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Respondida
Segundo as lições de Rogério Sanches Cunha e Juarez Cirino dos Santos, em suas obras “Manual de
Direito Penal” e “A moderna teoria do fato punível”, respectivamente, é incorreto afirmar sobre o dolo:
Respondida
De acordo com o Código Penal, é incorreto afirmar sobre o instituto da reabilitação:
A
A reabilitação alcança quaisquer penas aplicadas em sentença definitiva, assegurando ao condenado o sigilo
dos registros sobre o seu processo e condenação.
B
A reabilitação poderá ser requerida, decorridos 5 (cinco) anos do dia em que for extinta, de qualquer modo.
a pena ou terminar sua execução, computando-se o período de prova da suspensão e o do livramento
condicional, se não sobrevier revogação.
C
A impossibilidade de ressarcimento do dano causado pelo crime não impede a obtenção do benefício, desde
que o condenado comprove a absoluta impossibilidade de o fazer, até o dia do pedido, ou exiba documento
que comprove a renúncia da vítima ou novação da dívida.
D
A reabilitação será revogada, de ofício ou a requerimento do Ministério Público, se o reabilitado for
condenado, como reincidente, por decisão definitiva, a pena que não seja de multa.
Respondida
Quanto aos autores e partícipes das infrações penais, assinale a alternativa incorreta:
A
A participação está ligada à tipicidade e à conduta e não ao nexo de causalidade. Trata-se de hipótese de
adequação típica de subordinação direta. Logo, o artigo 13, caput , do Código Penal, que trata do nexo de
causalidade, só é aplicável ao autor do crime.
B
A teoria extensiva da autoria fundamenta-se na causação do resultado, sendo autor quem dá causa ao evento.
Em princípio, autor é aquele que causa a modificação do mundo externo.
C
A teoria do domínio do fato parte da tese restritiva e emprega um critério objetivo-subjetivo. Para a referida
teoria, autor é aquele que tem o domínio final do fato, controla finalisticamente o decurso do crime e decide
sobre sua prática, interrupção e circunstâncias. É uma teoria que se assenta em princípios relacionados à
conduta e não ao resultado. A teoria do domínio do fato só é aplicável aos crimes dolosos, sejam materiais,
formais ou de mera conduta.
D
É possível autoria por omissão em delito comissivo, desde que o autor tenha o dever jurídico de impedir o
resultado. Todavia, não existe participação omissiva em crime comissivo mediante omissão, ocorrendo
autorias. Para que o omitente responda pelo delito a título de autor, é necessário que o comportamento negativo
configure infração do dever jurídico de agir (posição de “garante”).
Respondida
De acordo com a Resolução n. 213/2015 do Conselho Nacional de Justiça, que regulamentou o
procedimento acerca da audiência de apresentação da pessoa presa em flagrante delito ao Juiz
(audiência de custódia), é correto afirmar:
A
Inexiste qualquer vedação expressa quanto a presença dos agentes policiais responsáveis pela prisão ou pela
investigação durante a audiência de custódia.
B
Compete ao juiz averiguar, por perguntas e visualmente, hipóteses de gravidez, existência de filhos ou
dependentes sob cuidados da pessoa presa em flagrante delito, histórico de doença grave, incluídos os
transtornos mentais e a dependência química.
C
A oitiva da pessoa presa será registrada, preferencialmente, em termo de manifestação da pessoa presa e do
conteúdo das postulações feitas pelo Ministério Público e pela defesa, e ficará arquivada na unidade
responsável pela audiência de custódia.
D
A ata da audiência conterá, apenas e resumidamente, a deliberação fundamentada do juiz quanto à legalidade
e manutenção da prisão, cabimento de liberdade provisória sem ou com a imposição de medidas cautelares
diversas da prisão, síntese da versão apresentada pelo autuado sobre o fato a ele atribuído, inclusive as
providências tomadas em caso da constatação de indícios de tortura e maus tratos.
Respondida
Conforme a Lei Orgânica número 25 de 6 de julho de 1998 do Ministério Público do Estado de Goiás,
assinale a alternativa incorreta:
A
Ao Ministério Público, organizado em carreira, é assegurado autonomia funcional, administrativa e
financeira, cabendo-lhe, especialmente, praticar atos e decidir sobre a situação funcional e administrativa do
pessoal, ativo e inativo, da carreira e dos serviços auxiliares, organizados em quadros próprios.
