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1545217 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: INDEPAC
Orgão: Pref. Osasco-SP
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O Diamante
Em 1933, Jovelino, garimpeiro no interior da Bahia, concluiu que ali não havia mais nada a garimpar. Os filhos viviam da mão qra boca, Jovelino já não via jeito de conseguir com que prover o sustento da familia. E resolveu se mandar para Goiás, onde Anápolis, a nova terra da promissão, atraía a cobiça dos garimpeiros de tudo quanto era parte, com seus diamantes reluzindo à flor da terra. Jovelino reuniu a filharada, e com a mulher, o genro, dois cunhados, meteu o pé na estrada.
Longa era a estrada que levava ao Eldorado de Jovelino: quase um ano consumiu ele em andança com a sua tribo, pernoitando em paióis de fazendas, em ranchos de beira caminho, em chiqueiros e currais, onde quer que lhe dessem pasto e pousada.
Vai daí Jovelino chegou aos arredores de Anápolis depois de muitas luas e ali se estabeleceu, firme no cabo da enxada, cavando a terra e encontrando pedras que não eram diamantes. Daqui para ali, dali para lá, ano vai, ano vem, Jovelino existia de nômade com seu povinho cada vez mais minguando de fome. Comia como podia - e não podia. Vivia ao deus-dará - e Deus não dava. Quem me conta é o filho do fazendeiro de quem Jovelino se tornou empregado:
- Ao fim de dez anos ele concluiu que não encontraria diamante nenhum, e resolveu voltar com sua família para a Bahia onde a vida, segundo diziam, agora era melhorzinha. Não dava diamante não, mas o governo prometia emprego seguro a quem quisesse trabalhar.
Jovelino reuniu a família e botou pé na estrada, de volta à terra de nascença, onde haveria de morrer. Mais um ano palmilhado palmo a palmo em terra batida, vivendo de favor, Jovelino e sua obrigação, de vez em quando perdendo um, que isso de filho é criação que morre muito. Foi nos idos de 43:
- Chegou lá e se instalou no mesmo lugar de onde havia saído. Governo deu emprego não. Plantou sua rocinha e foi se aguentando. Até que um dia ...
Até que um dia de noite Jovelino teve um sonho. Sonhou que amanhava a terra e de repente, numa enxadada certeira, a terra escorreu ... A terra escorreu e aos seus olhos brilhou, reluziu, faiscou, resplandeceu um diamante soberbo, deslumbrante como uma imensa estrela no céu - como uma estrela no céu? Como o próprio olho de Deus! Jovelino olhou ao redor de seu sonho e viu que estava em Anápolis, no mesmo sítio em que tinha desenterrado a sua desilusão.
E para lá partiu, dia seguinte mesmo, arrastando suacambada. Levou nisso um entreano, repetindo pernoites revividos, tome estrada! Deu por si em terra de novo goiana.
Quem me conta é o filho do fazendeiro:
- Você precisava de ver o furor com que Jovelino procurou o diamante de seu sonho. A terra de Goiás ficou para sempre revolvida, graças à enxada dele. De vez em quando desmoronava, Jovelino ia ver, não era um diamante, era um calhau. Até que um dia ...
- Encontrou? - perguntei, já aflito.
- Encontrou nada' Empregou-se na fazenda de meu pai, o tempo passou, os filhos crescidos lhe deram netos, a mulher já morta e enterrada, livre dos cunhados, os genros bem arranjados na vida. Um deles é coletor em Goiânia.
o próprio Jovelino, entrado em anos, era agora um velho sacudido e bem disposto, que tinha mais o que fazer do que cuidar de garimpagens. Mas um dia não resistiu: passou a mão na sua enxada, e sem avisar ninguém, o olhar reluzente de esperança, partiu à procura do impossível, do irreal, do inexistente diamante de seu sonho.
(Fernando Sabino)
Assinale a alternativa que apresenta a mesma função sintática do trecho em destaque.
"Sonhou que amanhava a terra e de repente, numa enxadada certeira, a terra escorreu ... "
 

