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- MorfologiaConjunçõesClassificação das ConjunçõesConjunções CoordenativasConjunções coordenativas adversativas
- Interpretação de TextosSubstituição/Reescritura de TextoEquivalência
TEXTO I
Pequenas práticas diárias para melhorar a saúde mental
O termo higiene geralmente evoca imagens como lavar as mãos, tomar banho e talvez uma pessoa escovando os dentes. Embora essas práticas ajudem na limpeza e impeçam a propagação de doenças, outro componente da boa higiene consiste no cuidado diário da saúde mental. A Organização Mundial da Saúde define higiene como “uma série de práticas realizadas para preservar a saúde”. Assim como nossos corpos se beneficiam da manutenção diária, nossas mentes também.
A higiene da saúde mental se concentra no uso de práticas e ferramentas simples para melhorar a qualidade de vida de uma pessoa por meio de comportamentos psicológicos positivos diários. Ter uma mente feliz e focada nos ajuda a ser mais criativos e produtivos, e estudos mostram que gastar apenas 10 minutos por dia utilizando tais comportamentos positivos pode melhorar o bem-estar e a saúde mental de uma maneira geral.
Essas práticas não dissiparão problemas externos ou estressores, mas, a longo prazo, ajudarão a melhorar a resiliência e o bem-estar geral de uma pessoa. Pesquisas mostram que praticar a atenção plena e expressar gratidão por alguns minutos todos os dias afeta significativamente a qualidade de vida de uma pessoa.
Fonte: Adaptado de https://porvir.org/pequenas-praticas-diarias-para-melhorar-a-saude-mental/. Acesso em 01/09/2022.
“Essas práticas não dissiparão problemas externos ou estressores, mas, a longo prazo, ajudarão a melhorar a resiliência e o bem-estar geral de uma pessoa” (3º parágrafo). A palavra destacada pode ser substituída sem alteração de seu sentido original por:
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TEXTO I
Pequenas práticas diárias para melhorar a saúde mental
O termo higiene geralmente evoca imagens como lavar as mãos, tomar banho e talvez uma pessoa escovando os dentes. Embora essas práticas ajudem na limpeza e impeçam a propagação de doenças, outro componente da boa higiene consiste no cuidado diário da saúde mental. A Organização Mundial da Saúde define higiene como “uma série de práticas realizadas para preservar a saúde”. Assim como nossos corpos se beneficiam da manutenção diária, nossas mentes também.
A higiene da saúde mental se concentra no uso de práticas e ferramentas simples para melhorar a qualidade de vida de uma pessoa por meio de comportamentos psicológicos positivos diários. Ter uma mente feliz e focada nos ajuda a ser mais criativos e produtivos, e estudos mostram que gastar apenas 10 minutos por dia utilizando tais comportamentos positivos pode melhorar o bem-estar e a saúde mental de uma maneira geral.
Essas práticas não dissiparão problemas externos ou estressores, mas, a longo prazo, ajudarão a melhorar a resiliência e o bem-estar geral de uma pessoa. Pesquisas mostram que praticar a atenção plena e expressar gratidão por alguns minutos todos os dias afeta significativamente a qualidade de vida de uma pessoa.
Fonte: Adaptado de https://porvir.org/pequenas-praticas-diarias-para-melhorar-a-saude-mental/. Acesso em 01/09/2022.
Na frase, “Embora essas práticas ajudem na limpeza e impeçam a propagação de doenças” (1º parágrafo), uma palavra que tem significado OPOSTO à palavra destacada é:
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TEXTO I
Pequenas práticas diárias para melhorar a saúde mental
O termo higiene geralmente evoca imagens como lavar as mãos, tomar banho e talvez uma pessoa escovando os dentes. Embora essas práticas ajudem na limpeza e impeçam a propagação de doenças, outro componente da boa higiene consiste no cuidado diário da saúde mental. A Organização Mundial da Saúde define higiene como “uma série de práticas realizadas para preservar a saúde”. Assim como nossos corpos se beneficiam da manutenção diária, nossas mentes também.
