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Foram encontradas 30 questões.

2878539 Ano: 2008
Disciplina: Psicologia
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Paulo Afonso-BA
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De acordo com Jung, em relação à sincronicidade pode-se afirmar, EXCETO:
 

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2878538 Ano: 2008
Disciplina: Psicologia
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Paulo Afonso-BA
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Sobre o papel da ação nas psicoterapias apresentadas a seguir, analise:
I. A ação no curso do processo terapêutico poderá verificar-se através de uma ampla gama de expressões corporais, verbais e gestuais do afeto e do interesse pessoal pelo paciente.
II. A ação está presente no uso livre do espaço do ambiente de trabalho que pode ser flexivelmente utilizado, segundo necessidades de diferentes momentos do tratamento.
III. A ação de vida entre os participantes, num clima de intercâmbio verbal, é possível e aceitável para ambos pois conta a todo momento com a presença virtual de liberdade e de criatividade mais profundas.
IV. Cada sessão deve ter algo de aventura: a possibilidade de que aconteça alguma coisa – e não apenas em nível verbal – entre ambos, alguma coisa que não seja previsível ao iniciarem a sessão, que obrigue a descobrir sentindo.
Estão corretas apenas as assertivas:
 

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2878537 Ano: 2008
Disciplina: Psicologia
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Paulo Afonso-BA
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Na dinâmica da personalidade, o modelo freudiano é um modelo de conflito que gera ansiedade. O ego utiliza os chamados “mecanismos de defesa” para reduzir as tensões derivadas destes conflitos. Analise e marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas:
( ) A Negação é o mecanismo de defesa básico. Ocorre quando o indivíduo está plenamente convencido de sua versão do caso. Entende-se como uma mentira consciente.
( ) A Repressão é um mecanismo de defesa bem primitivo e consiste na expressão de sentimentos diametralmente opostos ao que está sendo reprimido.
( ) A Regressão consiste em o inconsciente tirar-se da consciência idéias, lembranças, sentimentos que, se estivessem à tona, causariam muita ansiedade.
( ) A Racionalização consiste em uma explicação que não é exata nem muito convincente, mas da qual o sujeito está convencido.
A seqüência está correta em:
 

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2878533 Ano: 2008
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Paulo Afonso-BA
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Readaptação é o aproveitamento do servidor em função mais compatível com a sua capacidade física ou intelectual e vocação. A readaptação dar-se-á:

 

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2878484 Ano: 2008
Disciplina: Legislação Municipal
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Paulo Afonso-BA
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A Lei Orgânica do Município de Paulo Afonso no que se refere aos Servidores Públicos confirma que:

 

