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2701367 Ano: 2004
Disciplina: Química
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Petrobrás

Enunciado 2835701-1

A simples lavagem de um carro em equipamentos automáticos de postos de gasolina gasta, em média, cerca de 100 litros de água. Diante da perspectiva de um futuro de escassez desse recurso, diminuir seu desperdício foi a meta de uma técnica desenvolvida por uma engenheira civil em seu mestrado, realizado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Na pesquisa, foi elaborado um processo de reciclagem que reduz a quantidade de poluentes que se incorporam à água após ela ser usada nos equipamentos de lavagem, o que permite a sua reutilização pelos postos de gasolina.

O processo de reciclagem que a pesquisadora utilizou e aperfeiçoou foi o da flotação por ar dissolvido: a água usada na lavagem é armazenada em um recipiente e recebe substâncias químicas (cloreto de ferro, sulfato de alumínio etc.), que fazem com que as partículas de sujeira se aglomerem e formem flocos. Em seguida são liberadas microbolhas de ar que aderem aos flocos de sujeira. O aglomerado partícula-bolha é menos denso que a água, o que permite a remoção manual ou mecânica de grande parte dos poluentes presentes no líquido.

De 70% a 80% da água utilizada em uma lavagem pode ser recuperada, mas a taxa pode ser ainda maior com o acréscimo de água da chuva, que serve para minimizar as perdas com a evaporação e diminuir o índice de poluentes que se concentram após vários processos de reciclagem. “Uma certa quantidade de sais, por exemplo, pode provocar a corrosão da carroceria do veículo”, explica a pesquisadora.

Os poluentes produzidos em uma lavagem de carro são uma mixórdia: óleos, graxa, partículas de poeira, carbono, asfalto, metais pesados, detergentes etc. “Uma remoção grosseira dos poluentes pode ocasionar o crescimento de microrganismos, como a bactéria Legionella pneumophila, que podem provocar danos à saúde das pessoas que entram em contato com o líquido armazenado”, pondera a pesquisadora. “Além disso, a água pode ficar com um odor desagradável”. A reciclagem da água usada na lavagem de carros ainda é incipiente no Brasil, pois a maioria dos métodos não atinge resultados satisfatórios. “No exterior existem tratamentos eficientes, mas muito caros”, esclarece a pesquisadora. Os testes em escala experimental realizados conseguiram remover cerca de 90% dos poluentes suspensos e de 60% a 80% dos dissolvidos. “Esse é um índice de qualidade ótimo para se reciclar a água”, ressalta.

Ciência Hoje on-line. 4/7/2003 (com adaptações).

Tendo por referência o texto ao lado, julgue o item a seguir.

No processo de reciclagem aperfeiçoado pela pesquisadora, uma das substâncias químicas utilizadas no tratamento da água apresenta moléculas contendo 2 átomos de alumínio, 3 de enxofre e 12 de oxigênio.

 

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2701366 Ano: 2004
Disciplina: Química
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Petrobrás

O modelo de obtenção de energia a partir da queima de combustíveis fósseis, adotado no início do desenvolvimento econômico industrial e cuja equação química geral é !$ \alpha !$CxH2x + 2 + !$ \beta !$O2 !$ \gamma !$CO2 + !$ \eta !$H2O, tem apresentado várias conseqüências danosas para o atual estágio socioeconômico mundial. Uma delas é o aumento da concentração de óxidos no ar, tais como CO2, SO2, SO3, NO e NO2, que poluem a atmosfera. Esses óxidos reagem com a água da chuva, formando ácidos. Abaixo são representados alguns exemplos dessas reações.

I – CO2 + H2O → H2CO3

II – SO2 + ½ O2 + H2O → H2SO4

III – 2NO + O2 + H2O → HNO3 + HNO2

Os ácidos formados precipitam-se com a chuva, o que traz prejuízos para a agricultura, a vida aquática, a construção civil etc. Questões como essas, associadas à incerteza da quantidade de petróleo disponível no mundo, tornaram a pesquisa de outras fontes de energia uma prioridade na busca do bem-estar da humanidade e de um desenvolvimento economicamente sustentável. Diante dessa tarefa, a PETROBRAS já vem realizando pesquisas e decidiu que, até 2010, será uma companhia de energia e não mais uma empresa somente de petróleo e gás, o que justifica o seu slogan: DESAFIO, ESSA É A NOSSA ENERGIA!