A higiene da saúde mental se concentra no uso de práticas e ferramentas simples para melhorar a qualidade de vida de uma pessoa por meio de comportamentos psicológicos positivos diários. Ter uma mente feliz e focada nos ajuda a ser mais criativos e produtivos, e estudos mostram que gastar apenas 10 minutos por dia utilizando tais comportamentos positivos pode melhorar o bem-estar e a saúde mental de uma maneira geral.
Essas práticas não dissiparão problemas externos ou estressores, mas, a longo prazo, ajudarão a melhorar a resiliência e o bem-estar geral de uma pessoa. Pesquisas mostram que praticar a atenção plena e expressar gratidão por alguns minutos todos os dias afeta significativamente a qualidade de vida de uma pessoa.
Fonte: Adaptado de https://porvir.org/pequenas-praticas-diarias-para-melhorar-a-saude-mental/. Acesso em 01/09/2022.
As práticas sugeridas no texto podem trazer benefícios para a saúde, como:
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- Interpretação de TextosCoesão e CoerênciaCoesãoCoesão ReferencialAnáfora
- Interpretação de TextosInferência Textual
TEXTO I
Pequenas práticas diárias para melhorar a saúde mental
O termo higiene geralmente evoca imagens como lavar as mãos, tomar banho e talvez uma pessoa escovando os dentes. Embora essas práticas ajudem na limpeza e impeçam a propagação de doenças, outro componente da boa higiene consiste no cuidado diário da saúde mental. A Organização Mundial da Saúde define higiene como “uma série de práticas realizadas para preservar a saúde”. Assim como nossos corpos se beneficiam da manutenção diária, nossas mentes também.
A higiene da saúde mental se concentra no uso de práticas e ferramentas simples para melhorar a qualidade de vida de uma pessoa por meio de comportamentos psicológicos positivos diários. Ter uma mente feliz e focada nos ajuda a ser mais criativos e produtivos, e estudos mostram que gastar apenas 10 minutos por dia utilizando tais comportamentos positivos pode melhorar o bem-estar e a saúde mental de uma maneira geral.
Essas práticas não dissiparão problemas externos ou estressores, mas, a longo prazo, ajudarão a melhorar a resiliência e o bem-estar geral de uma pessoa. Pesquisas mostram que praticar a atenção plena e expressar gratidão por alguns minutos todos os dias afeta significativamente a qualidade de vida de uma pessoa.
Fonte: Adaptado de https://porvir.org/pequenas-praticas-diarias-para-melhorar-a-saude-mental/. Acesso em 01/09/2022.
Na frase “Embora essas práticas ajudem na limpeza (...)” (1º parágrafo), as palavras destacadas referem-se a:
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- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração SubordinadaSubordinadas Adverbial
- MorfologiaConjunçõesClassificação das ConjunçõesConjunções CoordenativasConjunções coordenativas adversativas
TEXTO I
Pequenas práticas diárias para melhorar a saúde mental
O termo higiene geralmente evoca imagens como lavar as mãos, tomar banho e talvez uma pessoa escovando os dentes. Embora essas práticas ajudem na limpeza e impeçam a propagação de doenças, outro componente da boa higiene consiste no cuidado diário da saúde mental. A Organização Mundial da Saúde define higiene como “uma série de práticas realizadas para preservar a saúde”. Assim como nossos corpos se beneficiam da manutenção diária, nossas mentes também.
A higiene da saúde mental se concentra no uso de práticas e ferramentas simples para melhorar a qualidade de vida de uma pessoa por meio de comportamentos psicológicos positivos diários. Ter uma mente feliz e focada nos ajuda a ser mais criativos e produtivos, e estudos mostram que gastar apenas 10 minutos por dia utilizando tais comportamentos positivos pode melhorar o bem-estar e a saúde mental de uma maneira geral.
Essas práticas não dissiparão problemas externos ou estressores, mas, a longo prazo, ajudarão a melhorar a resiliência e o bem-estar geral de uma pessoa. Pesquisas mostram que praticar a atenção plena e expressar gratidão por alguns minutos todos os dias afeta significativamente a qualidade de vida de uma pessoa.
Fonte: Adaptado de https://porvir.org/pequenas-praticas-diarias-para-melhorar-a-saude-mental/. Acesso em 01/09/2022.
