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Cultura alimentar nas políticas culturais do Brasil
Ao ideia de que "comida é cultura" talvez seja facilmente compreendida, pois o ato de se alimentar constrói sentidos, significados, memórias, silenciamentos, violência, opressões apagamentos em cada individuo e na coletividade. A cultura, assim como a comida, por estar presente em diferentes dimensões da vida e das prática sociais, corre o risco de, muitas vezes, ser deslocada e realocada na produção de conhecimentoa e na ação política. Com Isso, desconsidera-se a centralidade da cultura no desenvolvimento da humanidade, que vai desde o surgimento da técnicab e da linguagem à sua Inclusão nas poIíticas públicas.
O antropólogo Jesus Contreras e antropóloga Mabel Gracia. compreendem a cultura alimentar como um conjunto de representações, crenças, conhecimentos e práticas. Pode ser herdada ou aprendida esta associada à alimentação compartilhada por individuos de uma culturac. De Igual forma, a compartilharmos uma cultura, Contreras e Gracia afirmam que tendemos a atuar de forma similar como fazemos com a comida, ou seja, somos guiados por orientações, preferências e sanções autorizadas por determinada cultura.
Em diálogo com essa perspectiva, a antropóloga Maria Emília Pacheco, assessora da ONG Fase a integrante do Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (FBSSAN), enfatiza o papel substantivo e político da cultura nos sistemas alimentares, e não como um adjetivo. Considera que a alimentação se expressa em representações, envolve escolhas, símbolos e classificações que mostram as visões sobre a história e as tradições alimentares.
É também no contexto histórico de lutas por direitos sociais que o sentido político da cultura vem sendo construido. Em 2016, a carta política do II Seminário Nacional de Educação em Agroecologia, organizado pela Associação Brasileira de Agroecologia (ABA), destacou a cultura como “elemento político de diálogo com os territórios, uma vez que é a representação da diversidade e dos saberes populares” e a definiu como memória por denotar a necessidade de reconhecer os saberes ancestrais, aprender com eles e renová-los.
Essas ideias sobre a cultura dialogam com as do pensador francês Edgar Morind; ao entendê- la como “memória generativa depositária das regras de organização social, ela É fonte produtora de saberes, competências e programas de comportamento". Morin a considera como um patrimônio informacional, pois organiza a experiência humana. De acordo com esse autor, a cultura abrange os conhecimentos acumulados por gerações sobre o ambiente, o clima, as plantas, os animais, as técnicas do corpo, as técnicas de fabricação e de manejo dos artefatos, as crenças, a visão de mundo etc., em que se retempera e se regenera a comunidade.
Morin afirma que a cultura fornece ao pensamento suas condições de formação e concepção. Para esse pensador, à cultura e a sociedade, via cultura, estão no interior do conhecimento humano e produz conhecimento. A comida é uma prática cultural que contribui para enxergar a complexidade da vida é a condição humana no seu conjunto - ecossistema é biosfera. Alimenta todo o complexo vivo do nosso organismo, das células às moléculas. Nutre a mente, as redes neuronais, psíquicas, sociais e espirituais. É uma via concreta - é comestível - para compreender o mundo é nos auxiliar na criação da estratégias para intervir em realidades.
Ao longo dos últimos 20 anos, diferentes povos e organizações da sociedade civil têm forjado coletivamente a compreensão do que entendem por cultura alimentar, bem como têm criado estratégias para sua inserção nas políticas públicas. À essas concepções de cultura, geradas nas lutas sociais e com pensadores da complexidade e das ciências sociais, trazemos a reflexão sobre o lugar da comidae nas políticas culturais no Brasil.
(...)
(Juliana Dias e André Luza. Le Monde Diplomafique, 30 de novembro de 2020, com alterações)
É também no contexto histórico de lutas por direitos sociais que o sentido político da cultura vem sendo construido.
Assinale a alternativa em que o termo exerça, no texto, função sintática igual ao do sublinhado no trecho acima.