Considerando o texto acima e sabendo que M(C) = 12 g/mol, M(O) = 16 g/mol e M(H) = 1 g/mol, julgue o item a seguir.

A combustão de 114 g de octano (C8H18) produz 44 g de CO2.

 

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2701365 Ano: 2004
Disciplina: Química
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Petrobrás
Enunciado 2833282-1
David Harvey. Modern analytical chemistry. 1st ed. McGraw-
Hill Higher Education, 2000, p. 573 (com adaptações).
A figura acima mostra um cromatograma obtido em uma análise de gasolina isenta de chumbo por cromatografia gasosa, bem como algumas características dessa corrida cromatográfica. Tendo essa figura como referência, julgue o seguinte item.
A separação cromatográfica mostrada na figura pode ser corretamente chamada de isotérmica.
 

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2701364 Ano: 2004
Disciplina: Química
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Petrobrás
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Os efeitos da ação humana nas florestas podem ser mais drásticos do que se pensava. Mesmo regiões sem qualquer interferência do mundo moderno são afetadas pela poluição, de acordo com os resultados de uma pesquisa feita pelo Instituto Smithsonian de Pesquisa Tropical, no Panamá, e pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), em Manaus, publicada na revista Nature. O grupo de pesquisadores analisou o crescimento de árvores em regiões da Amazônia nos últimos 20 anos. A idéia inicial era pesquisar o desmatamento em zonas da floresta. Para isso, eles utilizaram uma série de locais intocados como controles da pesquisa e se surpreenderam com a mudança do comportamento das árvores que se esperaria encontrar nessas regiões. Os cientistas perceberam que as árvores mais altas, cujas copas ficam acima das demais, estavam crescendo de modo mais rápido. Enquanto isso, as variedades menores e encobertas se desenvolviam mais lentamente do que o esperado. “Pelo que tudo indica, isso foi causado pelo aumento da presença do CO2 na atmosfera”, afirma o pesquisador brasileiro Alexandre Adalardo de Oliveira, da Universidade de São Paulo, que participou do trabalho. Entre os seres vivos, somente os vegetais são capazes de produzir o próprio alimento, consumido logo em seguida. Esse processo é denominado fotossíntese. Nele, a glicose é sintetizada com o consumo de energia solar. A equação não-balanceada que representa a fotossíntese é a seguinte.
Enunciado 2833058-1
As árvores dependem do dióxido de carbono (CO2) para crescerem, e o aumento da presença desse gás na atmosfera faz as espécies maiores dominarem a floresta. Por isso, sobra cada vez menos luz e nutrientes para alimentar os tipos menores. As conseqüências dessas mudanças são diversas. Em princípio, o enfraquecimento e a morte das árvores menores levaria à perda da biodiversidade nas florestas tropicais. “Quando uma espécie entra em extinção, ela afeta também uma série de outras associadas a ela”, explica Oliveira. A longo prazo, isso afetaria a capacidade de retenção de dióxido de carbono pela floresta. A Amazônia é responsável por retirar da atmosfera de 8% a 10% de todo o CO2 expelido pela queima de combustíveis fósseis. “Com isso, a floresta perde uma importante função”, completa o brasileiro. Ele e seus colegas acreditam que as mesmas alterações observadas na Amazônia podem ser encontradas em outras florestas do mundo.
Galileu, 11/3/2004 (com adaptações).
Considerando o texto acima, julgue o item a seguir.
Em uma molécula do açúcar produzido na fotossíntese, há vinte e quatro átomos de três diferentes tipos.
 

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2701363 Ano: 2004
Disciplina: Química
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Petrobrás
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Enunciado 2832622-1

