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Leia o texto a seguir para responder à questão.
TEXTO 02:
Mercantilização da saúde mental
Analogamente, o regime ditatorial também foi
responsável pela mercantilização da saúde mental.
Embora sejam lembradas as construções estatais desse
período, as iniciativas privadas também foram fortalecidas,
especialmente no campo da psiquiatria. Isso se evidenciou
pelo aumento significativo no número de leitos
psiquiátricos e internações, parte do projeto político que
visava consolidar o poder.
Ainda que o golpe militar estivesse alinhado
politicamente com o capital estrangeiro, por meio de
políticas de privatização, o Estado brasileiro iniciou uma
série de repressões com uma agenda centralizadora,
justificando suas ações em nome da segurança nacional e
de uma suposta "ameaça comunista".
Essa ambiguidade entre a centralização política e as
ações de privatização foi observada nas políticas de saúde
da época, o que refletiu na criação do Instituto Nacional de
Assistência Médica e Previdência Social (Inamps), que
unificava sistemas de pensões, aposentadorias e
assistência médica, estabelecendo convênios com
instituições públicas e privadas.
Esse novo modelo previdenciário teve um grande
impacto na psiquiatria, beneficiando a indústria
farmacêutica e aumentando a demanda por internações. O
governo oferecia subsídios financeiros que, aliados ao
aumento das institucionalizações, resultaram em uma
deterioração dos leitos psiquiátricos públicos. Como
consequência, a Previdência Social direcionava 97% de seus recursos para a manutenção de leitos privados,
aumentando sua oferta e o número de internos.
Em 1984, o psiquiatra Luiz Cerqueira evidenciou o
termo "indústria da loucura" em seu livro Psiquiatria Social:
Problemas Brasileiros de Saúde Mental, denunciando a
prática mercantilista que se instaurou nesse período da
história brasileira.
Este ano, o golpe militar completa 60 anos e, apesar
dos progressos iniciados pela Reforma Psiquiátrica, as
cicatrizes deixadas pela ditadura ainda se refletem nas
políticas de saúde mental do país. A mercantilização da
saúde continua ocorrendo mediante o financiamento de
comunidades terapêuticas (CTs), do fortalecimento da
indústria farmacêutica e da deterioração da Rede de
Atenção Psicossocial (RAPS).
Assim como durante a ditadura militar, o Estado,
aliado a organizações privadas, transformou a saúde
mental em mercadoria, seis décadas depois algumas
instituições ainda lucram com o sofrimento psíquico da
população.
Além disso, mesmo após tantos anos desde o fim do
período ditatorial e a implementação da Reforma
Psiquiátrica, frequentemente surgem denúncias
relacionadas à punição de indivíduos em sofrimento
psíquico, sobretudo em comunidades terapêuticas.
Então, a pergunta que permanece é: por que,
décadas após a Ditadura Militar, a lógica manicomial ainda
persiste como um instrumento de punição?
“Em 1984, o psiquiatra Luiz Cerqueira evidenciou o termo "indústria da loucura" em seu livro “Psiquiatria Social: Problemas Brasileiros de Saúde Mental”
Todos os verbos destacados nas alternativas a seguir possuem mesma regência do verbo “evidenciar”, EXCETO:
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TEXTO 02:
Mercantilização da saúde mental
Analogamente, o regime ditatorial também foi
responsável pela mercantilização da saúde mental.
Embora sejam lembradas as construções estatais desse
período, as iniciativas privadas também foram fortalecidas,
especialmente no campo da psiquiatria. Isso se evidenciou
pelo aumento significativo no número de leitos
psiquiátricos e internações, parte do projeto político que
visava consolidar o poder.
Ainda que o golpe militar estivesse alinhado
politicamente com o capital estrangeiro, por meio de
políticas de privatização, o Estado brasileiro iniciou uma
série de repressões com uma agenda centralizadora,
justificando suas ações em nome da segurança nacional e
de uma suposta "ameaça comunista".
Essa ambiguidade entre a centralização política e as
ações de privatização foi observada nas políticas de saúde
da época, o que refletiu na criação do Instituto Nacional de
Assistência Médica e Previdência Social (Inamps), que
unificava sistemas de pensões, aposentadorias e
assistência médica, estabelecendo convênios com
instituições públicas e privadas.