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Cultura alimentar nas políticas culturais do Brasil
Ao ideia de que 'comida é cultura talvez seja facilmente compreendida, pois o ato de se alimentar constrói sentidos, significados, memórias, silenciamentos, violência, opressões apagamentos em cada individuo e na coletividade. A cultura, assim como a comida(a), por estar presente em diferentes dimensões da vida e das prática sociais, corre o risco de, muitas vezes, ser deslocada e realocada na produção de conhecimento e na ação política. Com Isso, desconsidera-se a centralidade da cultura no desenvolvimento da humanidade, que vai desde o surgimento da técnica e da linguagem à sua Inclusão nas poIitícas públicas.
O antropólogo Jesus Contreras e antropóloga Mabel Gracia. compreendem a cultura alimentar como um conjunto de representações, crenças, conhecimentos e práticas. Pode ser herdada ou aprendida esta associada à alimentação compartilhada por individuos de uma. cultura. De Igual forma, a compartilharmos uma cultura, Contreras e Gracia afirmam que tendemos a atuar de forma similar como fazemos com a comida, ou seja, somos guiados por orientações, preferências e sanções autorizadas por determinada cultura.
Em diálogo com assa perspectiva, a antropóloga Maria Emília Pacheco, assessora da ONG Fase a integrante do Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar 6 Nutricional (FBSSAN)(b), enfatiza o papel substantivo e político da cultura nos sistemas alimentares, e não como um adjetivo. Considera que a alimentação se expressa em representações, envolve escolhas, símbolos e classificações que mostram as visões sobre a história e as tradições alimentares.
É também no contexto histórico de lutas por direitos sociais que o sentido político da cultura vem sendo construido. Em 2016, a carta política do II Seminário Nacional de Educação em Agroecologia, organizado pela Associação Brasileira de Agroecologia (ABA), destacou a cultura como “elemento político de diálogo com os territórios(c), uma vez que é a representação da diversidade e dos saberes populares” e a definiu como memória por denotar a necessidade de reconhecer os saberes ancestrais, aprender com eles e renová-los.
Essas ideias sobre a cultura dialogam com as do pensador francês Edgar Morin; ao entendê- la como “memória generativa depositária das regras de organização social, ela É fonte produtora de saberes, competências e programas de comportamento". Morin a considera como um patrimônio informacional, pois organiza a experiência humana. De acordo com esse autor, a cultura abrange os conhecimentos acumulados por gerações sobre o ambiente, o clima, as plantas, os animais, as técnicas do corpo, as técnicas de fabricação e de manejo dos artefatos(d), as crenças, a visão de mundo etc., em que se retempera e se regenera a comunidade.
Morin afirma que a cultura fornece ao pensamento suas condições de formação concepção. Para esse pensador, à cultura e a sociadade, via cultura, estão no interior do conhecimento humano e produz conhecimento. À comida é uma prática cultural que contribui para enxergar a complexidade da vida é a condição humana no seu conjunto - ecossistema é biosfera. Alimenta todo o complexo vivo do nosso organismo, das células às moléculas. Nutre a mente, as redes neuronais, psíquicas, sociais e espirituais. É uma via concreta - é comestível(e) - para compreender o mundo é nos auxiliar na criação da estratégias para intervir em realidades.
Ao longo dos últimos 20 anos, diferentes povos e organizações da sociedade civil têm forjado coletivamente a compreensão do que entendem por cultura alimentar, bem como têm criado estratégias para sua inserção nas políticas públicas. À essas concepções de cultura, geradas nas lutas sociais e com pensadores da complexidade e das ciências sociais, trazemos a reflexão sobre o lugar da comida nas políticas culturais no Brasil.
(...)
(Jullana Dias e André Luza. Le Monde Diplomafique. 30 de novembro de 2020, com alterações)
Assinale a alternativa em que o termo exerça função sintática igual à de Jesus Contreras.
