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TEXTO 1
Era coisa de criança
Colar chiclete na cadeira dos outros, rir do cabelo cortado do colega. Mas agora brincadeiras como essas ganharam um nome sério: bullying. E passaram a ser resolvidas por adultos: pais, mestres e até, em alguns casos, polícia.
O termo bullying significa a prática de agredir alguém fisicamente, verbalmente, até por atitudes (como caretas). Mas tem sido usado como um alarme, um chamado para que adultos interfiram no relacionamento de seus filhos e alunos. Uma nova linha de pesquisadores, no entanto, vem defendendo que o buIlying não é necessariamente um problema para gente grande. Segundo eles, as picuinhas entre crianças e adolescentes devem ser resolvidas pelos próprios envolvidos. Sem adultos como juízes.
Esses especialistas não dizem que crianças devem trocar socos na saída da escola. Nem que apanhar faz bem. Afirmam, sim, que disputar é como um rito, pelo qual passamos no início da vida para saber enfrentar as encrencas maiores do futuro. Afinal, fazemos isso desde os tempos mais remotos. "Em boa parte da história da humanidade a agressão foi um traço adaptativo", escreve Monica J. Harris, professora de psicologia da Universidade do Kentucky, em Bullying, Rejection and Peer Victimization (sem tradução em português). No passado, os homens disputavam comida para garantir a sobrevivência. O conflito definia quem ia perpetuar a espécie e quem ficaria para trás. "Aqueles humanos mais agressivos em termos de buscar as coisas e proteger seus recursos e parentes tinham mais chances de sobreviver e reproduzir", afirma Monica. Enquanto os homens teriam aprendido a usar a força física, as mulheres desenvolveram habilidades mais sutis, como agressões verbais - fofocas e rumores.
Se antes essas táticas garantiam a sobrevivência, hoje nos ajudam no convívio social. Quando as crianças deixam o conforto do lar para frequentar o colégio, descobrem que nem sempre suas vontades são atendidas. E que precisam negociar o tempo todo, como por um brinquedo ou por um lugar para sentar. Sem passar por isso, será mais difícil lidar com um desafeto no futuro, como um chefe, o síndico do prédio ou aquele amigo que empresta dinheiro e nunca paga.
O resultado da superação desses primeiros embates aparece cedo. Um estudo com 2 mil crianças com idade de 11 e 12 anos feito pela Universidade da Califórnia em Los Angeles mostrou que aquelas que tinham algum rival na turma da escola eram vistas como mais maduras pelos professores. As meninas que reagiam a alguma antipatia foram consideradas donas de maior competência social. Os meninos com inimizades foram classificados como alunos com melhor comportamento. Nesses casos - que não envolviam agressões físicas, segundo a pesquisa -, as crianças não só aprenderam a reagir a menosprezo, pressão e sarcasmo como ainda ganharam status no colégio. "Tanto para meninos quanto para meninas, ter uma antipatia mútua com alguém de outro sexo é associado à popularidade", escreve a pesquisadora e autora do estudo Melissa Witkow, hoje professora de psicologia da Universidade Willamette, nos EUA.
A recente onda de crimes ligados a bullying, no entanto, criou o temor de que crianças e adolescentes talvez não deem conta da briga sozinhos. A comprovação disso estaria em casos como o do adolescente que guardou por anos o rancor das humilhações que passou em um colégio na cidade do Rio de Janeiro - até voltar lá, e disparar contra alunos, deixando 13 mortos. O resultado de histórias assim foi uma pressão de pais, mestres e legisladores para que o comportamento das crianças seja mais controlado. E para que até a polícia seja chamada para impedir as agressões. Em junho, o Senado brasileiro aprovou um projeto de lei determinando que as escolas inibam atitudes e situações que possam gerar bullying. Em maio, um americano de 17 anos, que não teve o nome divulgado pela polícia, foi preso por dar notas às colegas de turma - altas para as mais bonitas, baixas para as mais feias - e publicar a avaliação no Facebook.
Essa reação é chamada de superproteção pelos pesquisadores que defendem a não intervenção dos adultos nas disputas entre crianças e adolescentes. "É como se o mundo inteiro estivesse sofrendo de amnésia. Os adultos se esqueceram de que passaram pelas mesmas disputas no colégio", diz Helen Guldberg, psicóloga e professora de desenvolvimento infantil na Open University, Inglaterra. Segundo Helen, estamos julgando as atitudes das crianças com base nos valores de adultos. "O comportamento das crianças - as palavras que usam, o jeito brusco com que, por exemplo, excluem outros de suas brincadeiras - está sendo julgado com a seriedade com que encararíamos o relacionamento entre adultos em um escritório", afirma.
