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Foram encontradas 233 questões.

2393057 Ano: 2010
Disciplina: História
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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A década iniciada em 1830 caracterizou-se pela instabilidade política. A respeito do período regencial na história do Império Brasileiro, julgue C ou E.

No Maranhão, setores da classe média contrários ao sistema imperial insubordinaram-se e proclamaram a independência da província, optando pelo regime republicano.
 

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2393026 Ano: 2010
Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Amartya Sen
Freedom, in the eyes of Amartya Sen, the famous Indian economist and philosopher, does not consist merely of being left to our own devices. It also requires that people have the necessary resources to lead lives that they themselves consider to be good ones. The focus on the individual has led some critics to accuse Sen of “methodological individualism” — not a compliment. Communitarian opponents, in particular, think that he pays insufficient regard to the broader social group. In response, he — usually an unfailingly courteous writer — becomes a bit cross, pointing out that “people who think, choose and act” are simply “a manifest reality in the world”. Of course communities influence people, “but ultimately it is individual valuation on which we have to draw, while recognising the profound interdependence of the aluations of people who interact with each other”.

Nor is Sen easily caricatured as an egalitarian: “capabilities”, for example, do not have to be entirely equal. He is a pluralist, and recognises that even capabilities cannot always trump other values. Liberty has priority, Sen insists, but not in an absurdly purist fashion that would dictate “treating the slightest gain of liberty — no matter how small — as enough reason to make huge sacrifices in other amenities of a good life — no matter how large”.

Throughout, Sen remains true to his Indian roots. One of the joys of his recently published book entitled The Idea of Justice is the rich use of Indian classical thought — the debate between 3rd-century emperor Ashoka, a liberal optimist, and Kautilya, a downbeat institutionalist, is much more enlightening than, say, a tired contrast between Hobbes and Hume.

Despite these diverting stories, the volume cannot be said to fall into the category of a “beach read”: subtitles such as “The Plurality of Non-Rejectability” provide plenty of warning. But for those who like their summer dinner tables to be filled with intelligent, dissenting discourse, the book is worth the weight. There is plenty here to argue with. Sen wouldn’t have it any other way.
Internet: <http://entertainment.timesonline.co.uk> (adapted).
Based on the text, judge — right (C) or wrong (E) the following item.

Even Sen’s followers resent the sheer lack of purism in his championing of freedom.
 

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2392698 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Texto – para a questão

Pernambucano em Málaga

A cana doce de Málaga
dá domada, em cão ou gata:
deixam-na perto, sem medo,
quase vai dentro das casas.

É cana que nunca morde,
nem quando vê-se atacada:
não leva pulgas no pelo
nem, entre folhas, navalha.

A cana doce de Málaga
dá escorrida e cabisbaixa:
naquele porte enfezado
de crianças abandonadas.

As folhas dela já nascem
murchas de cor, como a palha:
ou a farda murcha dos órfãos,
desde novas, desbotadas.

A cana doce de Málaga
não é mar, embora em praias,
dá sempre em pequenas poças,
restos de uma onda recuada.

Em poças, não tem do mar
a pulsação dele, nata:
sim, o torpor surdo e lasso
que se vê na água estagnada.

A cana doce de Málaga
dá dócil, disciplinada:
dá em fundos de quintal
e podia dar em jarras.

Falta-lhe é a força da nossa,
criada solta em ruas, praças:
solta, à vontade do corpo,
nas praças das grandes várzeas.

João Cabral de Melo Neto. A educação pela pedra e outros poemas. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008, p. 149-50.

Com relação ao poema, julgue C ou E.

A polissemia da palavra “doce” presta-se à construção do sentido global do poema, pois permite caracterizar tanto o sabor da cana como sua docilidade, sua brandura.

 

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2392652 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Texto – para a questão

A poesia ao meu alcance só podia ser a humilde nota individual; mas, como eu disse, não encontrei em mim a tecla do verso, cuja ressonância interior não se confunde com a de nenhum timbre artificial. Quando mesmo, porém, eu tivesse recebido o dom do verso, teria naufragado, porque não nasci artista. Acredito ter recebido como escritor, tudo é relativo, um pouco de sentimento, um pouco de pensamento, um pouco de poesia, o que tudo junto pode dar, em quem não teve o verso, uma certa medida de prosa rítmica; mas da arte não recebi senão a aspiração por ela, a sensação do órgão incompleto e não formado, o pesar de que a natureza me esquecesse no seu coro, o vácuo da inspiração que me falta... Ustedes me entienden. “O artista — disse Novalis — deve querer e poder representar tudo”. Dessa faculdade de representar, de criar a menor representação das coisas — quanto mais uma realidade mais alta do que a realidade, como queria Goethe — fui inteiramente privado. Nem todos os que têm o dom do verso são por natureza artistas, e nem todos os artistas têm o dom do verso; a prosa os possui como a poesia; a mim, porém, não coube em partilha nem o verso nem a arte.

