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“Ao discutir a crise do século XVII, levantamos um dos problemas fundamentais sobre a ascensão do capitalismo: por que a expansão do final dos séculos XV e XVI não levou diretamente à Revolução Industrial dos séculos XVII e XIX? Em outras palavras: quais foram os obstáculos à expansão capitalista? Convém adiantar que as respostas são tanto gerais como particulares.” (HOBSBOWN In: SANTIAGO, pg. 85).
A respeito desta indagação o autor aponta que o problema pode ser resumido da seguinte forma:
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”No comércio, a crise foi mais geral. As duas principais zonas de comércio internacional, o Mediterrâneo e o Báltico, passaram por uma revolução e, possivelmente, por um declínio transitório no volume de seu comércio. O Báltico – a colônia europeia dos países ocidentais urbanizados – transformou sua linha de exportações, que passou por produtos alimentícios e produtos de madeira, metais e equipamentos navais, enquanto diminuíram suas importações tradicionais de lã ocidental.” (HOBSBOWN In: SANTIAGO, pg. 80-81).
Ao tratar sobre as provas de uma crise geral da economia europeia, o autor aborda as transformações do Báltico, decorrente das transições que o capitalismo iniciava, atingindo seu auge em um período específico da história que, segundo o autor, está localizada entre quais anos?
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“Em Atenas, durante o domínio da aristocracia, os arcontes foram sobretudo sacerdotes; a missão de julgar, de administrar, de fazer a guerra, reduzia-se a pouca coisa, e podia, sem inconvenientes, juntar-se ao sacerdócio. Quando a cidade ateniense rejeitou os velhos processos religiosos do governo, não suprimiu o arcontado, porque era extrema a repugnância em suprimir o que fosse antigo. Mas, ao lado dos arcontes, estabeleceram-se outros magistrados que, pela natureza das suas funções, melhor correspondiam às necessidades da época.” (COULANGE, pg.254-255).
Segundo o autor, qual é o grupo de magistrados que, ao lado dos arcontes, atendeu às necessidades da época?
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“A revolução que derrubou o domínio da classe sacerdotal e elevou a classe inferior ao nível dos antigos chefes das gentes assinala o começo de novo período na história das cidades. Realizou-se uma espécie de renovação social. Não é apenas uma classe de homens que no poder substituiu outra classe. São velhos princípios que se põem de lado, e regras novas que passarão a governar as sociedades humanas.” (COULANGE, pg.253).
Ao relatar as mudanças na estrutura governamental que ocorrem no período da antiguidade clássica, o autor aborda, uma transformação significativa para a estruturação futura das sociedades ocidentais. Sobre qual aspecto o autor está se referindo?
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“A exploração do trabalho de uma parte da sociedade por outra cria, pela primeira vez na humanidade, antagonismos determinados pelo papel econômico exercido pelo indivíduo no grupo.
É importante notar que não se está falando de divergências pessoais, questões subjetivas, mas de oposição socialmente determinada, portanto impessoal. O sacerdote não explorava o artesão pelo fato de ser, pessoalmente, um mau elemento, de possuir um mau caráter. Ele, na verdade, desempenhava o papel de organizador do processo de trabalho, em nome de cuja racionalidade agia.” (PINSKY, pg.54)
Diante desses papéis sociais exercidos pelo sacerdote, o autor permanece ressaltando a presença de uma contradição que seria:
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“Chama a atenção do historiador e mesmo do leitor atento o grande número de núcleos urbanos que se desenvolvem ao longo do Tigre e do Eufrates no terceiro milênio a.C. Pesquisadores como Garelli apresentam só para o período que vai de 2700 a 2100 a. C. lista significativa de reis em Lagash, Umma, Kish, Ur, Uruk, Akad, Gatium e Elam, incluindo o herói Gilgamesh e nomes quase impronunciáveis como Lugalkinishedudu, Meskiagnunna e Kutik-in-shushinak.” (PINSKY, pg.53)
Essas sociedades erguidas ao longo do Tigre e do Eufrates possuíam complexa estrutura organizacional. Dentro da hierarquia social desses núcleos urbanos, a cidade de Uruk chama a atenção pela forte presença e participação no cotidiano de um grupo social específico. Qual seria este grupo?
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“A pesquisa documental demonstrou que a extinção oficial, em 1879, do antigo Aldeamento de Cimbres, consolidou o domínio dos fazendeiros, de longa data invasores nas terras férteis na Serra do Ororubá. Uma ou outra família indígena ficou com a propriedade de pequenos pedaços de terras, insuficientes para a sobrevivência. Os conflitos que se acentuaram após meados do Século XIX mesmo depois da extinção do aldeamento prolongaram-se por todo o século XX, com fazendeiros invasores e a agroindústria de beneficiamento do tomate, de doces e leiteira instaladas em Pesqueira e ocupando terras habitadas pelos indígenas e localidades próximas.” (SILVA, pg.128)
Percebe-se, segundo o autor, que durante todo o século XIX, os embates entre índios e criadores de gado se intensificaram na disputa pelo uso e controle de recursos naturais em todo o nordeste, brigas por serras, brejos, locais com água para saciar a sede de seres humanos e animais. O que se pode inferir desta situação de conflito narrada?
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“Escrevendo sobre os índios no Nordeste, o antropólogo Darcy Ribeiro publicou, em 1970, a primeira edição do citado livro Os índios e a civilização, com o subtítulo “a integração das populações indígenas no Brasil moderno”. No livro o autor fez uma retomada histórica sobre o processo de esbulho das terras dos “índios do Nordeste”. Em nota na “Introdução”, Ribeiro afirmou que a publicação era resultado do relatório de pesquisas que realizara desde 1952, parcialmente publicadas em 1958 e com versões de alguns dos capítulos divulgadas em revistas nacionais e internacionais, nos anos seguintes.” (SILVA, pg.119)
Ao utilizar os conceitos do “índio” e da “civilização”, respectivamente, Darci Ribeiro designa com estas expressões que tipo de oposição dentro da História do Brasil?
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“Quanto à unidade de contexto, Bardin a define como “unidade de compreensão para codificar a unidade de registro”, cujas dimensões devem ser ótimas e amplas para “que se possa compreender a significação exata da unidade de registro”. Traduzida historicamente, a unidade de contexto diz respeito à totalidade, ao “contexto histórico”, às estruturas sociais e/ou ao universo simbólico no qual se insere(m) o(s) discurso(s) analisado(s). Trata-se de uma unidade “arbitrária”, posto que extratextual, que somente o historiador pode determinar, conforme suas opções teóricas, suas escolhas temáticas e suas hipóteses de investigação.” (CARDOSO e VAINFAS, pg.547).
A unidade de contexto no processo da análise documental feita pelo historiador sucede a qual unidade base de análise?
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“Apesar de existir, portanto, uma preocupação hermenêutica — por certo definida em termos que hoje parecem ingênuos — há muito tempo, também é verdade que a relação tradicional dos historiadores com os documentos que utilizam continuou sendo o interesse predominante nos conteúdos, tomando tais documentos como suportes de informação acerca dos referentes dos textos (isto é, acerca daquilo de que os textos falam).” (CARDOSO e VAINFAS, pg.536-537).
O trecho acima segundo Ciro Flamarion Cardoso Junior apresenta um postulado implícito ao ofício do historiador, quando este se põe a trabalhar com as fontes documentais escritas. Qual seria este postulado?
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