Esse novo modelo previdenciário teve um grande
impacto na psiquiatria, beneficiando a indústria
farmacêutica e aumentando a demanda por internações. O
governo oferecia subsídios financeiros que, aliados ao
aumento das institucionalizações, resultaram em uma
deterioração dos leitos psiquiátricos públicos. Como
consequência, a Previdência Social direcionava 97% de seus recursos para a manutenção de leitos privados,
aumentando sua oferta e o número de internos.
Em 1984, o psiquiatra Luiz Cerqueira evidenciou o
termo "indústria da loucura" em seu livro Psiquiatria Social:
Problemas Brasileiros de Saúde Mental, denunciando a
prática mercantilista que se instaurou nesse período da
história brasileira.
Este ano, o golpe militar completa 60 anos e, apesar
dos progressos iniciados pela Reforma Psiquiátrica, as
cicatrizes deixadas pela ditadura ainda se refletem nas
políticas de saúde mental do país. A mercantilização da
saúde continua ocorrendo mediante o financiamento de
comunidades terapêuticas (CTs), do fortalecimento da
indústria farmacêutica e da deterioração da Rede de
Atenção Psicossocial (RAPS).
Assim como durante a ditadura militar, o Estado,
aliado a organizações privadas, transformou a saúde
mental em mercadoria, seis décadas depois algumas
instituições ainda lucram com o sofrimento psíquico da
população.
Além disso, mesmo após tantos anos desde o fim do
período ditatorial e a implementação da Reforma
Psiquiátrica, frequentemente surgem denúncias
relacionadas à punição de indivíduos em sofrimento
psíquico, sobretudo em comunidades terapêuticas.
Então, a pergunta que permanece é: por que,
décadas após a Ditadura Militar, a lógica manicomial ainda
persiste como um instrumento de punição?
A palavra destacada estabelece, no trecho, uma relação de:
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TEXTO 02:
Mercantilização da saúde mental
Analogamente, o regime ditatorial também foi
responsável pela mercantilização da saúde mental.
Embora sejam lembradas as construções estatais desse
período, as iniciativas privadas também foram fortalecidas,
especialmente no campo da psiquiatria. Isso se evidenciou
pelo aumento significativo no número de leitos
psiquiátricos e internações, parte do projeto político que
visava consolidar o poder.
Ainda que o golpe militar estivesse alinhado
politicamente com o capital estrangeiro, por meio de
políticas de privatização, o Estado brasileiro iniciou uma
série de repressões com uma agenda centralizadora,
justificando suas ações em nome da segurança nacional e
de uma suposta "ameaça comunista".
Essa ambiguidade entre a centralização política e as
ações de privatização foi observada nas políticas de saúde
da época, o que refletiu na criação do Instituto Nacional de
Assistência Médica e Previdência Social (Inamps), que
unificava sistemas de pensões, aposentadorias e
assistência médica, estabelecendo convênios com
instituições públicas e privadas.
Esse novo modelo previdenciário teve um grande
impacto na psiquiatria, beneficiando a indústria
farmacêutica e aumentando a demanda por internações. O
governo oferecia subsídios financeiros que, aliados ao
aumento das institucionalizações, resultaram em uma
deterioração dos leitos psiquiátricos públicos. Como
consequência, a Previdência Social direcionava 97% de seus recursos para a manutenção de leitos privados,
aumentando sua oferta e o número de internos.
Em 1984, o psiquiatra Luiz Cerqueira evidenciou o
termo "indústria da loucura" em seu livro Psiquiatria Social:
Problemas Brasileiros de Saúde Mental, denunciando a
prática mercantilista que se instaurou nesse período da
história brasileira.
Este ano, o golpe militar completa 60 anos e, apesar
dos progressos iniciados pela Reforma Psiquiátrica, as
cicatrizes deixadas pela ditadura ainda se refletem nas
políticas de saúde mental do país. A mercantilização da
saúde continua ocorrendo mediante o financiamento de
comunidades terapêuticas (CTs), do fortalecimento da
indústria farmacêutica e da deterioração da Rede de
Atenção Psicossocial (RAPS).
