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Alimentos que os humanos não conseguem digerir em sua forma natural − como trigo, arroz e batata – tornaram-se itens essenciais da nossa dieta graças ao cozimento. O fogo não só mudava a química dos alimentos; mudava também sua biologia. Cozinhar matava germes e parasitas que infestavam os alimentos. Também passou a ser muito mais fácil para os humanos mastigar e digerir seus alimentos favoritos, como frutas, nozes, insetos e carniça, se cozidos. Enquanto os chimpanzés passam cinco horas por dia mastigando alimentos crus, uma hora é suficiente para as pessoas comerem alimentos cozidos.
O advento do hábito de cozinhar possibilitou aos humanos comer mais tipos de comida, dedicar menos tempo à alimentação e se virar com dentes menores e intestino mais curto. Alguns estudiosos acreditam que existe uma relação direta entre o advento do hábito de cozinhar, o encurtamento do trato intestinal e o crescimento do cérebro humano. Considerando que tanto um intestino longo quanto um cérebro grande consomem muita energia, é difícil ter os dois ao mesmo tempo. Ao encurtar o intestino e reduzir seu consumo de energia, o hábito de cozinhar inadvertidamente abriu caminho para o cérebro enorme dos neandertais e dos sapiens.
O fogo também abriu a primeira brecha significativa entre o homem e os outros animais. O poder de quase todos os animais depende de seu corpo: a força de seus músculos, o tamanho de seus dentes, a envergadura de suas asas. Embora possam fazer uso de ventos e correntes, são incapazes de controlar essas forças da natureza e estão sempre limitados por sua estrutura física.
Ao domesticar o fogo, os humanos ganharam controle de uma força obediente e potencialmente ilimitada. E o que é mais importante, o poder do fogo não era limitado pela forma, estrutura ou força do corpo humano. Uma única mulher com uma pedra ou vareta podia produzir fogo para queimar uma floresta inteira em uma questão de horas. A domesticação do fogo foi um sinal do que estava por vir.
(Yuval Noah Harari. Uma breve história da humanidade. Fragmento adaptado)
Segundo as informações do texto, é possível afirmar que
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Começou errado. Quando André parou o carro, atendendo ao aceno do manobrista, a mulher olhou para a fachada do restaurante e comentou: “Chique, hein?”.
André saiu do carro, recebeu o tíquete do manobrista e uma espetada dela: “Você bem que podia me trazer num lugar desses de vez em quando.”.
“Você não vai começar, né, Helô?”
“Mas é verdade”, ela disse, no momento em que a porta do restaurante foi aberta para os dois. “A gente nunca sai. E quando sai é sempre pra comer nos mesmos lugares. Eu estou cansada daquelas cantinas fuleiras lá do bairro.”
Ele preferiu ficar quieto, para evitar uma discussão na frente do maître*.
“Boa noite. Mesa para dois?”
No ambiente à meia-luz, André conseguiu localizar o pai em uma das mesas. E viu que o irmão e a cunhada já haviam chegado. Ele indicou a mesa ao maître, que sorriu e disse para ficarem à vontade.
Enquanto caminhavam, André notou que Helô estava deslumbrada com o lugar: velas nas mesas, casais conversando em voz baixa, um piano que parecia sussurrar.
“Não gosto de restaurante escuro. Fazem isso para você não enxergar o que está comendo.”
“Você está por fora, isso sim. Este lugar é super-romântico.”
O pai se levantou da mesa para recebê-los. André percebeu que o velho estava com os cabelos grisalhos penteados com capricho e usava um paletó que ele nunca tinha visto. Na certa comprado para aquela ocasião. Vestido daquele jeito, parecia ter remoçado.
“Este é o meu filho mais velho, o André. É ele que me ajuda lá no posto”, o pai disse, dirigindo-se à moça que ficara em pé ao seu lado. “André e Helô: esta é a Cibele.”
(Marçal Aquino. O amor e outros objetos pontiagudos. Geração Editorial. Adaptado)
*maître: pessoa responsável pelos garçons de um restaurante.
Assinale a alternativa que está em conformidade com a norma-padrão de concordância verbal.