Sobre uma fila de caminhões e carros paira uma nuvem de fuligem — resultado da queima parcial do óleo dísel, liberando partículas de carbono finamente divididas na atmosfera — e gases tóxicos que ameaça a saúde humana e a do planeta. Essa é uma cena comum nas metrópoles do Brasil e do mundo, produto de uma sociedade dependente dos combustíveis fósseis. Porém, esse quadro funesto pode mudar com a utilização em larga escala do biodísel. Obtido a partir de matérias-primas oleaginosas — como grãos, gorduras vegetais e até óleo de fritura usado, além de outras, que vão de canola e pequi a óleo de peixe e sebo bovino, sendo possível utilizar, também, graxa de esgotos e da indústria —, esse combustível polui muito pouco. Pode ser utilizado como um aditivo do dísel de petróleo, sem grandes adaptações nos veículos, ou isoladamente — nesse caso, pede a substituição de algumas peças de borracha no motor. Trata-se de uma tecnologia que existe no país desde 1970. Na época, foi concedida a primeira patente de biodísel — hoje expirada — a um brasileiro, o cearense Expedito Parente, que desenvolveu a técnica. Mas quem comprou a idéia de fato foram os estrangeiros: os europeus aderiram ao biodísel, assim como os americanos e os japoneses. Há no Brasil iniciativas isoladas, muitas em caráter experimental, como forma de recuperar o tempo perdido.

O biodísel é conhecido desde 1895, quando o engenheiro francês Rudolf Diesel (1858-1913), o criador do motor com ignição a compressão que leva o seu nome, iniciou as pesquisas para utilização de subprodutos do petróleo como combustível para sua invenção. Em 1900, durante a Feira Mundial de Paris, ele utilizou óleo de amendoim para movimentar seu invento. “O motor a dísel pode ser alimentado com óleos vegetais e ajudar o desenvolvimento dos países que o utilizam”, disse na época o engenheiro.

Após um século de dominação mundial do petróleo, o biodísel finalmente encontra um lugar sob os holofotes. Ele é uma mistura de ésteres.

É o que tem sido pesquisado pelo Laboratório de Desenvolvimento de Tecnologias Limpas (LADETEL), do Departamento de Química da USP, em Ribeirão Preto. A equipe desenvolveu o primeiro biodísel de origem 100% vegetal, ao usar álcool de cana no lugar de metanol, um derivado do petróleo, como reagente na queima do óleo vegetal.

É principalmente a vantagem ambiental que tem feito os países europeus, mais comprometidos com a redução de gases-estufa na atmosfera, investirem pesado no biodísel. Isso porque a queima do biodísel gera menos gases poluentes, sem perda de rendimento do motor. Foi constatada uma redução de 48% de monóxido de carbono em comparação com a emissão resultante da queima do dísel. O mesmo vale para o material particulado, a boa e velha fuligem — 26% a menos. A emissão de enxofre, um dos ingredientes da chuva ácida, é nula.

Idem, 5/3/2004 (com adaptações).

A partir do texto ao lado, julgue o item que se segue.

A redução dos chamados gases-estufa ocorre por meio da reação desses com o biodísel.

 

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2701362 Ano: 2004
Disciplina: Química
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Petrobrás
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Os efeitos da ação humana nas florestas podem ser mais drásticos do que se pensava. Mesmo regiões sem qualquer interferência do mundo moderno são afetadas pela poluição, de acordo com os resultados de uma pesquisa feita pelo Instituto Smithsonian de Pesquisa Tropical, no Panamá, e pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), em Manaus, publicada na revista Nature. O grupo de pesquisadores analisou o crescimento de árvores em regiões da Amazônia nos últimos 20 anos. A idéia inicial era pesquisar o desmatamento em zonas da floresta. Para isso, eles utilizaram uma série de locais intocados como controles da pesquisa e se surpreenderam com a mudança do comportamento das árvores que se esperaria encontrar nessas regiões. Os cientistas perceberam que as árvores mais altas, cujas copas ficam acima das demais, estavam crescendo de modo mais rápido. Enquanto isso, as variedades menores e encobertas se desenvolviam mais lentamente do que o esperado. “Pelo que tudo indica, isso foi causado pelo aumento da presença do CO2 na atmosfera”, afirma o pesquisador brasileiro Alexandre Adalardo de Oliveira, da Universidade de São Paulo, que participou do trabalho. Entre os seres vivos, somente os vegetais são capazes de produzir o próprio alimento, consumido logo em seguida. Esse processo é denominado fotossíntese. Nele, a glicose é sintetizada com o consumo de energia solar. A equação não-balanceada que representa a fotossíntese é a seguinte.
Enunciado 2832579-1
As árvores dependem do dióxido de carbono (CO2) para crescerem, e o aumento da presença desse gás na atmosfera faz as espécies maiores dominarem a floresta. Por isso, sobra cada vez menos luz e nutrientes para alimentar os tipos menores. As conseqüências dessas mudanças são diversas. Em princípio, o enfraquecimento e a morte das árvores menores levaria à perda da biodiversidade nas florestas tropicais. “Quando uma espécie entra em extinção, ela afeta também uma série de outras associadas a ela”, explica Oliveira. A longo prazo, isso afetaria a capacidade de retenção de dióxido de carbono pela floresta. A Amazônia é responsável por retirar da atmosfera de 8% a 10% de todo o CO2 expelido pela queima de combustíveis fósseis. “Com isso, a floresta perde uma importante função”, completa o brasileiro. Ele e seus colegas acreditam que as mesmas alterações observadas na Amazônia podem ser encontradas em outras florestas do mundo.
Galileu, 11/3/2004 (com adaptações).
Considerando o texto acima, julgue o item a seguir.
Um dos responsáveis pela emissão de gás carbônico é o uso de combustíveis derivados de petróleo.
 

