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Educação após Auschwitz
Qualquer debate acerca de metas educacionais carece de significado e importância frente a essa meta: que Auschwitz não
se repita. Ela foi a barbárie contra a qual se dirige toda a educação. Fala-se da ameaça de uma regressão à barbárie. Mas não
se trata de uma ameaça, pois Auschwitz foi a regressão; a barbárie continuará existindo enquanto persistirem no que têm
de fundamental as condições que geram esta regressão. É isto que apavora. Apesar da não visibilidade atual dos infortúnios,
a pressão social continua se impondo. Ela impele as pessoas em direção ao que é indescritível e que, nos termos da história
mundial, culminaria em Auschwitz. Dentre os conhecimentos proporcionados por Freud, efetivamente relacionados inclusive
à cultura e à sociologia, um dos mais perspicazes parece-me ser aquele de que a civilização, por seu turno, origina e fortalece
progressivamente o que é anticivilizatório.
ADORNO, T. W. Educação e emancipação. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 199
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Educação após Auschwitz
Qualquer debate acerca de metas educacionais carece de significado e importância frente a essa meta: que Auschwitz não
se repita. Ela foi a barbárie contra a qual se dirige toda a educação. Fala-se da ameaça de uma regressão à barbárie. Mas não
se trata de uma ameaça, pois Auschwitz foi a regressão; a barbárie continuará existindo enquanto persistirem no que têm
de fundamental as condições que geram esta regressão. É isto que apavora. Apesar da não visibilidade atual dos infortúnios,
a pressão social continua se impondo. Ela impele as pessoas em direção ao que é indescritível e que, nos termos da história
mundial, culminaria em Auschwitz. Dentre os conhecimentos proporcionados por Freud, efetivamente relacionados inclusive
à cultura e à sociologia, um dos mais perspicazes parece-me ser aquele de que a civilização, por seu turno, origina e fortalece
progressivamente o que é anticivilizatório.
ADORNO, T. W. Educação e emancipação. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 199
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TEXTO 1
Ser dialógico, para o humanismo verdadeiro, não é dizer-se descomprometidamente dialógico; é vivenciar o diálogo. Ser dialógico é não invadir, é não manipular, é não sloganizar. Ser dialógico é empenhar-se na transformação constante da realidade. Esta é a razão pela qual, sendo o diálogo o conteúdo da forma de ser própria à existência humana, está excluído de toda relação na qual alguns homens sejam transformados em “seres para outro” por homens que são falsos “seres para si”. O que se pretende com o diálogo, em qualquer hipótese (seja em torno de um conhecimento científico e técnico, seja de um conhecimento “ex-periencial”), é a problematização do próprio conhecimento em sua indiscutível reação com a realidade concreta na qual se gera e sobre a qual incide, para melhor compreendê-la, explicá-la, transformá-la.
FREIRE, P. Extensão ou comunicação? São Paulo: Paz e Terra, 2006.
TEXTO 2
Fato ou fake: como os criadores de fake news tentam enganar você?
Segundo os especialistas, as mensagens falsas são feitas para chamar a atenção das pessoas. Por isso, é comum que elas tenham teorias da conspiração, informações bombásticas (e improváveis) e muitos emojis e exclamações. “Estudos de como as coisas viralizam na internet são enfáticos ao falar que uma desinformação ou qualquer conteúdo que crie comoção ou uma reação emotiva tende a viralizar. Quando essa comoção é de medo, de angústia, de raiva, tende a viralizar com mais sucesso comparada com uma emoção positiva”, diz um professor da Universidade da Virgínia e pesquisador de Harvard, nos Estados Unidos.
VELASCO, C.; ROCHA, G.; DOMINGOS, R. Disponível em: https://g1.globo.com.
Acesso em: 28 maio 2025 (adaptado).
Ao promover um debate entre os estudantes sobre o uso abusivo de redes sociais digitais, um professor orienta que eles discutam sobre as consequências dessa dependência tecnológica e sistematizem os resultados desse debate na produção coletiva de um texto. Esse procedimento está em conformidade com as perspectivas de Paulo Freire, pois
Ser dialógico, para o humanismo verdadeiro, não é dizer-se descomprometidamente dialógico; é vivenciar o diálogo. Ser dialógico é não invadir, é não manipular, é não sloganizar. Ser dialógico é empenhar-se na transformação constante da realidade. Esta é a razão pela qual, sendo o diálogo o conteúdo da forma de ser própria à existência humana, está excluído de toda relação na qual alguns homens sejam transformados em “seres para outro” por homens que são falsos “seres para si”. O que se pretende com o diálogo, em qualquer hipótese (seja em torno de um conhecimento científico e técnico, seja de um conhecimento “ex-periencial”), é a problematização do próprio conhecimento em sua indiscutível reação com a realidade concreta na qual se gera e sobre a qual incide, para melhor compreendê-la, explicá-la, transformá-la.
FREIRE, P. Extensão ou comunicação? São Paulo: Paz e Terra, 2006.
