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Foram encontradas 233 questões.

2391124 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Texto – para a questão

É uma tecla muito batida pelos que procuram estudar o caráter dos brasileiros o gosto que estes revelam pela improvisação em todos os ramos de atividade. A cada passo, se verifica o pendor deles para as tarefas improvisadas, de que, não raro, se saem com brilho e galhardia. Isso de se preparar longa e pacientemente para resolver os problemas próprios a uma especialidade não vai muito com eles. Improvisam-se os nossos sociólogos, improvisam-se os nossos estadistas, improvisam-se os nossos linguistas.

Os nossos grandes poetas podem se contar pelos dedos, e nenhum tivemos até hoje capaz de uma destas obras de fôlego, como a Divina Comédia, o Fausto ou Os Lusíadas, onde, escolhido o tema capital, o seu autor põe, ao lado das ideias-mestras da cultura do seu tempo, toda a sua inteligência e toda a sua sensibilidade. Agora, abancai ao zinco de um bar em dias de carnaval e, aparecendo um violão, vereis com que facilidade o malandro mais desprovido de letras inventa um despotismo de quadrinhas de desafio ou de embolada. Isso na cidade. No sertão, então, nem se fala. Para os matutos do Nordeste, “poeta” só é o sujeito capaz de improvisar na boca da viola. Não sei quem foi o literato que, de uma feita, recitou para uns cantadores do sertão algumas poesias de Bilac. Os homens ouviram calados, mas depois indagaram se Bilac era “poeta” mesmo. — Como poeta mesmo? — Nós queremo sabê se ele é capaz mêmo de improvisá na viola...

Manuel Bandeira. O dedo de Deus, o dedo do alemão e o dedo do brasileiro. In: Crônicas inéditas II, 1930-1944. São Paulo: Cosac Naify, 2009, p.16.

Assinale a opção correta acerca de aspectos semânticos e morfossintáticos do texto.

 

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2391076 Ano: 2010
Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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This text refers to question.

“For heaven’s sake,” 1 my father said, seeing me off at the airport, “don’t get drunk, don’t get pregnant — and don’t get involved in politics.” He was right to be concerned. Rhodes University in the late 1970s, with its Sir Herbert Baker-designed campus and lush green lawns, looked prosperous and sedate. But the Sunday newspapers had been full of the escapades of its notorious drinking clubs and loose morals; the Eastern Cape was, after the riots of 1976, a place of turmoil and desperate poverty; and the campus was thought by most conservative parents to be a hotbed of political activity.

The Nationalist policy of forced removals meant thousands of black people had been moved from the cities into the nearby black “homelands” of Transkei and Ciskei, and dumped there with only a standpipe and a couple of huts for company; two out of three children died of malnutrition before the age of three. I arrived in 1977, the year after the Soweto riots, to study journalism. Months later, Steve Biko was murdered in custody. The campus tipped over into turmoil. There were demonstrations and hunger strikes.

For most of us, Rhodes was a revelation. We had been brought up to respect authority. Here, we could forge a whole new identity, personally and politically. Out of that class of 1979 came two women whose identities merge with the painful birth of the new South Africa: two journalism students whose journey was to take them through defiance, imprisonment and torture during the apartheid years.
One of the quietest girls in the class, Marion Sparg, joined the ANC’s military wing, Umkhonto we Sizwe (MK), and was eventually convicted of bombing two police stations. An Asian journalist, Zubeida Jaffer, was imprisoned and tortured, yet ultimately chose not to prosecute her torturers.

Today you can trace the footprints of my classmates across the opposition press in South Africa and the liberal press in the UK — The Guardian, the Observer and the Financial Times. Even the Spectator (that’s me). Because journalism was not a course offered at “black” universities, we had a scattering of black students. It was the first time many of us would ever have met anyone who was black and not a servant. I went to hear Pik Botha, the foreign minister, a Hitlerian figure with a narrow moustache, an imposing bulk and a posse of security men. His reception was suitably stormy, even mocking — students flapping their arms and saying, “Pik-pik-pik-P-I-I-I-K!’, like chattering hens.

But students who asked questions had to identify themselves first. There were spies in every class. We never worked out who they were, although some of us suspected the friendly Afrikaans guy with the shark’s tooth necklace.
Janice Warman. South Africa’s Rebel Whites. In: The Guardian Weekly, 20/11/2009 (adapted).
In the text,

“tipped over” can be replaced by was plunged.
 

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2391037 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Texto – para a questão

A poesia ao meu alcance só podia ser a humilde nota individual; mas, como eu disse, não encontrei em mim a tecla do verso, cuja ressonância interior não se confunde com a de nenhum timbre artificial. Quando mesmo, porém, eu tivesse recebido o dom do verso, teria naufragado, porque não nasci artista. Acredito ter recebido como escritor, tudo é relativo, um pouco de sentimento, um pouco de pensamento, um pouco de poesia, o que tudo junto pode dar, em quem não teve o verso, uma certa medida de prosa rítmica; mas da arte não recebi senão a aspiração por ela, a sensação do órgão incompleto e não formado, o pesar de que a natureza me esquecesse no seu coro, o vácuo da inspiração que me falta... Ustedes me entienden. “O artista — disse Novalis — deve querer e poder representar tudo”. Dessa faculdade de representar, de criar a menor representação das coisas — quanto mais uma realidade mais alta do que a realidade, como queria Goethe — fui inteiramente privado. Nem todos os que têm o dom do verso são por natureza artistas, e nem todos os artistas têm o dom do verso; a prosa os possui como a poesia; a mim, porém, não coube em partilha nem o verso nem a arte.