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2701361 Ano: 2004
Disciplina: Química
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Petrobrás
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Enunciado 2830752-1

Sobre uma fila de caminhões e carros paira uma nuvem de fuligem — resultado da queima parcial do óleo dísel, liberando partículas de carbono finamente divididas na atmosfera — e gases tóxicos que ameaça a saúde humana e a do planeta. Essa é uma cena comum nas metrópoles do Brasil e do mundo, produto de uma sociedade dependente dos combustíveis fósseis. Porém, esse quadro funesto pode mudar com a utilização em larga escala do biodísel. Obtido a partir de matérias-primas oleaginosas — como grãos, gorduras vegetais e até óleo de fritura usado, além de outras, que vão de canola e pequi a óleo de peixe e sebo bovino, sendo possível utilizar, também, graxa de esgotos e da indústria —, esse combustível polui muito pouco. Pode ser utilizado como um aditivo do dísel de petróleo, sem grandes adaptações nos veículos, ou isoladamente — nesse caso, pede a substituição de algumas peças de borracha no motor. Trata-se de uma tecnologia que existe no país desde 1970. Na época, foi concedida a primeira patente de biodísel — hoje expirada — a um brasileiro, o cearense Expedito Parente, que desenvolveu a técnica. Mas quem comprou a idéia de fato foram os estrangeiros: os europeus aderiram ao biodísel, assim como os americanos e os japoneses. Há no Brasil iniciativas isoladas, muitas em caráter experimental, como forma de recuperar o tempo perdido.

O biodísel é conhecido desde 1895, quando o engenheiro francês Rudolf Diesel (1858-1913), o criador do motor com ignição a compressão que leva o seu nome, iniciou as pesquisas para utilização de subprodutos do petróleo como combustível para sua invenção. Em 1900, durante a Feira Mundial de Paris, ele utilizou óleo de amendoim para movimentar seu invento. “O motor a dísel pode ser alimentado com óleos vegetais e ajudar o desenvolvimento dos países que o utilizam”, disse na época o engenheiro.

Após um século de dominação mundial do petróleo, o biodísel finalmente encontra um lugar sob os holofotes. Ele é uma mistura de ésteres.

É o que tem sido pesquisado pelo Laboratório de Desenvolvimento de Tecnologias Limpas (LADETEL), do Departamento de Química da USP, em Ribeirão Preto. A equipe desenvolveu o primeiro biodísel de origem 100% vegetal, ao usar álcool de cana no lugar de metanol, um derivado do petróleo, como reagente na queima do óleo vegetal.

É principalmente a vantagem ambiental que tem feito os países europeus, mais comprometidos com a redução de gases-estufa na atmosfera, investirem pesado no biodísel. Isso porque a queima do biodísel gera menos gases poluentes, sem perda de rendimento do motor. Foi constatada uma redução de 48% de monóxido de carbono em comparação com a emissão resultante da queima do dísel. O mesmo vale para o material particulado, a boa e velha fuligem — 26% a menos. A emissão de enxofre, um dos ingredientes da chuva ácida, é nula.

Idem, 5/3/2004 (com adaptações).

A partir do texto ao lado, julgue o item que se segue.

A fuligem é o soluto de uma solução gasosa, na qual o ar atmosférico é o solvente.

