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Foram encontradas 1.110 questões.

2480425 Ano: 2014
Disciplina: Arquivologia
Banca: FEPESE
Orgão: MPE-SC
A Norma Geral Internacional de Descrição Arquivística estabelece diretrizes gerais para descrição arquivística.
A estrutura da Norma prevê as seguintes áreas:
 

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2480315 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: FEPESE
Orgão: MPE-SC

Texto 9

Língua e ideologia

A reprodução do preconceito

As palavras não são neutras, a língua não é neutra. A ideia de que as palavras nomeiam e, simplesmente porque nomeiam, o sentido está dado – de que elas não são prenhes de sentidos outros além daqueles que eu supunha tão ingenuamente – faz com que eu seja traído pela língua, seja manipulado pela língua.

Não tenho como me desenredar da teia de palavras, e de seus sentidos, e de suas implicações. Não tenho como falar delas senão usando elas, e dentro dos espaços em que elas, circulando, têm significação. “As palavras são tecidas a partir de uma multidão de fios ideológicos e servem de trama a todas as relações sociais em todos os domínios”, ensina Bakhtin.

O que posso fazer – ao invés de tentar escapar da rede de significado que elas constituem, escutando a advertência do poeta Drummond de que “sob a pele das palavras há cifras e códigos” –, o que posso fazer é ter consciência desse processo e de certos jogos possíveis de serem criados e, assim, evitar algumas ciladas.

Podemos encarar a relação língua e ideologia em dois planos: o plano da forma e o plano do conteúdo. O plano do sentido é o mais aparente, mais fácil de perceber; ao nível da forma, por se tratar de um fenômeno mais abstrato, a questão ideológica é menos visível, ainda que não menos importante.

BRITTO, Luiz Percival Leme. Língua e

Ideologia: a reprodução do preconceito. In BAGNO, M. (Org.) Linguística da Norma. São Paulo: Loyola, 2002. p. 135-137. [Adaptado]

Verifique se as afirmativas abaixo estão em consonância com o texto 9 e identifique as verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ).

( ) No título, o termo “ideologia” remete ao plano do conteúdo, ao passo que o termo “preconceito” faz referência ao plano da forma.

( ) O autor intercala o texto com passagens de discurso direto, que atuam como argumento de autoridade sustentando a ideia de que os sentidos transcendem a pura forma linguística.

( ) No segundo e terceiro parágrafos, o uso da primeira pessoa do discurso pode ser interpretado como fazendo referência a um sujeito genérico.

( ) Trata-se de um texto que visa popularizar o discurso científico, fato que se evidencia pelo uso de termos informais, comparações e incorporação de vozes cotidianas.

( ) Segundo o autor, a ideologia também se inscreve na materialidade linguística, o que implica que as descrições estruturais podem também considerar a dimensão ideológica presente na forma linguística.

Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.

 

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2480241 Ano: 2014
Disciplina: Arquivologia
Banca: FEPESE
Orgão: MPE-SC
Há na literatura arquivística as seguintes abordagens:
1. Provenienzprinzip, respect des fonds, documentos agrupados de acordo com a origem nos corpos administrativos de onde provieram.
2. Regitraturprinzip, quietat non movere, ordem original ou “santidade”.
BELLOTTO, 2006, p.131.
Pautado pela referida autora, afirma-se a respeito da santidade, que:
 

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2480231 Ano: 2014
Disciplina: Legislação de Trânsito
Banca: FEPESE
Orgão: MPE-SC
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Assinale a alternativa correta acerca do procedimento a ser adotado pelo condutor que necessitar realizar a conversão à esquerda e a operação de retorno, nas vias providas de acostamento.
 

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2480116 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: FEPESE
Orgão: MPE-SC

Planejando seu texto: falado e escrito

Vamos supor que começássemos a escrever usando a mesma variedade da língua que se usa na fala: chamei ela, a casa que eu moro, tá bem etc. Isso não significaria, em absoluto, que os textos escritos ficariam idênticos ao que vou chamar, por comodidade, de textos falados. Acontece que há outras diferenças, que acabam sendo mais importantes do que as diferenças gramaticais, e que são impossíveis de eliminar, porque não decorrem de convenção social, mas das limitações e recursos do meio empregado: a fala ou a escrita.

