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Segundo Fausto (2002), apesar das imperfeições, a Constituição Brasileira de 1988 logrou ser o reflexo dos avanços sociais ocorridos no Brasil, particularmente nos setores de ampliação dos direitos sociais e políticos aos cidadãos em geral e das chamadas minorias. Entretanto, trata-se de um texto constitucional repleto de minúcias e que demandava uma série de regulamentações posteriores, sendo muito complexo e, por vezes, cheio de sinuosidades e com muitas regras que poderiam ser matéria de texto infraconstitucional, mas que acabaram entrando na Constituição. Fausto atribui essa natureza sinuosa do texto constitucional ao seguinte fator condicionante imediato:
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A crise do sistema feudal dá ensejo ao surgimento do fenômeno histórico conhecido como Estado Moderno. Entre as mudanças históricas que este introduz, podemos mencionar, dentre outros:
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Depois de 1830, na Europa, houve uma tendência de mudança nos movimentos sociais que lutavam para empreender a Revolução Burguesa e a consequente imposição dos valores liberais. Pode-se caracterizar tal mudança de rumo da seguinte maneira:
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No século XVII, a imigração de puritanos perseguidos na Inglaterra para as colônias do Norte da Nova Inglaterra permitiu, dentre outros fatores, que estas se constituíssem na grande exceção da colonização europeia na América. O Norte era diverso, inclusive, das colônias mais ao Sul dos atuais Estados Unidos. A diferença fundamental estava no fato de que:
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A ERA DAS GRANDES TRANSFORMAÇÕES
Vivemos na era das Grandes Transformações. Entre tantas, destaco apenas duas: a primeira no campo da economia e a segunda no campo da consciência.
A primeira na economia: começou partir de 1834 quando se consolidou a revolução industrial na Inglaterra. Consiste na passagem de uma economia de mercado para uma sociedade de mercado. Mercado sempre existiu na história da humanidade, mas nunca uma sociedade só de mercado. Quer dizer, a economia é o que conta, o resto deve servir a ela.
Diz-se que mercado deve ser livre e o Estado é visto como seu grande empecilho. Missão deste, na verdade, é ordenar com leis e normas a sociedade, também o campo econômico e coordenar a busca comum do bem comum(a). A Grande Transformação postula um Estado mínimo, limitado praticamente às questões ligadas à infraestrutura da sociedade, ao fisco e à segurança. Tudo o mais pertence e é regulado pelo mercado.
Tudo pode ser levado ao mercado como água potável, sementes, alimentos e até órgãos humanos(b). Esta mercantilização penetrou em todos os setores da sociedade: a saúde, a educação, o esporte, o mundo das artes e do entretenimento e até nos grupos importantes das religiões e das igrejas com seus programas de TV e de rádio.
Essa forma de organizar a sociedade unicamente ao redor dos interesses econômicos do mercado cindiu a humanidade de cima a baixo: um fosso enorme se criou entre os poucos ricos e os muitos pobres.
Essa voracidade encontrou o limite da própria Terra. Ela não possui todos os bens e serviços suficientes e renováveis. Não é um baú sem fundo. Tal fato dificulta senão impede a reprodução do sistema produtivista/capitalista. É sua crise.
Essa Transformação, por sua lógica interna, está se tornando biocida, ecocida e geocida. A vida corre risco e a Terra poderá não nos querer mais sobre ela, porque somos demasiadamente destruitivos.
A segunda Grande Transformação está se dando no campo da consciência. Na medida em que crescem os danos à natureza que afetam a qualidade de vida, cresce simultaneamente a consciência de que, na ordem de 90%, tais danos se devem à atividade irresponsável e irracional dos seres humanos, mais especificamente, daquelas elites de poder econômico, político, cultural e mediático que se constituem em grandes corporações multilaterais e que assumiram os rumos do mundo.
