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2394199 Ano: 2010
Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Oriana, the agitator
Oriana Fallaci, the Italian writer and journalist best known for her abrasive tone and provocative stances, was for two decades, from the mid-nineteen-sixties to the mid-nineteen-eighties, one of the sharpest political interviewers in the world. Her subjects were among the
world’s most powerful figures: Yasser Arafat, Golda Meir, Indira Ghandi, Haile Selassie, Deng Xiaoping. Henry Kissinger, who later wrote that his 1972 interview with her was “the single most disastrous conversation I have ever had with any member of the press,” said that he had been flattered into granting it by the company he’d be keeping as part of Fallaci’s “journalistic pantheon.” It was more like a collection of pelts: Fallaci never left her subjects unskinned.

Her manner of interviewing was deliberately unsettling: she approached each encounter with studied aggressiveness, made frequent nods to European existentialism (she often disarmed her subjects with bald questions about death, God, and pity), and displayed a sinuous, crafty intelligence. It didn’t hurt that she was petite and beautiful, with perfect cheekbones, straight, smooth hair that she wore parted in the middle or in pigtails; melancholy blue-grey eyes, set off by eyeliner; a cigarette-cured voice; and an adorable Italian accent. During the Vietnam War, she was sometimes photographed in fatigues and a helmet; her rucksack bore handwritten instructions to return her body to the Italian Ambassador “if K.I.A.” In these images she looked slight and vulnerable as a child. Her essential toughness never stopped taking people — men, especially — by surprise.

Fallaci’s journalism was infused with a “mythic sense of political evil”, an almost adolescent aversion to power, which suited the temperament of the times. “Whether”, she would say, “it comes from a despotic sovereign or an elected president, from a murderous general or a beloved leader, I see power as an inhuman and hateful phenomenon… I have always looked on disobedience towards the oppressive as the only way to use the miracle of having been born.” In her interview with Kissinger, she told him that he had become known as “Nixon’s mental wet nurse,” and lured him into boasting that Americans admired him because he “always acted alone” — like “the cowboy who leads the wagon train by riding ahead alone on his horse, the cowboy who rides all alone into the town.” Political cartoonists mercilessly lampooned this remark, and, according to Kissinger’s memoirs, the quote soured his relations with Nixon (Kissinger claimed that she had taken his words out of context). But the most remarkable moment in the interview came when Fallaci bluntly asked him, about Vietnam, “Don’t you find, Dr. Kissinger, that it’s been a useless war?”, and he began his reply with the words, “On this, I can agree.”
Internet: <www.newyorker.com> (adapted).
Based on the text, judge — right (C) or wrong (E) — the item below.

Fallaci exploited Kissinger’s somewhat big ego to trick him into making some public statements he would later regret.
 

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2394160 Ano: 2010
Disciplina: História
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Com relação ao quadro econômico e social subsequente ao fim da Segunda Guerra Mundial, julgue C ou E.

Ao defender o papel regulador do Estado na economia e nas relações sociais, estimulando a demanda e o aumento da produção, da renda e do emprego, a doutrina keynesiana forneceu sustentação para o Estado do bem-estar social.
 

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2394159 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Textos V

As turmas povoadoras que para lá [Acre] seguiam deparavam com um estado social que ainda mais lhes engravecia a instabilidade e a fraqueza. Aguardava-as, e ainda as aguarda, a mais imperfeita organização do trabalho que ainda engenhou o egoísmo humano.

Repitamos: o sertanejo emigrante realiza, ali, uma anomalia sobre a qual nunca é demasiado insistir: é o homem que trabalha para escravizar-se. Ele efetua, à sua custa e de todo em todo desamparado, uma viagem difícil, em que os adiantamentos feitos pelos contratadores insaciáveis, inçados de parcelas fantásticas e de preços inauditos, o transformam as mais das vezes em devedor para sempre insolvente.