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Começou errado. Quando André parou o carro, atendendo ao aceno do manobrista, a mulher olhou para a fachada do restaurante e comentou: “Chique, hein?”.
André saiu do carro, recebeu o tíquete do manobrista e uma espetada dela: “Você bem que podia me trazer num lugar desses de vez em quando.”.
“Você não vai começar, né, Helô?”
“Mas é verdade”, ela disse, no momento em que a porta do restaurante foi aberta para os dois. “A gente nunca sai. E quando sai é sempre pra comer nos mesmos lugares. Eu estou cansada daquelas cantinas fuleiras lá do bairro.”
Ele preferiu ficar quieto, para evitar uma discussão na frente do maître*.
“Boa noite. Mesa para dois?”
No ambiente à meia-luz, André conseguiu localizar o pai em uma das mesas. E viu que o irmão e a cunhada já haviam chegado. Ele indicou a mesa ao maître, que sorriu e disse para ficarem à vontade.
Enquanto caminhavam, André notou que Helô estava deslumbrada com o lugar: velas nas mesas, casais conversando em voz baixa, um piano que parecia sussurrar.
“Não gosto de restaurante escuro. Fazem isso para você não enxergar o que está comendo.”
“Você está por fora, isso sim. Este lugar é super-romântico.”
O pai se levantou da mesa para recebê-los. André percebeu que o velho estava com os cabelos grisalhos penteados com capricho e usava um paletó que ele nunca tinha visto. Na certa comprado para aquela ocasião. Vestido daquele jeito, parecia ter remoçado.
“Este é o meu filho mais velho, o André. É ele que me ajuda lá no posto”, o pai disse, dirigindo-se à moça que ficara em pé ao seu lado. “André e Helô: esta é a Cibele.”
(Marçal Aquino. O amor e outros objetos pontiagudos. Geração Editorial. Adaptado)
*maître: pessoa responsável pelos garçons de um restaurante.
O sinal indicativo de crase está corretamente empregado na alternativa:
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Começou errado. Quando André parou o carro, atendendo ao aceno do manobrista, a mulher olhou para a fachada do restaurante e comentou: “Chique, hein?”.
André saiu do carro, recebeu o tíquete do manobrista e uma espetada dela: “Você bem que podia me trazer num lugar desses de vez em quando.”.
“Você não vai começar, né, Helô?”
“Mas é verdade”, ela disse, no momento em que a porta do restaurante foi aberta para os dois. “A gente nunca sai. E quando sai é sempre pra comer nos mesmos lugares. Eu estou cansada daquelas cantinas fuleiras lá do bairro.”
Ele preferiu ficar quieto, para evitar uma discussão na frente do maître*.
“Boa noite. Mesa para dois?”
No ambiente à meia-luz, André conseguiu localizar o pai em uma das mesas. E viu que o irmão e a cunhada já haviam chegado. Ele indicou a mesa ao maître, que sorriu e disse para ficarem à vontade.
Enquanto caminhavam, André notou que Helô estava deslumbrada com o lugar: velas nas mesas, casais conversando em voz baixa, um piano que parecia sussurrar.
“Não gosto de restaurante escuro. Fazem isso para você não enxergar o que está comendo.”
“Você está por fora, isso sim. Este lugar é super-romântico.”
O pai se levantou da mesa para recebê-los. André percebeu que o velho estava com os cabelos grisalhos penteados com capricho e usava um paletó que ele nunca tinha visto. Na certa comprado para aquela ocasião. Vestido daquele jeito, parecia ter remoçado.
“Este é o meu filho mais velho, o André. É ele que me ajuda lá no posto”, o pai disse, dirigindo-se à moça que ficara em pé ao seu lado. “André e Helô: esta é a Cibele.”
(Marçal Aquino. O amor e outros objetos pontiagudos. Geração Editorial. Adaptado)
*maître: pessoa responsável pelos garçons de um restaurante.
Considere as frases elaboradas a partir do texto.
- O tíquete do estacionamento, André do manobrista.
- Ao chegar ao restaurante, Helô declarou que chique.
