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Considere os conjuntos de números inteiros positivos X = {2, 3, 5, 6} e Y = {10, 11,12, ..., 99, 100}.
Assim, é correto afirmar que a quantidade de pares ordenados (x, y) tais que x pertence a X, y pertence a Y e x divide exatamente y é
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Em um concurso para selecionar profissionais, visando ao preenchimento de 3 (três) vagas no corpo técnico de uma instituição pública, 5 (cinco) candidatos lograram aprovação e alcançaram o mesmo total de pontos, cumprindo igualmente todos os outros critérios e exigências firmados nas normas do Concurso. Portanto, qualquer grupo de 3 (três) dos 5 (cinco) candidatos pode ser convocado para ocupar as vagas disponíveis. Assim sendo, é correto concluir-se que a quantidade de grupos que podem ser constituídos é igual a
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Um grupo de 30 (trinta) policiais foi constituído para realizar um trabalho conjunto nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba. Para o cumprimento da missão, o grupo foi divido em 3 (três) subgrupos, seguindo os seguintes critérios:
I. Cada policial integra mais de 1 (um) subgrupo;
II. Cada subgrupo ficou com 21 (vinte e um) integrantes;
III. Todos os subgrupos atuariam em todos os estados;
IV. n é o número de policiais com atuação nos 3 (três) subgrupos, simultaneamente.
Assim, é correto afirmar que
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Texto I
Negacionismo científico influencia no aumento de doenças evitáveis por vacina no mundo
A vacinação é essencial e representa, além de atitude individual, um ato coletivo, segundo o professor Gonzalo Vecina Neto.
Nas últimas décadas, o avanço da medicina levou à erradicação de algumas doenças mundiais. A criação de vacinas e de tratamentos eficazes permitiram esse avanço na saúde. Entretanto, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de casos de doenças evitáveis por vacina, como difteria, sarampo e meningite, tem aumentado recentemente.
As causas desse crescimento são diversas e variam de acordo com a localidade. Gonzalo Vecina Neto, professor da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo (USP), comenta dos motivos desse aumento. “Em regiões mais pobres, na África e no Sudeste Asiático, a explicação desse crescimento é a escassez de vacinas, falta de dinheiro para comprar essa forma de proteção. Entretanto, nas outras regiões, desenvolvidas ou de renda média, as razões são muito mais complexas, de modelo de vacinação a negacionismo científico.”
Vacinação
Segundo o docente, atualmente existem duas formas de vacinação adotadas pelas nações: a puericultura e o modelo campanhista. No primeiro caso, há o acompanhamento total da criança durante a sua infância e o seu crescimento, analisando todo o quadro de saúde do indivíduo. Por outro lado, as campanhas vacinais, como o próprio nome diz, visam apenas à vacinação da população. Mesmo os dois modelos sendo eficazes, a puericultura é a mais indicada e eficiente a longo prazo. O Brasil adota, desde 1975, o modelo campanhista de vacinação. Até 2015, as campanhas atingiram cerca de 95% de cobertura vacinal da população. Contudo, após a pandemia, casos de enfermidades como a meningite voltaram a subir. Segundo a OMS, foram registrados, em 2024, 26 mil novos casos da doença e aproximadamente 1.400 mortes em 24 países.
Para o professor, a vacinação é, além de um ato individual, uma atitude coletiva. “Quando você protege mais de 70% da população, por alguma razão, o agente infeccioso não consegue encontrar suscetíveis. Em uma população de 100 habitantes, por exemplo, em que 70 estão vacinados, a chance de o agente contagioso encontrar os outros 30 é muito pequena. É um evento estatístico. Então, a proteção da sociedade protege a todos. Mesmo aqueles que, por alguma razão, não tiveram condição de ter acesso à vacina. O processo de imunização de populações é um processo coletivo dentro da saúde pública”, completa.
Negacionismo
Além dos modelos de imunização, a crescente onda negacionista na ciência e a circulação de fake news têm contribuído diretamente para o problema. “Uma mentira bem contada e repetida muitas vezes se transforma em uma verdade. E, dependendo do tipo de mentira que você estiver tomando, existe risco de vida. Quando tratamos de inverdades a respeito da vacina, isso pode colocar a vida de pessoas em risco. Nós estamos vivendo em um mundo em transformação, com alta carga de informações compartilhadas. É um mundo onde nós estamos tendo acesso a uma forma muito violenta à informação sem regras”, defende Vecina Neto.