É singular como, entre nós, se distribui o título de artista. Muitas vezes, tenho lido e ouvido falar de Rui Barbosa como de um artista, pelo modo por que escreve a prosa. No mesmo sentido, poder-se-ia chamar a Krupp artista: a fundição é, de alguma forma, uma arte, uma arte ciclópica, e de Rui Barbosa não é exagerado dizer, pelos blocos de ideias uns sobre os outros e pelos raios que funde, que é verdadeiramente um ciclope intelectual. Mas o artista? Existirá nele a camada da arte? Se existe, e é bem natural, ainda jaz desconhecida dele mesmo por baixo das superposições da erudição e das leituras. Eu mesmo já insinuei uma vez: ninguém sabe o diamante que ele nos revelaria, se tivesse a coragem de cortar, sem piedade, a montanha de luz, cuja grandeza tem ofuscado a República, e de reduzi-la a uma pedra.

Joaquim Nabuco. Minha formação. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1981, p. 64-65.

Acerca do vocabulário e das estruturas linguísticas empregados no texto, julgue C ou E.

A forma verbal resultar poderia ter sido corretamente empregada no lugar da forma “dar”, visto que, além de serem sinônimas, têm a mesma regência.

 

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2392649 Ano: 2010
Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Oriana, the agitator
Oriana Fallaci, the Italian writer and journalist best known for her abrasive tone and provocative stances, was for two decades, from the mid-nineteen-sixties to the mid-nineteen-eighties, one of the sharpest political interviewers in the world. Her subjects were among the
world’s most powerful figures: Yasser Arafat, Golda Meir, Indira Ghandi, Haile Selassie, Deng Xiaoping. Henry Kissinger, who later wrote that his 1972 interview with her was “the single most disastrous conversation I have ever had with any member of the press,” said that he had been flattered into granting it by the company he’d be keeping as part of Fallaci’s “journalistic pantheon.” It was more like a collection of pelts: Fallaci never left her subjects unskinned.

Her manner of interviewing was deliberately unsettling: she approached each encounter with studied aggressiveness, made frequent nods to European existentialism (she often disarmed her subjects with bald questions about death, God, and pity), and displayed a sinuous, crafty intelligence. It didn’t hurt that she was petite and beautiful, with perfect cheekbones, straight, smooth hair that she wore parted in the middle or in pigtails; melancholy blue-grey eyes, set off by eyeliner; a cigarette-cured voice; and an adorable Italian accent. During the Vietnam War, she was sometimes photographed in fatigues and a helmet; her rucksack bore handwritten instructions to return her body to the Italian Ambassador “if K.I.A.” In these images she looked slight and vulnerable as a child. Her essential toughness never stopped taking people — men, especially — by surprise.

Fallaci’s journalism was infused with a “mythic sense of political evil”, an almost adolescent aversion to power, which suited the temperament of the times. “Whether”, she would say, “it comes from a despotic sovereign or an elected president, from a murderous general or a beloved leader, I see power as an inhuman and hateful phenomenon… I have always looked on disobedience towards the oppressive as the only way to use the miracle of having been born.” In her interview with Kissinger, she told him that he had become known as “Nixon’s mental wet nurse,” and lured him into boasting that Americans admired him because he “always acted alone” — like “the cowboy who leads the wagon train by riding ahead alone on his horse, the cowboy who rides all alone into the town.” Political cartoonists mercilessly lampooned this remark, and, according to Kissinger’s memoirs, the quote soured his relations with Nixon (Kissinger claimed that she had taken his words out of context). But the most remarkable moment in the interview came when Fallaci bluntly asked him, about Vietnam, “Don’t you find, Dr. Kissinger, that it’s been a useless war?”, and he began his reply with the words, “On this, I can agree.”
Internet: <www.newyorker.com> (adapted).
In the fragment, “lured him into boasting that Americans admired him”, the words “lured” and “boasting” mean, respectively,
 

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2392581 Ano: 2010
Disciplina: História
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Com relação ao quadro econômico e social subsequente ao fim da Segunda Guerra Mundial, julgue C ou E.

O Plano Marshall, também denominado Programa de Recuperação Europeia, foi bem recebido pela então URSS, sobretudo porque se destinava ao conjunto da Europa e não apenas a alguns países.
 