Para dar um exemplo: um leitor pode diminuir a velocidade de leitura, e pode reler um trecho se achar que não entendeu direito. Mas um ouvinte não tem esses recursos: se não entendeu, precisa pedir ao falante que repita – e não pode ficar fazendo isso o tempo todo, para não perturbar a própria situação de comunicação, e acabarem os dois se confundindo na conversa. Isso tem consequências para a estruturação do texto. Um autor pode escrever de maneira muito mais sintética, sem repetições e construindo suas frases em um plano amplo, como por exemplo:

O Durval, que toma conta da escola, saiu correndo atrás dos meninos da terceira série, que tinham ido para a rua, a fim de vigiá-los.

Essa frase funciona perfeitamente na escrita. Mas se for falada desse jeito – e principalmente se as outras frases do texto forem todas estruturadas assim – vai ficar difícil de entender. O ouvinte, que não pode voltar atrás, pode não se lembrar de quem é que vai “vigiar”, ou quem são “-los”, ou quem é que tinha ido para a rua. Essa passagem apareceria (e, na verdade, apareceu) em um texto falado com a seguinte forma:

aí, saiu o Durval saiu correndo atrás dos menino, né, o que toma conta lá da escola, pra poder, saiu correndo atrás dos menino, poder tomar conta dos menino. Os menino tinha ido pra rua, menino da terceira série.

PERINI, Mário A. A língua do Brasil amanhã e outros mistérios.

São Paulo: Parábola Editorial, 2004. p. 65-67.

Considerando as versões escrita e falada do exemplo dado no texto, assinale a alternativa correta.

 

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2480114 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: FEPESE
Orgão: MPE-SC

Texto 5

Fala e escrita

Uma diversidade, muito sutil e falaz, é a que existe entre a fala e a escrita. […] O estudante já vem para a escola falando satisfatoriamente, embora seja em regra deficiente no registro formal do uso culto; o que ele domina plenamente é a linguagem familiar, na maioria dos casos. Como quer que seja, a técnica da língua escrita ele tem de aprender na escola. Os professores partem da ilusão de que, ensinando-a, estão ao mesmo tempo ensinando uma fala satisfatória. […]

A língua escrita se manifesta em condições muito diversas da língua oral. […] A fala se desdobra numa situação concreta, sob o estímulo de um falante ou vários falantes outros, bem individualizados. Uma e outra coisa desaparecem na língua escrita. Já aí se tem uma primeira e profunda diferença entre os dois tipos de comunicação linguística.

Depois, a escrita não reproduz fielmente a fala, como sugere a metáfora tantas vezes repetida de que “ela é a roupagem da língua oral”.

CAMARA Jr., Joaquim Mattoso. Estrutura da língua portuguesa. 3. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1972. p. 9-10.

Texto 6

Fala e escrita

Uma primeira observação a ser feita é a que diz respeito ....... própria visão comparativa da relação entre fala e escrita. Quando se olha para ....... escrita tem-se a impressão de que se está contemplando algo naturalmente claro e definido. Tudo se passa como se ao nos referirmos ...... escrita estivéssemos apontando para um fenômeno se não homogêneo, pelo menos bastante estável e com pouca variação. O contrário ocorre com a consciência espontânea que se desenvolveu respeito da fala. Esta se apresenta como variada e, curiosamente, não nos vem ...... mente em primeira mão a fala padrão. É o caso de dizer que fala e escrita são intuitivamente construídas como tipos ideais concebidos com princípios opostos e que não correspondem ....... realidade alguma, a menos que identifiquemos um fenômeno que as realize.

A hipótese que defendemos supõe que: as diferenças entre fala e escrita se dão dentro do continuum tipológico das práticas sociais de produção textual e não na relação dicotômica de dois polos opostos. [grifos do autor]

MARCUSCHI, Luiz Antônio. Da fala para a escrita:

atividades de retextualização. 8. ed. São Paulo: Cortez, 2007. p. 37.

Analise as afirmativas abaixo, considerando os textos 5 e 6.

1. Os autores dos dois textos compartilham a mesma visão acerca dos princípios de natureza cognitiva que regem a linguagem humana e, consequentemente, as semelhanças e diferenças entre fala e escrita.

2. Para Camara Jr., fala e escrita são dois tipos de comunicação que se distinguem basicamente por aspectos de natureza pragmática; para Marcuschi, fala e escrita refletem, em alguma medida, a organização da sociedade.