A sua atividade, desde o primeiro golpe de machadinha, constringe-se para logo num círculo vicioso inaturável: o debater-se exaustivo para saldar uma dívida que se avoluma, ameaçadoramente, acompanhando-lhe os esforços e as fadigas para saldá-la.

E vê-se completamente só na faina dolorosa. A exploração da seringa, neste ponto pior que a do caucho, impõe o isolamento. Há um laivo siberiano naquele trabalho. Dostoiévski sombrearia as suas páginas mais lúgubres com esta tortura: a do homem constrangido a calcar durante a vida inteira a mesma “estrada”, de que ele é o único transeunte, trilha obscurecida, estreitíssima e circulante, ao mesmo ponto de partida. Nesta empresa de Sísifo a rolar em vez de um bloco o seu próprio corpo — partindo, chegando e partindo — nas voltas constritoras de um círculo demoníaco, no seu eterno giro de encarcerado numa prisão sem muros, agravada por um ofício rudimentar que ele aprende em uma hora para exercê-lo toda a vida, automaticamente, por simples movimentos reflexos — se não o enrija uma sólida estrutura moral, vão-se-lhe, com a inteligência atrofiada, todas as esperanças, e as ilusões ingênuas, e a tonificante alacridade que o arrebataram àquele ance, à ventura, em busca da fortuna.

Euclides da Cunha, 1866-1909. Um clima caluniado (fragmento). In: Um paraíso perdido: reunião de ensaios amazônicos. Seleção e coordenação de Hildon Rocha. Petrópolis: Vozes, Brasília, INL (coleção Dimensões do Brasil, v.1), 1976, p. 131-2 (com adaptações).

Texto VI

Sobretudo naturalista e positivista, Euclides foi rejeitado pelo Modernismo. A retórica do excesso, o registro grandíloquo, o tom altíssono só poderiam ser avessos ao espírito modernista. Acrescente-se a isso sua preocupação com o uso de uma língua portuguesa castiça e até arcaizante, ao tempo em que Mário de Andrade ameaçava todo mundo com seu projeto de escrever uma Gramatiquinha da fala brasileira.

No entanto, mal sabiam os modernistas que, em Euclides, contavam com um abridor de caminhos. As numerosas emendas a que submeteu as sucessivas edições de Os Sertões, enquanto viveu, apontam para um progressivo abrasileiramento do discurso. No longo processo de emendar seu próprio texto, a prosódia ia, aos poucos, sobrepujando a ortoepia, esta, sim, portuguesa, mostrando que o ouvido do autor ia desautorizando sua sintaxe e, principalmente, sua colocação de pronomes anterior.

Ainda mais, o Modernismo daria continuidade a algumas das preocupações de Euclides com os interiores do país e com a repulsa à macaqueação europeia nos focos populacionais litorâneos. Partilharia igualmente com ele a reflexão sobre a especificidade das condições históricas do país, na medida em que, já em Os Sertões, Euclides realizara um mapeamento de temas que se tornariam centrais na produção intelectual e artística do século XX, ao analisar o negro, o índio, os pobres, os sertanejos, a condição colonizada, a religiosidade popular, as insurreições, o subdesenvolvimento e a dependência. Aí fincaram suas raízes não só o Modernismo, mas também o romance regionalista de 1930 e o nascimento das ciências sociais no país na década de 40 do século passado. Muitas dessas preocupações não ram, evidentemente, exclusivas de Euclides, mas comuns às elites ilustradas nas quais ele se integrava e das quais se destacou ao escrever Os Sertões.

Walnice Nogueira Galvão. Polifonia e paixão (fragmento). In: Euclidiana: ensaios sobre Euclides da Cunha. São Paulo: Companhia das Letras, 2009, p. 28-9 (com adaptações).

Com relação aos sentidos e a aspectos morfossintáticos do texto V e do texto VI, julgue C ou E.

A autora do texto VI sugere que Euclides da Cunha deveria ser incluído no elenco de escritores modernistas mais por ter adaptado, em suas obras, o discurso ao falar brasileiro do que por ter tratado de temas típicos do Modernismo.