- Quando André e Helô se aproximaram da mesa, o pai imediatamente Cibele.
Atendendo à norma-padrão de emprego e de colocação dos pronomes, as lacunas das frases devem ser preenchidas respectivamente por:
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Começou errado. Quando André parou o carro, atendendo ao aceno do manobrista, a mulher olhou para a fachada do restaurante e comentou: “Chique, hein?”.
André saiu do carro, recebeu o tíquete do manobrista e uma espetada dela: “Você bem que podia me trazer num lugar desses de vez em quando.”.
“Você não vai começar, né, Helô?”
“Mas é verdade”, ela disse, no momento em que a porta do restaurante foi aberta para os dois. “A gente nunca sai. E quando sai é sempre pra comer nos mesmos lugares. Eu estou cansada daquelas cantinas fuleiras lá do bairro.”
Ele preferiu ficar quieto, para evitar uma discussão na frente do maître*.
“Boa noite. Mesa para dois?”
No ambiente à meia-luz, André conseguiu localizar o pai em uma das mesas. E viu que o irmão e a cunhada já haviam chegado. Ele indicou a mesa ao maître, que sorriu e disse para ficarem à vontade.
Enquanto caminhavam, André notou que Helô estava deslumbrada com o lugar: velas nas mesas, casais conversando em voz baixa, um piano que parecia sussurrar.
“Não gosto de restaurante escuro. Fazem isso para você não enxergar o que está comendo.”
“Você está por fora, isso sim. Este lugar é super-romântico.”
O pai se levantou da mesa para recebê-los. André percebeu que o velho estava com os cabelos grisalhos penteados com capricho e usava um paletó que ele nunca tinha visto. Na certa comprado para aquela ocasião. Vestido daquele jeito, parecia ter remoçado.
“Este é o meu filho mais velho, o André. É ele que me ajuda lá no posto”, o pai disse, dirigindo-se à moça que ficara em pé ao seu lado. “André e Helô: esta é a Cibele.”
(Marçal Aquino. O amor e outros objetos pontiagudos. Geração Editorial. Adaptado)
*maître: pessoa responsável pelos garçons de um restaurante.
Assinale a alternativa correta a respeito do emprego do termo ou expressão em destaque nas passagens do texto.
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Começou errado. Quando André parou o carro, atendendo ao aceno do manobrista, a mulher olhou para a fachada do restaurante e comentou: “Chique, hein?”.
André saiu do carro, recebeu o tíquete do manobrista e uma espetada dela: “Você bem que podia me trazer num lugar desses de vez em quando.”.
“Você não vai começar, né, Helô?”
“Mas é verdade”, ela disse, no momento em que a porta do restaurante foi aberta para os dois. “A gente nunca sai. E quando sai é sempre pra comer nos mesmos lugares. Eu estou cansada daquelas cantinas fuleiras lá do bairro.”
Ele preferiu ficar quieto, para evitar uma discussão na frente do maître*.
“Boa noite. Mesa para dois?”
No ambiente à meia-luz, André conseguiu localizar o pai em uma das mesas. E viu que o irmão e a cunhada já haviam chegado. Ele indicou a mesa ao maître, que sorriu e disse para ficarem à vontade.
Enquanto caminhavam, André notou que Helô estava deslumbrada com o lugar: velas nas mesas, casais conversando em voz baixa, um piano que parecia sussurrar.
“Não gosto de restaurante escuro. Fazem isso para você não enxergar o que está comendo.”
“Você está por fora, isso sim. Este lugar é super-romântico.”
O pai se levantou da mesa para recebê-los. André percebeu que o velho estava com os cabelos grisalhos penteados com capricho e usava um paletó que ele nunca tinha visto. Na certa comprado para aquela ocasião. Vestido daquele jeito, parecia ter remoçado.
“Este é o meu filho mais velho, o André. É ele que me ajuda lá no posto”, o pai disse, dirigindo-se à moça que ficara em pé ao seu lado. “André e Helô: esta é a Cibele.”
(Marçal Aquino. O amor e outros objetos pontiagudos. Geração Editorial. Adaptado)
*maître: pessoa responsável pelos garçons de um restaurante.
