Segundo o artigo 22 da Lei nº
9.394/96 (LDBEN),
“a Educação Básica tem por finalidades desenvolver
o educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe
os meios para que ele possa progredir no trabalho e
em estudos posteriores”. Esse desenvolvimento se dá
ao longo dos 17 primeiros anos de vida dos educandos,
passa, em caráter regular, pelas etapas sequenciais de
educação escolar, explicitadas pela mesma LDBEN e
reafirmadas pela Resolução CNE/CEB nº
04/2010 em
seu art. 21: Educação Infantil, Ensino Fundamental e
Ensino Médio. Em seus artigos 21 e 23, essa Resolução retoma o estabelecido pela LDBEN em relação ao
ensino fundamental: obrigatório, com duração de nove
anos, gratuito na escola pública, iniciando-se aos seis
anos de idade, e tendo por objetivo a formação básica do
cidadão, mediante “o desenvolvimento da capacidade de
aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da
leitura, da escrita e do cálculo”. E, no art. 24, a mesma
Resolução destaca que, nos anos iniciais desse ensino
fundamental, o processo educativo, o qual abrange diversos conhecimentos, habilidades e atitudes, tem como
foco central a alfabetização
A BNCC, Base Nacional Comum Curricular (2017)
reforça que, “nas últimas décadas, vem se consolidando,
na Educação Infantil, a concepção que vincula educar e
cuidar, entendendo o cuidado como algo indissociável
do processo educativo”. Essa concepção deve embasar a elaboração da proposta pedagógica de creches e
pré-escolas, assim como outros elementos que constam das Diretrizes Curriculares Nacionais para a
Educação Infantil (Resolução CNE/CEB nº
5/09), tais
como o respeito aos princípios: éticos, políticos e estéticos e os eixos estruturantes das práticas pedagógicas
(as interações e a brincadeira). Uma contribuição relevante para elaborar essa proposta é oferecida pela obra
de Campos e Rosemberg (2009), cuja primeira parte
“contém critérios relativos à organização e ao funcionamento interno das creches, que dizem respeito principalmente às práticas concretas adotadas no trabalho direto
com as crianças”. Segundo as autoras, os pressupostos
do documento “baseiam-se em três áreas de conhecimento e ação: dados sistematizados e não sistematizados sobre a realidade vivida no cotidiano da maioria
das creches brasileiras que atendem a criança pequena pobre; o estado do conhecimento sobre o desenvolvimento infantil em contextos alternativos à família, no
Brasil e em países mais desenvolvidos,(...); discussões
nacionais e internacionais sobre os direitos das crianças
e a qualidade dos serviços voltados para a população
infantil”. Campos e Rosemberg consideraram como objetivo mais urgente desse seu trabalho
A Lei Federal nº
13.257/2016, dispõe sobre as políticas
públicas para a primeira infância, visando a assegurar
seus direitos. Nesse sentido, ela destaca, no art. 16, que
a expansão da educação infantil deverá ser feita de maneira a assegurar a qualidade da oferta, com instalações
e equipamentos que obedeçam a padrões de infraestrutura estabelecidos pelo Ministério da Educação, com
profissionais qualificados conforme dispõe a LDBEN/96,
e com currículo e materiais pedagógicos adequados à
proposta pedagógica. Essa mesma LDBEN, no art. 29,
dispõe que a educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem por finalidade o desenvolvimento integral
da criança de até 5 (cinco) anos, em seus aspectos físico,
psicológico, intelectual e social, complementando a ação
da família e da comunidade. No art. 30, define que essa
etapa será oferecida em creches para crianças de até
3 anos de idade e, em pré-escolas, para as de até 4 a
5 anos de idade. No art. 31, essa Lei estabelece algumas regras para organização de Educação Infantil: carga
horária mínima anual de 800 horas, distribuída por um
mínimo de 200 dias de trabalho educacional, sendo
exigida, do total de horas, a frequência mínima de
No Brasil, a Constituição Federal (CF/88) e a Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN/96)
estabelecem que Municípios atuarão prioritariamente
no ensino fundamental e na educação infantil e que os
Estados e o Distrito Federal atuarão prioritariamente no
ensino fundamental e médio. Essas duas legislações
estabelecem que a União, os Estados, o Distrito Federal
e os Municípios organizarão, em regime de colaboração,
seus sistemas de ensino. Libâneo (2010) ressalta que
embora haja menção explícita à articulação entre os
sistemas de ensino, ainda não é possível afirmar que o
país tenha um sistema nacional articulado de educação.
