher quando chegou em casa da primeira vez, muito menos aos filhos quando chegaram à idade de saber as verdades do mundo. Acatou o que lhe dizia a voz. Continuou a ouvi-la todos os dias, sempre com atenção, mas para os outros era como se nunca a tivesse ouvido, que era o que ela lhe pedia. Morreu cinquenta e tantos anos depois de tê-la ouvido pela primeira vez, sem que ninguém nunca tenha sabido que a ouvia, e foi enterrado pelos filhos e netos, que choraram em torno do túmulo a morte de um homem normal. CARVALHO, Bernardo. A vida de um homem normal. In: Boa companhia: contos. São Paulo: Companhia das Letras, 2003, p. 11-12.
Considere o sentido da palavra em destaque no trecho abaixo, retirada do Texto I.

“Estava exausto, com o nó da gravata frouxo no pescoço, o colarinho desabotoado, a cabeça jogada para trás, o walkman a todo o volume e os fones enterrados nos ouvidos". (L.3-6).

A palavra destacada apresenta sentido
 

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Bate-papo é telepatia

Antes do advento da internet, “bate-papo” signifi-

cava conversa informal entre duas ou mais pessoas,

em visitas e encontros de corpo e voz presentes.

Um casal de mãos dadas na rua. Uma discussão

animada de bar. Ou, no máximo, à distância, por te-

lefone, no fim do dia, para contar as últimas, falar mal

dos outros ou se indignar com os preços do chuchu e

o resultado do futebol.

Por cartas não se batia papo: no máximo, troca-

vam-se correspondências, impressões, declarações,

notícias da vida. As respostas demoravam dias, se-

manas, meses. Poesia agônica. Extravios. Grandes

verdades e mentiras.

A internet e o e-mail mudaram o ritmo: a troca de

mensagens mais rápida logo permitiu que as “cartas”

pudessem ser curtas, tão curtas quanto frases, tão di-

retas quanto falas, tão sucintas quanto uma palavra,

uma sílaba, um sinal de interjeição.

Ou, mesmo, o vazio, reticente. [...]

Foi no ambiente de e-mails que surgiram os pri-

meiros bate-papos eletrônicos exclusivamente textu-

ais, em grande escala, trazendo toda uma nova gama

de esferas informacionais.

As novas senhoras da mensagem eram palavras

divorciadas de entonação e de expressão, com alto

grau de ambiguidade, mas com intensidade e fre-

quência ilimitadas: a qualquer hora do dia inicia-se,

interrompe-se, termina-se ou continua-se uma con-

versa.[...]

Mas é nas ferramentas de conversa instantânea

das redes sociais (e também nos torpedos de celu-

lar) que, creio, está acontecendo o fenômeno mais

interessante e surpreendente das comunicações in-

terpessoais dos dias de hoje. Certas trocas de infor-

mação, principalmente entre duas pessoas, estão se

transformando, na prática, em formas concretas de

telepatia.

Não que ocorra a transmissão direta de pensa-

mento, energética, via moléculas de ar, entre dois

cérebros emissores de ondas. É mais uma telepatia

lato sensu e aleatória, no sentido de que a probabi-

lidade de o conteúdo transmitido ser semelhante ao

fluxo de pensamento naquela troca sequencial de

informações é altíssima.

Pois, nessas horas, a velocidade frenética com

que se escreve o que vai à mente não deixa muito

espaço para elaboração, censura, reflexão, autoexa-

mes ou juízos de causa-efeito.

O superego fica assim sufocado e o inconsciente

começa a surgir em torrente, a despeito da vontade

do emissor. Este se vê engendrado numa espécie de

fusão com o outro, que se verte num espelho invisí-

vel, e vice-versa, quando o caminho for de mão dupla

confessional.