Considere os trechos do texto.
- “... Fazem isso para você não enxergar o que está comendo”, ele disse. (9º parágrafo)
- Vestido daquele jeito, parecia ter remoçado. (11º parágrafo)
Nesses trechos, André, respectivamente:
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Começou errado. Quando André parou o carro, atendendo ao aceno do manobrista, a mulher olhou para a fachada do restaurante e comentou: “Chique, hein?”.
André saiu do carro, recebeu o tíquete do manobrista e uma espetada dela: “Você bem que podia me trazer num lugar desses de vez em quando.”.
“Você não vai começar, né, Helô?”
“Mas é verdade”, ela disse, no momento em que a porta do restaurante foi aberta para os dois. “A gente nunca sai. E quando sai é sempre pra comer nos mesmos lugares. Eu estou cansada daquelas cantinas fuleiras lá do bairro.”
Ele preferiu ficar quieto, para evitar uma discussão na frente do maître*.
“Boa noite. Mesa para dois?”
No ambiente à meia-luz, André conseguiu localizar o pai em uma das mesas. E viu que o irmão e a cunhada já haviam chegado. Ele indicou a mesa ao maître, que sorriu e disse para ficarem à vontade.
Enquanto caminhavam, André notou que Helô estava deslumbrada com o lugar: velas nas mesas, casais conversando em voz baixa, um piano que parecia sussurrar.
“Não gosto de restaurante escuro. Fazem isso para você não enxergar o que está comendo.”
“Você está por fora, isso sim. Este lugar é super-romântico.”
O pai se levantou da mesa para recebê-los. André percebeu que o velho estava com os cabelos grisalhos penteados com capricho e usava um paletó que ele nunca tinha visto. Na certa comprado para aquela ocasião. Vestido daquele jeito, parecia ter remoçado.
“Este é o meu filho mais velho, o André. É ele que me ajuda lá no posto”, o pai disse, dirigindo-se à moça que ficara em pé ao seu lado. “André e Helô: esta é a Cibele.”
(Marçal Aquino. O amor e outros objetos pontiagudos. Geração Editorial. Adaptado)
*maître: pessoa responsável pelos garçons de um restaurante.
Pelas informações contidas no texto, pode-se atribuir, correta e respectivamente, às personagens André, Helô, o pai e Cibele, as seguintes características:
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O museu e a história
No dia 7 de setembro, o Museu do Ipiranga abriu, simbolicamente, para os operários que trabalharam na obra de restauro e para 200 alunos de escolas públicas.
Infelizmente, parcelas da população dita instruída não gostam de visitar nossos museus e só o fazem em viagens internacionais. Não consideram um programa interessante levar seus filhos para que conheçam nossas obras de arte e registros históricos; essa seria uma tarefa da escola, não um momento de lazer da família. Como tampouco seria lazer ler bons livros e comentá-los com as crianças.
Com isso, certa repugnância pela cultura vem passando de geração em geração. Mas isso vem mudando: os ingressos do novo espaço cultural já estão esgotados e há anos a visitação dos museus vem aumentando.
No entanto, neste momento, devemos não só celebrar, mas também refletir sobre uma historiografia oficial que desconsidera equívocos e até crimes que cometemos, como o tráfico e a escravização de africanos.
Em vez de fugir desses temas, os museus, como os bons livros de história, nos interrogam sobre o passado, sobre o que pode ter movido quem nos precedeu, sobre erros — ou até crimes — e nos levam a buscar evitar sua repetição. Mas, para isso, é importante que os museus, assim como livros que revisitam nossa história, nos forneçam chaves para uma releitura profícua.
Afinal, os museus não são meros depósitos de objetos valiosos, eles nos permitem exercer uma habilidade profundamente humana, a de refletir sobre nossa trajetória no planeta, admirando obras de arte ou por elas sentindo-nos instigados, pensando também em quem nossa história oficial excluiu, em suma, exercendo o pensamento crítico, tão em falta nos tempos em que vivemos.