“Assim como nossos corpos se beneficiam da manutenção diária, nossas mentes também.” (1º parágrafo). Na oração transcrita, apresenta-se uma relação de:
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TEXTO I
Pequenas práticas diárias para melhorar a saúde mental
O termo higiene geralmente evoca imagens como lavar as mãos, tomar banho e talvez uma pessoa escovando os dentes. Embora essas práticas ajudem na limpeza e impeçam a propagação de doenças, outro componente da boa higiene consiste no cuidado diário da saúde mental. A Organização Mundial da Saúde define higiene como “uma série de práticas realizadas para preservar a saúde”. Assim como nossos corpos se beneficiam da manutenção diária, nossas mentes também.
A higiene da saúde mental se concentra no uso de práticas e ferramentas simples para melhorar a qualidade de vida de uma pessoa por meio de comportamentos psicológicos positivos diários. Ter uma mente feliz e focada nos ajuda a ser mais criativos e produtivos, e estudos mostram que gastar apenas 10 minutos por dia utilizando tais comportamentos positivos pode melhorar o bem-estar e a saúde mental de uma maneira geral.
Essas práticas não dissiparão problemas externos ou estressores, mas, a longo prazo, ajudarão a melhorar a resiliência e o bem-estar geral de uma pessoa. Pesquisas mostram que praticar a atenção plena e expressar gratidão por alguns minutos todos os dias afeta significativamente a qualidade de vida de uma pessoa.
Fonte: Adaptado de https://porvir.org/pequenas-praticas-diarias-para-melhorar-a-saude-mental/. Acesso em 01/09/2022.
De acordo com o texto, o termo higiene:
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- Interpretação de TextosSubstituição/Reescritura de TextoReorganização e Reescrita de Orações e Períodos
Texto I
País rico
Não há dúvida alguma que o Brasil é um país muito rico. Nós que nele vivemos; não nos apercebemos bem disso, e até, ao contrário, o supomos muito pobre, pois a toda hora e a todo instante, estamos vendo o governo lamentar-se que não faz isto ou não faz aquilo por falta de verba.
Nas ruas da cidade, nas mais centrais até, andam pequenos vadios, a cursar a perigosa universidade da calariça das sarjetas, aos quais o governo não dá destino, ou os mete num asilo, num colégio profissional qualquer, porque não tem verba, não tem dinheiro. É o Brasil rico…
Surgem epidemias pasmosas, a matar e a enfermar milhares de pessoas, que vêm mostrar a falta de hospitais na cidade, a má localização dos existentes. Pede-se a construção de outros bem situados; e o governo responde que não pode fazer porque não tem verba, não tem dinheiro. E o Brasil é um país rico.
Anualmente cerca de duas mil mocinhas procuram uma escola anormal ou anormalizada, para aprender disciplinas úteis. Todos observam o caso e perguntam:
- Se há tantas moças que desejam estudar, por que o governo não aumenta o número de escolas a elas destinadas?
O governo responde:
- Não aumento porque não tenho verba, não tenho dinheiro.
E o Brasil é um país rico, muito rico…
As notícias que chegam das nossas guarnições fronteiriças são desoladoras. Não há quartéis; os regimentos de cavalaria não têm cavalos etc. etc.
- Mas que faz o governo, raciocina Brás Bocó, que não constrói quartéis e não compra cavalhadas?
O doutor Xisto Beldroegas, funcionário respeitável do governo, acode logo:
- Não há verba; o governo não tem dinheiro.
- E o Brasil é um país rico; e tão rico é ele, que apesar de não cuidar dessas coisas que vim enumerando, vai dar trezentos contos para alguns latagões irem ao estrangeiro divertir-se com os jogos de bola como se fossem crianças de calças curtas, a brincar nos recreios dos colégios.
O Brasil é um país rico…
Lima Barreto, 08/05/1920 Fonte: https://www.revistaprosaversoearte.com/lima-barreto-e-o-brasil-de-ontem-e-hoje/. Acesso em 20 de agosto de 2022.