Assim, vidas inteiras, segredos íntimos, pensa-

mentos transcendentes, temores de momento, impul-

sos inesperados, insights são comerciados em pou-

cos minutos, entre pessoas que mal se conhecem. O

ritmo é muito semelhante ao da associação livre de

ideias, só que o intuito expresso não é o de uma ses-

são de análise nem de um processo formal de escrita

instantânea.

Não é estética, não é arte, que se busca, embora

ela possa estar presente na malha egoica obsessiva

e narcisista que ali se estabelece. É apenas uma von-

tade de conversar convertida em espanto, tempesta-

de, revelação.

A sensação após essas catarses repentinas (às

vezes em série) é de um alívio alienado de si: é pos-

sível até que o emissor sequer se lembre da maioria

das coisas que disse ou para quantas pessoas, e que

o mesmo ocorra com o receptor.

Se o mesmo estiver numa vibração igual, pro-

duzem-se verdadeiros milagres de aconselhamento

e fenômenos epifânicos. [...]

BLOCH, Arnaldo. Bate-papo é telepatia. O Globo, Rio de Janeiro, 2º Caderno. 09 jun. 2012, p.10. Adaptado.

De acordo com a norma-padrão o pronome se pode ser deslocado para depois do verbo destacado em:
 

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Enunciado 3602594-1
Abaixo estão destacadas algumas palavras retiradas do texto.


Em que frase a palavra é empregada mantendo tanto o sentido quanto a classe de palavra?
 

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A vida de um homem normal

Uma noite, voltando de metrô para casa, como fazia cinco vezes por semana, onze meses por ano, ele ouviu uma voz. Estava exausto, com o nó da gravata frouxo no pescoço, o colarinho desabotoado, a cabeça jogada para trás, o walkman a todo o volume e os fones enterrados nos ouvidos. De repente, antes mesmo de poder perceber a interrupção, a música que vinha ouvindo cessou sem explicações e, ao cabo de um breve silêncio, no lugar dela surgiu uma voz que ele não sabia nem como, nem de quem, nem de onde. Ergueu a cabeça. Olhou para os lados, para os outros passageiros. Mas era só ele que a ouvia. Falava aos seus ouvidos. Recompôs-se. A voz lhe disse umas tantas coisas, que ele ouviu com atenção, que era justamente o que ela pedia. Poderia ter cutucado o vizinho de banco. Poderia ter saído do metrô e corrido até em casa para anunciar o fato extraordinário que acabara de acontecer. Poderia ter sido tomado por louco e internado num hospício. Poderia ter passado o resto da vida sob o efeito de tranquilizantes. Poderia ter perdido o emprego e os amigos. Poderia ter vivido à margem, isolado, abandonado pela família, tentando convencer o mundo do que a voz lhe dissera. Poderia não ter tido os filhos e os netos que acabou tendo. Poderia ter fundado uma seita. Poderia ter feito uma guerra. Poderia ter arregimentado seus seguidores entre os mais simples, os mais fracos e os mais idiotas. Poderia ter sido perseguido. Poderia ter sido preso. Poderia ter sido assassinado, crucificado, martirizado. Poderia vir a ser lembrado séculos depois, como líder, profeta ou fanático. Tudo por causa da voz. Mas entre os mandamentos que ela lhe anunciou naquela primeira noite em que voltava de metrô para casa, e que lhe repetiu ao longo de mais cinquenta e tantos anos em que voltou de metrô para casa, o mais peculiar foi que não a mencionasse a ninguém, em hipótese alguma. E, como ele a ouvia com atenção, ao longo desses cinquenta e tantos anos nunca disse nada a ninguém, nem à própria mulher quando chegou em casa da primeira vez, muito menos aos filhos quando chegaram à idade de saber as verdades do mundo. Acatou o que lhe dizia a voz. Continuou a ouvi-la todos os dias, sempre com atenção, mas para os outros era como se nunca a tivesse ouvido, que era o que ela lhe pedia. Morreu cinquenta e tantos anos depois de tê-la ouvido pela primeira vez, sem que ninguém nunca tenha sabido que a ouvia, e foi enterrado pelos filhos e netos, que choraram em torno do túmulo a morte de um homem normal. CARVALHO, Bernardo. A vida de um homem normal. In: Boa companhia: contos. São Paulo: Companhia das Letras, 2003, p. 11-12.
É possível resumir o sentido global do Texto I com a seguinte frase: O homem seria outro se dissesse a todos o que ouviu.
De acordo com a norma-padrão, se a 1 a forma verbal destacada na frase fosse será, a 2a deveria ser
 