 

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2394158 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Texto– para a questão

As turmas povoadoras que para lá [Acre] seguiam deparavam com um estado social que ainda mais lhes engravecia a instabilidade e a fraqueza. Aguardava-as, e ainda as aguarda, a mais imperfeita organização do trabalho que ainda engenhou o egoísmo humano.

Repitamos: o sertanejo emigrante realiza, ali, uma anomalia sobre a qual nunca é demasiado insistir: é o homem que trabalha para escravizar-se. Ele efetua, à sua custa e de todo em todo desamparado, uma viagem difícil, em que os adiantamentos feitos pelos contratadores insaciáveis, inçados de parcelas fantásticas e de preços inauditos, o transformam as mais das vezes em devedor para sempre insolvente.

A sua atividade, desde o primeiro golpe de machadinha, constringe-se para logo num círculo vicioso inaturável: o debater-se exaustivo para saldar uma dívida que se avoluma, ameaçadoramente, acompanhando-lhe os esforços e as fadigas para saldá-la.

E vê-se completamente só na faina dolorosa. A exploração da seringa, neste ponto pior que a do caucho, impõe o isolamento. Há um laivo siberiano naquele trabalho. Dostoiévski sombrearia as suas páginas mais lúgubres com esta tortura: a do homem constrangido a calcar durante a vida inteira a mesma “estrada”, de que ele é o único transeunte, trilha obscurecida, estreitíssima e circulante, ao mesmo ponto de partida. Nesta empresa de Sísifo a rolar em vez de um bloco o seu próprio corpo — partindo, chegando e partindo — nas voltas constritoras de um círculo demoníaco, no seu eterno giro de encarcerado numa prisão sem muros, agravada por um ofício rudimentar que ele aprende em uma hora para exercê-lo toda a vida, automaticamente, por simples movimentos reflexos — se não o enrija uma sólida estrutura moral, vão-se-lhe, com a inteligência atrofiada, todas as esperanças, e as ilusões ingênuas, e a tonificante alacridade que o arrebataram àquele lance, à ventura, em busca da fortuna.

Euclides da Cunha, 1866-1909. Um clima caluniado (fragmento). In: Um paraíso perdido: reunião de ensaios amazônicos. Seleção e coordenação de Hildon Rocha. Petrópolis: Vozes, Brasília, INL (coleção Dimensões do Brasil, v.1), 1976, p. 131-2 (com adaptações).

Acerca de aspectos morfológicos e semânticos de vocábulos do texto, julgue C ou E.

O vocábulo “inaturável” é formado por derivação e tem o mesmo radical do vocábulo desnaturado.

 

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2393906 Ano: 2010
Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Amartya Sen
Freedom, in the eyes of Amartya Sen, the famous Indian economist and philosopher, does not consist merely of being left to our own devices. It also requires that people have the necessary resources to lead lives that they themselves consider to be good ones. The focus on the individual has led some critics to accuse Sen of “methodological individualism” — not a compliment. Communitarian opponents, in particular, think that he pays insufficient regard to the broader social group. In response, he — usually an unfailingly courteous writer — becomes a bit cross, pointing out that “people who think, choose and act” are simply “a manifest reality in the world”. Of course communities influence people, “but ultimately it is individual valuation on which we have to draw, while recognising the profound interdependence of the aluations of people who interact with each other”.

Nor is Sen easily caricatured as an egalitarian: “capabilities”, for example, do not have to be entirely equal. He is a pluralist, and recognises that even capabilities cannot always trump other values. Liberty has priority, Sen insists, but not in an absurdly purist fashion that would dictate “treating the slightest gain of liberty — no matter how small — as enough reason to make huge sacrifices in other amenities of a good life — no matter how large”.

Throughout, Sen remains true to his Indian roots. One of the joys of his recently published book entitled The Idea of Justice is the rich use of Indian classical thought — the debate between 3rd-century emperor Ashoka, a liberal optimist, and Kautilya, a downbeat institutionalist, is much more enlightening than, say, a tired contrast between Hobbes and Hume.