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Cultura alimentar nas políticas culturais do Brasil
Ao ideia de que 'comida é cultura talvez seja facilmente compreendida, pois o ato de se alimentar constrói sentidos, significados, memórias, silenciamentos, violência, opressões apagamentos em cada individuo e na coletividade. A cultura, assim como a comida, por estar presente em diferentes dimensões da vida e das prática sociais, corre o risco de, muitas vezes, ser deslocada e realocada na produção de conhecimento e na ação política. Com Isso, desconsidera-se a centralidade da cultura no desenvolvimento da humanidade, que vai desde o surgimento da técnica e da linguagem à sua Inclusão nas poIitícas públicas.
O antropólogo(a) Jesus Contreras e antropóloga Mabel Gracia. compreendem a cultura alimentar como um conjunto de representações, crenças, conhecimentos e práticas. Pode ser herdada ou aprendida esta associada à alimentação compartilhada por individuos de uma. cultura. De Igual forma, a compartilharmos uma cultura, Contreras e Gracia afirmam que tendemos a atuar de forma similar como fazemos com a comida, ou seja, somos guiados por orientações, preferências e sanções autorizadas por determinada cultura.(b)
Em diálogo com essa(c) perspectiva, a antropóloga Maria Emília Pacheco, assessora da ONG Fase a integrante do Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar 6 Nutricional (FBSSAN), enfatiza o papel substantivo e político da cultura nos sistemas alimentares, e não como um adjetivo(d). Considera que a alimentação se expressa em representações, envolve escolhas, símbolos e classificações que mostram as visões sobre a história e as tradições alimentares.
É também no contexto histórico de lutas por direitos sociais que o sentido político da cultura vem sendo construido. Em 2016, a carta política do II Seminário Nacional de Educação em Agroecologia, organizado pela Associação Brasileira de Agroecologia (ABA), destacou a cultura como “elemento político de diálogo com os territórios, uma vez que é a representação da diversidade e dos saberes populares” e a definiu como memória por denotar a necessidade de reconhecer os saberes ancestrais, aprender com eles e renová-los.
Essas ideias sobre a cultura dialogam com as do pensador francês Edgar Morin; ao entendê- la como “memória generativa depositária das regras de organização social, ela É fonte produtora de saberes(e), competências e programas de comportamento". Morin a considera como um patrimônio informacional, pois organiza a experiência humana. De acordo com esse autor, a cultura abrange os conhecimentos acumulados por gerações sobre o ambiente, o clima, as plantas, os animais, as técnicas do corpo, as técnicas de fabricação e de manejo dos artefatos, as crenças, a visão de mundo etc., em que se retempera e se regenera a comunidade.
Morin afirma que a cultura fornece ao pensamento suas condições de formação e concepção. Para esse pensador, à cultura e a sociadade, via cultura, estão no interior do conhecimento humano e produz conhecimento. À comida é uma prática cultural que contribui para enxergar a complexidade da vida é a condição humana no seu conjunto - ecossistema é biosfera. Alimenta todo o complexo vivo do nosso organismo, das células às moléculas. Nutre a mente, as redes neuronais, psíquicas, sociais e espirituais. É uma via concreta - é comestível - para compreender o mundo é nos auxiliar na criação da estratégias para intervir em realidades.
Ao longo dos últimos 20 anos, diferentes povos e organizações da sociedade civil têm forjado coletivamente a compreensão do que entendem por cultura alimentar, bem como têm criado estratégias para sua inserção nas políticas públicas. À essas concepções de cultura, geradas nas lutas sociais e com pensadores da complexidade e das ciências sociais, trazemos a reflexão sobre o lugar da comida nas políticas culturais no Brasil.
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(Jullana Dias e André Luza. Le Monde Diplomafique. 30 de novembro de 2020, com alterações)
Assinala a alternativa em que o termo exerça, no texto, papel adjetivo.
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Cultura alimentar nas políticas culturais do Brasil
Ao ideia de que 'comida é cultura talvez seja facilmente compreendida, pois o ato de se alimentar(a) constrói sentidos, significados, memórias, silenciamentos, violência, opressões apagamentos em cada individuo e na coletividade. A cultura, assim como a comida, por estar presente em diferentes dimensões da vida e das prática sociais, corre o risco de, muitas vezes, ser deslocada e realocada na produção de conhecimento e na ação política. Com Isso, desconsidera-se(b) a centralidade da cultura no desenvolvimento da humanidade, que vai desde o surgimento da técnica e da linguagem à sua Inclusão nas poIitícas públicas.