Assim como durante a ditadura militar, o Estado,
aliado a organizações privadas, transformou a saúde
mental em mercadoria, seis décadas depois algumas
instituições ainda lucram com o sofrimento psíquico da
população.
Além disso, mesmo após tantos anos desde o fim do
período ditatorial e a implementação da Reforma
Psiquiátrica, frequentemente surgem denúncias
relacionadas à punição de indivíduos em sofrimento
psíquico, sobretudo em comunidades terapêuticas.
Então, a pergunta que permanece é: por que,
décadas após a Ditadura Militar, a lógica manicomial ainda
persiste como um instrumento de punição?
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TEXTO 01:
Manicômios foram instrumentos de repressão e
mercantilização durante a ditadura militar brasileira
Por que, décadas depois, a lógica manicomial ainda é
usada como aparato de punição?
Por Lucio Costa
Durante a ditadura militar brasileira, que se estendeu
de 1964 a 1985, o Estado não hesitou em utilizar
instituições psiquiátricas como ferramentas de opressão,
tortura e até mesmo de ocultação dos rastros de seus
opositores. Os presos políticos, nesse período,
enfrentaram uma série de horrores dentro dessas
instituições.
Submetidos a violências desumanas, como a
eletroconvulsoterapia e o uso de medicamentos à base de
escopolamina, também conhecidos como "soro da
verdade", eles eram forçados a suportar uma série de
torturas dentro desses espaços. Essas práticas,
disfarçadas de tratamento terapêutico eram, na verdade,
formas de punição.
Investigações realizadas pela Comissão Estadual
da Verdade, no Rio de Janeiro, revelaram que o Hospital
Central do Exército foi cenário de inúmeras atrocidades
contra aqueles que se opunham ao regime militar. Além
das sessões de tortura, o hospital era usado para encobrir
as verdadeiras circunstâncias das mortes dos presos
políticos, muitas vezes fabricando laudos falsos.
O horror não se limitava apenas aos hospitais
militares. Em alguns casos, os próprios torturadores
estavam inseridos no corpo clínico, como no caso do
coronel-médico do exército Carlos Victor Mondaine Maia,
conhecido como "Dr. José", responsável por liderar
equipes de tortura.
Denúncias também apontaram para a ocultação de
documentos, superlotação, condições insalubres e
indivíduos submetidos a castigos físicos e químicos.
Muitos eram internados cronicamente, passando o resto de
suas vidas em manicômios.
No Complexo do Juquery, em Franco da Rocha
(SP), por exemplo, um levantamento interno revelou mais
de 12 mil óbitos entre 1965 e 1989, muitos com paradeiro
desconhecido. Incêndios que atingiram parte dos arquivos
do hospital tornaram a investigação ainda mais complexa.
Alguns corpos foram enterrados no próprio Juquery,
enquanto outros foram encontrados em valas clandestinas,
como a de Perus, no Cemitério Dom Bosco, destinada a
populações tidas como indigentes. Em investigações
recentes, ossadas de desaparecidos políticos foram
descobertas.
(Fonte: https://www.brasildefato.com.br/2024/04/06/manicomiosforam-instrumentos-de-repressao-e-mercantilizacao-durante-aditadura-militar-brasileira)
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Leia o texto a seguir para responder à questão.
TEXTO 01:
Manicômios foram instrumentos de repressão e
mercantilização durante a ditadura militar brasileira
Por que, décadas depois, a lógica manicomial ainda é
usada como aparato de punição?
Por Lucio Costa
Durante a ditadura militar brasileira, que se estendeu
de 1964 a 1985, o Estado não hesitou em utilizar
instituições psiquiátricas como ferramentas de opressão,
tortura e até mesmo de ocultação dos rastros de seus
opositores. Os presos políticos, nesse período,
enfrentaram uma série de horrores dentro dessas
instituições.
Submetidos a violências desumanas, como a
eletroconvulsoterapia e o uso de medicamentos à base de
escopolamina, também conhecidos como "soro da
verdade", eles eram forçados a suportar uma série de
torturas dentro desses espaços. Essas práticas,
disfarçadas de tratamento terapêutico eram, na verdade,
formas de punição.