Despite these diverting stories, the volume cannot be said to fall into the category of a “beach read”: subtitles such as “The Plurality of Non-Rejectability” provide plenty of warning. But for those who like their summer dinner tables to be filled with intelligent, dissenting discourse, the book is worth the weight. There is plenty here to argue with. Sen wouldn’t have it any other way.
Internet: <http://entertainment.timesonline.co.uk> (adapted).
According to the text, judge — right (C) or wrong (E) — the item below.

South-east Asian classical economics rather than European philosophy laid the main theoretical and practical foundation for Sen’s theses.
 

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2393460 Ano: 2010
Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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This text refers to question.

“For heaven’s sake,” 1 my father said, seeing me off at the airport, “don’t get drunk, don’t get pregnant — and don’t get involved in politics.” He was right to be concerned. Rhodes University in the late 1970s, with its Sir Herbert Baker-designed campus and lush green lawns, looked prosperous and sedate. But the Sunday newspapers had been full of the escapades of its notorious drinking clubs and loose morals; the Eastern Cape was, after the riots of 1976, a place of turmoil and desperate poverty; and the campus was thought by most conservative parents to be a hotbed of political activity.

The Nationalist policy of forced removals meant thousands of black people had been moved from the cities into the nearby black “homelands” of Transkei and Ciskei, and dumped there with only a standpipe and a couple of huts for company; two out of three children died of malnutrition before the age of three. I arrived in 1977, the year after the Soweto riots, to study journalism. Months later, Steve Biko was murdered in custody. The campus tipped over into turmoil. There were demonstrations and hunger strikes.

For most of us, Rhodes was a revelation. We had been brought up to respect authority. Here, we could forge a whole new identity, personally and politically. Out of that class of 1979 came two women whose identities merge with the painful birth of the new South Africa: two journalism students whose journey was to take them through defiance, imprisonment and torture during the apartheid years.
One of the quietest girls in the class, Marion Sparg, joined the ANC’s military wing, Umkhonto we Sizwe (MK), and was eventually convicted of bombing two police stations. An Asian journalist, Zubeida Jaffer, was imprisoned and tortured, yet ultimately chose not to prosecute her torturers.

Today you can trace the footprints of my classmates across the opposition press in South Africa and the liberal press in the UK — The Guardian, the Observer and the Financial Times. Even the Spectator (that’s me). Because journalism was not a course offered at “black” universities, we had a scattering of black students. It was the first time many of us would ever have met anyone who was black and not a servant. I went to hear Pik Botha, the foreign minister, a Hitlerian figure with a narrow moustache, an imposing bulk and a posse of security men. His reception was suitably stormy, even mocking — students flapping their arms and saying, “Pik-pik-pik-P-I-I-I-K!’, like chattering hens.

But students who asked questions had to identify themselves first. There were spies in every class. We never worked out who they were, although some of us suspected the friendly Afrikaans guy with the shark’s tooth necklace.
Janice Warman. South Africa’s Rebel Whites. In: The Guardian Weekly, 20/11/2009 (adapted).
In the text,

“hotbed” is synonymous with breeding ground.
 

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2393444 Ano: 2010
Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Oriana, the agitator
Oriana Fallaci, the Italian writer and journalist best known for her abrasive tone and provocative stances, was for two decades, from the mid-nineteen-sixties to the mid-nineteen-eighties, one of the sharpest political interviewers in the world. Her subjects were among the
world’s most powerful figures: Yasser Arafat, Golda Meir, Indira Ghandi, Haile Selassie, Deng Xiaoping. Henry Kissinger, who later wrote that his 1972 interview with her was “the single most disastrous conversation I have ever had with any member of the press,” said that he had been flattered into granting it by the company he’d be keeping as part of Fallaci’s “journalistic pantheon.” It was more like a collection of pelts: Fallaci never left her subjects unskinned.