B
Ao Procurador-Geral de Justiça compete afastar membro do Ministério Público submetido a Processo
Administrativo Disciplinar.
C
Compete ao Colégio de Procuradores de Justiça disciplinar, por resolução, o procedimento do inquérito civil
instaurado na forma da lei.
D
O membro vitalício do Ministério Público somente perderá o cargo por sentença judicial transitada em
julgado, proferida em ação civil própria, que será proposta pelo Procurador-Geral de Justiça perante o Tribunal
de Justiça do Estado, após a autorização do Conselho Superior do Ministério Público.
Respondida
Assinale a alternativa que não corresponde à jurisprudência do STF:
Respondida
Sobre o poder de requisição do Ministério Público, é correto afirmar:
A
Decorre diretamente da Constituição Federal e poderá ser exercitado para a obtenção de informações
preliminares, indispensáveis à instauração de procedimentos investigatórios.
B
Nos termos da LC n. 25/98 - Lei Orgânica do Ministério Público do Estado de Goiás -, o poder de requisição,
quando a autoridade destinatária da requisição for o Governador do Estado, é conferido exclusivamente ao
Procurador-Geral de Justiça.
C
Nos termos da LC n. 25/98, o poder de requisição somente poderá ser exercitado para a obtenção de
informações, documentos ou dados públicos, em poder de autoridades federais, estaduais ou municipais, ou de
informações privadas, em poder daquelas autoridades.
D
O poder de requisição do Ministério Público, nos termos da LC n. 25/98, abrange a requisição de instauração
de sindicâncias ou procedimentos administrativos investigatórios contra servidores públicos, em relação aos
quais poderá o membro do Ministério Público acompanhar e participar, inclusive indicando diligências.
Respondida
Sobre a recomendação, assinale a alternativa incorreta:
A
A recomendação é instrumento colocado à disposição do Ministério Público pela Lei n. 8.625/98, pela Lei
Complementar n. 25/98 de amplo espectro, o qual poderá ser aviado, inclusive, para instar a autoridade
detentora do poder de legislar a editar normas ou alterar a legislação em vigor, para a melhoria dos serviços
públicos e de relevância pública.
B
Os Promotores de Justiça não podem expedir recomendações ao Governador do Estado, ao Presidente da
Assembléia Legislativa e ao Presidente do Tribunal de Justiça porquanto a atribuição para investigar atos por
estes praticados é do Procurador-Geral de Justiça.
C
A recomendação não tem caráter vinculativo e seu descumprimento, por si só, não enseja a responsabilização
do gestor por crime de desobediência ou por improbidade administrativa.
D
É admitido ao membro do Ministério Público, no exercício de suas atribuições, expedir recomendações
mesmo em situações em que não haja pretensão a ser formulada em juízo.
Respondida
A respeito do procedimento administrativo e do compromisso de ajustamento de conduta,
disciplinados na Resolução n. 9/2018 do Colégio de Procuradores de Justiça do Ministério Público do
Estado de Goiás, que dispõe sobre a tramitação dos autos extrajudiciais, é incorreto afirmar que:
Respondida
Com respaldo nas lições advindas da teoria da norma jurídica, assinale o item incorreto:
A
Segundo Humberto Ávila, quanto à maneira como contribuem para a decisão, as regras são normas
categorizadas como “preliminarmente decisivas e abarcantes”, enquanto os princípios trazem normas
“primariamente complementares e preliminarmente parciais”.
B
J. J. Gomes Canotilho, dentre vários critérios utilizados para distinguir regras de princípios, traz a chamada
função normogenética fundamentante, cuja concepção afirma que os princípios constituem o fundamento ou a
ratio das regras jurídicas.
C
Ronald Dworkin defende a existência de três espécies normativas: regras, diretrizes políticas e princípios.
As diretrizes políticas, afirma o jusfilósofo norte-americano, são normas ou standards que encerram objetivos
a serem alcançados. Dworkin, além disso, reconhece a possibilidade de um princípio, em um caso específico,
deixar de ser aplicado, sem que isso signifique sua invalidade.
D
Robert Alexy adota, em termos gerais, e com distintas denominações, a mesma concepção tripartida de
Dworkin. Não obstante, Alexy afirma que os princípios devem ser compreendidos como normas que se referem
apenas aos direitos individuais, ao passo que a tese da única resposta correta é restrita à espécie normativa
“diretrizes políticas”.