Investigações realizadas pela Comissão Estadual
da Verdade, no Rio de Janeiro, revelaram que o Hospital
Central do Exército foi cenário de inúmeras atrocidades
contra aqueles que se opunham ao regime militar. Além
das sessões de tortura, o hospital era usado para encobrir
as verdadeiras circunstâncias das mortes dos presos
políticos, muitas vezes fabricando laudos falsos.
O horror não se limitava apenas aos hospitais
militares. Em alguns casos, os próprios torturadores
estavam inseridos no corpo clínico, como no caso do
coronel-médico do exército Carlos Victor Mondaine Maia,
conhecido como "Dr. José", responsável por liderar
equipes de tortura.
Denúncias também apontaram para a ocultação de
documentos, superlotação, condições insalubres e
indivíduos submetidos a castigos físicos e químicos.
Muitos eram internados cronicamente, passando o resto de
suas vidas em manicômios.
No Complexo do Juquery, em Franco da Rocha
(SP), por exemplo, um levantamento interno revelou mais
de 12 mil óbitos entre 1965 e 1989, muitos com paradeiro
desconhecido. Incêndios que atingiram parte dos arquivos
do hospital tornaram a investigação ainda mais complexa.
Alguns corpos foram enterrados no próprio Juquery,
enquanto outros foram encontrados em valas clandestinas,
como a de Perus, no Cemitério Dom Bosco, destinada a
populações tidas como indigentes. Em investigações
recentes, ossadas de desaparecidos políticos foram
descobertas.
(Fonte: https://www.brasildefato.com.br/2024/04/06/manicomiosforam-instrumentos-de-repressao-e-mercantilizacao-durante-aditadura-militar-brasileira)
Assinale a alternativa em que o referente do pronome destacado está INCORRETAMENTE sinalizado entre parênteses.
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TEXTO 01:
Manicômios foram instrumentos de repressão e
mercantilização durante a ditadura militar brasileira
Por que, décadas depois, a lógica manicomial ainda é
usada como aparato de punição?
Por Lucio Costa
Durante a ditadura militar brasileira, que se estendeu
de 1964 a 1985, o Estado não hesitou em utilizar
instituições psiquiátricas como ferramentas de opressão,
tortura e até mesmo de ocultação dos rastros de seus
opositores. Os presos políticos, nesse período,
enfrentaram uma série de horrores dentro dessas
instituições.
Submetidos a violências desumanas, como a
eletroconvulsoterapia e o uso de medicamentos à base de
escopolamina, também conhecidos como "soro da
verdade", eles eram forçados a suportar uma série de
torturas dentro desses espaços. Essas práticas,
disfarçadas de tratamento terapêutico eram, na verdade,
formas de punição.
Investigações realizadas pela Comissão Estadual
da Verdade, no Rio de Janeiro, revelaram que o Hospital
Central do Exército foi cenário de inúmeras atrocidades
contra aqueles que se opunham ao regime militar. Além
das sessões de tortura, o hospital era usado para encobrir
as verdadeiras circunstâncias das mortes dos presos
políticos, muitas vezes fabricando laudos falsos.
O horror não se limitava apenas aos hospitais
militares. Em alguns casos, os próprios torturadores
estavam inseridos no corpo clínico, como no caso do
coronel-médico do exército Carlos Victor Mondaine Maia,
conhecido como "Dr. José", responsável por liderar
equipes de tortura.
Denúncias também apontaram para a ocultação de
documentos, superlotação, condições insalubres e
indivíduos submetidos a castigos físicos e químicos.
Muitos eram internados cronicamente, passando o resto de
suas vidas em manicômios.
No Complexo do Juquery, em Franco da Rocha
(SP), por exemplo, um levantamento interno revelou mais
de 12 mil óbitos entre 1965 e 1989, muitos com paradeiro
desconhecido. Incêndios que atingiram parte dos arquivos
do hospital tornaram a investigação ainda mais complexa.
Alguns corpos foram enterrados no próprio Juquery,
enquanto outros foram encontrados em valas clandestinas,
como a de Perus, no Cemitério Dom Bosco, destinada a
populações tidas como indigentes. Em investigações
recentes, ossadas de desaparecidos políticos foram
descobertas.
(Fonte: https://www.brasildefato.com.br/2024/04/06/manicomiosforam-instrumentos-de-repressao-e-mercantilizacao-durante-aditadura-militar-brasileira)
“Por que, décadas depois, a lógica manicomial ainda é usada como aparato de punição?”