Her manner of interviewing was deliberately unsettling: she approached each encounter with studied aggressiveness, made frequent nods to European existentialism (she often disarmed her subjects with bald questions about death, God, and pity), and displayed a sinuous, crafty intelligence. It didn’t hurt that she was petite and beautiful, with perfect cheekbones, straight, smooth hair that she wore parted in the middle or in pigtails; melancholy blue-grey eyes, set off by eyeliner; a cigarette-cured voice; and an adorable Italian accent. During the Vietnam War, she was sometimes photographed in fatigues and a helmet; her rucksack bore handwritten instructions to return her body to the Italian Ambassador “if K.I.A.” In these images she looked slight and vulnerable as a child. Her essential toughness never stopped taking people — men, especially — by surprise.

Fallaci’s journalism was infused with a “mythic sense of political evil”, an almost adolescent aversion to power, which suited the temperament of the times. “Whether”, she would say, “it comes from a despotic sovereign or an elected president, from a murderous general or a beloved leader, I see power as an inhuman and hateful phenomenon… I have always looked on disobedience towards the oppressive as the only way to use the miracle of having been born.” In her interview with Kissinger, she told him that he had become known as “Nixon’s mental wet nurse,” and lured him into boasting that Americans admired him because he “always acted alone” — like “the cowboy who leads the wagon train by riding ahead alone on his horse, the cowboy who rides all alone into the town.” Political cartoonists mercilessly lampooned this remark, and, according to Kissinger’s memoirs, the quote soured his relations with Nixon (Kissinger claimed that she had taken his words out of context). But the most remarkable moment in the interview came when Fallaci bluntly asked him, about Vietnam, “Don’t you find, Dr. Kissinger, that it’s been a useless war?”, and he began his reply with the words, “On this, I can agree.”
Internet: <www.newyorker.com> (adapted).
Based on the text, judge — right (C) or wrong (E) the following item.

Fallaci, in her interview with Kissinger, praised President Nixon to constraint Kissinger.
 

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2393250 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Texto – para a questão

Que a obra de boa qualidade sempre se destaca é uma afirmação sem valor, se aplicada a uma obra de qualidade realmente boa e se por “destaca” quer-se fazer referência à aceitação na sua própria época. Que a obra de boa qualidade sempre se destaca, no curso de sua futuridade, é verdadeiro; que a obra de boa qualidade mas de segunda ordem sempre se destaca, na sua própria época, é também verdadeiro.

Pois como há de um crítico julgar? Quais as qualidades que formam não o incidental, mas o crítico competente? Um conhecimento da arte e da literatura do passado, um gosto refinado por esse conhecimento, e um espírito judicioso e imparcial. Qualquer coisa menos do que isto é fatal ao verdadeiro jogo das faculdades críticas. (...)

Quão competente é, porém, o crítico competente? Suponhamos que uma obra de arte profundamente original surja diante de seus olhos. Como a julga ele? Comparando-a com as obras de arte do passado. Se for original, afastar-se-á em alguma coisa — e, quanto mais original, mais se afastará — das obras de arte do passado. Na medida em que o fizer, parecerá não se conformar com o cânone estético que o crítico encontra firmado em seu pensamento. (...)

De todos os lados, ouvimos o clamor de que o nosso tempo necessita de um grande poeta. O vazio central de todas as modernas realizações é uma coisa mais para se sentir do que para ser falada. Se o grande poeta tivesse de aparecer, quem estaria presente para descobri-lo? Quem pode dizer se ele já não apareceu? O público ledor vê, nos jornais, notícias das obras daqueles homens cuja influência e camaradagens tornaram-nos conhecidos, ou cuja secundariedade fez que fossem aceitos pela multidão.

Fernando Pessoa. Fernando Pessoaobras em prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1986, p. 284-85.

Com relação a vocabulário e aspectos gramaticais do texto, julgue C ou E.

O emprego do pronome “nos”, no segmento “tornaram-nos conhecidos”, evidencia que o autor do texto se inclui entre os homens “aceitos pela multidão”.