O antropólogo Jesus Contreras e antropóloga Mabel Gracia. compreendem a cultura alimentar como um conjunto de representações, crenças, conhecimentos e práticas. Pode ser herdada ou aprendida esta associada(c) à alimentação compartilhada por individuos de uma. cultura. De Igual forma, a compartilharmos uma cultura, Contreras e Gracia afirmam que tendemos a atuar de forma similar como fazemos com a comida, ou seja, somos guiados por orientações, preferências e sanções autorizadas por determinada cultura.
Em diálogo com assa perspectiva, a antropóloga Maria Emília Pacheco, assessora da ONG Fase a integrante do Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar 6 Nutricional (FBSSAN), enfatiza o papel substantivo e político da cultura nos sistemas alimentares, e não como um adjetivo. Considera que a alimentação se expressa em representações, envolve escolhas, símbolos e classificações que mostram as visões sobre a história e as tradições alimentares.
É também no contexto histórico de lutas por direitos sociais que o sentido político da cultura vem sendo construido(d). Em 2016, a carta política do II Seminário Nacional de Educação em Agroecologia, organizado pela Associação Brasileira de Agroecologia (ABA), destacou a cultura como “elemento político de diálogo com os territórios, uma vez que é a representação da diversidade e dos saberes populares” e a definiu como memória por denotar a necessidade de reconhecer os saberes ancestrais, aprender com eles e renová-los.
Essas ideias sobre a cultura dialogam com as do pensador francês Edgar Morin; ao entendê- la como “memória generativa depositária das regras de organização social, ela É fonte produtora de saberes, competências e programas de comportamento". Morin a considera como um patrimônio informacional, pois organiza a experiência humana. De acordo com esse autor, a cultura abrange os conhecimentos acumulados por gerações sobre o ambiente, o clima, as plantas, os animais, as técnicas do corpo, as técnicas de fabricação e de manejo dos artefatos, as crenças, a visão de mundo etc., em que se retempera(e) e se regenera a comunidade.
Morin afirma que a cultura fornece ao pensamento suas condições de formação e concepção. Para esse pensador, à cultura e a sociadade, via cultura, estão no interior do conhecimento humano e produz conhecimento. À comida é uma prática cultural que contribui para enxergar a complexidade da vida é a condição humana no seu conjunto - ecossistema é biosfera. Alimenta todo o complexo vivo do nosso organismo, das células às moléculas. Nutre a mente, as redes neuronais, psíquicas, sociais e espirituais. É uma via concreta - é comestível - para compreender o mundo é nos auxiliar na criação da estratégias para intervir em realidades.
Ao longo dos últimos 20 anos, diferentes povos e organizações da sociedade civil têm forjado coletivamente a compreensão do que entendem por cultura alimentar, bem como têm criado estratégias para sua inserção nas políticas públicas. À essas concepções de cultura, geradas nas lutas sociais e com pensadores da complexidade e das ciências sociais, trazemos a reflexão sobre o lugar da comida nas políticas culturais no Brasil.
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(Jullana Dias e André Luza. Le Monde Diplomafique. 30 de novembro de 2020, com alterações)
Assinale a alternativa em que a estrutura NÃO tenha valor de voz passiva.
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Cultura alimentar nas políticas culturais do Brasil
Ao ideia de que 'comida é cultura talvez seja facilmente compreendida, pois o ato de se alimentar constrói sentidos, significados, memórias, silenciamentos, violência, opressões apagamentos em cada individuo e na coletividade. A cultura, assim como a comida, por estar presente em diferentes dimensões da vida e das prática sociais, corre o risco de, muitas vezes, ser deslocada e realocada na produção de conhecimento e na ação política. Com Isso, desconsidera-se a centralidade da cultura no desenvolvimento da humanidade, que(a) vai desde o surgimento da técnica e da linguagem à sua Inclusão nas poIitícas públicas.