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2392118 Ano: 2010
Disciplina: História
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Ainda com referência ao período imediatamente posterior à Segunda Guerra Mundial, julgue C ou E.

O Congresso dos EUA aprovou o estabelecimento da Organização Internacional do Comércio (OIC), que depois evoluiu para a atual Organização Mundial do Comércio (OMC).
 

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2391834 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Texto – para a questão

A poesia ao meu alcance só podia ser a humilde nota individual; mas, como eu disse, não encontrei em mim a tecla do verso, cuja ressonância interior não se confunde com a de nenhum timbre artificial. Quando mesmo, porém, eu tivesse recebido o dom do verso, teria naufragado, porque não nasci artista. Acredito ter recebido como escritor, tudo é relativo, um pouco de sentimento, um pouco de pensamento, um pouco de poesia, o que tudo junto pode dar, em quem não teve o verso, uma certa medida de prosa rítmica; mas da arte não recebi senão a aspiração por ela, a sensação do órgão incompleto e não formado, o pesar de que a natureza me esquecesse no seu coro, o vácuo da inspiração que me falta... Ustedes me entienden. “O artista — disse Novalis — deve querer e poder representar tudo”. Dessa faculdade de representar, de criar a menor representação das coisas — quanto mais uma realidade mais alta do que a realidade, como queria Goethe — fui inteiramente privado. Nem todos os que têm o dom do verso são por natureza artistas, e nem todos os artistas têm o dom do verso; a prosa os possui como a poesia; a mim, porém, não coube em partilha nem o verso nem a arte.

É singular como, entre nós, se distribui o título de artista. Muitas vezes, tenho lido e ouvido falar de Rui Barbosa como de um artista, pelo modo por que escreve a prosa. No mesmo sentido, poder-se-ia chamar a Krupp artista: a fundição é, de alguma forma, uma arte, uma arte ciclópica, e de Rui Barbosa não é exagerado dizer, pelos blocos de ideias uns sobre os outros e pelos raios que funde, que é verdadeiramente um ciclope intelectual. Mas o artista? Existirá nele a camada da arte? Se existe, e é bem natural, ainda jaz desconhecida dele mesmo por baixo das superposições da erudição e das leituras. Eu mesmo já insinuei uma vez: ninguém sabe o diamante que ele nos revelaria, se tivesse a coragem de cortar, sem piedade, a montanha de luz, cuja grandeza tem ofuscado a República, e de reduzi-la a uma pedra.

Joaquim Nabuco. Minha formação. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1981, p. 64-65.

Acerca do vocabulário e das estruturas linguísticas empregados no texto, julgue C ou E.

O período iniciado na linha 6 está na ordem indireta, como demonstra, por exemplo, a antecipação da oração “de criar a menor representação das coisas” (l.6-7), a qual exerce a função de complemento do nome “privado” (l.7).

 

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2391820 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Texto – para a questão

Pernambucano em Málaga

A cana doce de Málaga
dá domada, em cão ou gata:
deixam-na perto, sem medo,
quase vai dentro das casas.

É cana que nunca morde,
nem quando vê-se atacada:
não leva pulgas no pelo
nem, entre folhas, navalha.

A cana doce de Málaga
dá escorrida e cabisbaixa:
naquele porte enfezado
de crianças abandonadas.

As folhas dela já nascem
murchas de cor, como a palha:
ou a farda murcha dos órfãos,
desde novas, desbotadas.

A cana doce de Málaga
não é mar, embora em praias,
dá sempre em pequenas poças,
restos de uma onda recuada.

Em poças, não tem do mar
a pulsação dele, nata:
sim, o torpor surdo e lasso
que se vê na água estagnada.

A cana doce de Málaga
dá dócil, disciplinada:
dá em fundos de quintal
e podia dar em jarras.

Falta-lhe é a força da nossa,
criada solta em ruas, praças:
solta, à vontade do corpo,
nas praças das grandes várzeas.

João Cabral de Melo Neto. A educação pela pedra e outros poemas. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008, p. 149-50.

Com relação ao poema, julgue C ou E.

O poeta contrasta características do espaço geográfico da Espanha e do Brasil, para demonstrar que, neste país, as condições são mais favoráveis que naquele para o cultivo da cana-de-açúcar.

 

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2391712 Ano: 2010
Disciplina: Economia
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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No que concerne à Comissão Econômica para a América Latina (CEPAL), julgue C ou E.

Prebisch advogou para a América Latina um modelo de industrialização agressivamente voltado para a exportação, de modo a corrigir a deterioração dos termos de troca entre os países do Norte e do Sul.
 

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