É singular como, entre nós, se distribui o título de artista. Muitas vezes, tenho lido e ouvido falar de Rui Barbosa como de um artista, pelo modo por que escreve a prosa. No mesmo sentido, poder-se-ia chamar a Krupp artista: a fundição é, de alguma forma, uma arte, uma arte ciclópica, e de Rui Barbosa não é exagerado dizer, pelos blocos de ideias uns sobre os outros e pelos raios que funde, que é verdadeiramente um ciclope intelectual. Mas o artista? Existirá nele a camada da arte? Se existe, e é bem natural, ainda jaz desconhecida dele mesmo por baixo das superposições da erudição e das leituras. Eu mesmo já insinuei uma vez: ninguém sabe o diamante que ele nos revelaria, se tivesse a coragem de cortar, sem piedade, a montanha de luz, cuja grandeza tem ofuscado a República, e de reduzi-la a uma pedra.

Joaquim Nabuco. Minha formação. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1981, p. 64-65.

Com relação ao texto , julgue C ou E.

De acordo com o texto, Novalis confia na capacidade do artista de representar a realidade, ao contrário de Goethe, que não acredita que a realidade possa ser alcançada pela arte.

 

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2390799 Ano: 2010
Disciplina: História
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Ainda com referência ao período imediatamente posterior à Segunda Guerra Mundial, julgue C ou E.

A tese advogada pela CEPAL no sentido da industrialização da América Latina foi seguida, com maior ou menor êxito, pelos países da região.
 

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2390767 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Texto – para a questão

A poesia ao meu alcance só podia ser a humilde nota individual; mas, como eu disse, não encontrei em mim a tecla do verso, cuja ressonância interior não se confunde com a de nenhum timbre artificial. Quando mesmo, porém, eu tivesse recebido o dom do verso, teria naufragado, porque não nasci artista. Acredito ter recebido como escritor, tudo é relativo, um pouco de sentimento, um pouco de pensamento, um pouco de poesia, o que tudo junto pode dar, em quem não teve o verso, uma certa medida de prosa rítmica; mas da arte não recebi senão a aspiração por ela, a sensação do órgão incompleto e não formado, o pesar de que a natureza me esquecesse no seu coro, o vácuo da inspiração que me falta... Ustedes me entienden. “O artista — disse Novalis — deve querer e poder representar tudo”. Dessa faculdade de representar, de criar a menor representação das coisas — quanto mais uma realidade mais alta do que a realidade, como queria Goethe — fui inteiramente privado. Nem todos os que têm o dom do verso são por natureza artistas, e nem todos os artistas têm o dom do verso; a prosa os possui como a poesia; a mim, porém, não coube em partilha nem o verso nem a arte.

É singular como, entre nós, se distribui o título de artista. Muitas vezes, tenho lido e ouvido falar de Rui Barbosa como de um artista, pelo modo por que escreve a prosa. No mesmo sentido, poder-se-ia chamar a Krupp artista: a fundição é, de alguma forma, uma arte, uma arte ciclópica, e de Rui Barbosa não é exagerado dizer, pelos blocos de ideias uns sobre os outros e pelos raios que funde, que é verdadeiramente um ciclope intelectual. Mas o artista? Existirá nele a camada da arte? Se existe, e é bem natural, ainda jaz desconhecida dele mesmo por baixo das superposições da erudição e das leituras. Eu mesmo já insinuei uma vez: ninguém sabe o diamante que ele nos revelaria, se tivesse a coragem de cortar, sem piedade, a montanha de luz, cuja grandeza tem ofuscado a República, e de reduzi-la a uma pedra.

Joaquim Nabuco. Minha formação. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1981, p. 64-65.

Acerca do vocabulário e das estruturas linguísticas empregados no texto, julgue C ou E.

Dado que a conjunção “Quando” não expressa tempo, a oração que ela inicia poderia ser reescrita corretamente da seguinte forma: Mesmo que eu tivesse recebido o dom do verso.

 

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2390723 Ano: 2010
Disciplina: Economia
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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A análise das demandas individual e de mercado constitui um dos pilares da teoria microeconômica. Acerca desse assunto, julgue C ou E.

Supondo-se que, no Brasil, o uso de transporte coletivo seja um bem inferior, conclui-se que o efeito renda decorrente do aumento do preço das passagens de ônibus contribui para reforçar o efeito substituição, o que reduz a demanda por esse tipo de transporte.
 