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2878392 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Paulo Afonso-BA
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TEXTO I:
Bandeiras Incompletas
Depois de 120 anos da Lei Áurea, a elite brasileira continua branca. A abolição proibiu a compra e venda de seres humanos, mas manteve o povo negro pobre, e um preconceito racial que não é explícito contra a cor, mas sim contra a posição social: que vem da fortuna, que decorre da falta de formação profissional, que deriva da falta de uma política de igualdade na educação de base. Por isso, a imensa maioria da população negra continua sem fortuna e ficou sem escola; e, sem escola, ficou sem fortuna: em um círculo vicioso de exclusão social.
É nesse quadro que surge, imitando os EUA, a luta dos movimentos negros pelo direito às cotas para ingresso na universidade. Uma maneira de aumentar o número de profissionais negros, ascendendo profissionalmente e daí socialmente, para quebrar o preconceito racial. No mesmo momento surgem fortes resistências, inclusive em nome do anti-racismo, como se ficando debaixo do tapete da história ele não existisse. Outros se queixam de que vai cair a qualidade da formação universitária, como se a classificação no vestibular definisse a competência do profissional. Ninguém escolhe um médico pela classificação que teve no vestibular.
Para se beneficiar das cotas, o jovem negro precisa concluir o ensino médio, fazer um cursinho e passar no vestibular: o aluno que se beneficia da cota não é menos qualificado, por causa de décimos de nota do vestibular. Tem uma classificação pior no vestibular, mas não é necessariamente menos qualificado como profissional. Mas é verdade que esses décimos deixam alguém mais bem classificado para trás. Esse é um argumento forte dos opositores das cotas: um jovem de hoje ficará para trás pelo crime cometido por gerações anteriores contra os escravos e seus descendentes.
Mas os opositores e os defensores das cotas se unem em um ponto: não se preocupam com os que ficarão para trás por causa da falta de acesso a boas escolas. Os que são contra as cotas, esquecem os dois terços, cerca de 30 milhões de jovens, que serão deixados para trás porque não vão concluir o ensino médio; e outros 5 milhões que terminarão o ensino médio, mas com péssima qualidade.
Mesmo com as cotas, os negros pobres continuarão deixados para trás. O movimento pelas cotas esquece o imenso número de brasileiros, especialmente negros, que não terminam o ensino médio. O movimento é para os que terminam o ensino médio, não pela abolição do analfabetismo no país, nem para que todos os brasileiros terminem o ensino médio com qualidade. Nem para que, no Brasil, a escola do filho do pobre seja tão boa quanto a escola do filho do rico. Elogiam o governo Lula por ter criado as cotas, mas não criticam a lentidão do programa Brasil Alfabetizado. Defendem corretamente a criação de um Ministério da Igualdade Racial, mas não protestaram quando, em 2004, foi fechada a Secretaria do MEC para Erradicação do Analfabetismo. Lutam pela cota de 30% para ingressar na universidade, mas não para que 100% terminem o ensino médio.
As cotas têm um papel na quebra do preconceito, mas a verdadeira abolição está em fazer com que a escola dos pobres, a maior parte negra, tenha a mesma qualidade da escola dos ricos, a quase totalidade branca. Mas ninguém vê essa bandeira completa.
A luta por bandeiras incompletas está em todos os movimentos brasileiros. Os que lutam para assegurar o direito da criança nascer não lutam para que ela, depois de nascer, tenha uma escola de qualidade. Muitos lutam para impedir o aborto biológico, sem se preocupar com o contínuo aborto intelectual, quando se nega alfabetização e educação de base para tantos. Ninguém percebe que uma pessoa nasce duas vezes: na maternidade e na escola. Sem a primeira ela não vive; sem a segunda, vive em exclusão.
As bandeiras brasileiras são tão parciais, que este artigo será certamente repudiado pelos defensores das cotas e pelos que se opõem ao aborto. Porque estão concentrados em suas lutas parciais, não conseguem ver as lutas maiores, que incorporam suas bandeiras parciais.
(Cristovam Buarque – O Globo 01/03/08 – Seção Opinião)
No texto “Bandeiras Incompletas” há uma denúncia:
 

