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No final dos anos 20, nos EUA, acontece uma guinada no perfil da ficção policial. Dashiell Hammett cria a figura do detetive durão, mulherengo, de humor corrosivo e moral menos rígida, em textos escritos de modo seco e ambientados muitas vezes nos recantos mais pobres e violentos da cidade. Os contos e cinco romances — principalmente “O Falcão Maltês” e Sam Spade, seu protagonista — mostram que o universo do crime pode ser sujo.
Muitos críticos acreditam que, em decorrência das diferenças entre essa tradição “dura” e a anterior, elas não devam ser misturadas. O fato é que Raymond Chandler, talvez o principal autor dessa segunda linhagem, ataca com insistência predecessores e contemporâneos — Agatha Christie, com especial prazer (“você não engana o leitor escondendo pistas ou tornando falso um personagem, como Christie...) — em seus ensaios.
É com esses escritores que o criador de Philip Marlowe duela: o atrito não significa, portanto, ruptura, e sim modificação. Trata-se ainda de crime, investigação e solução. Só que agora com dúvidas, sexo, dinheiro, fracasso, sangue, morte. Com variações maiores ou menores, é o tipo de narrativa desenvolvida por Hammett e Chandler que predomina na maior parte dos romances policiais “criminosos” que vendem milhares de exemplares anualmente ao redor do planeta.
Do ponto de vista da técnica, a solução apresentada por Poe é das mais seguras. Ao centrar o foco narrativo em um personagem secundário, que acompanha a sequência de eventos e reflexões do detetive, ele simula a colocação de uma câmera que acompanha por trás os passos do detetive e registra os acontecimentos e discussões, dando ao leitor a sensação de que está “jogando limpo” e de que a resolução do problema estaria também ao alcance dele.
Outra via possível, a de Chandler por exemplo, é deixar o investigador contar a própria história. O leitor vê o que ele vê: acrescenta-se aí a uma percepção semelhante de "honestidade" o conhecimento da subjetividade do personagem, de suas impressões, temores, riscos.
“Vida Pregressa”, segundo romance de Joaquim Nogueira, lançado há pouco, utiliza esse padrão. O mérito do autor é torná-lo atrativo pelo uso de um procedimento de reiteração aparentemente banal. O detetive Venício resolve investigar a morte de um homem. Cada pista que ele descobre o leva a uma nova pessoa. Para cada “elemento” interrogado, o personagem explica como chegou atpe ele, repetindo os passos prévios de sua busca. A narrativa cria assim um efeito de eco distorcido, que vai se amplificando de modo a acompanhar a progressiva complexificação da intriga, ao mesmo tempo em que o espaço geográfico da trama, à cidade de São Paulo, também vai se tornando mais abrangente.
A opção mais comum, mais fácil e mais problemática, no entanto, é a do narrador onisciente. Como apresentar no início da história os pensamentos do personagem que, se saberá ao final, era o misterioso culpado? Talvez a saída mais eficaz para esse dilema seja a de Hammett em “O Falcão Maltês”. Apesar de o livro ser narrado em terceira pessoa, o protagonista Sam Spade está sempre em primeiro plano — não há nenhuma cena do romance em que ele não apareça — e, além disso, em momento nenhum penetra-se no “interior” de qualquer personagem: o leitor, assim, toma conhecimento apenas do que o detetive vê ou ouve. Com isso, o autor inclusive aumenta o suspense, já que nunca se sabe como Spade reagirá aos eventos.
Ainda onisciente, mas em muitos trechos de maneira seletiva, alternando personagens, é o narrador de “O Caso dos Dez Negrinhos”, o romance mais conhecido de Agatha Christie. O livro provoca admiração pela engenhosidade da autora, em uma primeira leitura, e incômodo na releitura. Nela, ficam evidentes pensamentos do “vilão” claramente incompatíveis com a premissa básica de que, desde o começo, ele já era o responsável por tudo o que ocorreria.
É essa tambpem a técnica de Luiz Alfredo Garcia-Roza em "Perseguido", a mais recente aventura do delegado Espinosa. O investigador divide a cena com a família do psiquiatra Arthur Nesse - mulher e duas filhas - e com o seu paciente, borgianamente denominado Isidoro Cruz, apesar de ele só aceitar ser chamado de Jonas. Calculada ou não - e esse é um dos fulcros do enredo -, a "imposição" desse segundo nome pelo jovem já indica que, nesta obra, tudo será mais complicado.
Fonte: Psicologia USP, 2003, 14(3), p.195-200. Autor : Adriano Schwartz.
O emprego das palavras delegado, investigador, protagonista e investigação:
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- Controle de ConstitucionalidadeControle Abstrato ou ConcentradoADI: Ação Direta de inconstitucionalidade
Ainda sobre a Ação Direta de Inconstitucionalidade, conforme a Lei 9.868/99, acerca da medida cautelar, assinale a alternativa CORRETA:
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Disciplina: Direito Administrativo
Banca: CONSULPAM
Orgão: Pref. Paulo Afonso-BA
Acerca dos princípios que regem a Licitação, assinale a alternativa CORRETA.
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No que se refere aos requisitos dos atos administrativos, assinale a alternativa CORRETA:
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Assinale a opção que representa tipos de controles contábeis.
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Relativo ao conceito de Despesas, assinale a alternativa INCORRETA:
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Sobre as boas práticas de abordagem interpessoal, é correto afirmar EXCETO:
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Sobre a diferença entre auditoria interna e externa, assinale o item que NÃO tem relação com a auditoria interna.
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Em relação às regras apostas no Código Civil acerca de responsabilidade civil e da obrigação de indenizar assinale e alternativa CORRETA.
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Sobre o Patrimônio, objeto da contabilidade, analise as assertivas abaixo:
I- O Patrimônio é o conjunto de bens, direitos e obrigações de uma determinada entidade.
II- Os bens são itens avaliados em moeda capazes de satisfazer às necessidades das entidades. sejam pessoas físicas ou jurídicas.
III- Representam as dívidas que a entidade contrata junto a terceiros.
Analisadas as afirmativas, assinale a alternativa CORRETA:
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