Temos, com urgência, que fazer alguma coisa que interrompa o percurso para o precipício(c). O primeiro estudo global foi feito em 1972. Revelou-se que ela está doente. A causa principal é o tipo de desenvolvimento que as sociedades assumiram. Ele acaba ultrapassando os limites de suportabilidade da natureza e da Terra. Temos que produzir, sim, para alimentar a humanidade(d). Mas de outro jeito, respeitando os ritmos da natureza e seus limites, permitindo que ela descanse e se refaça.
A reflexão ecológica se complexificou. Não se pode reduzi-la apenas à preservação do meio ambiente. A totalidade do sistema mundo está em jogo(e). Assim surgiu uma ecologia ambiental que tem como meta a qualidade de vida; uma ecologia social que visa um modo sustentável de vida (produção, distribuição, consumo e tratamento dos dejetos); uma ecologia mental que se propõe criticar preconceitos e visões de mundo hostis à vida e formular um novo design civilizatório, à base de princípios e de valores para uma nova forma de habitar a Casa Comum; e por fim uma ecologia integral que se dá conta de que a Terra é parte de um universo em evolução e que devemos viver em harmonia com o Todo, uno, complexo e carregado de propósito. Daí resulta a paz.
Se triunfar a consciência do cuidado e da nossa responsabilidade coletiva pela Terra e por nossa civilização, seguramente teremos ainda futuro.
Leonardo Boff (http://cartamaior.com.br/?/Coluna/A-era-das-grandes-transformacoes/33427)
A frase que melhor sintetiza a primeira grande transformação apresentada pelo autor é:
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Em 1961, em The origins of the Second World War, o historiador britânico A.J.P. Taylor (in Reis Filho, vol.III,2000) negou o que parecia ser a verdade absoluta. Até o fim da década de 1950, havia um certo consenso entre os historiadores quanto às responsabilidades de Adolf Hitler sobre a Segunda Guerra Mundial. Mas Taylor argumentou que a Segunda Guerra representou apenas mais uma etapa da busca da geopolítica alemã por garantir o controle sobre o Centro- Leste da Europa, numa espécie de continuação da estratégia política implementada por Bismark e Guilherme II, um século antes. A visão predominante dos historiadores marxistas do período sobre o significado das ações de Hitler na Segunda Guerra Mundial é que:
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O início do século XX, no Brasil, foi marcado por uma série de conflitos sociais e manifestações populares, tornando a Primeira República Brasileira (1889-1930) um momento de particular instabilidade das relações entre o Estado Brasileiro e seus cidadãos. Também no Rio de Janeiro e em São Paulo houve eclosões de revolta popular durante a República Velha. Elas, porém, apresentavam certa distinção entre si. Assim, pode-se caracterizar a diferença entre as revoltas da população de São Paulo daquelas ocorridas no Rio de Janeiro:
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- História do BrasilEra VargasO Estado Novo (1937-1945): a Guinada Autoritária e a Constituição de 1937
As políticas educacionais foram organizadas de cima para baixo e não envolveram uma grande mobilização na sociedade. Eram caracterizadas por um viés autoritário, mas não chegavam a poder ser descritas como uma educação totalitária, como quiseram crer alguns críticos, que buscasse abarcar todos os matizes do universo cultural. Predominava uma visão centralizadora da ação governamental sobre os processos e políticas educacionais. Tinha como objetivo a formação de uma elite abrangendo setores mais amplos da população e melhor preparada intelectualmente. Segundo Fausto (2002), a descrição acima corresponde à política educacional adotada no seguinte período governamental do Brasil:
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Zabala tem afirmado que, se a realidade, como objeto de estudo, é o nexo comum dos métodos globalizadores, também o é a necessidade de criar as condições que permitam que o aluno esteja motivado para a aprendizagem e que seja capaz de compreender e aplicar os conhecimentos adquiridos. Assim, os conteúdos são funcionais e significativos se:
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Conforme Candau (2008), as alternativas ou possíveis soluções para os problemas da prática pedagógica podem se dar a partir de uma análise reflexiva da didática. Para a autora:
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