TEXTO 2
Fato ou fake: como os criadores de fake news tentam enganar você?
Segundo os especialistas, as mensagens falsas são feitas para chamar a atenção das pessoas. Por isso, é comum que elas tenham teorias da conspiração, informações bombásticas (e improváveis) e muitos emojis e exclamações. “Estudos de como as coisas viralizam na internet são enfáticos ao falar que uma desinformação ou qualquer conteúdo que crie comoção ou uma reação emotiva tende a viralizar. Quando essa comoção é de medo, de angústia, de raiva, tende a viralizar com mais sucesso comparada com uma emoção positiva”, diz um professor da Universidade da Virgínia e pesquisador de Harvard, nos Estados Unidos.
VELASCO, C.; ROCHA, G.; DOMINGOS, R. Disponível em: https://g1.globo.com.
Acesso em: 28 maio 2025 (adaptado).
Ao promover um debate entre os estudantes sobre o uso abusivo de redes sociais digitais, um professor orienta que eles discutam sobre as consequências dessa dependência tecnológica e sistematizem os resultados desse debate na produção coletiva de um texto. Esse procedimento está em conformidade com as perspectivas de Paulo Freire, pois
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O método, entendido como o caminho que conduz ao objetivo, é fundamental para o exercício filosofico e desemprenha um
papel crucial nas práticas de ensino de filosofia. Para o exercício, o método orienta por quais caminhos deve andar o pensamento;
para o ensino, o método indica quais práticas devem ser utilizadas para o bom andamento das atividades e o cumprimento dos
objetivos de aprendizagem. Destarte, a pergunta filosofica pelo método questiona justamente por onde caminha o pensamento
quando se aprende e se ensina filosofia.
O processo de ensino-aprendizagem será favorecido se o professor adotar como método:
O processo de ensino-aprendizagem será favorecido se o professor adotar como método:
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Muitos estudiosos têm procurado fixar um método socrático. Fala-se de maiêutica, intelectualismo, diálogo, como princípios
metodológicos que conformariam um modo socrático de exercer a posição docente. Porém, uma leitura atenta dos testemunhos
mostra uma figura complexa, paradoxal, impossível de fechar numa figura monocórdia, uniforme, consistente. Com efeito,
Sócrates transita por caminhos encontrados; diz que não sabe, mas sabe que não sabe e se o saber dos outros pode ou
não ser sabido; diz que se investiga a si próprio, mas parece não aceitar ser confrontado; afirma o valor do exame, mas não
parece disposto a examinar o que seus interlocutores não querem aceitar… enfim, não há um Sócrates, mas muitos modos,
encontrados, de transitar o caminho da filosofia sob esse nome. Contudo, alguns princípios parecem subsistir para pensar,
contemporaneamente, a questão metodológica do ensino de Filosofia. Eles se encontram no que poderíamos chamar de as
principais possibilidades de pensar a metodologia do ensino de Filosofia.
GUIDO, H.; GALLO, S.; KOHAN, W. O. Princípios e possibilidades para uma metodologia filosófica do ensino de filosofia.
In: CARVALHO, M.; CORNELLI, G. (Orgs.). Ensinar filosofia. Cuiabá: Central de Textos, 2013.
Quais etapas teórico-metodológicas se fundamentam em princípios coerentes com a Filosofia socrática que subsidiam o ensino da filosofia na contemporaneidade?
GUIDO, H.; GALLO, S.; KOHAN, W. O. Princípios e possibilidades para uma metodologia filosófica do ensino de filosofia.
In: CARVALHO, M.; CORNELLI, G. (Orgs.). Ensinar filosofia. Cuiabá: Central de Textos, 2013.
Quais etapas teórico-metodológicas se fundamentam em princípios coerentes com a Filosofia socrática que subsidiam o ensino da filosofia na contemporaneidade?
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Os feeds, seja o feed algorítmico de vídeos do TikTok ou o feed de notícias do Facebook, evoluíram para um tipo de corrida
armamentista onde o objetivo é o engajamento de usuários. Afinal, por causa dessa competição, os aplicativos exigem
altos volumes de conteúdo que eles tentam customizar para desejos individuais. A atenção voluntária é associada à
vontade, e é empregada para nos ajudar a alcançar nossos objetivos. Os feeds das redes sociais são pensados para distrair
o usuário a ponto de frustrar sua vontade de fazer algo diferente ou ser produtivo. Sempre existe mais um vídeo fofinho
de gato ou outra história política pensada para provocar revolta. Esses aplicativos estão aprendendo a como frustrar sua
força de vontade, e cada vez que você clica no botão de “curtir” ou no ícone de coração, você está lhes ensinando como.
As linhas do tempo se tornam irresistíveis, uma vez que exploram o vício comportamental, e metáforas digitais efetivas
podem ser um componente crucial de tal engenharia comportamental. Parece que não são pessoas que carecem de força
de vontade, mas que existem mil pessoas do outro lado da tela cujo trabalho é minar a autorregulação que você tem.