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2878388 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Paulo Afonso-BA
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TEXTO I:
Bandeiras Incompletas
Depois de 120 anos da Lei Áurea, a elite brasileira continua branca. A abolição proibiu a compra e venda de seres humanos, mas manteve o povo negro pobre, e um preconceito racial que não é explícito contra a cor, mas sim contra a posição social: que vem da fortuna, que decorre da falta de formação profissional, que deriva da falta de uma política de igualdade na educação de base. Por isso, a imensa maioria da população negra continua sem fortuna e ficou sem escola; e, sem escola, ficou sem fortuna: em um círculo vicioso de exclusão social.
É nesse quadro que surge, imitando os EUA, a luta dos movimentos negros pelo direito às cotas para ingresso na universidade. Uma maneira de aumentar o número de profissionais negros, ascendendo profissionalmente e daí socialmente, para quebrar o preconceito racial. No mesmo momento surgem fortes resistências, inclusive em nome do anti-racismo, como se ficando debaixo do tapete da história ele não existisse. Outros se queixam de que vai cair a qualidade da formação universitária, como se a classificação no vestibular definisse a competência do profissional. Ninguém escolhe um médico pela classificação que teve no vestibular.
Para se beneficiar das cotas, o jovem negro precisa concluir o ensino médio, fazer um cursinho e passar no vestibular: o aluno que se beneficia da cota não é menos qualificado, por causa de décimos de nota do vestibular. Tem uma classificação pior no vestibular, mas não é necessariamente menos qualificado como profissional. Mas é verdade que esses décimos deixam alguém mais bem classificado para trás. Esse é um argumento forte dos opositores das cotas: um jovem de hoje ficará para trás pelo crime cometido por gerações anteriores contra os escravos e seus descendentes.
Mas os opositores e os defensores das cotas se unem em um ponto: não se preocupam com os que ficarão para trás por causa da falta de acesso a boas escolas. Os que são contra as cotas, esquecem os dois terços, cerca de 30 milhões de jovens, que serão deixados para trás porque não vão concluir o ensino médio; e outros 5 milhões que terminarão o ensino médio, mas com péssima qualidade.
Mesmo com as cotas, os negros pobres continuarão deixados para trás. O movimento pelas cotas esquece o imenso número de brasileiros, especialmente negros, que não terminam o ensino médio. O movimento é para os que terminam o ensino médio, não pela abolição do analfabetismo no país, nem para que todos os brasileiros terminem o ensino médio com qualidade. Nem para que, no Brasil, a escola do filho do pobre seja tão boa quanto a escola do filho do rico. Elogiam o governo Lula por ter criado as cotas, mas não criticam a lentidão do programa Brasil Alfabetizado. Defendem corretamente a criação de um Ministério da Igualdade Racial, mas não protestaram quando, em 2004, foi fechada a Secretaria do MEC para Erradicação do Analfabetismo. Lutam pela cota de 30% para ingressar na universidade, mas não para que 100% terminem o ensino médio.
As cotas têm um papel na quebra do preconceito, mas a verdadeira abolição está em fazer com que a escola dos pobres, a maior parte negra, tenha a mesma qualidade da escola dos ricos, a quase totalidade branca. Mas ninguém vê essa bandeira completa.
A luta por bandeiras incompletas está em todos os movimentos brasileiros. Os que lutam para assegurar o direito da criança nascer não lutam para que ela, depois de nascer, tenha uma escola de qualidade. Muitos lutam para impedir o aborto biológico, sem se preocupar com o contínuo aborto intelectual, quando se nega alfabetização e educação de base para tantos. Ninguém percebe que uma pessoa nasce duas vezes: na maternidade e na escola. Sem a primeira ela não vive; sem a segunda, vive em exclusão.
As bandeiras brasileiras são tão parciais, que este artigo será certamente repudiado pelos defensores das cotas e pelos que se opõem ao aborto. Porque estão concentrados em suas lutas parciais, não conseguem ver as lutas maiores, que incorporam suas bandeiras parciais.
(Cristovam Buarque – O Globo 01/03/08 – Seção Opinião)
Pode-se inferir do texto que:
 