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2390713 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Texto – para a questão

Que a obra de boa qualidade sempre se destaca é uma afirmação sem valor, se aplicada a uma obra de qualidade realmente boa e se por “destaca” quer-se fazer referência à aceitação na sua própria época. Que a obra de boa qualidade sempre se destaca, no curso de sua futuridade, é verdadeiro; que a obra de boa qualidade mas de segunda ordem sempre se destaca, na sua própria época, é também verdadeiro.

Pois como há de um crítico julgar? Quais as qualidades que formam não o incidental, mas o crítico competente? Um conhecimento da arte e da literatura do passado, um gosto refinado por esse conhecimento, e um espírito judicioso e imparcial. Qualquer coisa menos do que isto é fatal ao verdadeiro jogo das faculdades críticas. (...)

Quão competente é, porém, o crítico competente? Suponhamos que uma obra de arte profundamente original surja diante de seus olhos. Como a julga ele? Comparando-a com as obras de arte do passado. Se for original, afastar-se-á em alguma coisa — e, quanto mais original, mais se afastará — das obras de arte do passado. Na medida em que o fizer, parecerá não se conformar com o cânone estético que o crítico encontra firmado em seu pensamento. (...)

De todos os lados, ouvimos o clamor de que o nosso tempo necessita de um grande poeta. O vazio central de todas as modernas realizações é uma coisa mais para se sentir do que para ser falada. Se o grande poeta tivesse de aparecer, quem estaria presente para descobri-lo? Quem pode dizer se ele já não apareceu? O público ledor vê, nos jornais, notícias das obras daqueles homens cuja influência e camaradagens tornaram-nos conhecidos, ou cuja secundariedade fez que fossem aceitos pela multidão.

Fernando Pessoa. Fernando Pessoaobras em prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1986, p. 284-85.

Acerca do texto e das ideias nele desenvolvidas, julgue C ou E.

O autor enumera algumas qualidades necessárias ao exercício competente da crítica de arte e literatura, mas não suficientes para o julgamento de “uma obra de arte profundamente original”.

 

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2390633 Ano: 2010
Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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This text refers to question.

“For heaven’s sake,” 1 my father said, seeing me off at the airport, “don’t get drunk, don’t get pregnant — and don’t get involved in politics.” He was right to be concerned. Rhodes University in the late 1970s, with its Sir Herbert Baker-designed campus and lush green lawns, looked prosperous and sedate. But the Sunday newspapers had been full of the escapades of its notorious drinking clubs and loose morals; the Eastern Cape was, after the riots of 1976, a place of turmoil and desperate poverty; and the campus was thought by most conservative parents to be a hotbed of political activity.

The Nationalist policy of forced removals meant thousands of black people had been moved from the cities into the nearby black “homelands” of Transkei and Ciskei, and dumped there with only a standpipe and a couple of huts for company; two out of three children died of malnutrition before the age of three. I arrived in 1977, the year after the Soweto riots, to study journalism. Months later, Steve Biko was murdered in custody. The campus tipped over into turmoil. There were demonstrations and hunger strikes.

For most of us, Rhodes was a revelation. We had been brought up to respect authority. Here, we could forge a whole new identity, personally and politically. Out of that class of 1979 came two women whose identities merge with the painful birth of the new South Africa: two journalism students whose journey was to take them through defiance, imprisonment and torture during the apartheid years.
One of the quietest girls in the class, Marion Sparg, joined the ANC’s military wing, Umkhonto we Sizwe (MK), and was eventually convicted of bombing two police stations. An Asian journalist, Zubeida Jaffer, was imprisoned and tortured, yet ultimately chose not to prosecute her torturers.

Today you can trace the footprints of my classmates across the opposition press in South Africa and the liberal press in the UK — The Guardian, the Observer and the Financial Times. Even the Spectator (that’s me). Because journalism was not a course offered at “black” universities, we had a scattering of black students. It was the first time many of us would ever have met anyone who was black and not a servant. I went to hear Pik Botha, the foreign minister, a Hitlerian figure with a narrow moustache, an imposing bulk and a posse of security men. His reception was suitably stormy, even mocking — students flapping their arms and saying, “Pik-pik-pik-P-I-I-I-K!’, like chattering hens.

But students who asked questions had to identify themselves first. There were spies in every class. We never worked out who they were, although some of us suspected the friendly Afrikaans guy with the shark’s tooth necklace.
Janice Warman. South Africa’s Rebel Whites. In: The Guardian Weekly, 20/11/2009 (adapted).
In the text,

“posse” and entourage are interchangeable.
 

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2390521 Ano: 2010
Disciplina: História
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Do ponto de vista da importância diplomática do Congresso de Viena (1814/1815), julgue C ou E.

Foi a partir de então que se formou o conceito de “grandes potências”, considerado por vários autores como precedente histórico da categoria “Membros Permanentes” do Conselho de Segurança da ONU.
 

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2390387 Ano: 2010
Disciplina: História
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Acerca do movimento revolucionário de 1848, julgue C ou E.

A Inglaterra foi pouco atingida pela onda revolucionária de 1848, pois já vinha adotando medidas liberais.
 

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