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Mulheres combatentes do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), em treinamento militar.
MAZRUI, A. A.; WONDJI, C. (Ed.). História geral da África, VIII: África desde 1935. Brasília: Unesco, 2010.
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Mulheres combatentes do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), em treinamento militar.
MAZRUI, A. A.; WONDJI, C. (Ed.). História geral da África, VIII: África desde 1935. Brasília: Unesco, 2010.
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Quantos de nós podemos imaginar alguma população não europeia sem o pano de fundo de uma dominação global, que agora
nos parece predeterminada? E como poderão o Haiti ou a escravidão ou o racismo ser mais do que meras notas descabidas no
rodapé dessa ordem narrativa?
TROUILLOT, M.-R. Silenciando o passado: poder e a produção da história. Curitiba: Huya, 2016.
A Revolução do Haiti (1791-1804) é considerada a primeira rebelião vitoriosa de pessoas escravizadas nas Américas, culminando na emancipação do país e na extinção da escravidão. Sob a liderança de Toussaint Louverture, o movimento destacou-se pela atuação central dos africanos e afrodescendentes na formação de um Estado soberano. O historiador Michel-Rolph Trouillot investiga como as narrativas históricas eurocêntricas e coloniais frequentemente invisibilizam esse movimento, seus agentes e suas contribuições para a trajetória global. Em uma aula, o professor propôs um debate sobre a Revolução do Haiti. Com base no texto, ele solicitou aos estudantes uma reflexão sobre o teor das narrativas. Essa proposta didática objetivou
TROUILLOT, M.-R. Silenciando o passado: poder e a produção da história. Curitiba: Huya, 2016.
A Revolução do Haiti (1791-1804) é considerada a primeira rebelião vitoriosa de pessoas escravizadas nas Américas, culminando na emancipação do país e na extinção da escravidão. Sob a liderança de Toussaint Louverture, o movimento destacou-se pela atuação central dos africanos e afrodescendentes na formação de um Estado soberano. O historiador Michel-Rolph Trouillot investiga como as narrativas históricas eurocêntricas e coloniais frequentemente invisibilizam esse movimento, seus agentes e suas contribuições para a trajetória global. Em uma aula, o professor propôs um debate sobre a Revolução do Haiti. Com base no texto, ele solicitou aos estudantes uma reflexão sobre o teor das narrativas. Essa proposta didática objetivou
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ASSIS, L.; OLIVEIRA, T. Folha de São Paulo, 6 out. 202
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ASSIS, L.; OLIVEIRA, T. Folha de São Paulo, 6 out. 202
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Nos currículos escolares brasileiros – inclusive nos cursos de
Licenciatura em História –, a História do Brasil frequentemente
ocupa pouco espaço. As questões nacionais são negligenciadas,
e as explicações históricas centradas na Europa ganham maior
relevância do que a história nacional e local, tornando a história
do Brasil apenas um apêndice periférico da história global.
Nos últimos anos, tem-se observado um esforço no debate e
nas discussões sobre o pressuposto eurocêntrico no ensino e
na pesquisa. No entanto, a base epistemológica de formação
dos professores de História pouco se alterou. O que existe são
iniciativas individuais ou de grupos isolados que vêm repensando
o ensino e a pesquisa, ampliando o leque de possibilidades por
meio da contextualização da vida em sociedade e da articulação
entre a história individual e a história coletiva a partir de uma
perspectiva regional e local. Esse movimento, fundamentado
na relação entre passado e presente, busca considerar as
contribuições europeias, indígenas e africanas no processo de
construção, compreensão e reinterpretação da história do Brasil.
BITTENCOURT, C. M. F. Ensino de História: fundamentos e métodos.
São Paulo: Cortez, 2004 (adaptado
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Nos currículos escolares brasileiros – inclusive nos cursos de
Licenciatura em História –, a História do Brasil frequentemente
ocupa pouco espaço. As questões nacionais são negligenciadas,
e as explicações históricas centradas na Europa ganham maior
relevância do que a história nacional e local, tornando a história
do Brasil apenas um apêndice periférico da história global.
Nos últimos anos, tem-se observado um esforço no debate e
nas discussões sobre o pressuposto eurocêntrico no ensino e
na pesquisa. No entanto, a base epistemológica de formação
dos professores de História pouco se alterou. O que existe são
iniciativas individuais ou de grupos isolados que vêm repensando
o ensino e a pesquisa, ampliando o leque de possibilidades por
meio da contextualização da vida em sociedade e da articulação
entre a história individual e a história coletiva a partir de uma
perspectiva regional e local. Esse movimento, fundamentado
na relação entre passado e presente, busca considerar as
contribuições europeias, indígenas e africanas no processo de
construção, compreensão e reinterpretação da história do Brasil.
BITTENCOURT, C. M. F. Ensino de História: fundamentos e métodos.
São Paulo: Cortez, 2004 (adaptado
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Ensinar História é ensinar o seu próprio método, e eu achava isso
exagerado. Sempre pensei que essa frase era muito restritiva,
mas, se a entendermos como o mínimo do ensino de História —
ou seja, como a necessidade de aprender o método histórico e
aplicá-lo na vida —, então faz sentido. Se eu me encontrasse em
uma situação especial, de emergência ou urgência, e só pudesse
escolher uma única coisa de História para ensinar aos alunos, eu
não ensinaria a Independência do Brasil, o Descobrimento ou a
Revolução Francesa. Em vez disso, ensinaria: como se faz História?