Vocabulário: Calariça – ociosidade, preguiça Cavalhadas – manadas de cavalos Latagões – homenzarrões Anormalizada – diferenciada (palavra usada à época em que o texto foi escrito) |
“Não aumento porque não tenho verba” (7º parágrafo). Essa frase poderia ser reescrita, sem prejuízo de sentido, da seguinte forma:
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Texto I
País rico
Não há dúvida alguma que o Brasil é um país muito rico. Nós que nele vivemos; não nos apercebemos bem disso, e até, ao contrário, o supomos muito pobre, pois a toda hora e a todo instante, estamos vendo o governo lamentar-se que não faz isto ou não faz aquilo por falta de verba.
Nas ruas da cidade, nas mais centrais até, andam pequenos vadios, a cursar a perigosa universidade da calariça das sarjetas, aos quais o governo não dá destino, ou os mete num asilo, num colégio profissional qualquer, porque não tem verba, não tem dinheiro. É o Brasil rico…
Surgem epidemias pasmosas, a matar e a enfermar milhares de pessoas, que vêm mostrar a falta de hospitais na cidade, a má localização dos existentes. Pede-se a construção de outros bem situados; e o governo responde que não pode fazer porque não tem verba, não tem dinheiro. E o Brasil é um país rico.
Anualmente cerca de duas mil mocinhas procuram uma escola anormal ou anormalizada, para aprender disciplinas úteis. Todos observam o caso e perguntam:
- Se há tantas moças que desejam estudar, por que o governo não aumenta o número de escolas a elas destinadas?
O governo responde:
- Não aumento porque não tenho verba, não tenho dinheiro.
E o Brasil é um país rico, muito rico…
As notícias que chegam das nossas guarnições fronteiriças são desoladoras. Não há quartéis; os regimentos de cavalaria não têm cavalos etc. etc.
- Mas que faz o governo, raciocina Brás Bocó, que não constrói quartéis e não compra cavalhadas?
O doutor Xisto Beldroegas, funcionário respeitável do governo, acode logo:
- Não há verba; o governo não tem dinheiro.
- E o Brasil é um país rico; e tão rico é ele, que apesar de não cuidar dessas coisas que vim enumerando, vai dar trezentos contos para alguns latagões irem ao estrangeiro divertir-se com os jogos de bola como se fossem crianças de calças curtas, a brincar nos recreios dos colégios.
O Brasil é um país rico…
Lima Barreto, 08/05/1920 Fonte: https://www.revistaprosaversoearte.com/lima-barreto-e-o-brasil-de-ontem-e-hoje/. Acesso em 20 de agosto de 2022.
Vocabulário: Calariça – ociosidade, preguiça Cavalhadas – manadas de cavalos Latagões – homenzarrões Anormalizada – diferenciada (palavra usada à época em que o texto foi escrito) |
“Anualmente cerca de duas mil mocinhas procuram uma escola anormal ou anormalizada, para aprender disciplinas úteis” (4º parágrafo). O conectivo destacado indica a noção de:
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- SintaxePalavras com Múltiplas FunçõesFunções da Palavra “que”
- Interpretação de TextosCoesão e CoerênciaCoesãoCoesão ReferencialAnáfora
Texto I
País rico
Não há dúvida alguma que o Brasil é um país muito rico. Nós que nele vivemos; não nos apercebemos bem disso, e até, ao contrário, o supomos muito pobre, pois a toda hora e a todo instante, estamos vendo o governo lamentar-se que não faz isto ou não faz aquilo por falta de verba.
Nas ruas da cidade, nas mais centrais até, andam pequenos vadios, a cursar a perigosa universidade da calariça das sarjetas, aos quais o governo não dá destino, ou os mete num asilo, num colégio profissional qualquer, porque não tem verba, não tem dinheiro. É o Brasil rico…
Surgem epidemias pasmosas, a matar e a enfermar milhares de pessoas, que vêm mostrar a falta de hospitais na cidade, a má localização dos existentes. Pede-se a construção de outros bem situados; e o governo responde que não pode fazer porque não tem verba, não tem dinheiro. E o Brasil é um país rico.
Anualmente cerca de duas mil mocinhas procuram uma escola anormal ou anormalizada, para aprender disciplinas úteis. Todos observam o caso e perguntam:
- Se há tantas moças que desejam estudar, por que o governo não aumenta o número de escolas a elas destinadas?