De acordo com a Organização, 138 países reportaram casos de sarampo nos últimos 12 meses, sendo que, em 61, foram registrados grandes surtos. A doença é tida como controlada em grande parte dos países desenvolvidos e subdesenvolvidos. Porém, os dados apresentados demonstram o retrocesso recente nos avanços da medicina. Além da queda da cobertura vacinal, conflitos novos e as mudanças climáticas são agravantes do problema. Dessa maneira, as vacinas são essenciais para mudar o cenário atual.
JORNAL USP. Disponível em: https://jornal.usp.br/radio-usp/negacionismo-cientifico-influencia-no-aumento-de-doencas-evitaveis-por-vacina-no-mundo/. Acesso em: 12 jun. 2025. (Adaptado)
Analise o trecho a seguir, atentando para os verbos destacados, e assinale a afirmação verdadeira.
“O Brasil adota1, desde 1975, o modelo campanhista de vacinação. Até 2015, as campanhas atingiram2 cerca de 95% de cobertura vacinal da população. Contudo, após a pandemia, casos de enfermidades como a meningite voltaram3 a subir4.” (em verde)
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Texto I
Negacionismo científico influencia no aumento de doenças evitáveis por vacina no mundo
A vacinação é essencial e representa, além de atitude individual, um ato coletivo, segundo o professor Gonzalo Vecina Neto.
Nas últimas décadas, o avanço da medicina levou à erradicação de algumas doenças mundiais. A criação de vacinas e de tratamentos eficazes permitiram esse avanço na saúde. Entretanto, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de casos de doenças evitáveis por vacina, como difteria, sarampo e meningite, tem aumentado recentemente.
As causas desse crescimento são diversas e variam de acordo com a localidade. Gonzalo Vecina Neto, professor da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo (USP), comenta dos motivos desse aumento. “Em regiões mais pobres, na África e no Sudeste Asiático, a explicação desse crescimento é a escassez de vacinas, falta de dinheiro para comprar essa forma de proteção. Entretanto, nas outras regiões, desenvolvidas ou de renda média, as razões são muito mais complexas, de modelo de vacinação a negacionismo científico.”
Vacinação
Segundo o docente, atualmente existem duas formas de vacinação adotadas pelas nações: a puericultura e o modelo campanhista. No primeiro caso, há o acompanhamento total da criança durante a sua infância e o seu crescimento, analisando todo o quadro de saúde do indivíduo. Por outro lado, as campanhas vacinais, como o próprio nome diz, visam apenas à vacinação da população. Mesmo os dois modelos sendo eficazes, a puericultura é a mais indicada e eficiente a longo prazo. O Brasil adota, desde 1975, o modelo campanhista de vacinação. Até 2015, as campanhas atingiram cerca de 95% de cobertura vacinal da população. Contudo, após a pandemia, casos de enfermidades como a meningite voltaram a subir. Segundo a OMS, foram registrados, em 2024, 26 mil novos casos da doença e aproximadamente 1.400 mortes em 24 países.
Para o professor, a vacinação é, além de um ato individual, uma atitude coletiva. “Quando você protege mais de 70% da população, por alguma razão, o agente infeccioso não consegue encontrar suscetíveis. Em uma população de 100 habitantes, por exemplo, em que 70 estão vacinados, a chance de o agente contagioso encontrar os outros 30 é muito pequena. É um evento estatístico. Então, a proteção da sociedade protege a todos. Mesmo aqueles que, por alguma razão, não tiveram condição de ter acesso à vacina. O processo de imunização de populações é um processo coletivo dentro da saúde pública”, completa.
Negacionismo
Além dos modelos de imunização, a crescente onda negacionista na ciência e a circulação de fake news têm contribuído diretamente para o problema. “Uma mentira bem contada e repetida muitas vezes se transforma em uma verdade. E, dependendo do tipo de mentira que você estiver tomando, existe risco de vida. Quando tratamos de inverdades a respeito da vacina, isso pode colocar a vida de pessoas em risco. Nós estamos vivendo em um mundo em transformação, com alta carga de informações compartilhadas. É um mundo onde nós estamos tendo acesso a uma forma muito violenta à informação sem regras”, defende Vecina Neto.