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Uma noite, voltando de metrô para casa, como fazia cinco vezes por semana, onze meses por ano, ele ouviu uma voz. Estava exausto, com o nó da gravata frouxo no pescoço, o colarinho desabotoado, a cabeça jogada para trás, o walkman a todo o volume e os fones enterrados nos ouvidos. De repente, antes mesmo de poder perceber a interrupção, a música que vinha ouvindo cessou sem explicações e, ao cabo de um breve silêncio, no lugar dela surgiu uma voz que ele não sabia nem como, nem de quem, nem de onde. Ergueu a cabeça. Olhou para os lados, para os outros passageiros. Mas era só ele que a ouvia. Falava aos seus ouvidos. Recompôs-se. A voz lhe disse umas tantas coisas, que ele ouviu com atenção, que era justamente o que ela pedia. Poderia ter cutucado o vizinho de banco. Poderia ter saído do metrô e corrido até em casa para anunciar o fato extraordinário que acabara de acontecer. Poderia ter sido tomado por louco e internado num hospício. Poderia ter passado o resto da vida sob o efeito de tranquilizantes. Poderia ter perdido o emprego e os amigos. Poderia ter vivido à margem, isolado, abandonado pela família, tentando convencer o mundo do que a voz lhe dissera. Poderia não ter tido os filhos e os netos que acabou tendo. Poderia ter fundado uma seita. Poderia ter feito uma guerra. Poderia ter arregimentado seus seguidores entre os mais simples, os mais fracos e os mais idiotas. Poderia ter sido perseguido. Poderia ter sido preso. Poderia ter sido assassinado, crucificado, martirizado. Poderia vir a ser lembrado séculos depois, como líder, profeta ou fanático. Tudo por causa da voz. Mas entre os mandamentos que ela lhe anunciou naquela primeira noite em que voltava de metrô para casa, e que lhe repetiu ao longo de mais cinquenta e tantos anos em que voltou de metrô para casa, o mais peculiar foi que não a mencionasse a ninguém, em hipótese alguma. E, como ele a ouvia com atenção, ao longo desses cinquenta e tantos anos nunca disse nada a ninguém, nem à própria mulher quando chegou em casa da primeira vez, muito menos aos filhos quando chegaram à idade de saber as verdades do mundo. Acatou o que lhe dizia a voz. Continuou a ouvi-la todos os dias, sempre com atenção, mas para os outros era como se nunca a tivesse ouvido, que era o que ela lhe pedia. Morreu cinquenta e tantos anos depois de tê-la ouvido pela primeira vez, sem que ninguém nunca tenha sabido que a ouvia, e foi enterrado pelos filhos e netos, que choraram em torno do túmulo a morte de um homem normal. CARVALHO, Bernardo. A vida de um homem normal. In: Boa companhia: contos. São Paulo: Companhia das Letras, 2003, p. 11-12.
O emprego do pronome lhe respeita algumas regras sintáticas, conforme ocorreu no trecho abaixo, retirado do Texto I. “Poderia ter vivido à margem, isolado, abandonado pela família, tentando convencer o mundo do que a voz lhe dissera." (L. 22-24)
O pronome lhe está também empregado de acordo com a norma-padrão no seguinte período:
 

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Bate-papo é telepatia

Antes do advento da internet, “bate-papo” signifi-

cava conversa informal entre duas ou mais pessoas,

em visitas e encontros de corpo e voz presentes.