3. No texto 5, há implicitamente um juízo de valor acerca da preponderância da fala sobre a escrita; já no texto 6, há uma avaliação explícita que prioriza e sobrepõe a escrita à fala.

4. Uma situação de aula expositiva seria classificada, na perspectiva do texto 5, como um evento de fala; sob a ótica do texto 6, pode-se considerar a possibilidade de domínio misto, com mescla de leituras comentadas e exposições pessoais.

5. Tanto no texto 5 como no texto 6 está presente a ideia de que fala e escrita são códigos que se distinguem no sentido de que o segundo é representação espelhada do primeiro.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.

 

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2479998 Ano: 2014
Disciplina: Psicologia
Banca: FEPESE
Orgão: MPE-SC
Sobre liderança, examine o trecho que se segue:
“Pressupõe relações sociais de ... (1)... , de modo que um dos membros atua em determinados momentos como ... (2) ... do grupo, com vistas ao alcance de um ... (3) ... que, sendo ... (4) ... , terá maiores possibilidades de ser alcançado com melhores resultados”. Tolfo, 2001
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas numeradas do texto.
 

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2479991 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: FEPESE
Orgão: MPE-SC

Texto 6

Fala e escrita

Uma primeira observação a ser feita é a que diz respeito ....... própria visão comparativa da relação entre fala e escrita. Quando se olha para ....... escrita tem-se a impressão de que se está contemplando algo naturalmente claro e definido. Tudo se passa como se ao nos referirmos ...... escrita estivéssemos apontando para um fenômeno se não homogêneo, pelo menos bastante estável e com pouca variação. O contrário ocorre com a consciência espontânea que se desenvolveu respeito da fala. Esta se apresenta como variada e, curiosamente, não nos vem ...... mente em primeira mão a fala padrão. É o caso de dizer que fala e escrita são intuitivamente construídas como tipos ideais concebidos com princípios opostos e que não correspondem ....... realidade alguma, a menos que identifiquemos um fenômeno que as realize.

A hipótese que defendemos supõe que: as diferenças entre fala e escrita se dão dentro do continuum tipológico das práticas sociais de produção textual e não na relação dicotômica de dois polos opostos. [grifos do autor]

MARCUSCHI, Luiz Antônio. Da fala para a escrita:

atividades de retextualização. 8. ed. São Paulo: Cortez, 2007. p. 37.

Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) de acordo com texto 6.

( ) Infere-se do texto que Marcuschi estabelece um contraste entre fala e escrita: enquanto a primeira é concreta, simples e contextualizada, a segunda é abstrata, complexa e descontextualizada.

( ) O autor acredita que a diferença básica entre fala e escrita diz respeito à propriedade de heterogeneidade vs. homogeneidade, respectivamente.

( ) Segundo Marcuschi, a polarização entre fala e escrita é um construto teórico idealizado, não sujeito à verificação empírica.

( ) Deduz-se, a partir do último parágrafo, que fala e escrita se situam em um continuum que envolve gêneros textuais.

( ) Em conformidade com a hipótese defendida pelo autor, fala e escrita fazem parte do mesmo sistema da língua, sendo realizações de uma gramática única.

Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.

 

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2479929 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: FEPESE
Orgão: MPE-SC

Do prescritivismo preconceituoso ao normativismo racional

O que aqui defendemos é um prescritivismo funcional e ilustrado, que caracterizamos por três traços: relativismo, gradação e elasticidade. Um prescritivismo relativista, que proclama a importância pragmática e simbólica da diversidade linguística, reconhece o valor de cada uma das variedades da língua e assume a convencionalidade dos padrões. Um prescritivismo graduado, que sustenta que as prescrições têm mais força e validade para certos estilos de comunicação que para outros, e inclusive que carecem de justificação para alguns, ao mesmo tempo em que defende que as exigências de conformidade à língua normativa não devem ser as mesmas para todos os falantes em todas as situações. Um prescritivismo elástico, que postula que as normas linguísticas devem se oferecer como orientações para o comportamento linguístico e não se impor como ditames imperativos para o comum dos falantes. Resumindo, um prescritivismo atento ao uso comum, e preocupado com que os padrões linguísticos não se afastem desnecessariamente dele.

Com tais pressupostos, talvez estejamos mais bem equipados para responder aos desafios de uma melhora significativa, equitativamente compartilhada, das competências linguístico-comunicativas do conjunto dos falantes, e da imprescindível e urgente democratização dos complexos instrumentos de poder e de saber que são as línguas.