 

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2393160 Ano: 2010
Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Amartya Sen
Freedom, in the eyes of Amartya Sen, the famous Indian economist and philosopher, does not consist merely of being left to our own devices. It also requires that people have the necessary resources to lead lives that they themselves consider to be good ones. The focus on the individual has led some critics to accuse Sen of “methodological individualism” — not a compliment. Communitarian opponents, in particular, think that he pays insufficient regard to the broader social group. In response, he — usually an unfailingly courteous writer — becomes a bit cross, pointing out that “people who think, choose and act” are simply “a manifest reality in the world”. Of course communities influence people, “but ultimately it is individual valuation on which we have to draw, while recognising the profound interdependence of the aluations of people who interact with each other”.

Nor is Sen easily caricatured as an egalitarian: “capabilities”, for example, do not have to be entirely equal. He is a pluralist, and recognises that even capabilities cannot always trump other values. Liberty has priority, Sen insists, but not in an absurdly purist fashion that would dictate “treating the slightest gain of liberty — no matter how small — as enough reason to make huge sacrifices in other amenities of a good life — no matter how large”.

Throughout, Sen remains true to his Indian roots. One of the joys of his recently published book entitled The Idea of Justice is the rich use of Indian classical thought — the debate between 3rd-century emperor Ashoka, a liberal optimist, and Kautilya, a downbeat institutionalist, is much more enlightening than, say, a tired contrast between Hobbes and Hume.

Despite these diverting stories, the volume cannot be said to fall into the category of a “beach read”: subtitles such as “The Plurality of Non-Rejectability” provide plenty of warning. But for those who like their summer dinner tables to be filled with intelligent, dissenting discourse, the book is worth the weight. There is plenty here to argue with. Sen wouldn’t have it any other way.
Internet: <http://entertainment.timesonline.co.uk> (adapted).
Based on the text, judge — right (C) or wrong (E) the following item.

Communitarians’ major objection against Sen is based on his vigorous defence of unmitigated individualism.
 

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2393135 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Texto – para a questão

Que a obra de boa qualidade sempre se destaca é uma afirmação sem valor, se aplicada a uma obra de qualidade realmente boa e se por “destaca” quer-se fazer referência à aceitação na sua própria época. Que a obra de boa qualidade sempre se destaca, no curso de sua futuridade, é verdadeiro; que a obra de boa qualidade mas de segunda ordem sempre se destaca, na sua própria época, é também verdadeiro.

Pois como há de um crítico julgar? Quais as qualidades que formam não o incidental, mas o crítico competente? Um conhecimento da arte e da literatura do passado, um gosto refinado por esse conhecimento, e um espírito judicioso e imparcial. Qualquer coisa menos do que isto é fatal ao verdadeiro jogo das faculdades críticas. (...)

Quão competente é, porém, o crítico competente? Suponhamos que uma obra de arte profundamente original surja diante de seus olhos. Como a julga ele? Comparando-a com as obras de arte do passado. Se for original, afastar-se-á em alguma coisa — e, quanto mais original, mais se afastará — das obras de arte do passado. Na medida em que o fizer, parecerá não se conformar com o cânone estético que o crítico encontra firmado em seu pensamento. (...)

De todos os lados, ouvimos o clamor de que o nosso tempo necessita de um grande poeta. O vazio central de todas as modernas realizações é uma coisa mais para se sentir do que para ser falada. Se o grande poeta tivesse de aparecer, quem estaria presente para descobri-lo? Quem pode dizer se ele já não apareceu? O público ledor vê, nos jornais, notícias das obras daqueles homens cuja influência e camaradagens tornaram-nos conhecidos, ou cuja secundariedade fez que fossem aceitos pela multidão.

Fernando Pessoa. Fernando Pessoaobras em prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1986, p. 284-85.

Acerca do texto e das ideias nele desenvolvidas, julgue C ou E.

Segundo o autor do texto, as obras de arte do passado não servem de parâmetro para a crítica, porque elas atenderam a cânones estéticos da época em que foram produzidas.

 

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