O antropólogo Jesus Contreras e antropóloga Mabel Gracia. compreendem a cultura alimentar como um conjunto de representações, crenças, conhecimentos e práticas. Pode ser herdada ou aprendida esta associada à alimentação compartilhada por individuos de uma. cultura. De Igual forma, a compartilharmos uma cultura, Contreras e Gracia afirmam que tendemos a atuar de forma similar como fazemos com a comida, ou seja, somos guiados por orientações, preferências e sanções autorizadas por determinada cultura.
Em diálogo com assa perspectiva, a antropóloga Maria Emília Pacheco, assessora da ONG Fase a integrante do Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar 6 Nutricional (FBSSAN), enfatiza o papel substantivo e político da cultura nos sistemas alimentares, e não como um adjetivo. Considera que a alimentação se expressa em representações, envolve escolhas, símbolos e classificações que(b) mostram as visões sobre a história e as tradições alimentares.
É também no contexto histórico de lutas por direitos sociais que(c) o sentido político da cultura vem sendo construido. Em 2016, a carta política do II Seminário Nacional de Educação em Agroecologia, organizado pela Associação Brasileira de Agroecologia (ABA), destacou a cultura como “elemento político de diálogo com os territórios, uma vez que é a representação da diversidade e dos saberes populares” e a definiu como memória por denotar a necessidade de reconhecer os saberes ancestrais, aprender com eles e renová-los.
Essas ideias sobre a cultura dialogam com as do pensador francês Edgar Morin; ao entendê- la como “memória generativa depositária das regras de organização social, ela É fonte produtora de saberes, competências e programas de comportamento". Morin a considera como um patrimônio informacional, pois organiza a experiência humana. De acordo com esse autor, a cultura abrange os conhecimentos acumulados por gerações sobre o ambiente, o clima, as plantas, os animais, as técnicas do corpo, as técnicas de fabricação e de manejo dos artefatos, as crenças, a visão de mundo etc., em que(d) se retempera e se regenera a comunidade.
Morin afirma que a cultura fornece ao pensamento suas condições de formação e concepção. Para esse pensador, à cultura e a sociadade, via cultura, estão no interior do conhecimento humano e produz conhecimento. À comida é uma prática cultural que contribui para enxergar a complexidade da vida é a condição humana no seu conjunto - ecossistema é biosfera. Alimenta todo o complexo vivo do nosso organismo, das células às moléculas. Nutre a mente, as redes neuronais, psíquicas, sociais e espirituais. É uma via concreta - é comestível - para compreender o mundo é nos auxiliar na criação da estratégias para intervir em realidades.
Ao longo dos últimos 20 anos, diferentes povos e organizações da sociedade civil têm forjado coletivamente a compreensão do que(e) entendem por cultura alimentar, bem como têm criado estratégias para sua inserção nas políticas públicas. À essas concepções de cultura, geradas nas lutas sociais e com pensadores da complexidade e das ciências sociais, trazemos a reflexão sobre o lugar da comida nas políticas culturais no Brasil.
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(Jullana Dias e André Luza. Le Monde Diplomafique. 30 de novembro de 2020, com alterações)
Assinale a alternativa em que o QUE seja classificado de forma distinta da das demais.
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O Sistema de Classificação H.R.B. (Highway Research Board) é largamente utilizado para projetos de engenharia de estradas. Nele, os solos são classificados em grupos e subgrupos a partir dos seus parâmetros granulométricos e de consistência.
Com base na Classificação H.R.B., determina-se o Índice de Grupo do Solo, que é um parâmetro de grande importância para o dimensionamento de pavimentos de estrada. O índice de grupo é um número inteiro positivo que varia de 0 a 20, indicando, assim, a capacidade de suporte do solo, que varia de péssimo a ótimo, e é dado pela expressão:
IG = A. (0,2 + 0,005. B) + 0,01. C.D
onde:
A= P200 - 35 (cm 0 < A < 40)
B = LL - 40 (com 0< B<20)
C = P200 - 15 (com 0 < C < 40)
D = IP - 10 (com 0 < D < 20)
IG – o resultado final obtido deve ser um número inteiro – aproximação para o número inteiro acima.