De acordo com a Organização, 138 países reportaram casos de sarampo nos últimos 12 meses, sendo que, em 61, foram registrados grandes surtos. A doença é tida como controlada em grande parte dos países desenvolvidos e subdesenvolvidos. Porém, os dados apresentados demonstram o retrocesso recente nos avanços da medicina. Além da queda da cobertura vacinal, conflitos novos e as mudanças climáticas são agravantes do problema. Dessa maneira, as vacinas são essenciais para mudar o cenário atual.
JORNAL USP. Disponível em: https://jornal.usp.br/radio-usp/negacionismo-cientifico-influencia-no-aumento-de-doencas-evitaveis-por-vacina-no-mundo/. Acesso em: 12 jun. 2025. (Adaptado)
Considere os aspectos formal e semântico das frases apresentadas a seguir e assinale a correta.
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Texto I
Negacionismo científico influencia no aumento de doenças evitáveis por vacina no mundo
A vacinação é essencial e representa, além de atitude individual, um ato coletivo, segundo o professor Gonzalo Vecina Neto.
Nas últimas décadas, o avanço da medicina levou à erradicação de algumas doenças mundiais. A criação de vacinas e de tratamentos eficazes permitiram esse avanço na saúde. Entretanto, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de casos de doenças evitáveis por vacina, como difteria, sarampo e meningite, tem aumentado recentemente.
As causas desse crescimento são diversas e variam de acordo com a localidade. Gonzalo Vecina Neto, professor da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo (USP), comenta dos motivos desse aumento. “Em regiões mais pobres, na África e no Sudeste Asiático, a explicação desse crescimento é a escassez de vacinas, falta de dinheiro para comprar essa forma de proteção. Entretanto, nas outras regiões, desenvolvidas ou de renda média, as razões são muito mais complexas, de modelo de vacinação a negacionismo científico.”
Vacinação
Segundo o docente, atualmente existem duas formas de vacinação adotadas pelas nações: a puericultura e o modelo campanhista. No primeiro caso, há o acompanhamento total da criança durante a sua infância e o seu crescimento, analisando todo o quadro de saúde do indivíduo. Por outro lado, as campanhas vacinais, como o próprio nome diz, visam apenas à vacinação da população. Mesmo os dois modelos sendo eficazes, a puericultura é a mais indicada e eficiente a longo prazo. O Brasil adota, desde 1975, o modelo campanhista de vacinação. Até 2015, as campanhas atingiram cerca de 95% de cobertura vacinal da população. Contudo, após a pandemia, casos de enfermidades como a meningite voltaram a subir. Segundo a OMS, foram registrados, em 2024, 26 mil novos casos da doença e aproximadamente 1.400 mortes em 24 países.
Para o professor, a vacinação é, além de um ato individual, uma atitude coletiva. “Quando você protege mais de 70% da população, por alguma razão, o agente infeccioso não consegue encontrar suscetíveis. Em uma população de 100 habitantes, por exemplo, em que 70 estão vacinados, a chance de o agente contagioso encontrar os outros 30 é muito pequena. É um evento estatístico. Então, a proteção da sociedade protege a todos. Mesmo aqueles que, por alguma razão, não tiveram condição de ter acesso à vacina. O processo de imunização de populações é um processo coletivo dentro da saúde pública”, completa.
Negacionismo
Além dos modelos de imunização, a crescente onda negacionista na ciência e a circulação de fake news têm contribuído diretamente para o problema. “Uma mentira bem contada e repetida muitas vezes se transforma em uma verdade. E, dependendo do tipo de mentira que você estiver tomando, existe risco de vida. Quando tratamos de inverdades a respeito da vacina, isso pode colocar a vida de pessoas em risco. Nós estamos vivendo em um mundo em transformação, com alta carga de informações compartilhadas. É um mundo onde nós estamos tendo acesso a uma forma muito violenta à informação sem regras”, defende Vecina Neto.
De acordo com a Organização, 138 países reportaram casos de sarampo nos últimos 12 meses, sendo que, em 61, foram registrados grandes surtos. A doença é tida como controlada em grande parte dos países desenvolvidos e subdesenvolvidos. Porém, os dados apresentados demonstram o retrocesso recente nos avanços da medicina. Além da queda da cobertura vacinal, conflitos novos e as mudanças climáticas são agravantes do problema. Dessa maneira, as vacinas são essenciais para mudar o cenário atual.