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2878386 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Paulo Afonso-BA
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TEXTO I:
Bandeiras Incompletas
Depois de 120 anos da Lei Áurea, a elite brasileira continua branca. A abolição proibiu a compra e venda de seres humanos, mas manteve o povo negro pobre, e um preconceito racial que não é explícito contra a cor, mas sim contra a posição social: que vem da fortuna, que decorre da falta de formação profissional, que deriva da falta de uma política de igualdade na educação de base. Por isso, a imensa maioria da população negra continua sem fortuna e ficou sem escola; e, sem escola, ficou sem fortuna: em um círculo vicioso de exclusão social.
É nesse quadro que surge, imitando os EUA, a luta dos movimentos negros pelo direito às cotas para ingresso na universidade. Uma maneira de aumentar o número de profissionais negros, ascendendo profissionalmente e daí socialmente, para quebrar o preconceito racial. No mesmo momento surgem fortes resistências, inclusive em nome do anti-racismo, como se ficando debaixo do tapete da história ele não existisse. Outros se queixam de que vai cair a qualidade da formação universitária, como se a classificação no vestibular definisse a competência do profissional. Ninguém escolhe um médico pela classificação que teve no vestibular.
Para se beneficiar das cotas, o jovem negro precisa concluir o ensino médio, fazer um cursinho e passar no vestibular: o aluno que se beneficia da cota não é menos qualificado, por causa de décimos de nota do vestibular. Tem uma classificação pior no vestibular, mas não é necessariamente menos qualificado como profissional. Mas é verdade que esses décimos deixam alguém mais bem classificado para trás. Esse é um argumento forte dos opositores das cotas: um jovem de hoje ficará para trás pelo crime cometido por gerações anteriores contra os escravos e seus descendentes.
Mas os opositores e os defensores das cotas se unem em um ponto: não se preocupam com os que ficarão para trás por causa da falta de acesso a boas escolas. Os que são contra as cotas, esquecem os dois terços, cerca de 30 milhões de jovens, que serão deixados para trás porque não vão concluir o ensino médio; e outros 5 milhões que terminarão o ensino médio, mas com péssima qualidade.
Mesmo com as cotas, os negros pobres continuarão deixados para trás. O movimento pelas cotas esquece o imenso número de brasileiros, especialmente negros, que não terminam o ensino médio. O movimento é para os que terminam o ensino médio, não pela abolição do analfabetismo no país, nem para que todos os brasileiros terminem o ensino médio com qualidade. Nem para que, no Brasil, a escola do filho do pobre seja tão boa quanto a escola do filho do rico. Elogiam o governo Lula por ter criado as cotas, mas não criticam a lentidão do programa Brasil Alfabetizado. Defendem corretamente a criação de um Ministério da Igualdade Racial, mas não protestaram quando, em 2004, foi fechada a Secretaria do MEC para Erradicação do Analfabetismo. Lutam pela cota de 30% para ingressar na universidade, mas não para que 100% terminem o ensino médio.
As cotas têm um papel na quebra do preconceito, mas a verdadeira abolição está em fazer com que a escola dos pobres, a maior parte negra, tenha a mesma qualidade da escola dos ricos, a quase totalidade branca. Mas ninguém vê essa bandeira completa.
A luta por bandeiras incompletas está em todos os movimentos brasileiros. Os que lutam para assegurar o direito da criança nascer não lutam para que ela, depois de nascer, tenha uma escola de qualidade. Muitos lutam para impedir o aborto biológico, sem se preocupar com o contínuo aborto intelectual, quando se nega alfabetização e educação de base para tantos. Ninguém percebe que uma pessoa nasce duas vezes: na maternidade e na escola. Sem a primeira ela não vive; sem a segunda, vive em exclusão.
As bandeiras brasileiras são tão parciais, que este artigo será certamente repudiado pelos defensores das cotas e pelos que se opõem ao aborto. Porque estão concentrados em suas lutas parciais, não conseguem ver as lutas maiores, que incorporam suas bandeiras parciais.
(Cristovam Buarque – O Globo 01/03/08 – Seção Opinião)
“É nesse quadro que surge, imitando os EUA, a luta dos movimentos negros pelo direito às cotas para ingresso na universidade” Em todas as alternativas, a reescrita deste texto manteve o sentido original, EXCETO em:
 