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1536984 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: INDEPAC
Orgão: Pref. Osasco-SP
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O Diamante
Em 1933, Jovelino, garimpeiro no interior da Bahia, concluiu que ali não havia mais nada a garimpar. Os filhos viviam da mão qra boca, Jovelino já não via jeito de conseguir com que prover o sustento da familia. E resolveu se mandar para Goiás, onde Anápolis, a nova terra da promissão, atraía a cobiça dos garimpeiros de tudo quanto era parte, com seus diamantes reluzindo à flor da terra. Jovelino reuniu a filharada, e com a mulher, o genro, dois cunhados, meteu o pé na estrada.
Longa era a estrada que levava ao Eldorado de Jovelino: quase um ano consumiu ele em andança com a sua tribo, pernoitando em paióis de fazendas, em ranchos de beira caminho, em chiqueiros e currais, onde quer que lhe dessem pasto e pousada.
Vai daí Jovelino chegou aos arredores de Anápolis depois de muitas luas e ali se estabeleceu, firme no cabo da enxada, cavando a terra e encontrando pedras que não eram diamantes. Daqui para ali, dali para lá, ano vai, ano vem, Jovelino existia de nômade com seu povinho cada vez mais minguando de fome. Comia como podia - e não podia. Vivia ao deus-dará - e Deus não dava. Quem me conta é o filho do fazendeiro de quem Jovelino se tornou empregado:
- Ao fim de dez anos ele concluiu que não encontraria diamante nenhum, e resolveu voltar com sua família para a Bahia onde a vida, segundo diziam, agora era melhorzinha. Não dava diamante não, mas o governo prometia emprego seguro a quem quisesse trabalhar.
Jovelino reuniu a família e botou pé na estrada, de volta à terra de nascença, onde haveria de morrer. Mais um ano palmilhado palmo a palmo em terra batida, vivendo de favor, Jovelino e sua obrigação, de vez em quando perdendo um, que isso de filho é criação que morre muito. Foi nos idos de 43:
- Chegou lá e se instalou no mesmo lugar de onde havia saído. Governo deu emprego não. Plantou sua rocinha e foi se aguentando. Até que um dia ...
Até que um dia de noite Jovelino teve um sonho. Sonhou que amanhava a terra e de repente, numa enxadada certeira, a terra escorreu ... A terra escorreu e aos seus olhos brilhou, reluziu, faiscou, resplandeceu um diamante soberbo, deslumbrante como uma imensa estrela no céu - como uma estrela no céu? Como o próprio olho de Deus! Jovelino olhou ao redor de seu sonho e viu que estava em Anápolis, no mesmo sítio em que tinha desenterrado a sua desilusão.
E para lá partiu, dia seguinte mesmo, arrastando suacambada. Levou nisso um entreano, repetindo pernoites revividos, tome estrada! Deu por si em terra de novo goiana.
Quem me conta é o filho do fazendeiro:
- Você precisava de ver o furor com que Jovelino procurou o diamante de seu sonho. A terra de Goiás ficou para sempre revolvida, graças à enxada dele. De vez em quando desmoronava, Jovelino ia ver, não era um diamante, era um calhau. Até que um dia ...
- Encontrou? - perguntei, já aflito.
- Encontrou nada' Empregou-se na fazenda de meu pai, o tempo passou, os filhos crescidos lhe deram netos, a mulher já morta e enterrada, livre dos cunhados, os genros bem arranjados na vida. Um deles é coletor em Goiânia.
o próprio Jovelino, entrado em anos, era agora um velho sacudido e bem disposto, que tinha mais o que fazer do que cuidar de garimpagens. Mas um dia não resistiu: passou a mão na sua enxada, e sem avisar ninguém, o olhar reluzente de esperança, partiu à procura do impossível, do irreal, do inexistente diamante de seu sonho.
(Fernando Sabino)
Assinale a alternativa que substitui corretamente a palavra em destaque no trecho abaixo.
"A terra de Goiás ficou para sempre revolvida, graças à enxada dele."
 