CHOWN, E.; NASCIMENTO, F. Tecnologias digitais que interferem no pensar e viver. São Paulo: Ideias & Letras, 2024 (adaptado).
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Os feeds, seja o feed algorítmico de vídeos do TikTok ou o feed de notícias do Facebook, evoluíram para um tipo de corrida
armamentista onde o objetivo é o engajamento de usuários. Afinal, por causa dessa competição, os aplicativos exigem
altos volumes de conteúdo que eles tentam customizar para desejos individuais. A atenção voluntária é associada à
vontade, e é empregada para nos ajudar a alcançar nossos objetivos. Os feeds das redes sociais são pensados para distrair
o usuário a ponto de frustrar sua vontade de fazer algo diferente ou ser produtivo. Sempre existe mais um vídeo fofinho
de gato ou outra história política pensada para provocar revolta. Esses aplicativos estão aprendendo a como frustrar sua
força de vontade, e cada vez que você clica no botão de “curtir” ou no ícone de coração, você está lhes ensinando como.
As linhas do tempo se tornam irresistíveis, uma vez que exploram o vício comportamental, e metáforas digitais efetivas
podem ser um componente crucial de tal engenharia comportamental. Parece que não são pessoas que carecem de força
de vontade, mas que existem mil pessoas do outro lado da tela cujo trabalho é minar a autorregulação que você tem.
CHOWN, E.; NASCIMENTO, F. Tecnologias digitais que interferem no pensar e viver. São Paulo: Ideias & Letras, 2024 (adaptado).
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Os feeds, seja o feed algorítmico de vídeos do TikTok ou o feed de notícias do Facebook, evoluíram para um tipo de corrida
armamentista onde o objetivo é o engajamento de usuários. Afinal, por causa dessa competição, os aplicativos exigem
altos volumes de conteúdo que eles tentam customizar para desejos individuais. A atenção voluntária é associada à
vontade, e é empregada para nos ajudar a alcançar nossos objetivos. Os feeds das redes sociais são pensados para distrair
o usuário a ponto de frustrar sua vontade de fazer algo diferente ou ser produtivo. Sempre existe mais um vídeo fofinho
de gato ou outra história política pensada para provocar revolta. Esses aplicativos estão aprendendo a como frustrar sua
força de vontade, e cada vez que você clica no botão de “curtir” ou no ícone de coração, você está lhes ensinando como.
As linhas do tempo se tornam irresistíveis, uma vez que exploram o vício comportamental, e metáforas digitais efetivas
podem ser um componente crucial de tal engenharia comportamental. Parece que não são pessoas que carecem de força
de vontade, mas que existem mil pessoas do outro lado da tela cujo trabalho é minar a autorregulação que você tem.
CHOWN, E.; NASCIMENTO, F. Tecnologias digitais que interferem no pensar e viver. São Paulo: Ideias & Letras, 2024 (adaptado).
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A escola, segundo a teoria da pedagogia tradicional, surge como um antídoto à ignorância, logo, um instrumento para equacionar
o problema da marginalidade. Seu papel é difundir a instrução, transmitir os conhecimentos acumulados pela humanidade
e sistematizados logicamente. O mestre-escola será o artífice dessa grande obra. A escola organiza-se como uma agência
centrada no professor, o qual transmite, segundo uma gradação lógica, o acervo cultural aos estudantes. A estes cabe assimilar
os conhecimentos que lhes são transmitidos.
Uma nova teoria educacional surge: a pedagogia tecnicista. A partir do pressuposto da neutralidade científica e inspirada
nos princípios de racionalidade, eficiência e produtividade, essa pedagogia advoga a reordenação do processo educativo de
maneira a torná-lo objetivo e operacional. De modo semelhante ao que ocorreu no trabalho fabril, pretende-se a objetivação
do trabalho pedagógico.
SAVIANI, D. Escola e democracia. Campinas: Autores Associados, 2008 (adaptado).
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A escola, segundo a teoria da pedagogia tradicional, surge como um antídoto à ignorância, logo, um instrumento para equacionar
o problema da marginalidade. Seu papel é difundir a instrução, transmitir os conhecimentos acumulados pela humanidade
e sistematizados logicamente. O mestre-escola será o artífice dessa grande obra. A escola organiza-se como uma agência
centrada no professor, o qual transmite, segundo uma gradação lógica, o acervo cultural aos estudantes. A estes cabe assimilar
os conhecimentos que lhes são transmitidos.
Uma nova teoria educacional surge: a pedagogia tecnicista. A partir do pressuposto da neutralidade científica e inspirada
nos princípios de racionalidade, eficiência e produtividade, essa pedagogia advoga a reordenação do processo educativo de
maneira a torná-lo objetivo e operacional. De modo semelhante ao que ocorreu no trabalho fabril, pretende-se a objetivação
do trabalho pedagógico.
SAVIANI, D. Escola e democracia. Campinas: Autores Associados, 2008 (adaptado).
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