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Disciplina: Segurança e Saúde no Trabalho (SST)
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Disciplina: Direito Processual Civil
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Disciplina: Direito Processual Civil
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Os cabeças-sujas e seu mundinho
A pessoa que joga lixo na rua, na calçada ou na praia se revela portadora de uma disfunção mental e social que a inabilita para o sucesso no atual estágio da civilização.
Que tipo de gente joga lixo na rua, pela janela do carro ou deixa a praia emporcalhada quando sai? Uma das respostas corretas é: um tipo que está se tornando mais raro. Sim. A atual geração de adultos foi criança em um tempo em que jogar papel de bala ou a caixa vazia de biscoitos pela janela do carro quase nunca provocava uma bronca paterna. Foi adolescente quando amassar o maço vazio de cigarros e chutá-lo para longe não despertava na audiência nenhuma reação especial, além de um “vai ser perna de pau assim na China”. Chegou à idade adulta dando como certo que aquelas pessoas de macacão com a sigla do Serviço de Limpeza Urbana estampada nas costas precisam trabalhar e, por isso, vamos contribuir sujando as ruas. Bem, isso mudou. O zeitgeist, o espírito do nosso tempo, pode não impedir, mas, pelo menos, não impele mais ninguém com algum grau de conexão com o atual estágio civilizatório da humanidade a se livrar de detritos em lugares públicos sem que isso tenha um peso, uma consequência. É feio. É um ato que contraria a ideia tão prevalente da sustentabilidade do planeta e da preciosidade que são os mananciais de água limpa, as porções de terra não contaminadas e as golfadas de ar puro.
E, no entanto, as pessoas ainda sujam, e muito as cidades impunemente.
Só no mês de janeiro, 3000 toneladas de lixo foram recolhidas das praias cariocas – guimbas de cigarro, palitos de picolé, cocô de cachorro e restos de alimento. Empilhadas, essas evidências de vida pouco inteligente lotariam cinco piscinas olímpicas. Resume o historiador Marco Antônio Villa: “Ao contrário de cidadãos dos países desenvolvidos, o brasileiro só vê como responsabilidade sua a própria casa e não nutre nenhum senso de dever sobre os espaços que compartilha com os outros – um claro sinal de atraso”.
O flagrante descaso com o bem público tem suas raízes fincadas na história, desde os tempos do Brasil colônia. No período escravocrata, a aristocracia saía a passear sempre com as mãos livres, escoltada por serviçais que não só carregavam seus pertences como limpavam a sujeira que ia atirando às calçadas. Não raro, o rei Dom João VI fazia suas necessidades no meio da rua, hábito também cultivado pelo filho, Pedro I, e ainda hoje presente. Foi com a instauração da República que o Estado assumiu, de forma sistemática, o protagonismo no recolhimento do lixo, mas isso não significou, nem de longe, nenhuma mudança de mentalidade por parte dos brasileiros. Cuidar da sujeira continuou a ser algo visto como aquilo que cabe a terceiros – jamais a si mesmo.
Existe uma relação direta entre o nível de educação de um povo e a maneira como ele lida com o seu lixo. Não por acaso, o brasileiro está em situação pior que o cidadão do Primeiro Mundo quando se mede a montanha de lixo nas ruas deixada por cada um deles.
Desde a Antiguidade, as grandes cidades do mundo, que já foram insalubres um dia, só conseguiram deixar essa condição à custa de um intenso processo de urbanização, aliado à mobilização dos cidadãos e a severas punições em forma de multa. “A concepção do bem público como algo valoroso nunca é espontânea, mas, sim, fruto de um forte empenho por parte do Estado e das famílias”, diz o filósofo Roberto Romano.
(Veja 09/03/2011, pág. 72 / com adaptações)
Assinale a alternativa que apresenta desvio da norma culta:
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Disciplina: Administração Financeira e Orçamentária
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Disciplina: Contabilidade Pública
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- Elementos OrçamentáriosReceita OrçamentáriaClassificação da Receita OrçamentáriaClassificação por Natureza da Receita
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Um povo heroico
Somos bilhões de formiguinhas aflitas correndo de um lado para o outro pelo globo terrestre. Fazendo guerra, fazendo amor, fazendo filho, fazendo maldade, fazendo coisas belas e boas, fazendo loucuras, não fazendo nada, mas sempre nos achando importantes. Tão frágeis, tão ineptos, e tão grandiosos somos, produzindo maravilhas de ciência, tecnologia e arte, e gestos humanos de bondade. Mas também matamos entusiasticamente nas chamadas guerras, em geral a distância: do inimigo sem rosto, não se ouvem os gritos. Meninos continuam sendo mandados para morrer na batalha. Complexo formigueiro, este nosso.
Mas um dia a mãe Terra resmunga, se remexe, dá de ombros, e nos afogamos em lama, em mar, em deslizamentos, em fendas, em desabamentos. Terremoto, maremoto, furacão. Assim, um terremoto gigantesco, seguido de um maremoto tremendo, destrói parte do Japão. Poucas vezes, ignorante que sou, eu tinha me dado conta de que um país tão importante, poderoso, guerreiro, com tal tecnologia, ciência tão adiantada e tão refinada arte, é um conjunto de ilhas. Mas a valentia de seu povo o torna um continente imenso.
As próprias vítimas dizem que devem ser os primeiros a se ajudar mutuamente, porque sabem quanto o outro está sofrendo com as perdas de familiares e de tudo o que construíram.
Milhares de desaparecidos e mortos, que talvez nunca sejam encontrados, dormem sob metros de terra e destroços, ou no fundo do oceano, para onde as gigantescas ondas os levaram ao retornar de sua viagem sinistra. Nos que ficaram, lágrimas, mas compostura. Rostos desfigurados pelo sofrimento, mas cuidado com a necessidade do vizinho, ou do desconhecido. Religiosidade, filosofia, disciplina, trabalho, tenacidade, coragem heroica, respeito e amor pela sua terra, seu lugar: não vi ainda maior exemplo de vida e de conduta.
(Revista Veja, Edição 2210, 30/03/11, Lya Luft, com adaptações)
A palavra “tenacidade” apresenta como significado:
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Disciplina: Direito Constitucional
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No que se refere à educação, cultura e desporto, são ditames constitucionais, EXCETO:
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