JORNAL USP. Disponível em: https://jornal.usp.br/radio-usp/negacionismo-cientifico-influencia-no-aumento-de-doencas-evitaveis-por-vacina-no-mundo/. Acesso em: 12 jun. 2025. (Adaptado)
Relacione corretamente os termos destacados nos trechos apresentados a seguir com suas respectivas funções sintáticas, numerando os parênteses abaixo de acordo com a seguinte indicação:
1. Objeto direto;
2. Predicativo do sujeito;
3. Adjunto adverbial;
4. Predicado.
( ) “Quando você protege mais de 70% da população, [...]” (em roxo)
( ) “[...] por alguma razão, o agente infeccioso não consegue encontrar suscetíveis.” (em azul)
( ) “[...] as vacinas são essenciais para mudar o cenário atual. (em laranja)
( ) “Então, a proteção da sociedade protege a todos.” (em verde)
A sequência correta, de cima para baixo, é:
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Texto I
Negacionismo científico influencia no aumento de doenças evitáveis por vacina no mundo
A vacinação é essencial e representa, além de atitude individual, um ato coletivo, segundo o professor Gonzalo Vecina Neto.
Nas últimas décadas, o avanço da medicina levou à erradicação de algumas doenças mundiais. A criação de vacinas e de tratamentos eficazes permitiram esse avanço na saúde. Entretanto, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de casos de doenças evitáveis por vacina, como difteria, sarampo e meningite, tem aumentado recentemente.
As causas desse crescimento são diversas e variam de acordo com a localidade. Gonzalo Vecina Neto, professor da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo (USP), comenta dos motivos desse aumento. “Em regiões mais pobres, na África e no Sudeste Asiático, a explicação desse crescimento é a escassez de vacinas, falta de dinheiro para comprar essa forma de proteção. Entretanto, nas outras regiões, desenvolvidas ou de renda média, as razões são muito mais complexas, de modelo de vacinação a negacionismo científico.”
Vacinação
Segundo o docente, atualmente existem duas formas de vacinação adotadas pelas nações: a puericultura e o modelo campanhista. No primeiro caso, há o acompanhamento total da criança durante a sua infância e o seu crescimento, analisando todo o quadro de saúde do indivíduo. Por outro lado, as campanhas vacinais, como o próprio nome diz, visam apenas à vacinação da população. Mesmo os dois modelos sendo eficazes, a puericultura é a mais indicada e eficiente a longo prazo. O Brasil adota, desde 1975, o modelo campanhista de vacinação. Até 2015, as campanhas atingiram cerca de 95% de cobertura vacinal da população. Contudo, após a pandemia, casos de enfermidades como a meningite voltaram a subir. Segundo a OMS, foram registrados, em 2024, 26 mil novos casos da doença e aproximadamente 1.400 mortes em 24 países.
Para o professor, a vacinação é, além de um ato individual, uma atitude coletiva. “Quando você protege mais de 70% da população, por alguma razão, o agente infeccioso não consegue encontrar suscetíveis. Em uma população de 100 habitantes, por exemplo, em que 70 estão vacinados, a chance de o agente contagioso encontrar os outros 30 é muito pequena. É um evento estatístico. Então, a proteção da sociedade protege a todos. Mesmo aqueles que, por alguma razão, não tiveram condição de ter acesso à vacina. O processo de imunização de populações é um processo coletivo dentro da saúde pública”, completa.
Negacionismo
Além dos modelos de imunização, a crescente onda negacionista na ciência e a circulação de fake news têm contribuído diretamente para o problema. “Uma mentira bem contada e repetida muitas vezes se transforma em uma verdade. E, dependendo do tipo de mentira que você estiver tomando, existe risco de vida. Quando tratamos de inverdades a respeito da vacina, isso pode colocar a vida de pessoas em risco. Nós estamos vivendo em um mundo em transformação, com alta carga de informações compartilhadas. É um mundo onde nós estamos tendo acesso a uma forma muito violenta à informação sem regras”, defende Vecina Neto.
De acordo com a Organização, 138 países reportaram casos de sarampo nos últimos 12 meses, sendo que, em 61, foram registrados grandes surtos. A doença é tida como controlada em grande parte dos países desenvolvidos e subdesenvolvidos. Porém, os dados apresentados demonstram o retrocesso recente nos avanços da medicina. Além da queda da cobertura vacinal, conflitos novos e as mudanças climáticas são agravantes do problema. Dessa maneira, as vacinas são essenciais para mudar o cenário atual.