I – A pergunta, apresentada no subtítulo do texto, além de denunciar o viés argumentativo do autor, funciona como elemento incentivador da leitura, já que desperta expectativa no leitor a respeito do assunto tratado.
II – Segundo a ortografia oficial, a palavra “que”, presente na expressão “por que”, deveria receber acento circunflexo, já que é forma tônica e antecede um sinal de pontuação.
III – A palavra “ainda” possui, no período, valor temporal, indicando continuidade de evento que se inicia em tempo passado.
IV – A pergunta feita encontra-se estruturada na voz passiva analítica e tem como núcleo do sujeito paciente a palavra “lógica”.
Assinale a alternativa que apresenta a correta análise das afirmações feitas acima.
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TEXTO 01:
Manicômios foram instrumentos de repressão e
mercantilização durante a ditadura militar brasileira
Por que, décadas depois, a lógica manicomial ainda é
usada como aparato de punição?
Por Lucio Costa
Durante a ditadura militar brasileira, que se estendeu
de 1964 a 1985, o Estado não hesitou em utilizar
instituições psiquiátricas como ferramentas de opressão,
tortura e até mesmo de ocultação dos rastros de seus
opositores. Os presos políticos, nesse período,
enfrentaram uma série de horrores dentro dessas
instituições.
Submetidos a violências desumanas, como a
eletroconvulsoterapia e o uso de medicamentos à base de
escopolamina, também conhecidos como "soro da
verdade", eles eram forçados a suportar uma série de
torturas dentro desses espaços. Essas práticas,
disfarçadas de tratamento terapêutico eram, na verdade,
formas de punição.
Investigações realizadas pela Comissão Estadual
da Verdade, no Rio de Janeiro, revelaram que o Hospital
Central do Exército foi cenário de inúmeras atrocidades
contra aqueles que se opunham ao regime militar. Além
das sessões de tortura, o hospital era usado para encobrir
as verdadeiras circunstâncias das mortes dos presos
políticos, muitas vezes fabricando laudos falsos.
O horror não se limitava apenas aos hospitais
militares. Em alguns casos, os próprios torturadores
estavam inseridos no corpo clínico, como no caso do
coronel-médico do exército Carlos Victor Mondaine Maia,
conhecido como "Dr. José", responsável por liderar
equipes de tortura.
Denúncias também apontaram para a ocultação de
documentos, superlotação, condições insalubres e
indivíduos submetidos a castigos físicos e químicos.
Muitos eram internados cronicamente, passando o resto de
suas vidas em manicômios.
No Complexo do Juquery, em Franco da Rocha
(SP), por exemplo, um levantamento interno revelou mais
de 12 mil óbitos entre 1965 e 1989, muitos com paradeiro
desconhecido. Incêndios que atingiram parte dos arquivos
do hospital tornaram a investigação ainda mais complexa.
Alguns corpos foram enterrados no próprio Juquery,
enquanto outros foram encontrados em valas clandestinas,
como a de Perus, no Cemitério Dom Bosco, destinada a
populações tidas como indigentes. Em investigações
recentes, ossadas de desaparecidos políticos foram
descobertas.
(Fonte: https://www.brasildefato.com.br/2024/04/06/manicomiosforam-instrumentos-de-repressao-e-mercantilizacao-durante-aditadura-militar-brasileira)
Assinale a alternativa que apresenta um ANTÔNIMO da palavra destacada no trecho.
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Leia o texto a seguir para responder à questão.
TEXTO 01:
Manicômios foram instrumentos de repressão e
mercantilização durante a ditadura militar brasileira
Por que, décadas depois, a lógica manicomial ainda é
usada como aparato de punição?
Por Lucio Costa
Durante a ditadura militar brasileira, que se estendeu
de 1964 a 1985, o Estado não hesitou em utilizar
instituições psiquiátricas como ferramentas de opressão,
tortura e até mesmo de ocultação dos rastros de seus
opositores. Os presos políticos, nesse período,
enfrentaram uma série de horrores dentro dessas
instituições.