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1536578 Ano: 2017
Disciplina: Direito Constitucional
Banca: INDEPAC
Orgão: Pref. Osasco-SP
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Segundo a Constituição Federal, são Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. Acerca disso, pode-se afirmar que

 

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1536015 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: INDEPAC
Orgão: Pref. Osasco-SP
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Quisera ser um gato
Fora os fantasmas que me acompanham e me fazem refletir sobre o sentido da vida, vivo eu, neste apartamento, com uma gatinha siamesa. Que é linda, não preciso dizer, mas, além disso, é especial: quase nunca mia e, quando soa a campainha da porta, se arranca. Nem eu sei onde ela se esconde.
Ela é, portanto, muito diferente do gatinho que, antes dela, me fazia companhia e que se foi. Morreu de velho, já que nunca havia adoecido durante seus 16 anos de vida. Quando adoeceu, foi para morrer. Não preciso dizer que fiquei traumatizado e não quis mais saber de outro gato. Amigas e amigos me ofereceram um substituto para o meu gatinho, e eu respondia que amigo não se substitui.
Os anos se passaram, a dor foi se apagando, até que um belo dia, minha amiga Adriana Calcanhotto chegou aqui em casa com um presente para mim: era uma gatinha siamesa. Faltou-me coragem para dizer não, mesmo porque a bichinha me encantou à primeira vista. Manteve-se arredia por algum tempo, mas logo me aceitou e nos tomamos amigos.
Hoje me sinto praticamente lisonjeado pelo fato de que, por medo ou desconfiança, enquanto ela foge de todo mundo, me busca pela casa, sobe em minhas pernas e ali se deita, isso sem falar que, todas as noites, dorme em minha cama.

Confia em mim, sabe que gosto dela e que pode contar comigo para o que der e vier. Essa confiança de um bicho que não fala a minha língua, que não sabe quem sou eu, mas só o que sou dentro desta casa, me alegra.
E às vezes, olhando-a dormir na poltrona da sala, lembro que para ela a morte não existe, como existe para nós, gente. Ela é mortal, mas não sabe, logo é imortal. A morte, no caso dela, é "apenas· um acidente como outro qualquer, dormir, comer, brincar, correr; só existirá quando acontecer, sem que ela saiba o que está acontecendo.
Neste ponto é que a invejo. Já pensou como a vida seria leve se não tivéssemos consciência de que ela acaba? Seria como viver para sempre, tal como ocorre com a gatinha.
E enquanto penso essas tolices, ela - que se chama Gatinha - se levanta, vem até mim e começa a se roçar nas minhas pernas, insistentemente. Só então me dou conta de que está pedindo que eu vá até a cozinha e ponha ração no seu prato. Ela não sabe que é mortal, mas sabe muito bem que necessita comer e que quem lhe providencia a comida sou eu.
A verdade é que vivemos os dois neste apartamento cheio de livros, quadros e móbiles (feitos por mim, não por Calder, ou seja, falsos móbiles) e nos entendemos bem. A Gatinha é diferente do Gatinho, é de outra geração, a geração do pet shop.
Por isso mesmo, ela não come carne nem peixe, só come ração.
Consequentemente, ao contrário do Gatito, que subia na mesa para xeretar meu almoço, ela não está nem aí para comida de gente, só quer saber de ração. E tem mais: só pode ser aquela ração; se mudar, ela não come, cheira e vai embora.
Aliás, isso criou um problema sério, quando a ração que Adriana trouxera terminou. Como não entendia de rações, ao ver que a dela acabara, fui a um pet shop aqui perto para comprar e, como não tinha a dela, decidi comprar qualquer outra, mas fui advertido pela dona da loja de que teria que ser da mesma ração.
Fui a outra loja, bem mais longe, e lá também não tinha a tal ração. Pedi a meu neto que a comprasse num pet shop do Humaitá, bairro onde ele mora, e nada, lá também não havia. Desesperado, liguei para Adriana que, imediatamente, me fez chegar aqui em casa dois pacotes com a raríssima ração que a gatinha comia. Respirei, aliviado.
Depois aprendi que para evitar que ela morra de fome, no caso de faltar sua ração exclusiva, há que ter em casa uma ração parecida e ir misturando à sua até que se acostume. Coisas de gatos modernos, muito diferentes daqueles que, outrora, vagabundeavam aqui pelos telhados e pela rua.
Mas, se mudou a ração, não mudou a razão que me fez adotá-la como minha companheira de todas as horas, que me acorda, pontualmente, às seis horas da manhã, vindo cheirar meu rosto sob o lençol. E agora a vejo, ali, a poucos metros de mim, deitada na poltrona, livre da morte, nesta tarde de março, num determinado ponto da Via Láctea, onde moramos.
(Ferreira Gullar)
Assinale a alternativa em que a palavra destacada possui a mesma classificação morfológica que a palavra em destaque na frase abaixo:
"Mas, se mudou a ração, não mudou a razão que me fez adotá-la como minha companheira de todas as horas, que me acorda, pontualmente, às seis horas da manhã, vindo cheirar meu rosto sob o lençol."
 