MONTEAGUDO, Henrique. Variação e norma linguística: subsídios para uma (re)visão.

In: LAGARES, Xoán C.; G BAGNO, Marcos (orgs.) Políticas da norma e conflitos linguísticos. São Paulo: Parábola Editorial, 2011. p. 46. [Adaptado]

Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ), a partir do texto.

( ) O texto apresenta uma valoração positiva do autor em relação ao que ele concebe como “normativismo racional”.

( ) Infere-se que o “prescritivismo preconceituoso” seria dogmático, impositivo, rígido e alheio ao uso linguístico, em oposição ao “normativismo racional”.

( ) O “normativismo racional” é uma forma velada de prescritivismo, pois ainda defende o ensino da norma padrão como forma de empoderamento.

( ) A compreensão de uma norma linguística contextualizada, situada e variável traria efeitos benéficos para a democratização das línguas tomadas como instrumentos de poder.

( ) Os três traços que definem o prescritivismo funcional e ilustrado são incompatíveis entre si, pois mesclam concepções pragmáticas, discursivas e sociolinguísticas de língua.

Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.

 

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2479905 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: FEPESE
Orgão: MPE-SC

Texto 3

Os segredos

O que acontece às vezes com minha ignorância é que ela deixa de ser sentida como uma omissão e se torna quase palpável, assim como a escuridão, a gente às vezes parece que pode ser pegada. Quando é sentida como uma omissão, pode dar a sensação de mal-estar, uma sensação de não estar a par, enfim de ignorância mesmo. Quando ela se torna quase palpável como a escuridão, ela me ofende. O que ultimamente tem-me ofendido – e é uma ofensa mesmo porque dessa eu não tenho culpa, é uma ignorância que me é imposta – o que tem ultimamente me ofendido é sentir que em vários países há cientistas que mantêm em segredo coisas que revolucionariam meu modo de ver, de viver e de saber. Por que não contam o segredo? Porque precisam dele para criar novas coisas, e porque temem que a revelação cause pânico, por ser precoce ainda.

Então eu me sinto hoje mesmo como se estivesse na Idade Média. Sou roubada de minha própria época. Mas entenderia eu o segredo se me fosse revelado? Ah, haveria, tinha de haver um modo de eu me pôr em contato com ele.

Ao mesmo tempo estou cheia de esperanças no que o segredo encerra. Estão nos tratando como criança a quem não se assusta com verdades antes do tempo. Mas a criança sente que vem uma verdade por aí, sente como um rumor que não sabe de onde vem. E eu sinto um sussurro que promete. Pelo menos sei que há segredos, que o mundo físico e psíquico seria visto por mim de um modo totalmente novo – se ao menos eu soubesse. Eu tenho que ficar com a tênue alegria mínima do condicional “se eu soubesse”. Mas tenho que ter modéstia com a alegria. Quanto mais tênue é a alegria, mais difícil e mais precioso de captá-la – e mais amado o fio quase invisível da esperança de vir a saber.

LISPECTOR, Clarice. Aprendendo a viver. Rio de Janeiro: Rocco, 2004. p. 32-33.

No que se refere a aspectos linguísticos do texto 3, considere as afirmativas abaixo.

1. Em “Quando é sentida como uma omissão, pode dar a sensação […]. Quando ela se torna quase palpável como a escuridão, ela me ofende.”, encontram-se evidências de variação na forma de realização do sujeito.

2. Alguns padrões de uso podem ser identificados no texto, tais como preenchimento de sujeito de primeira pessoa do singular e uso de clíticos.

3. No primeiro parágrafo, as construções “O que ultimamente tem-me ofendido” e “o que tem ultimamente me ofendido” evidenciam o uso variável de ordenação do pronome oblíquo.

4. A conjunção “mas”, em cada um dos empregos – “Mas entenderia eu o segredo […] (segundo parágrafo); “Mas a criança sente […]” e “Mas tenho que ter modéstia […] (terceiro parágrafo) –, estabelece relações lógico-semânticas de oposição ou adversidade entre dois fatos.

5. No primeiro parágrafo, em “de ignorância mesmo” e “é uma ofensa mesmo”, a palavra “mesmo” atua anaforicamente como instrumento de coesão textual, podendo ser chamada de determinante remissivo.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.

 

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