Juliana é professora de uma turma de Jovens e Adultos e
preparou a seguinte atividade para seus alunos: primeiramente solicitou que todos lavassem as mãos, organizou-os em círculo e solicitou que cada um colocasse as
mãos cruzadas atrás do corpo e, em círculo, ela colocou
um bombom nas mãos de cada estudante, dizendo que o
objetivo era comer o bombom. Porém, nenhum aluno poderia comer o próprio bombom e nem colocar o bombom
sobre um objeto. Após algumas tentativas, ora frustradas,
ora com sucesso, a professora concluiu a atividade com
os estudantes fazendo uma reflexão sobre o exercício.
Concluíram, os alunos, que somente servindo o bombom
ao colega seria possível finalizar a tarefa com êxito.
(http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=57775.
Adaptado da autora: Walleska Bernardino Silva)
A atividade proposta por Juliana tem a finalidade de
sensibilizar os alunos para
Em Pedagogia da infância: dialogando com o passado
– construindo o futuro, Julia Formosinho mostra que, no
âmbito de uma pedagogia transformativa, preconiza-se
a instituição de um cotidiano educativo que conceitualiza a criança como uma pessoa com agência, não à espera de ser pessoa, que lê o mundo e o interpreta, que
constrói saberes e cultura, que participa como pessoa e
como cidadã na vida da família, da escola e da sociedade. Conforme a autora, os processos principais de uma
pedagogia da participação são a observação, a escuta
e a negociação. A respeito desses processos, é correto
afirmar, segundo Formosinho, que
No livro Educação: um tesouro a descobrir, é apresentado o seguinte texto: “nas economias de subsistência,
as mulheres efetuam a maior parte dos trabalho e, em
relação aos homens, trabalham durante mais tempo por
dia e contribuem mais para o rendimento familiar. Esta
disparidade de condições entre sexos é uma das primeiras causas da pobreza pois, sob diversas formas, impede que centenas de milhões de mulheres tenham acesso
à educação, formação, serviços de saúde, às creches e
a um estatuto jurídico que lhes permita escapar a este
flagelo. Nos países em desenvolvimento, contra oito a
doze horas para homens, mulheres trabalham em médio
doze a dezoito horas por dia [...]”. O organizador do livro,
Jacques Delors, vê com preocupação a desigualdade
de homens e mulheres perante a educação, entendendo
que o princípio da equidade
Em Construção do conhecimento em sala de aula, Celso
Vasconcellos afirma que a metodologia de trabalho em
sala de aula é uma síntese, um reflexo de toda uma
concepção de educação e de um conjunto de objetivos.
Para o autor, uma metodologia dialética de construção do
conhecimento poderia ser expressa através de três grandes dimensões, eixos ou preocupações do educador no
decorrer do trabalho pedagógico. Como superação tanto
da metodologia tradicional quanto da escolanovista, o
autor cita Mobilização para o Conhecimento, Construção
do Conhecimento e
Mabel Panizza, em Ensinar matemática na educação
infantil e nas séries iniciais: análise e propostas, mostra
que, a uma longa tradição escolar que propunha aos alunos grandes quantidades de contas, seguiu-se uma nova
corrente baseada na resolução de problemas. A autora
traz o seguinte problema de adição: “Nesta caixa tenho
3 bolinhas e nesta outra, 42. Quantas bolinhas tenho ao
todo?”. Para resolvê-lo, trata-se de encontrar a operação
numérica adequada e calcular a soma. Conforme a autora, quando a professora intervém na escolha da operação adequada, respondendo afirmativamente a pergunta
tão conhecida: “O sinal é de mais?”, pode-se dizer que
No documento Parâmetros Curriculares Nacionais: Arte,
coloca-se que a questão central do ensino de Arte no
Brasil diz respeito a um enorme descompasso entre a
produção teórica, que tem um trajeto de constantes perguntas e formulações, e o acesso dos professores a essa
produção, que é dificultado pela fragilidade de sua formação, pela pequena quantidade de livros editados sobre o
assunto, sem falar nas inúmeras visões preconcebidas
que reduzem a atividade artística na escola a um verniz
de superfície. Segundo o referido documento, um exemplo de redução da atividade artística pode ser encontrado
Nos Parâmetros Curriculares Nacionais: Educação Física, discute-se que o trabalho na área da Educação Física tem seus fundamentos nas concepções de corpo e
movimento. Por suas origens militares e médicas e por
seu atrelamento quase servil aos mecanismos de manutenção do status quo vigente na história brasileira, tanto
a prática como a reflexão teórica no campo da Educação
Física restringiram os conceitos de corpo e movimento
aos seus aspectos fisiológicos e técnicos. De acordo com
o referido documento, atualmente, a análise crítica e a
busca de superação dessa concepção apontam a necessidade de que, além dos aspectos fisiológicos e técnicos,
se considere(m) também
Telma Weisz, em O diálogo entre ensino e a aprendizagem, afirma que um erro que precisa ser evitado pelos
professores é o desvio espontaneísta: como é o aluno
quem constrói o conhecimento, não seria necessário
ensinar-lhe. A partir dessa crença o professor passa a
não informar, a não corrigir e a se satisfazer com o que o
aluno faz “do seu jeito”. Essa visão implica abandonar o
aluno à sua própria sorte. A autora exemplifica que, quando uma criança entra na escola ainda não alfabetizada,
tanto ela quanto o professor sabem que ela não sabe ler
nem escrever. Ao propor que ela se arrisque a escrever
do jeito que imagina, o que professor na verdade está
propondo é uma atividade baseada na capacidade infantil de jogar, de fazer de conta. Em contrapartida, o professor deve usar tudo o que ele sabe sobre as hipóteses
que as crianças constroem sobre a escrita para poder,
interpretando o que o aluno escreveu, ajudá-lo a avançar.
Para a autora, ao professor cabe
De acordo com a perspectiva crítica defendida por Selma Garrido Pimenta, no artigo A Construção do Projeto
Pedagógico na Escola de 1º grau, a escola para todos é
uma escola
Diante do mesmo conflito, o adulto pode ter respostas
diferentes e, de qualquer maneira, ele está ensinando a
moralidade nesse dia a dia. Com cada resposta que ele
dá, ou com as que ele não dá, a moralidade e a ética são
abordadas. Por isso é um tema transversal. A moralidade
vai se dando a partir daquelas situações do cotidiano do
professor, do pai, das crianças com as crianças. Nesses
momentos é que estão sendo trabalhadas a ética e a
moralidade.
(Vinha, 1999)
Diante de uma briga, segundo a autora, o melhor seria o
professor