Assim, para um solo em que 50% do material passe na peneira 200, o limite de liquidez seja igual a 45% e o índice de plasticidade igual a 25%, o Índice de Grupo será igual a
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A planta a seguir mostra as curvas de nível de um terreno:

Com base na imagem, assinale a alternativa que represente corretamente o perfil AB.
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Seja uma caixa d’água elevada em concreto armado de dimensões 3x3x4m, apoiada em 4 pilares, conforme mostra a figura a seguir:

Considerando a caixa d’água cheia, o diagrama que representa corretamente o momento fletor na laje de fundo da caixa é
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Os peixes que estão se viciando em drogas ilegais
Cerca de 269 milhões de pessoas em todo o mundo usam drogas a cada ano. E uma questão básica de biologia acaba, muitas vezes, sendo esquecida nesta história: tudo o que entra precisa sair.
Os esgotos estão inundados com drogas que são excretadas do corpo, junto aos componentes químicos fragmentados que têm efeitos semelhantes aos das próprias drogas. Uma grande quantidade de esgoto também chega aos rios e águas costeiras sem tratamento. Uma vez no meio ambiente, as drogas e seus subprodutos podem afetar a vida selvagem.
Em um estudo recente publicado no Journal of Experimental Biology, pesquisadores da República Tcheca investigaram como a metanfetamina um estimulante com cada vez mais usuários em todo o mundo - pode estar afetando a truta-marrom selvagem.
Eles examinaram se as concentrações de metanfetamina e um de seus subprodutos, a anfetamina, que foram estimadas a partir de outros estudos que mediram as concentrações de drogas ilícitas nos cursos de água, poderiam ser detectadas no cérebro da truta-marrom. Eles também analisaram se essas concentrações eram suficientes para causar dependência nos animais.
As trutas foram expostas à droga em grandes tanques durante oito semanas e, em seguida, colocadas em abstinência, ficando por dez dias em tanques que não continham a droga. Durante esse tempo, os pesquisadores testaram a preferência dos peixes por água limpa ou contendo metanfetamina e compararam com as respostas de peixes que nunca haviam sido expostos à droga.
As descobertas foram intrigantes. Os peixes expostos à metanfetamina preferiram a água contendo a droga, enquanto tal preferência não foi demonstrada pelos peixes do grupo de controle. Os pesquisadores também descobriram que, durante o período de abstinência, as trutas expostas à metanfetamina se moviam menos. Eles interpretaram isso como um sinal de ansiedade ou estresse - típicos de abstinência de drogas em humanos.
A química cerebral dos peixes expostos também diferia dos não expostos - foram detectadas várias mudanças nas substâncias químicas do cérebro que correspondem ao que é visto em casos de dependência em humanos. Mesmo depois que os efeitos comportamentais diminuíram após 10 dias de abstinência, esses marcadores no cérebro ainda estavam presentes.
Isso sugere que a exposição à metanfetamina pode ter efeitos duradouros, semelhantes aos que são observados nas pessoas.
Se as trutas estão "curtindo" as drogas, como parecem estar no estudo recente, podem ficar inclinadas a rondar tubulações por onde o efluente é descarregado. Os peixes podem se comportar de forma parecida com a que observamos em humanos que sofrem de dependência, não apenas a partir deste experimento, mas de vários estudos com diferentes espécies de peixes.
Uma das características do vício em drogas é a perda de interesse por outras atividades - mesmo aquelas que geralmente são altamente motivadas, como comer ou se reproduzir. É possível que os peixes comecem a mudar seu comportamento natural, causando problemas na sua alimentação, reprodução e, em última instância, na sua sobrevivência. Eles podem, por exemplo, ser menos propensos a escapar de predadores.
A exposição às drogas não afeta apenas os peixes em si, mas também seus descendentes. Nos peixes, o vício pode ser herdado ao longo de várias gerações. Isso poderia ter implicações duradouras para os ecossistemas, mesmo se o problema fosse resolvido agora.
