Foram encontradas 750 questões.
No ano 2000, irrequieto com a descoberta de que havia
muitos endereços eletrônicos em seu nome, Umberto Eco
comentou que “o princípio da desconfiança deveria estar
implícito para qualquer um que tenha experimentado
um chat”, advertindo que “não basta apenas desconfiar
de mensagens cuja procedência exata desconhecemos,
mas também das mensagens de nossos correspondentes
habituais, pois um vírus poderia ter nos enviado a mensagem
fatal em nome deles”. E assevera: “um jornal que publicasse,
por definição, apenas notícias falsas, não mereceria ser
comprado (a não ser com intenção cômica)”, porque “jornais
têm um pacto implícito de veracidade, que não pode ser
violado salvo dissolução de qualquer contrato social”.
Por fim, o autor questiona: “o que acontecerá se o principal
instrumento da comunicação do novo milênio não for capaz
de instaurar e controlar a observância deste pacto?”
ECO, U. Pape Satàn aleppe: crônicas de uma sociedade
líquida. Rio de Janeiro: Record, 2017 (adaptado).
Um professor de filosofia, com base nas citações de Umberto Eco, elabora um plano de aula no qual pretende conduzir seus estudantes ao questionamento acerca da veracidade das informações que são repassadas nas redes sociais. Pensando na temática, no objeto e no objetivo da sua proposta, qual recurso didático é adequado para compor esse plano de aula?
ECO, U. Pape Satàn aleppe: crônicas de uma sociedade
líquida. Rio de Janeiro: Record, 2017 (adaptado).
Um professor de filosofia, com base nas citações de Umberto Eco, elabora um plano de aula no qual pretende conduzir seus estudantes ao questionamento acerca da veracidade das informações que são repassadas nas redes sociais. Pensando na temática, no objeto e no objetivo da sua proposta, qual recurso didático é adequado para compor esse plano de aula?
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O sofista é um professor de técnicas, de política, de virtude e de sabedoria, portanto, alguém que julga possuir conhecimentos
e ser capaz de transmiti-los. Eis porque as preleções dos sofistas eram aulas em que alguma coisa era ensinada. As preleções
eram solilóquios ou monólogos. Além disso, os sofistas eram céticos. O sim e o não dependem apenas dos argumentos para
persuadir alguém a manter ou mudar de opinião. Diferentemente dos sofistas, Sócrates não se apresenta como professor.
Pergunta, não responde. Indaga, não ensina. Não faz preleções, mas introduz o diálogo como forma da busca da verdade.
CHAUÍ, M. Introdução à história da filosofia: dos pré-socráticos a Aristóteles. São Paulo: Brasiliense, 1994 (adaptado).
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O sofista é um professor de técnicas, de política, de virtude e de sabedoria, portanto, alguém que julga possuir conhecimentos
e ser capaz de transmiti-los. Eis porque as preleções dos sofistas eram aulas em que alguma coisa era ensinada. As preleções
eram solilóquios ou monólogos. Além disso, os sofistas eram céticos. O sim e o não dependem apenas dos argumentos para
persuadir alguém a manter ou mudar de opinião. Diferentemente dos sofistas, Sócrates não se apresenta como professor.
Pergunta, não responde. Indaga, não ensina. Não faz preleções, mas introduz o diálogo como forma da busca da verdade.
CHAUÍ, M. Introdução à história da filosofia: dos pré-socráticos a Aristóteles. São Paulo: Brasiliense, 1994 (adaptado).
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A crítica de Sócrates ao saber, aparentemente negativa,
tem dupla significação. De um lado, supõe que o saber e
a verdade devem ser engendrados pelo próprio indivíduo.
Por isso Sócrates afirma que se contenta, na discussão com
outrem, em desempenhar o papel de parteiro. Ele mesmo não
sabe nada e não ensina nada, mas contenta-se em questionar,
e são suas questões, suas interrogações, que auxiliam seus
interlocutores a parir “sua” verdade. Essa imagem nos permite
entender bem que é na alma que se encontra o saber e que
ao indivíduo cabe descobri-la, até que ele descubra, graças
a Sócrates, que seu saber era vazio. Na perspectiva de seu
próprio pensamento, Platão exprimirá miticamente essa ideia,
dizendo que todo conhecimento é reminiscência de uma visão
que a alma teve em uma existência anterior.
HADOT, P. O que é a filosofia antiga? São Paulo: Loyola, 1999 (adaptado).