JORNAL USP. Disponível em: https://jornal.usp.br/radio-usp/negacionismo-cientifico-influencia-no-aumento-de-doencas-evitaveis-por-vacina-no-mundo/. Acesso em: 12 jun. 2025. (Adaptado)
Com base no trecho “Quando tratamos de inverdades a respeito da vacina, isso pode colocar a vida de pessoas em risco. Nós estamos vivendo em um mundo em transformação, com alta carga de informações compartilhadas. É um mundo onde nós estamos tendo acesso a uma forma muito violenta à informação sem regras” (em verde), analise as assertivas a seguir:
I. As orações são construídas em três períodos compostos por coordenação.
II. No primeiro período composto por subordinação, a oração subordinada tem valor adverbial.
III. Há um período composto por coordenação, e dois por subordinação.
IV. No período composto por coordenação, o sujeito da primeira oração refere-se ao grupo de pesquisadores da USP.
É correto o que se afirma em
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Texto I
Negacionismo científico influencia no aumento de doenças evitáveis por vacina no mundo
A vacinação é essencial e representa, além de atitude individual, um ato coletivo, segundo o professor Gonzalo Vecina Neto.
Nas últimas décadas, o avanço da medicina levou à erradicação de algumas doenças mundiais. A criação de vacinas e de tratamentos eficazes permitiram esse avanço na saúde. Entretanto, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de casos de doenças evitáveis por vacina, como difteria, sarampo e meningite, tem aumentado recentemente.
As causas desse crescimento são diversas e variam de acordo com a localidade. Gonzalo Vecina Neto, professor da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo (USP), comenta dos motivos desse aumento. “Em regiões mais pobres, na África e no Sudeste Asiático, a explicação desse crescimento é a escassez de vacinas, falta de dinheiro para comprar essa forma de proteção. Entretanto, nas outras regiões, desenvolvidas ou de renda média, as razões são muito mais complexas, de modelo de vacinação a negacionismo científico.”
Vacinação
Segundo o docente, atualmente existem duas formas de vacinação adotadas pelas nações: a puericultura e o modelo campanhista. No primeiro caso, há o acompanhamento total da criança durante a sua infância e o seu crescimento, analisando todo o quadro de saúde do indivíduo. Por outro lado, as campanhas vacinais, como o próprio nome diz, visam apenas à vacinação da população. Mesmo os dois modelos sendo eficazes, a puericultura é a mais indicada e eficiente a longo prazo. O Brasil adota, desde 1975, o modelo campanhista de vacinação. Até 2015, as campanhas atingiram cerca de 95% de cobertura vacinal da população. Contudo, após a pandemia, casos de enfermidades como a meningite voltaram a subir. Segundo a OMS, foram registrados, em 2024, 26 mil novos casos da doença e aproximadamente 1.400 mortes em 24 países.
Para o professor, a vacinação é, além de um ato individual, uma atitude coletiva. “Quando você protege mais de 70% da população, por alguma razão, o agente infeccioso não consegue encontrar suscetíveis. Em uma população de 100 habitantes, por exemplo, em que 70 estão vacinados, a chance de o agente contagioso encontrar os outros 30 é muito pequena. É um evento estatístico. Então, a proteção da sociedade protege a todos. Mesmo aqueles que, por alguma razão, não tiveram condição de ter acesso à vacina. O processo de imunização de populações é um processo coletivo dentro da saúde pública”, completa.
Negacionismo
Além dos modelos de imunização, a crescente onda negacionista na ciência e a circulação de fake news têm contribuído diretamente para o problema. “Uma mentira bem contada e repetida muitas vezes se transforma em uma verdade. E, dependendo do tipo de mentira que você estiver tomando, existe risco de vida. Quando tratamos de inverdades a respeito da vacina, isso pode colocar a vida de pessoas em risco. Nós estamos vivendo em um mundo em transformação, com alta carga de informações compartilhadas. É um mundo onde nós estamos tendo acesso a uma forma muito violenta à informação sem regras”, defende Vecina Neto.