Este não é o primeiro estudo a descobrir drogas ilícitas na vida selvagem. Em 2019, cientistas do Reino Unido encontraram cocaína em camarões de água doce em todos os 15 rios em que coletaram amostras. Curiosamente, eles detectaram drogas ilícitas com mais frequência do que alguns produtos farmacêuticos comuns.
Mas os efeitos mais amplos dessas drogas permanecem em grande parte desconhecidos. Há, no entanto, estudos abrangentes sobre os efeitos dos produtos farmacêuticos nos rios. Os medicamentos também não se fragmentam totalmente em nossos corpos e chegam às estações de tratamento de esgoto pelas fezes e a urina. A maior parte é eliminada com efluentes residuais, mas outra parte entra nos rios ao escoar de aterros sanitários ou campos agrícolas em que o esgoto humano é usado como fertilizante.
A vida selvagem presente em rios e águas costeiras, onde o efluente é despejado, está exposta a coquetéis de medicamentos - de analgésicos a antidepressivos. Peixes que viviam rio abaixo de algumas estações de tratamento de esgoto "mudaram" do sexo masculino para feminino em poucas semanas devido à exposição a produtos químicos desreguladores de hormônios encontrados em pílulas anticoncepcionais.
Estudos recentes mostram que os antidepressivos podem causar uma ampla variedade de mudanças comportamentais em organismos aquáticos, desde agressão, atração pela luz e ousadia crescente.
O vício em drogas é um problema de saúde global que pode devastar comunidades, e lidar com suas consequências ambientais vai sair caro. Um estudo estimou que custaria mais de US$ 50 bilhões para modernizar as estações de tratamento de esgoto da Inglaterra e do País de Gales para que sejam capazes de remover essas substâncias químicas.
Pode parecer óbvio que drogas receitadas e ilegais destinadas a mudar o comportamento humano também mudem o comportamento da vida selvagem. Mas esse problema é potencialmente muito mais difundido e complexo.
Nem sequer sabemos se substâncias químicas sintéticas presentes em artigos domésticos de uso diário, como cosméticos, roupas e produtos de limpeza, podem afetar o comportamento das pessoas e de outras espécies. Um grupo internacional de cientistas fez um apelo às empresas e órgãos reguladores para verificar seus efeitos tóxicos no comportamento, como parte das avaliações de risco de novos produtos químicos.
Se quisermos controlar a quantidade de produtos farmacêuticos em nossos cursos de água, é preciso fazer mais para melhorar a filtragem nas estações de tratamento de esgoto, e forçar as empresas de água a assumir mais responsabilidade para garantir que o efluente não afete a vida selvagem.
(Matt Parker e Alex Ford. Matt Parker é professor de neurociência e psicofarmacologia na Universidade de
Portsmouth, no Reino Unido. Alex Ford é professor de biologia na mesma instituição. BBC Future
(The Conversation), 6 agosto 2021, com adaptações.)
Cerca de 269 milhões de pessoas em todo o mundo usam drogas a cada ano.
A respeito do período acima, analise as afirmativas a seguir:
I. Alterando-se o conteúdo, independentemente de sua veracidade, ocorreria impropriedade vocabular na escolha da expressão "cerca de" caso o quantitativo fosse alterado para "269 pessoas".
II. Apesar de não preferida, gramaticalmente estaria correta a construção "Cerca de 269 milhões de pessoas em todo o mundo são viciados".
III. A expressão "cerca de" poderia ser substituída, no período, sem provocar alteração de sentido, por "perto de".
Assinale
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Com base na Lei 9.099/95, analise as afirmativas a seguir:
I. O réu, sendo pessoa física ou titular de firma individual, poderá ser representado por preposto credenciado, munido de carta de preposição com poderes para transigir, sem haver necessidade de vínculo empregatício.
Il. As intimações serão feitas na forma prevista para citação, ou por qualquer outro meio idôneo de comunicação, mas não se fará citação por edital.
III. O autor poderá responder ao pedido do réu na própria audiência ou requerer a designação da nova data, que será desde logo fixada, cientes todos os presentes.
Assinale
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