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A crítica de Sócrates ao saber, aparentemente negativa,
tem dupla significação. De um lado, supõe que o saber e
a verdade devem ser engendrados pelo próprio indivíduo.
Por isso Sócrates afirma que se contenta, na discussão com
outrem, em desempenhar o papel de parteiro. Ele mesmo não
sabe nada e não ensina nada, mas contenta-se em questionar,
e são suas questões, suas interrogações, que auxiliam seus
interlocutores a parir “sua” verdade. Essa imagem nos permite
entender bem que é na alma que se encontra o saber e que
ao indivíduo cabe descobri-la, até que ele descubra, graças
a Sócrates, que seu saber era vazio. Na perspectiva de seu
próprio pensamento, Platão exprimirá miticamente essa ideia,
dizendo que todo conhecimento é reminiscência de uma visão
que a alma teve em uma existência anterior.
HADOT, P. O que é a filosofia antiga? São Paulo: Loyola, 1999 (adaptado).
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A crítica de Sócrates ao saber, aparentemente negativa,
tem dupla significação. De um lado, supõe que o saber e
a verdade devem ser engendrados pelo próprio indivíduo.
Por isso Sócrates afirma que se contenta, na discussão com
outrem, em desempenhar o papel de parteiro. Ele mesmo não
sabe nada e não ensina nada, mas contenta-se em questionar,
e são suas questões, suas interrogações, que auxiliam seus
interlocutores a parir “sua” verdade. Essa imagem nos permite
entender bem que é na alma que se encontra o saber e que
ao indivíduo cabe descobri-la, até que ele descubra, graças
a Sócrates, que seu saber era vazio. Na perspectiva de seu
próprio pensamento, Platão exprimirá miticamente essa ideia,
dizendo que todo conhecimento é reminiscência de uma visão
que a alma teve em uma existência anterior.
HADOT, P. O que é a filosofia antiga? São Paulo: Loyola, 1999 (adaptado).
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E se lhe fosse necessário julgar daquelas sombras em
competição com os que tinham estado sempre prisioneiros,
no período em que ainda estava ofuscado, antes de adaptar
a vista – e o tempo de se habituar não seria pouco – acaso
não causaria o riso, e não diriam dele que, por ter subido ao
mundo superior, estragara a vista, e que não valia a pena tentar
a ascensão? E a quem tentasse soltá-los e conduzi-los até em
cima, se pudessem agarrá-lo e matá-lo, não o matariam?
PLATÃO. A República. São Paulo: Fundação Calouste Gulbenkian, 1987.
Com base no Mito da caverna, um professor propôs uma atividade em que os estudantes deveriam responder à seguinte problemática: libertar-se ou ser libertado? As respostas seriam postadas em uma plataforma interativa e expostas em tempo real perante toda a turma, a fim de suscitar interação, debate e embate de ideias. Ao relacionar o pensamento de Platão ao uso de TDICs, esse professor
PLATÃO. A República. São Paulo: Fundação Calouste Gulbenkian, 1987.
Com base no Mito da caverna, um professor propôs uma atividade em que os estudantes deveriam responder à seguinte problemática: libertar-se ou ser libertado? As respostas seriam postadas em uma plataforma interativa e expostas em tempo real perante toda a turma, a fim de suscitar interação, debate e embate de ideias. Ao relacionar o pensamento de Platão ao uso de TDICs, esse professor
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TEXTO 1
A razão é que uma relativa intensificação das forças produtivas
já não representa eo ipso um potencial excedente e com
consequências emancipadoras, em virtude do qual entrem em
colapso as legitimações de uma ordem de dominação vigente.
Pois agora, a primeira força produtiva, a saber, o progresso
técnico-científico submetido a controle, tornou-se o fundamento
da legitimação. Esta nova forma de legitimação perdeu, sem
dúvida, a velha forma de ideologia. A consciência tecnocrática
é, por um lado, “menos ideológica” do que todas as ideologias
precedentes; pois não tem o poder opaco de uma ofuscação que
apenas sugere falsamente a realização dos interesses. Por outro
lado, a ideologia de fundo, um tanto vítrea, hoje dominante,
que faz da ciência um feitiço, e mais irresistível e de maior alcance
do que as ideologias de tipo antigo, já que com a dissimulação
das questões não só justifica o interesse parcial de dominação
de uma determinada classe e reprime a necessidade parcial de
emancipação por parte de outra classe, mas também afeta o
interesse emancipador como tal do gênero humano.