De acordo com a Organização, 138 países reportaram casos de sarampo nos últimos 12 meses, sendo que, em 61, foram registrados grandes surtos. A doença é tida como controlada em grande parte dos países desenvolvidos e subdesenvolvidos. Porém, os dados apresentados demonstram o retrocesso recente nos avanços da medicina. Além da queda da cobertura vacinal, conflitos novos e as mudanças climáticas são agravantes do problema. Dessa maneira, as vacinas são essenciais para mudar o cenário atual.
JORNAL USP. Disponível em: https://jornal.usp.br/radio-usp/negacionismo-cientifico-influencia-no-aumento-de-doencas-evitaveis-por-vacina-no-mundo/. Acesso em: 12 jun. 2025. (Adaptado)
No trecho “Segundo o docente, atualmente existem duas formas de vacinação adotadas pelas nações: a puericultura e o modelo campanhista.” (em verde), os dois-pontos são empregados com a função de
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Texto I
Negacionismo científico influencia no aumento de doenças evitáveis por vacina no mundo
A vacinação é essencial e representa, além de atitude individual, um ato coletivo, segundo o professor Gonzalo Vecina Neto.
Nas últimas décadas, o avanço da medicina levou à erradicação de algumas doenças mundiais. A criação de vacinas e de tratamentos eficazes permitiram esse avanço na saúde. Entretanto, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de casos de doenças evitáveis por vacina, como difteria, sarampo e meningite, tem aumentado recentemente.
As causas desse crescimento são diversas e variam de acordo com a localidade. Gonzalo Vecina Neto, professor da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo (USP), comenta dos motivos desse aumento. “Em regiões mais pobres, na África e no Sudeste Asiático, a explicação desse crescimento é a escassez de vacinas, falta de dinheiro para comprar essa forma de proteção. Entretanto, nas outras regiões, desenvolvidas ou de renda média, as razões são muito mais complexas, de modelo de vacinação a negacionismo científico.”
Vacinação
Segundo o docente, atualmente existem duas formas de vacinação adotadas pelas nações: a puericultura e o modelo campanhista. No primeiro caso, há o acompanhamento total da criança durante a sua infância e o seu crescimento, analisando todo o quadro de saúde do indivíduo. Por outro lado, as campanhas vacinais, como o próprio nome diz, visam apenas à vacinação da população. Mesmo os dois modelos sendo eficazes, a puericultura é a mais indicada e eficiente a longo prazo. O Brasil adota, desde 1975, o modelo campanhista de vacinação. Até 2015, as campanhas atingiram cerca de 95% de cobertura vacinal da população. Contudo, após a pandemia, casos de enfermidades como a meningite voltaram a subir. Segundo a OMS, foram registrados, em 2024, 26 mil novos casos da doença e aproximadamente 1.400 mortes em 24 países.
Para o professor, a vacinação é, além de um ato individual, uma atitude coletiva. “Quando você protege mais de 70% da população, por alguma razão, o agente infeccioso não consegue encontrar suscetíveis. Em uma população de 100 habitantes, por exemplo, em que 70 estão vacinados, a chance de o agente contagioso encontrar os outros 30 é muito pequena. É um evento estatístico. Então, a proteção da sociedade protege a todos. Mesmo aqueles que, por alguma razão, não tiveram condição de ter acesso à vacina. O processo de imunização de populações é um processo coletivo dentro da saúde pública”, completa.
Negacionismo
Além dos modelos de imunização, a crescente onda negacionista na ciência e a circulação de fake news têm contribuído diretamente para o problema. “Uma mentira bem contada e repetida muitas vezes se transforma em uma verdade. E, dependendo do tipo de mentira que você estiver tomando, existe risco de vida. Quando tratamos de inverdades a respeito da vacina, isso pode colocar a vida de pessoas em risco. Nós estamos vivendo em um mundo em transformação, com alta carga de informações compartilhadas. É um mundo onde nós estamos tendo acesso a uma forma muito violenta à informação sem regras”, defende Vecina Neto.
De acordo com a Organização, 138 países reportaram casos de sarampo nos últimos 12 meses, sendo que, em 61, foram registrados grandes surtos. A doença é tida como controlada em grande parte dos países desenvolvidos e subdesenvolvidos. Porém, os dados apresentados demonstram o retrocesso recente nos avanços da medicina. Além da queda da cobertura vacinal, conflitos novos e as mudanças climáticas são agravantes do problema. Dessa maneira, as vacinas são essenciais para mudar o cenário atual.