Submetidos a violências desumanas, como a
eletroconvulsoterapia e o uso de medicamentos à base de
escopolamina, também conhecidos como "soro da
verdade", eles eram forçados a suportar uma série de
torturas dentro desses espaços. Essas práticas,
disfarçadas de tratamento terapêutico eram, na verdade,
formas de punição.
Investigações realizadas pela Comissão Estadual
da Verdade, no Rio de Janeiro, revelaram que o Hospital
Central do Exército foi cenário de inúmeras atrocidades
contra aqueles que se opunham ao regime militar. Além
das sessões de tortura, o hospital era usado para encobrir
as verdadeiras circunstâncias das mortes dos presos
políticos, muitas vezes fabricando laudos falsos.
O horror não se limitava apenas aos hospitais
militares. Em alguns casos, os próprios torturadores
estavam inseridos no corpo clínico, como no caso do
coronel-médico do exército Carlos Victor Mondaine Maia,
conhecido como "Dr. José", responsável por liderar
equipes de tortura.
Denúncias também apontaram para a ocultação de
documentos, superlotação, condições insalubres e
indivíduos submetidos a castigos físicos e químicos.
Muitos eram internados cronicamente, passando o resto de
suas vidas em manicômios.
No Complexo do Juquery, em Franco da Rocha
(SP), por exemplo, um levantamento interno revelou mais
de 12 mil óbitos entre 1965 e 1989, muitos com paradeiro
desconhecido. Incêndios que atingiram parte dos arquivos
do hospital tornaram a investigação ainda mais complexa.
Alguns corpos foram enterrados no próprio Juquery,
enquanto outros foram encontrados em valas clandestinas,
como a de Perus, no Cemitério Dom Bosco, destinada a
populações tidas como indigentes. Em investigações
recentes, ossadas de desaparecidos políticos foram
descobertas.
(Fonte: https://www.brasildefato.com.br/2024/04/06/manicomiosforam-instrumentos-de-repressao-e-mercantilizacao-durante-aditadura-militar-brasileira)
I – Durante a ditadura militar brasileira, o Estado, embora hesitante, usou manicômios como ferramenta de combate aos opositores do sistema.
II – Punições físicas e ingestão de drogas são exemplos de métodos de tortura usados pelo Estado para atacar seus opositores em instituições psiquiátricas, durante o regime ditatorial militar brasileiro.
III – No Complexo do Juquery, em Franco da Rocha (SP), os corpos das vítimas eram enterrados no próprio complexo e em valas clandestinas, destinadas à população indigente.
IV – Integrantes do exército compunham, em alguns casos, os corpos clínicos responsáveis por executar as torturas disfarçadas de tratamento psiquiátrico.
Assinale a alternativa que apresenta a análise correta a respeito das afirmações feitas.
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Leia a tirinha.

(Fonte: < https://www.google.com.br/search?q=historias+em+quadrinhos >)
Na frase de Calvin "Eu li este livro que você pegou pra mim.", a ideia expressa pelos verbos indicam ações:

(Fonte: < https://www.google.com.br/search?q=historias+em+quadrinhos >)
Na frase de Calvin "Eu li este livro que você pegou pra mim.", a ideia expressa pelos verbos indicam ações:
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À mulher revelou toda verdade, não apenas para
os outros, mas também para si mesma, reconhecendo sua
própria jornada de autodescoberta e aceitação. E naquele
momento de vulnerabilidade transformadora, ela
encontrou a libertação que tanto buscara, erguendo-se
como uma fênix das cinzas de seu passado, pronta para
abraçar o futuro com renovado vigor e autenticidade.
Analisando apenas o trecho destacado “À mulher revelou toda verdade...”. Podemos inferir que:
I – Alguém revelou a verdade a ela.
II – À mulher é o sujeito ativo da oração.
III – O verbo “revelou” é classificado como verbo transitivo direto e transitivo indireto.
IV – À mulher é objeto indireto do verbo “revelou”. Por isso o uso da regência verbal.
Analisando apenas o trecho destacado “À mulher revelou toda verdade...”. Podemos inferir que:
I – Alguém revelou a verdade a ela.
II – À mulher é o sujeito ativo da oração.
III – O verbo “revelou” é classificado como verbo transitivo direto e transitivo indireto.
IV – À mulher é objeto indireto do verbo “revelou”. Por isso o uso da regência verbal.
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