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Questão presente nas seguintes provas
2878385 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Paulo Afonso-BA
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TEXTO I:
Bandeiras Incompletas
Depois de 120 anos da Lei Áurea, a elite brasileira continua branca. A abolição proibiu a compra e venda de seres humanos, mas manteve o povo negro pobre, e um preconceito racial que não é explícito contra a cor, mas sim contra a posição social: que vem da fortuna, que decorre da falta de formação profissional, que deriva da falta de uma política de igualdade na educação de base. Por isso, a imensa maioria da população negra continua sem fortuna e ficou sem escola; e, sem escola, ficou sem fortuna: em um círculo vicioso de exclusão social.
É nesse quadro que surge, imitando os EUA, a luta dos movimentos negros pelo direito às cotas para ingresso na universidade. Uma maneira de aumentar o número de profissionais negros, ascendendo profissionalmente e daí socialmente, para quebrar o preconceito racial. No mesmo momento surgem fortes resistências, inclusive em nome do anti-racismo, como se ficando debaixo do tapete da história ele não existisse. Outros se queixam de que vai cair a qualidade da formação universitária, como se a classificação no vestibular definisse a competência do profissional. Ninguém escolhe um médico pela classificação que teve no vestibular.
Para se beneficiar das cotas, o jovem negro precisa concluir o ensino médio, fazer um cursinho e passar no vestibular: o aluno que se beneficia da cota não é menos qualificado, por causa de décimos de nota do vestibular. Tem uma classificação pior no vestibular, mas não é necessariamente menos qualificado como profissional. Mas é verdade que esses décimos deixam alguém mais bem classificado para trás. Esse é um argumento forte dos opositores das cotas: um jovem de hoje ficará para trás pelo crime cometido por gerações anteriores contra os escravos e seus descendentes.
Mas os opositores e os defensores das cotas se unem em um ponto: não se preocupam com os que ficarão para trás por causa da falta de acesso a boas escolas. Os que são contra as cotas, esquecem os dois terços, cerca de 30 milhões de jovens, que serão deixados para trás porque não vão concluir o ensino médio; e outros 5 milhões que terminarão o ensino médio, mas com péssima qualidade.
Mesmo com as cotas, os negros pobres continuarão deixados para trás. O movimento pelas cotas esquece o imenso número de brasileiros, especialmente negros, que não terminam o ensino médio. O movimento é para os que terminam o ensino médio, não pela abolição do analfabetismo no país, nem para que todos os brasileiros terminem o ensino médio com qualidade. Nem para que, no Brasil, a escola do filho do pobre seja tão boa quanto a escola do filho do rico. Elogiam o governo Lula por ter criado as cotas, mas não criticam a lentidão do programa Brasil Alfabetizado. Defendem corretamente a criação de um Ministério da Igualdade Racial, mas não protestaram quando, em 2004, foi fechada a Secretaria do MEC para Erradicação do Analfabetismo. Lutam pela cota de 30% para ingressar na universidade, mas não para que 100% terminem o ensino médio.
As cotas têm um papel na quebra do preconceito, mas a verdadeira abolição está em fazer com que a escola dos pobres, a maior parte negra, tenha a mesma qualidade da escola dos ricos, a quase totalidade branca. Mas ninguém vê essa bandeira completa.
A luta por bandeiras incompletas está em todos os movimentos brasileiros. Os que lutam para assegurar o direito da criança nascer não lutam para que ela, depois de nascer, tenha uma escola de qualidade. Muitos lutam para impedir o aborto biológico, sem se preocupar com o contínuo aborto intelectual, quando se nega alfabetização e educação de base para tantos. Ninguém percebe que uma pessoa nasce duas vezes: na maternidade e na escola. Sem a primeira ela não vive; sem a segunda, vive em exclusão.
As bandeiras brasileiras são tão parciais, que este artigo será certamente repudiado pelos defensores das cotas e pelos que se opõem ao aborto. Porque estão concentrados em suas lutas parciais, não conseguem ver as lutas maiores, que incorporam suas bandeiras parciais.
(Cristovam Buarque – O Globo 01/03/08 – Seção Opinião)
“Elogiam o governo Lula por ter criado as cotas, mas não criticam a lentidão do programa Brasil Alfabetizado”.
Sem alterar o sentido, só NÃO poderia ter sido empregado, no texto, no lugar de “lentidão”, a palavra:
 