Como os historiadores produzem história, e como podemos
praticar isso? Essa é a grande contribuição da história para a
cidadania — embora não seja a única. O essencial é trabalhar
com o método, aprender a lidar com ele. Basicamente, o método
histórico consiste em nos perguntarmos: isso que tenho aqui é
real ou inventado? Quem disse isso? Quando foi dito? Por quê?
Qual foi o motivo para que isso se tornasse um documento?
BONETE JR., W.; MANKE, L. S.; SZLACHTA JR., A. M. Ensino de história:
disputas de narrativas, negacionismos e consciência histórica.
Ponta de Lança: Revista Eletrônica de História,
Memória & Cultura, n. 32, 2025 (adaptado).
Um professor de História, ao ministrar uma aula sobre a Segunda Guerra Mundial, foi interpelado por alguns estudantes sobre uma informação de um perfil de uma rede social que nega os dados históricos acerca do holocausto judaico. Diante do negacionismo, dialogando com os desafios e dilemas do ensino e da pesquisa em História do tempo presente, apontados no texto, o professor precisa
BONETE JR., W.; MANKE, L. S.; SZLACHTA JR., A. M. Ensino de história:
disputas de narrativas, negacionismos e consciência histórica.
Ponta de Lança: Revista Eletrônica de História,
Memória & Cultura, n. 32, 2025 (adaptado).
Um professor de História, ao ministrar uma aula sobre a Segunda Guerra Mundial, foi interpelado por alguns estudantes sobre uma informação de um perfil de uma rede social que nega os dados históricos acerca do holocausto judaico. Diante do negacionismo, dialogando com os desafios e dilemas do ensino e da pesquisa em História do tempo presente, apontados no texto, o professor precisa
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Em comemoração ao Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra (25 de julho), as professoras de História e de Arte de uma escola de Ensino Médio se juntaram para propor uma atividade interdisciplinar que convidava as turmas da 2ª série a refletir criticamente sobre imagens atribuídas à líder quilombola. Sobre a Figura 1, as professoras informaram que o artista nunca esteve no Brasil e não tinha qualquer relação com a história de Tereza; em relação à Figura 2, revelaram que a fotografia retrata uma mulher negra no Brasil do século XIX, quase cem anos após a morte de Tereza. Durante a atividade, surgiram comentários como: “A primeira imagem é a verdadeira porque é muito usada nos livros didáticos.”; “Acho que qualquer imagem serve, desde que mostre que ela era uma mulher negra”. Considerando o protagonismo de Tereza de Benguela, as trajetórias de lutas de mulheres por direitos na história do Brasil e o conceito de política, é correto afirmar que
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- ConceitosPolítica, Poder e Estado
- Cidadania e movimentos sociais
- Estratificação e desigualdade social
No século XX, Chica da Silva já era um mito. Fazia parte do conjunto dos raros indivíduos do século XVIII que se tornaram
personagens históricas, a despeito de não pertencer à elite branca portuguesa. Além de parda e ex-escrava, era mulher. E por
meio dessas exceções era compreendida. Em Diamantina, tornou-se lendária, alvo de inúmeras histórias. Chica da Silva teria
entre 18 e 22 anos quando João Fernandes, então com 26 anos, a conheceu. A jovem possuía a beleza das mulheres oriundas
da Costa da Mina, com frequência elogiadas pelos europeus. Os documentos da época a designam como parda, termo com
que se descrevia a tonalidade de pele mais clara entre os mestiços. Somente em meados do século XIX, quando se assistia à
consolidação da família patriarcal nas Minas Gerais, a existência de uma Chica da Silva passou a ser digna de registro, como
única mulher do século XVIII elevada, por Joaquim Felício, à categoria de personagem histórica. Localizado no século XIX, o
autor baseou-se em cenas de seu cotidiano social, em que a mulher e a família deviam regrar-se pela moral cristã e onde
imperavam os preconceitos contra ex-escravos, mulheres de cor e uniões consensuais. Para os homens da época, as escravas
eram sensuais e licenciosas, mulheres com as quais era impossível manter laços afetivos estáveis. A vida de Chica, similar à de
um sem-número de negras forras que viveram em concubinato com homens brancos, decerto não era peculiar nem pitoresca.
A alforria precoce, a promoção para que ela acumulasse patrimônio, o uso que Chica fez do sobrenome Oliveira, o número
elevado de filhos (treze), cujos nomes se ancoraram nas tradições familiares dos pais, e a longevidade do relacionamento
contestam essa imagem. A média de um parto a cada treze meses faz desmoronar o mito da figura sensual e lasciva, devoradora
de homens ao qual Chica esteve sempre ligada. João Fernandes jamais teve dúvidas sobre a paternidade dos rebentos, pois
os legitimou e lhes legou todo o seu patrimônio.
FURTADO, J. F. Chica da Silva e o contratador de diamantes – do outro lado do mito.
São Paulo: Cia. das Letras, 2003 (adaptado).
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