 

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2701360 Ano: 2004
Disciplina: Química
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Petrobrás

Na luta contra a poluição do ar nos centros urbanos, a contribuição da Química é essencial. A Catálise é uma área da Química que permite compreender o funcionamento dos conversores catalíticos. Mais especificamente, em relação ao uso de combustíveis automotivos, o estudo das reações químicas envolvidas é de fundamental importância. Uma das reações relaciona-se à queima de metano, cuja equação representativa não-balanceada é:

CH4 + O2 → CO2 + H2O
[M(C) = 12 g/mol; M(H) = 1 g/mol; M(O) = 16 g/mol].

Acerca desse assunto, julgue o item subseqüente.

A utilização de álcool em substituição à gasolina como combustível de veículos automotores é preferível, uma vez que, nesse caso, o equilíbrio químico favorece a reação inversa.

 

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2701359 Ano: 2004
Disciplina: Química
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Petrobrás
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Enunciado 2828843-1

Sobre uma fila de caminhões e carros paira uma nuvem de fuligem — resultado da queima parcial do óleo dísel, liberando partículas de carbono finamente divididas na atmosfera — e gases tóxicos que ameaça a saúde humana e a do planeta. Essa é uma cena comum nas metrópoles do Brasil e do mundo, produto de uma sociedade dependente dos combustíveis fósseis. Porém, esse quadro funesto pode mudar com a utilização em larga escala do biodísel. Obtido a partir de matérias-primas oleaginosas — como grãos, gorduras vegetais e até óleo de fritura usado, além de outras, que vão de canola e pequi a óleo de peixe e sebo bovino, sendo possível utilizar, também, graxa de esgotos e da indústria —, esse combustível polui muito pouco. Pode ser utilizado como um aditivo do dísel de petróleo, sem grandes adaptações nos veículos, ou isoladamente — nesse caso, pede a substituição de algumas peças de borracha no motor. Trata-se de uma tecnologia que existe no país desde 1970. Na época, foi concedida a primeira patente de biodísel — hoje expirada — a um brasileiro, o cearense Expedito Parente, que desenvolveu a técnica. Mas quem comprou a idéia de fato foram os estrangeiros: os europeus aderiram ao biodísel, assim como os americanos e os japoneses. Há no Brasil iniciativas isoladas, muitas em caráter experimental, como forma de recuperar o tempo perdido.

O biodísel é conhecido desde 1895, quando o engenheiro francês Rudolf Diesel (1858-1913), o criador do motor com ignição a compressão que leva o seu nome, iniciou as pesquisas para utilização de subprodutos do petróleo como combustível para sua invenção. Em 1900, durante a Feira Mundial de Paris, ele utilizou óleo de amendoim para movimentar seu invento. “O motor a dísel pode ser alimentado com óleos vegetais e ajudar o desenvolvimento dos países que o utilizam”, disse na época o engenheiro.

Após um século de dominação mundial do petróleo, o biodísel finalmente encontra um lugar sob os holofotes. Ele é uma mistura de ésteres.

É o que tem sido pesquisado pelo Laboratório de Desenvolvimento de Tecnologias Limpas (LADETEL), do Departamento de Química da USP, em Ribeirão Preto. A equipe desenvolveu o primeiro biodísel de origem 100% vegetal, ao usar álcool de cana no lugar de metanol, um derivado do petróleo, como reagente na queima do óleo vegetal.

É principalmente a vantagem ambiental que tem feito os países europeus, mais comprometidos com a redução de gases-estufa na atmosfera, investirem pesado no biodísel. Isso porque a queima do biodísel gera menos gases poluentes, sem perda de rendimento do motor. Foi constatada uma redução de 48% de monóxido de carbono em comparação com a emissão resultante da queima do dísel. O mesmo vale para o material particulado, a boa e velha fuligem — 26% a menos. A emissão de enxofre, um dos ingredientes da chuva ácida, é nula.

Idem, 5/3/2004 (com adaptações).

A partir do texto ao lado, julgue o item que se segue.

A utilização do biodísel implicou a redução de 48% de uma substância produzida pela combustão completa de material inorgânico.

 

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2701358 Ano: 2004
Disciplina: Química
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Petrobrás
Provas:
Os efeitos da ação humana nas florestas podem ser mais drásticos do que se pensava. Mesmo regiões sem qualquer interferência do mundo moderno são afetadas pela poluição, de acordo com os resultados de uma pesquisa feita pelo Instituto Smithsonian de Pesquisa Tropical, no Panamá, e pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INP
 

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