O governo responde:
- Não aumento porque não tenho verba, não tenho dinheiro.
E o Brasil é um país rico, muito rico…
As notícias que chegam das nossas guarnições fronteiriças são desoladoras. Não há quartéis; os regimentos de cavalaria não têm cavalos etc. etc.
- Mas que faz o governo, raciocina Brás Bocó, que não constrói quartéis e não compra cavalhadas?
O doutor Xisto Beldroegas, funcionário respeitável do governo, acode logo:
- Não há verba; o governo não tem dinheiro.
- E o Brasil é um país rico; e tão rico é ele, que apesar de não cuidar dessas coisas que vim enumerando, vai dar trezentos contos para alguns latagões irem ao estrangeiro divertir-se com os jogos de bola como se fossem crianças de calças curtas, a brincar nos recreios dos colégios.
O Brasil é um país rico…
Lima Barreto, 08/05/1920 Fonte: https://www.revistaprosaversoearte.com/lima-barreto-e-o-brasil-de-ontem-e-hoje/. Acesso em 20 de agosto de 2022.
Vocabulário: Calariça – ociosidade, preguiça Cavalhadas – manadas de cavalos Latagões – homenzarrões Anormalizada – diferenciada (palavra usada à época em que o texto foi escrito) |
“Surgem epidemias pasmosas, a matar e a enfermar milhares de pessoas, que vêm mostrar a falta de hospitais na cidade, a má localização dos existentes” (3º parágrafo). O pronome destacado faz referência a:
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Texto I
País rico
Não há dúvida alguma que o Brasil é um país muito rico. Nós que nele vivemos; não nos apercebemos bem disso, e até, ao contrário, o supomos muito pobre, pois a toda hora e a todo instante, estamos vendo o governo lamentar-se que não faz isto ou não faz aquilo por falta de verba.
Nas ruas da cidade, nas mais centrais até, andam pequenos vadios, a cursar a perigosa universidade da calariça das sarjetas, aos quais o governo não dá destino, ou os mete num asilo, num colégio profissional qualquer, porque não tem verba, não tem dinheiro. É o Brasil rico…
Surgem epidemias pasmosas, a matar e a enfermar milhares de pessoas, que vêm mostrar a falta de hospitais na cidade, a má localização dos existentes. Pede-se a construção de outros bem situados; e o governo responde que não pode fazer porque não tem verba, não tem dinheiro. E o Brasil é um país rico.
Anualmente cerca de duas mil mocinhas procuram uma escola anormal ou anormalizada, para aprender disciplinas úteis. Todos observam o caso e perguntam:
- Se há tantas moças que desejam estudar, por que o governo não aumenta o número de escolas a elas destinadas?
O governo responde:
- Não aumento porque não tenho verba, não tenho dinheiro.
E o Brasil é um país rico, muito rico…
As notícias que chegam das nossas guarnições fronteiriças são desoladoras. Não há quartéis; os regimentos de cavalaria não têm cavalos etc. etc.
- Mas que faz o governo, raciocina Brás Bocó, que não constrói quartéis e não compra cavalhadas?
O doutor Xisto Beldroegas, funcionário respeitável do governo, acode logo:
- Não há verba; o governo não tem dinheiro.
- E o Brasil é um país rico; e tão rico é ele, que apesar de não cuidar dessas coisas que vim enumerando, vai dar trezentos contos para alguns latagões irem ao estrangeiro divertir-se com os jogos de bola como se fossem crianças de calças curtas, a brincar nos recreios dos colégios.
O Brasil é um país rico…
Lima Barreto, 08/05/1920 Fonte: https://www.revistaprosaversoearte.com/lima-barreto-e-o-brasil-de-ontem-e-hoje/. Acesso em 20 de agosto de 2022.
Vocabulário: Calariça – ociosidade, preguiça Cavalhadas – manadas de cavalos Latagões – homenzarrões Anormalizada – diferenciada (palavra usada à época em que o texto foi escrito) |
“Nas ruas da cidade, nas mais centrais até, andam pequenos vadios, a cursar a perigosa universidade da calariça das sarjetas” (2º parágrafo). Nesse trecho, o autor indica que muitas crianças:
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