HABERMAS, J. Técnica e ciência como ideologia.
Lisboa: Edições 70, 1968 (adaptado).
TEXTO 2
Há centenas de narrativas de povos que estão vivos, contam
histórias, cantam, viajam, conversam e nos ensinam mais do que
aprendemos nessa humanidade. Nós não somos as únicas pessoas
interessantes no mundo, somos parte do todo. Isso talvez tire um
pouco da vaidade dessa humanidade que nós pensamos ser, além
de diminuir a falta de reverência que temos o tempo todo com as
outras companhias que fazem essa viagem cósmica com a gente.
KRENAK, A. Ideias para adiar o fim do mundo.
São Paulo: Cia. das Letras, 2019
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TEXTO 1
A razão é que uma relativa intensificação das forças produtivas
já não representa eo ipso um potencial excedente e com
consequências emancipadoras, em virtude do qual entrem em
colapso as legitimações de uma ordem de dominação vigente.
Pois agora, a primeira força produtiva, a saber, o progresso
técnico-científico submetido a controle, tornou-se o fundamento
da legitimação. Esta nova forma de legitimação perdeu, sem
dúvida, a velha forma de ideologia. A consciência tecnocrática
é, por um lado, “menos ideológica” do que todas as ideologias
precedentes; pois não tem o poder opaco de uma ofuscação que
apenas sugere falsamente a realização dos interesses. Por outro
lado, a ideologia de fundo, um tanto vítrea, hoje dominante,
que faz da ciência um feitiço, e mais irresistível e de maior alcance
do que as ideologias de tipo antigo, já que com a dissimulação
das questões não só justifica o interesse parcial de dominação
de uma determinada classe e reprime a necessidade parcial de
emancipação por parte de outra classe, mas também afeta o
interesse emancipador como tal do gênero humano.
HABERMAS, J. Técnica e ciência como ideologia.
Lisboa: Edições 70, 1968 (adaptado).
TEXTO 2
Há centenas de narrativas de povos que estão vivos, contam
histórias, cantam, viajam, conversam e nos ensinam mais do que
aprendemos nessa humanidade. Nós não somos as únicas pessoas
interessantes no mundo, somos parte do todo. Isso talvez tire um
pouco da vaidade dessa humanidade que nós pensamos ser, além
de diminuir a falta de reverência que temos o tempo todo com as
outras companhias que fazem essa viagem cósmica com a gente.
KRENAK, A. Ideias para adiar o fim do mundo.
São Paulo: Cia. das Letras, 2019
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- Tecnologias Educacionais
- Temas Educacionais PedagógicosProcesso de Ensino e Aprendizagem
- Mídias, Comunicação e Tecnologias na Educação
TEXTO 1
A razão é que uma relativa intensificação das forças produtivas
já não representa eo ipso um potencial excedente e com
consequências emancipadoras, em virtude do qual entrem em
colapso as legitimações de uma ordem de dominação vigente.
Pois agora, a primeira força produtiva, a saber, o progresso
técnico-científico submetido a controle, tornou-se o fundamento
da legitimação. Esta nova forma de legitimação perdeu, sem
dúvida, a velha forma de ideologia. A consciência tecnocrática
é, por um lado, “menos ideológica” do que todas as ideologias
precedentes; pois não tem o poder opaco de uma ofuscação que
apenas sugere falsamente a realização dos interesses. Por outro
lado, a ideologia de fundo, um tanto vítrea, hoje dominante,
que faz da ciência um feitiço, e mais irresistível e de maior alcance
do que as ideologias de tipo antigo, já que com a dissimulação
das questões não só justifica o interesse parcial de dominação
de uma determinada classe e reprime a necessidade parcial de
emancipação por parte de outra classe, mas também afeta o
interesse emancipador como tal do gênero humano.
HABERMAS, J. Técnica e ciência como ideologia.
Lisboa: Edições 70, 1968 (adaptado).
TEXTO 2
Há centenas de narrativas de povos que estão vivos, contam
histórias, cantam, viajam, conversam e nos ensinam mais do que
aprendemos nessa humanidade. Nós não somos as únicas pessoas
interessantes no mundo, somos parte do todo. Isso talvez tire um
pouco da vaidade dessa humanidade que nós pensamos ser, além
de diminuir a falta de reverência que temos o tempo todo com as
outras companhias que fazem essa viagem cósmica com a gente.
KRENAK, A. Ideias para adiar o fim do mundo.
São Paulo: Cia. das Letras, 2019
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