Essa linha de não intervenção defendida por gente como Helen Guldberg é polêmica. Para os críticos, desavenças simples podem ser o início de conflitos mais graves - eventos que poderão deixar marcas físicas e psicológicas. "O bullying é um problema sério que precisa ser combatido", diz Aramis Lopes Neto, pediatra e estudioso do tema. Mas em um ponto as duas linhas concordam: quando a briga se repete e se prolonga por um tempo, e só um lado sai sempre perdendo é porque a criança já está derrotada. E é hora de os adultos entrarem em ação.
Prestar atenção ao comportamento da criança ajuda a descobrir se é o caso de intervir. Mudanças repentinas, como queda no desempenho escolar ou aumento da agressividade, são sinais importantes. Se o problema não for resolvido, alguns efeitos podem se estender. "Muitos adultos trazem da infância dificuldades de relacionamento social e baixa autoestima", afirma Lopes Neto. Isso atrapalharia a vida profissional e pessoal, como a capacidade de manter relacionamentos estáveis. "Há vítimas que não se desenvolvem profissionalmente por medo de se expor e se tornar alvo de bullying no trabalho", diz o médico. É como se elas não conseguissem nunca sair da zona de conforto. Exatamente o que pode acontecer com quem passa a infância na sombra dos pais, sem enfrentar uma briga sozinho.
(Superinteressante, ed. 294, agosto de 2011, p. 72-74.) Texto adaptado.
São estratégias usadas na construção do texto:
I – Emprego de exemplificações.
II – Utilização de dados estatísticos.
III – Apresentação de argumentação de autoridades.
IV – Estabelecimento de paralelos e/ou confronto entre fatos.
II – Utilização de dados estatísticos.
III – Apresentação de argumentação de autoridades.
IV – Estabelecimento de paralelos e/ou confronto entre fatos.
Estão CORRETAS as afirmativas:
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De acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas, o que significa CUB?
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Sobre as empresas públicas e as sociedades de economia mista, é CORRETO afirmar:
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1388437
Ano: 2012
Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: FGR
Orgão: Pref. Congonhas-MG
Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: FGR
Orgão: Pref. Congonhas-MG
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Conforme expresso no artigo 67 da LDBEN “Os sistemas de ensino promoverão a valorização dos profissionais da educação, assegurando lhes, inclusive nos termos dos estatutos e nos planos de carreira do magistério público”:
Marque a alternativa INCORRETA:
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Marque a alternativa INCORRETA.
A característica essencial deste transtorno são os ataques recorrentes de uma ansiedade grave, que não ocorrem exclusivamente numa situação ou em circunstâncias determinadas, mas de fato são imprevisíveis. Como em outros transtornos ansiosos, os sintomas essenciais comportam a ocorrência brutal de palpitação e dores torácicas, sensações de asfixia, tonturas e sentimentos de irrealidade (despersonalização ou desrrealização). Existe, além disso, frequentemente, um medo secundário de morrer, de perder o autocontrole ou de ficar louco. Esta é a descrição de:
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A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também ao seguinte:
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Dois atletas, Daniel e Ezequiel correm numa pista circular, em sentidos contrários, conforme ilustração acima. Perceba que Daniel parte do ponto A e Ezequiel parte do ponto B.
Após Daniel, que é 2 vezes mais rápido que Ezequiel, completar 5 voltas na pista, quantas vezes ele terá passado por Ezequiel?
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Em relação aos fatores fisiopatológicos envolvidos no pé diabético, marque a alternativa INCORRETA:
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1388026
Ano: 2012
Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: FGR
Orgão: Pref. Congonhas-MG
Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: FGR
Orgão: Pref. Congonhas-MG
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Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) constituem um referencial de qualidade para a educação.
Analise as questões abaixo e classifique-as em VERDADEIRAS ou FALSAS:
( ) Os PCNs são instrumentos úteis no apoio às discussões pedagógicas, na elaboração de projetos, no planejamento de aulas, na reflexão sobre a prática educativa e na análise do material didático da escola.
( ) Apesar de apresentar uma estrutura curricular completa, os PCNs são abertos e flexíveis, uma vez que, por sua natureza, exigem adaptações para a construção do currículo de uma escola.
( ) Os PCNs do Ensino Médio organizam a divisão do conhecimento em três áreas: linguagens, códigos e suas tecnologias; ciências da natureza, matemática e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias.
( ) Os Conteúdos Básicos Comuns (CBC) estão fundamentados nas Diretrizes Curriculares Nacionais e nos Parâmetros Curriculares Nacionais.
( ) Os CBC se destinam apenas ao Ensino Médio das escolas estaduais de Minas Gerais.
( ) Os temas complementares dos CBC têm como objetivo introduzir novos tópicos dentro do PPP da escola de acordo com as potencialidades e interesses da turma.
A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:
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A terapia nutricional via oral e/ou enteral é frequentemente utilizada em indivíduos idosos hospitalizados. A Sociedade Européia de Nutrição Parenteral e Enteral reuniu, em 2004, o maior conjunto de evidências sobre o uso da terapia nutricional em idosos. A alternativa abaixo com menor grau de evidência, segundo esta sociedade, é:
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