As expectativas nesse sentido, segundo o autor, voltaram-se para a elaboração do, uma vez
que, de acordo com o art. 9º da LDBEN/96, ela seria
incumbência da União em colaboração com os Estados,
o Distrito Federal e os Municípios.
Assinale a alternativa que preenche corretamente a
lacuna do texto
A CF/88 e a LDBEN/96 estabelecem a educação como
um direito de todos e dever do Estado e da família,
sendo promovida e incentivada com a colaboração da
sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa,
seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. Essas leis determinam que o ensino
será ministrado com base em vários princípios, entre eles,
o da garantia de seu padrão de qualidade. Dourado (2009),
o qual aborda a questão da qualidade da Educação, apresenta alguns aspectos fundamentais concernentes à construção de um movimento nacional para sua promoção.
No âmbito legal, essa questão da qualidade da educação
tem seu parâmetro definido no artigo 11 da Lei Federal
nº
13.005/2014, que estabelece o Sistema Nacional de
Avaliação da Educação Básica (Saeb) como fonte de
informação para aferição dessa qualidade e para
Ao abordar a relação entre sociedade e educação,
Luckesi (2002) destaca três tendências filosófico-políticas
para compreender a educação, as quais se constituíram
ao longo da prática educacional. A primeira tendência é a
redentora, que compreende a educação como a responsável pela direção da sociedade e da vida social, salvando-a
da situação em que se encontra. A segunda tendência vê
a educação como reprodutora da sociedade. E, a terceira tendência é a que tem por perspectiva compreender a
educação como mediação de um projeto social, isto é, a
educação como transformadora da sociedade. A relação
entre sociedade, educação e escola também é objeto de
reflexão de Rios (2011), que destaca a relevância da cultura, como elemento estruturante da sociedade. Segundo
Rios, “há uma interferência recíproca que atravessa todas
as instituições que constituem o social” e pode-se “verificar
que a escola tem uma função contraditória – ao mesmo
tempo em que é fator de manutenção, ela transforma a
cultura”. Para Rios, “a escola é parte da sociedade e tem
com o todo uma relação
Libâneo (2004), aponta que as mudanças que vêm ocorrendo no mundo, “o novo paradigma econômico, os avanços científicos e tecnológicos, a reestruturação do sistema
de produção e tecnológicos, a reestruturação do sistema
de produção e as mudanças no mundo do conhecimento
afetam a organização do trabalho e o perfil dos trabalhadores, repercutindo na qualificação profissional e, por consequência, nos sistemas de ensino e nas escolas”. Esses
aspectos apontados por Libâneo mereceram destaque no
trabalho de Assmann (2004). Para este, o mundo está se
transformando numa trama complexa de sistemas aprendentes e de ambientes propiciadores de experiências do
conhecimento. Assmann ressalta que um tema-chave
para a escola do futuro é a
Com o intuito de marcar uma reunião com uma equipe da Secretaria de Educação para planejar e avaliar ações pedagógicas, um usuário preparou o seguinte e-mail no gmail.com, em sua configuração padrão:
De: João Para: Maria; Beatriz; Fernando Cc: Rita Cco: Rodolfo Assunto: melhor data para reunião
No corpo do e-mail foi solicitado que cada um, ao responder, usasse a opção Responder para Todos. Todos responderam a mensagem seguindo a solicitação. Considere que todas as mensagens foram enviadas e recebidas com sucesso.
Assinale a alternativa que contém o nome para o qual não chegou a resposta enviada por Beatriz.
Com objetivo de atribuir salas de aula de acordo com a quantidade de alunos de cada turma, um usuário elaborou a planilha exibida a seguir por meio do MS-Excel 2010, em sua configuração padrão. As colunas A e B mostram as turmas e suas respectivas quantidades de alunos. Na coluna C, foram colocadas fórmulas para determinar em qual corredor deve estar cada turma, sabendo-se que, no corredor A, ficam salas para turmas com até 20 alunos, e, no corredor B, ficam as demais salas.
Assinale a alternativa que apresenta a fórmula aplicada na célula C2, conforme o enunciado.