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2878381 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Paulo Afonso-BA
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TEXTO I:
Bandeiras Incompletas
Depois de 120 anos da Lei Áurea, a elite brasileira continua branca. A abolição proibiu a compra e venda de seres humanos, mas manteve o povo negro pobre, e um preconceito racial que não é explícito contra a cor, mas sim contra a posição social: que vem da fortuna, que decorre da falta de formação profissional, que deriva da falta de uma política de igualdade na educação de base. Por isso, a imensa maioria da população negra continua sem fortuna e ficou sem escola; e, sem escola, ficou sem fortuna: em um círculo vicioso de exclusão social.
É nesse quadro que surge, imitando os EUA, a luta dos movimentos negros pelo direito às cotas para ingresso na universidade. Uma maneira de aumentar o número de profissionais negros, ascendendo profissionalmente e daí socialmente, para quebrar o preconceito racial. No mesmo momento surgem fortes resistências, inclusive em nome do anti-racismo, como se ficando debaixo do tapete da história ele não existisse. Outros se queixam de que vai cair a qualidade da formação universitária, como se a classificação no vestibular definisse a competência do profissional. Ninguém escolhe um médico pela classificação que teve no vestibular.
Para se beneficiar das cotas, o jovem negro precisa concluir o ensino médio, fazer um cursinho e passar no vestibular: o aluno que se beneficia da cota não é menos qualificado, por causa de décimos de nota do vestibular. Tem uma classificação pior no vestibular, mas não é necessariamente menos qualificado como profissional. Mas é verdade que esses décimos deixam alguém mais bem classificado para trás. Esse é um argumento forte dos opositores das cotas: um jovem de hoje ficará para trás pelo crime cometido por gerações anteriores contra os escravos e seus descendentes.
Mas os opositores e os defensores das cotas se unem em um ponto: não se preocupam com os que ficarão para trás por causa da falta de acesso a boas escolas. Os que são contra as cotas, esquecem os dois terços, cerca de 30 milhões de jovens, que serão deixados para trás porque não vão concluir o ensino médio; e outros 5 milhões que terminarão o ensino médio, mas com péssima qualidade.
Mesmo com as cotas, os negros pobres continuarão deixados para trás. O movimento pelas cotas esquece o imenso número de brasileiros, especialmente negros, que não terminam o ensino médio. O movimento é para os que terminam o ensino médio, não pela abolição do analfabetismo no país, nem para que todos os brasileiros terminem o ensino médio com qualidade. Nem para que, no Brasil, a escola do filho do pobre seja tão boa quanto a escola do filho do rico. Elogiam o governo Lula por ter criado as cotas, mas não criticam a lentidão do programa Brasil Alfabetizado. Defendem corretamente a criação de um Ministério da Igualdade Racial, mas não protestaram quando, em 2004, foi fechada a Secretaria do MEC para Erradicação do Analfabetismo. Lutam pela cota de 30% para ingressar na universidade, mas não para que 100% terminem o ensino médio.
As cotas têm um papel na quebra do preconceito, mas a verdadeira abolição está em fazer com que a escola dos pobres, a maior parte negra, tenha a mesma qualidade da escola dos ricos, a quase totalidade branca. Mas ninguém vê essa bandeira completa.
A luta por bandeiras incompletas está em todos os movimentos brasileiros. Os que lutam para assegurar o direito da criança nascer não lutam para que ela, depois de nascer, tenha uma escola de qualidade. Muitos lutam para impedir o aborto biológico, sem se preocupar com o contínuo aborto intelectual, quando se nega alfabetização e educação de base para tantos. Ninguém percebe que uma pessoa nasce duas vezes: na maternidade e na escola. Sem a primeira ela não vive; sem a segunda, vive em exclusão.
As bandeiras brasileiras são tão parciais, que este artigo será certamente repudiado pelos defensores das cotas e pelos que se opõem ao aborto. Porque estão concentrados em suas lutas parciais, não conseguem ver as lutas maiores, que incorporam suas bandeiras parciais.
(Cristovam Buarque – O Globo 01/03/08 – Seção Opinião)
Considerando a estrutura do texto, a assinatura, o portador, “Bandeiras Incompletas” pertence ao gênero:
 

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