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1500493 Ano: 2017
Disciplina: Informática
Banca: INDEPAC
Orgão: Pref. Osasco-SP
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Observe a imagem abaixo do MS Word.
Enunciado 2677009-1
Joaquim Maria ·Machado de Assis nasceu no Rio de Janeiro em 21 de junho de 1839, numa família humilde.·Em filho de dois escravos mulatos alforriados o pintor de parede Francisco José de Assis e a lavadeira Maria Leopoldina Machado de Assis. Essa situação marcou toda a sua vida, já que a escravidão só seria abolida no Brasil 49-anoa depois do seu nascimento. Ficou órfão quando era muito pequeno e foi criado por sua madrasta a também mulata Maria Inês, que lhe apresentou e ensinou as primeiras letras.
Machado de Assis enfrentou muitos desafios por ser um mestiço no século XIX, incluindo o acesso limitado à educação formal. Passou pela escola pública, mas sua formação na verdade foi auto de data já que nunca foi a universidade. Por outro lado, uma grande ambição intelectual o acompanhou por toda a vida. Em um de seus primeiros trabalhos na padaria Madame Guillot aprendeu a ler e a traduzir francês e quando já estava perto de completar 70 anos quis começar a estudar grego.
Considerando que o cursor do mouse está logo após a primeira palavra do segundo trecho, analise as assertivas abaixo, considerando V para Verdadeiro e F para Falso e, em seguida. assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
( ) O documento está exibindo marcas de parágrafo.
( ) Os dois trechos estão centralizados.
( ) A diferença na formatação entre o primeiro e o segundo trecho é que o segundo está em negrito.
( ) Os dois trechos estão justificados.
( ) Além de apresentarem fontes diferentes, o primeiro trecho está justificado, e o segundo trecho, alinhado à esquerda.
 

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1263984 Ano: 2017
Disciplina: Administração Financeira e Orçamentária
Banca: INDEPAC
Orgão: Pref. Osasco-SP
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No que se refere à classificação do créditos adicionais, analise as proposições abaixo.
I. Especiais: são os destinados a reforço de dotação orçamentária.
lI. Suplementares: são os destinados a despesas para as quais não haja dotação orçamentária específica.
IlI. Extraordinários: são os destinados a despesas urgentes e imprevistas, em caso de guerra, comoção intestina ou calamidade pública.
Estão corretas
 

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1227392 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: INDEPAC
Orgão: Pref. Osasco-SP
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Sobre regência verbal, leia as proposições abaixo.
I. Os vizinhos, quando chegam do trabalho, agradam a barriga do cachorro.
II. Para não ser deselegante, compareci ao evento da Karina.
IlI. É importante proteger aos animais.
Assinale a alternativa correta.
 

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1211642 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: INDEPAC
Orgão: Pref. Osasco-SP
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Acerca de regência nominal, assinale a alternativa INCORRETA.
 

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1078193 Ano: 2017
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: INDEPAC
Orgão: Pref. Osasco-SP
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A Empresa ·x· firmou contrato de permissão de serviço de transporte público municipal com a cidade de Osasco, sem prévio procedimento licitatório. Depois de alguns anos da .. execução da avença, a Empresa "X" ajuizou uma ação requerendo o reajuste das tarifas, tendo em vista o desequilíbrio e anêmico- financeiro do contrato. Diante desta situação hipotética e com base na jurisprudência do Superior TribunaI de Justiça, assinale.a alternativa correta
 

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938546 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: INDEPAC
Orgão: Pref. Osasco-SP
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Sabre concordância verbal, leia as proposições abaixo.
I. Aquilo foi nossos sonhos.
lI. O que eu admiro em você é os seus cabelos.
IlI. Brincava, no pátio, Joana, Flávio e as novas vizinhas.
Assinale a alternativa correta.
 

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