JORNAL USP. Disponível em: https://jornal.usp.br/radio-usp/negacionismo-cientifico-influencia-no-aumento-de-doencas-evitaveis-por-vacina-no-mundo/. Acesso em: 12 jun. 2025. (Adaptado)
A acentuação da palavra “saúde” é justificada pela mesma regra de
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Negacionismo científico influencia no aumento de doenças evitáveis por vacina no mundo
A vacinação é essencial e representa, além de atitude individual, um ato coletivo, segundo o professor Gonzalo Vecina Neto.
Nas últimas décadas, o avanço da medicina levou à erradicação de algumas doenças mundiais. A criação de vacinas e de tratamentos eficazes permitiram esse avanço na saúde. Entretanto, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de casos de doenças evitáveis por vacina, como difteria, sarampo e meningite, tem aumentado recentemente.
As causas desse crescimento são diversas e variam de acordo com a localidade. Gonzalo Vecina Neto, professor da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo (USP), comenta dos motivos desse aumento. “Em regiões mais pobres, na África e no Sudeste Asiático, a explicação desse crescimento é a escassez de vacinas, falta de dinheiro para comprar essa forma de proteção. Entretanto, nas outras regiões, desenvolvidas ou de renda média, as razões são muito mais complexas, de modelo de vacinação a negacionismo científico.”
Vacinação
Segundo o docente, atualmente existem duas formas de vacinação adotadas pelas nações: a puericultura e o modelo campanhista. No primeiro caso, há o acompanhamento total da criança durante a sua infância e o seu crescimento, analisando todo o quadro de saúde do indivíduo. Por outro lado, as campanhas vacinais, como o próprio nome diz, visam apenas à vacinação da população. Mesmo os dois modelos sendo eficazes, a puericultura é a mais indicada e eficiente a longo prazo. O Brasil adota, desde 1975, o modelo campanhista de vacinação. Até 2015, as campanhas atingiram cerca de 95% de cobertura vacinal da população. Contudo, após a pandemia, casos de enfermidades como a meningite voltaram a subir. Segundo a OMS, foram registrados, em 2024, 26 mil novos casos da doença e aproximadamente 1.400 mortes em 24 países.
Para o professor, a vacinação é, além de um ato individual, uma atitude coletiva. “Quando você protege mais de 70% da população, por alguma razão, o agente infeccioso não consegue encontrar suscetíveis. Em uma população de 100 habitantes, por exemplo, em que 70 estão vacinados, a chance de o agente contagioso encontrar os outros 30 é muito pequena. É um evento estatístico. Então, a proteção da sociedade protege a todos. Mesmo aqueles que, por alguma razão, não tiveram condição de ter acesso à vacina. O processo de imunização de populações é um processo coletivo dentro da saúde pública”, completa.
Negacionismo
Além dos modelos de imunização, a crescente onda negacionista na ciência e a circulação de fake news têm contribuído diretamente para o problema. “Uma mentira bem contada e repetida muitas vezes se transforma em uma verdade. E, dependendo do tipo de mentira que você estiver tomando, existe risco de vida. Quando tratamos de inverdades a respeito da vacina, isso pode colocar a vida de pessoas em risco. Nós estamos vivendo em um mundo em transformação, com alta carga de informações compartilhadas. É um mundo onde nós estamos tendo acesso a uma forma muito violenta à informação sem regras”, defende Vecina Neto.
De acordo com a Organização, 138 países reportaram casos de sarampo nos últimos 12 meses, sendo que, em 61, foram registrados grandes surtos. A doença é tida como controlada em grande parte dos países desenvolvidos e subdesenvolvidos. Porém, os dados apresentados demonstram o retrocesso recente nos avanços da medicina. Além da queda da cobertura vacinal, conflitos novos e as mudanças climáticas são agravantes do problema. Dessa maneira, as vacinas são essenciais para mudar o cenário atual.
JORNAL USP. Disponível em: https://jornal.usp.br/radio-usp/negacionismo-cientifico-influencia-no-aumento-de-doencas-evitaveis-por-vacina-no-mundo/. Acesso em: 12 jun. 2025. (Adaptado)
Assinale a opção em que as regências nominal e verbal estão empregadas corretamente.
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