Um casal de mãos dadas na rua. Uma discussão

animada de bar. Ou, no máximo, à distância, por te-

lefone, no fim do dia, para contar as últimas, falar mal

dos outros ou se indignar com os preços do chuchu e

o resultado do futebol.

Por cartas não se batia papo: no máximo, troca-

vam-se correspondências, impressões, declarações,

notícias da vida. As respostas demoravam dias, se-

manas, meses. Poesia agônica. Extravios. Grandes

verdades e mentiras.

A internet e o e-mail mudaram o ritmo: a troca de

mensagens mais rápida logo permitiu que as “cartas”

pudessem ser curtas, tão curtas quanto frases, tão di-

retas quanto falas, tão sucintas quanto uma palavra,

uma sílaba, um sinal de interjeição.

Ou, mesmo, o vazio, reticente. [...]

Foi no ambiente de e-mails que surgiram os pri-

meiros bate-papos eletrônicos exclusivamente textu-

ais, em grande escala, trazendo toda uma nova gama

de esferas informacionais.

As novas senhoras da mensagem eram palavras

divorciadas de entonação e de expressão, com alto

grau de ambiguidade, mas com intensidade e fre-

quência ilimitadas: a qualquer hora do dia inicia-se,

interrompe-se, termina-se ou continua-se uma con-

versa.[...]

Mas é nas ferramentas de conversa instantânea

das redes sociais (e também nos torpedos de celu-

lar) que, creio, está acontecendo o fenômeno mais

interessante e surpreendente das comunicações in-

terpessoais dos dias de hoje. Certas trocas de infor-

mação, principalmente entre duas pessoas, estão se

transformando, na prática, em formas concretas de

telepatia.

Não que ocorra a transmissão direta de pensa-

mento, energética, via moléculas de ar, entre dois

cérebros emissores de ondas. É mais uma telepatia

lato sensu e aleatória, no sentido de que a probabi-

lidade de o conteúdo transmitido ser semelhante ao

fluxo de pensamento naquela troca sequencial de

informações é altíssima.

Pois, nessas horas, a velocidade frenética com

que se escreve o que vai à mente não deixa muito

espaço para elaboração, censura, reflexão, autoexa-

mes ou juízos de causa-efeito.

O superego fica assim sufocado e o inconsciente

começa a surgir em torrente, a despeito da vontade

do emissor. Este se vê engendrado numa espécie de

fusão com o outro, que se verte num espelho invisí-

vel, e vice-versa, quando o caminho for de mão dupla

confessional.

Assim, vidas inteiras, segredos íntimos, pensa-

mentos transcendentes, temores de momento, impul-

sos inesperados, insights são comerciados em pou-

cos minutos, entre pessoas que mal se conhecem. O

ritmo é muito semelhante ao da associação livre de

ideias, só que o intuito expresso não é o de uma ses-

são de análise nem de um processo formal de escrita

instantânea.

Não é estética, não é arte, que se busca, embora

ela possa estar presente na malha egoica obsessiva

e narcisista que ali se estabelece. É apenas uma von-

tade de conversar convertida em espanto, tempesta-

de, revelação.

A sensação após essas catarses repentinas (às

vezes em série) é de um alívio alienado de si: é pos-

sível até que o emissor sequer se lembre da maioria

das coisas que disse ou para quantas pessoas, e que

o mesmo ocorra com o receptor.

Se o mesmo estiver numa vibração igual, pro-

duzem-se verdadeiros milagres de aconselhamento

e fenômenos epifânicos. [...]

BLOCH, Arnaldo. Bate-papo é telepatia. O Globo, Rio de Janeiro, 2º Caderno. 09 jun. 2012, p.10. Adaptado.

O texto provoca reflexão acerca do sentido de telepatia. No texto, o conceito de telepatia
 

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