(Claudia Costin. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/claudia-costin/2022/09/o-museu-e-a-historia.shtml Publicado em 08.09.2022. Adaptado)
Assinale a alternativa que indica a relação de sentido estabelecida pelo termo destacado em – Mas isso vem mudando... (3º parágrafo) – e traz outra passagem do texto em que o termo ou a expressão em destaque apresenta a mesma relação.
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O museu e a história
No dia 7 de setembro, o Museu do Ipiranga abriu, simbolicamente, para os operários que trabalharam na obra de restauro e para 200 alunos de escolas públicas.
Infelizmente, parcelas da população dita instruída não gostam de visitar nossos museus e só o fazem em viagens internacionais. Não consideram um programa interessante levar seus filhos para que conheçam nossas obras de arte e registros históricos; essa seria uma tarefa da escola, não um momento de lazer da família. Como tampouco seria lazer ler bons livros e comentá-los com as crianças.
Com isso, certa repugnância pela cultura vem passando de geração em geração. Mas isso vem mudando: os ingressos do novo espaço cultural já estão esgotados e há anos a visitação dos museus vem aumentando.
No entanto, neste momento, devemos não só celebrar, mas também refletir sobre uma historiografia oficial que desconsidera equívocos e até crimes que cometemos, como o tráfico e a escravização de africanos.
Em vez de fugir desses temas, os museus, como os bons livros de história, nos interrogam sobre o passado, sobre o que pode ter movido quem nos precedeu, sobre erros — ou até crimes — e nos levam a buscar evitar sua repetição. Mas, para isso, é importante que os museus, assim como livros que revisitam nossa história, nos forneçam chaves para uma releitura profícua.
Afinal, os museus não são meros depósitos de objetos valiosos, eles nos permitem exercer uma habilidade profundamente humana, a de refletir sobre nossa trajetória no planeta, admirando obras de arte ou por elas sentindo-nos instigados, pensando também em quem nossa história oficial excluiu, em suma, exercendo o pensamento crítico, tão em falta nos tempos em que vivemos.
(Claudia Costin. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/claudia-costin/2022/09/o-museu-e-a-historia.shtml Publicado em 08.09.2022. Adaptado)
O termo destacado no trecho do texto pode ser substituído, sem alteração de sentido, pelo termo apresentado na alternativa:
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O museu e a história
No dia 7 de setembro, o Museu do Ipiranga abriu, simbolicamente, para os operários que trabalharam na obra de restauro e para 200 alunos de escolas públicas.
Infelizmente, parcelas da população dita instruída não gostam de visitar nossos museus e só o fazem em viagens internacionais. Não consideram um programa interessante levar seus filhos para que conheçam nossas obras de arte e registros históricos; essa seria uma tarefa da escola, não um momento de lazer da família. Como tampouco seria lazer ler bons livros e comentá-los com as crianças.
Com isso, certa repugnância pela cultura vem passando de geração em geração. Mas isso vem mudando: os ingressos do novo espaço cultural já estão esgotados e há anos a visitação dos museus vem aumentando.
No entanto, neste momento, devemos não só celebrar, mas também refletir sobre uma historiografia oficial que desconsidera equívocos e até crimes que cometemos, como o tráfico e a escravização de africanos.
Em vez de fugir desses temas, os museus, como os bons livros de história, nos interrogam sobre o passado, sobre o que pode ter movido quem nos precedeu, sobre erros — ou até crimes — e nos levam a buscar evitar sua repetição. Mas, para isso, é importante que os museus, assim como livros que revisitam nossa história, nos forneçam chaves para uma releitura profícua.
Afinal, os museus não são meros depósitos de objetos valiosos, eles nos permitem exercer uma habilidade profundamente humana, a de refletir sobre nossa trajetória no planeta, admirando obras de arte ou por elas sentindo-nos instigados, pensando também em quem nossa história oficial excluiu, em suma, exercendo o pensamento crítico, tão em falta nos tempos em que vivemos.
(Claudia Costin. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/claudia-costin/2022/09/o-museu-e-a-historia.shtml Publicado em 08.09.2022. Adaptado)
A expressão “com isso”, empregada no terceiro parágrafo, refere-se
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